Wi-Fi a bordo: em 2016, virando rotina?

Virgin America inflight wifi billboard

São hoje pelo menos sessenta companhias aéreas que oferecem serviços de Wi-Fi a bordo dos seus aviões. A plataforma de viagem routehappy.com acabou de publicar uma interessante pesquisa comparativa das suas ofertas, tanto nos voos de longas que de curtas distancias. O ranking assim estabelecido leva em consideração os equipamentos, a qualidade do serviço, mas também a oferta global de assentos (available seat miles ASM) de cada companhia, critérios que levam a calcular que 36% dos viajantes podem hoje se conectar com a Internet.Delta As três maiores companhias americanas lideram o ranking, a Delta ficando com uma pequena vantagem sobre United e  American. A Southwest é a quinta colocada, bem na frente da Virgin America que tem 100% de seus aviões equipados, mas com uma oferta global de assentos muito menor. A concorrência na América do Norte obrigou as companhias a acelerar seus investimentos em 2015, e seus passageiros tem hoje 76% de chances de ser beneficiado com uma conexão a bordo,  sendo esse numero reduzido a 24% nas companhias de outras regiões do mundo.

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Depois de Emirates, empatada com Etihad em sexto lugar, a Lufthansa oferece o Wi-Fi em 100% dos seus voos de longa distancia. Ela é uma das poucas companhias europeias  bem colocada, na frente de Aeroflot, Norwegian, Iberia, Aer Lingus ou Turkish. A pesquisa mostra também que duas das maiores companhias europeias e mundiais, a Air France e a British, mesmo dando prioridade para a clientela corporativa, ainda têm muita cautela quando se trata de Wi-Fi a bordo. Wi-Fi na Air FranceEm parceria com a telefônica francesa Orange, a Air France está testando a bordo de vários Airbus A320 um Wi-Fi de alta velocidade onde será até possível de assistir a televisão, uma tecnologia também testada pelos Trens de Grande Velocidade da SNCF. Com muita pressão dos passageiros – especialmente os Frequent flyers – , esse serviço está funcionando na Virgin America e vai começar em breve na Jet Blue. A Delta, a Aeromexico, a Virgin Atlantic e a Lufthansa estão também se preparando e vão obrigar as grandes concorrentes a encontrar em 2016 as soluções técnicas necessárias.

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A pesquisa de routehappy.com mostrou também que a concorrência em algumas rotas obriga as companhias a acelerar a oferta de Wi-Fi. É o caso de Nova Iorque a Dubai, de Los Angeles a Tóquio ou de Londres a Singapura que constam os maiores números de voos conectados, enquanto é difícil navegar na Internet de Londres para Hong Kong, ou nas principais conexões saindo de Paris. Wi-Fi-en-volA concorrência vai também provavelmente acelerar a gratuidade do serviço, hoje exclusiva dos passageiros da Primeira e da Executiva, mas que será com certeza ampliada em breve para todos os viajantes. No Brasil, a GOL saiu na frente, prometendo instalar o Wi-Fi até o final do primeiro semestre de 2016 em toda a sua frota, em parceria com a Gogo, que irá oferecer a tecnologia necessária e a transmissão de dados via satélite quando no ar. Se o Wi-Fi ainda não é rotina nos céus brasileiros, vai com certeza vira-lo em breve.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Serge Fabre na revista de turismo on-line La Quotidienne

Air France WiFi

A Martinica, entre a Pompei tropical e o Paris do Caríbe

O Rochedo do Diamante visto de Sainte Anne

O Rochedo do Diamante visto de Sainte Anne

Para os brasileiros, a Martinica será sem dúvidas a grande novidade dos cruzeiros caribenhos do verão.  A partir do 19 de dezembro, a MSC Cruzeiros oferecerá um roteiro completo de sete noites, saindo de Fort de France e  com escalas em varias ilhas francesas – alem da Martinica, Saint Martin, Saint Barthelemy e a Guadalupe. mscA viagem aérea de ida e volta entre São Paulo e Fort de France, aproveitará um vôo da companhia Gol, fretado pela MSC e que ligará diretamente as duas cidades pela primeira vez. Ainda pouco conhecida no Brasil – ainda que todos já cantaram Chiquita Bacana ou Banana Real -, a Martinica acredita que o sucesso dessa operação será uma grande oportunidade para os brasileiros descobrir melhor um destino que já foi  conhecido como o Paris das Antilhas.

Martinique - Saint-Pierre e a Montagne Pelée

Martinique – Saint-Pierre e a Montagne Pelée

Mas que suas praias pretas ou brancas,  seu mar turquesa, ou suas flores exuberantes que encantaram o Cristovo Colombo e lhe deram o seu nome (Madinina, a Ilha das Flores) , foi o vulcão Montagne Pelée (a Montanha Pelada) que marcou a historia da Martinica. A sua então capital, Saint Pierre, era em 1902 a cidade mais rica e mais avançada do Caríbe. Tinha industrias de açúcar e de rum, tinha um porto modernismo, ruas pavimentas com  iluminação publica, tinha um bondinho, um jardim botânico e um teatro de 800 lugares copiado do teatro de Bordeaux.Saint Pierre, o dia seguinte No dia 8 de Maio, as 7h52 da manhã, o Paris tropical virou a Pompei do Caríbe. Vindo do cratera do vulcão, uma nuvem de cinzas e de gases, com uma temperatura de mais de 1000 graus, arrasou todos os prédios, fundiu grades e portas de ferros, e matou todos os seus 30.000 habitantes.  A cidade foi reconstruída, perdeu o seu status de capital da ilha para Fort de France, mas a visita dos seus monumentos reconstruídos – Igreja ou Câmara de comercio, dos seus dois museus históricos , a caminhada nas ruínas e a visão da prisão onde era encarcerado Louis Cyparis, o único sobrevivente (protegido pelas paredes dos subterrâneos, ele saiu ileso depois do calor derreter todas as grades), são momentos de grande emoção para o visitante.

A Camara de comercio e a igreja de Saint-Pierre

A igreja e a Câmara de comercio de Saint Pierre

Com os navios da MSC acostando no centro de Fort de France, os brasileiros vão poder caminhar nesse cidade que guardou o espírito parisiense que rodeava as ruas de Saint Pierre. Mesmo misturando as culturas francesa e “créole”, mesmo vibrando tanto com a melodias francesas que com os ritmos do Zouk local, A igreja de BalataFort de France continua com um “je ne sais quoi” de Paris. Pode ser a igreja de Balata que lembra o Sagrado Coração de Montmartre, pode ser a presencia permanente da Josephine, esposa do Napoleon nascida na Ilha, pode ser as estilosas butiques com famosas marcas francesas, pode ser suas numerosas opções de restaurantes. Talvez, mais do que isso, deve ser a paixão pela cultura, a procura permanente pela elegância , e essa pitada de arrogância parisiense que os moradores porem gostam, espírito caribenho obriga, de abandonar frente aos visitantes.

Jean-Philippe Pérol

A praia do Club Med

A praia do Club Med

Transporte aéreo: o boom das receitas adicionais vai continuar!

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Quem não gostou de pagar 5 reais seu cafezinho na sua ultima viagem com a Gol vai ser decepcionado de saber que a cobrança de serviços anexos pelas companhias aéreas não para de crescer no mundo inteiro. Numa pesquisa feita junta as 63 maiores empresas de transporte aéreo internacional, a IdeaWorksCompany/Car Trawler mostrou que, pelo oitavo ano seguinte, essas receitas, incluindo vendas a bordo e vendas ligadas a programas de milhas, chegaram a 17,49 USD por passageiro, um crescimento de 8,5% em relação a 2013. air-journal_Ryanair-vs-easyJetNo geral, foram 38,1 bilhões de USD e um crescimento de 21% em um ano. “As receitas adicionais são hoje um indicador do sucesso comercial das empresas”, declarou Michael Cunningham, diretor comercial da CarTrawler. ” Elas não são mais uma característica das companhias low-cost porque todas as companhias aproveitam essa renda. A questão não é de saber quem cobra para os serviços, para se esses serviços são de qualidade. Segundo essa pesquisa, a procura de receitas adicionais aumentou ainda mais a concorrência entre as transportadoras tradicionais e as companhias low cost. E a competição criativa colocou essas receitas, bem como a tarificação extra do máximo possível de serviços, no coração da briga pelos lucros.

Top 10 das companhias aéreas: total das receitas anexas

Top 10 das receitas anexas, em valor

Se o top 10 das companhias aéreas com as maiores receitas adicionais é claramente liderado pelas empresas estadounidenses, se deve anotar a boa colocação da Air France que ficou em quarto lugar com 2,046 bilhões de USD. UNITED BAGAGENSOs detalhes dessas receitas não são fornecidos por todas as companhias que participaram da pesquisa. A partir do exemplo da Easy Jet, pode porem fazer uma estimativa: 50% desses valores provenham das bagagens, 20% de comidas e bebidas, 8% de lugares específicos ou de upgrades, 8% de outras compras a bordo e 14% de compras ligadas aos programas de “frequent flyers”.

Top 10 das companhias aéreas: percentagem das receitas anexas

Top 10 das receitas anexas, em percentagem

O top 10 muda porem completamente quando se mede o peso dessas receitas no faturamento global das empresas, as low costs voltando a liderar a lista e a Spirit, famosa pela sua agressividade nas vendas, sempre colocada em primeiro lugar. Mesmo quando voltaram a atacar também os segmentos de viagens de negócios, essas companhias continuam cobrando os seus serviços, as vezes (caso da Ryan Air ou da Easy Jet) cobrando um forfait anual de 200 USD incluindo automaticamente embarque prioritário, lugares específicos e bagagens suplementares. GOL NO ARNovos serviços vão ainda aumentar as ocasiões para o passageiro colocar a mão no bolso. Para as companhias, a mais promissora é o acesso a Internet que já esta sendo oferecido em alguns trechos por companhias como American Airlines, Lufthansa ou Air France, e que deve ser operacional em breve no Brasil. A Gol está com um projeto quase pronto, fruto de parceria com a empresa de conectividade em aeronaves Gogo, com preço  entre 10 e 20 dólares para passageiros esporádicos e entre 3 e 5 dólares para os passageiros mais frequentes. Ai os viajantes vão ter até saudades dos 5 Reais do cafezinho ….

Champagne para todos. So na Air France!

Esse artigo foi traduzido e adaptado dum artigo original do L’Écho touristique

Chicken or pasta?

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Se o viajante é por natureza atraído pelas outras culturas, feliz de descobrir outras visões do mundo, interessado em novas experiências gastronômicas, aberto a  novos tipos de relacionamento,  ele  tem expectativas mais definidas quando se trata da sua companhia aérea. air-france-travel-2014-campaign4.jpg.pagespeed.ce_.BYdxf2h58qPode ter a sua companhia favorita, pode ter escolhido uma companhia bem específica para tal ou tal viagem, pode ser pelas milhas, pela imagem ou pelo serviço, mas a aviação ainda é um setor  onde a força – e até a magia – das marcas motivam o consumidor. Claro que as exigências mínimas são as mesmas, mas as expectativas são diferentes. O viajante não espera o mesmo serviço na TAM ou na Gol, o mesmo atendimento de bordo na Lufthansa ou na British, o mesmo cardápio na Air France ou na American, ou os mesmos aviões da Azul ou da Delta.

O crescimento das alianças – One World, Skyteam e Star Alliance -, e a multiplicação dos code-share, incluindo nos vôos domésticos brasileiros, estão complicando as escolhas e até desnorteando os consumidores. 1Nem todos sabem que o vôo Brasilia Rio de Janeiro Lufthansa LH2347 é operado pela TAM e que o check-in não será com padrão alemão. Ou que o vôo da Air France Manaus-Brasília AF2047 não tem nenhuma refeição inclusa a bordo já que é um vôo operado pela Gol. Pode estranhar também que um vôo da Delta, o DL6932, que dura mais de cinco horas, não possui poltronas reclináveis …

Difícil para o viajante nos voos domésticos de conexão, essa discrepância entre os parceiros das grandes alianças são ainda mais incompreensíveis quando os code share são numa mesma rota. As surpresas serão raramente agradáveis, seja os riscos de errar de terminal, de não encontrar o seu processo de check-in costumeiro, ou de descobrir que não vai viajar num Airbus novinho mas num velho 747. L1030980 - copieTalvez pior ainda, enquanto espera a chegada do seu jantar, sonhando com a voz da aeromoça dizendo com sotaque francês: ” O senhor já escolheu o seu prato principal?”, poderá ser acordado com uma voz grossa perguntando: “Chicken or pasta?”.

Com passageiros cada vez mais sensíveis a qualidade (ou a falta de qualidade) dos serviços oferecidos, é essencial não criar desilusões que pode ter graves consequências, especialmente a bordo. Nas ultimas semanas, dois aviões tiveram que fazer pousos forçados devido a passageiros furiosos. 1409055342000-Knee-DefenderUm voo da United Arlines Newark-Denver teve assim que pousar em Chicago. Inconformado com o pouco espaço entre as poltronas, um passageiro tinha utilizado um “Knee Defender”, um aparelho que impede o seu vizinho de frente de deitar a poltrona dele. O inventor, Ira Goldman, um homem de negócio de um metro e noventa, criou esse aparelho (que só custa 22 USD) porque não aguentava mais ver o espaço para as suas pernas ser reduzido cada ano, hoje até menos de 43 centímetros  em algumas companhias aéreas.

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É com certeza desaconselhável chegar a tal extremismo, mas por isso é necessário que as companhias respondem a essa preocupação dos consumidores. As alianças são necessárias e oferecem extraordinários vantagens para os viajantes, mas cada companhia parceira tem a sua historia, a sua imagem, os seus serviços e os seus clientes. As sinergias só podem existir e progredir na transparência e na definição de um padrão de qualidade  mínimo, com um code-share sendo também um quality-share para fazer de cada viagem uma boa experiência compartilhada.

Jean-Philippe Pérol

Air France em Brasília! Pioneirismo e fé no futuro brasileiro.

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Com o mesmo espírito de pioneirismo que já caracterizou toda a sua história no Brasil, Air France inaugurou dia 31 de Marco um novo voo para Brasília, terceiro destino no Brasil, depois de Rio de Janeiro e São Paulo. fotoO voo direto de Paris – Charles de Gaulle para o aeroporto Juscelino Kubitschek em Brasília tem três frequências semanais (segundas, quartas e sextas) e é operado por um Boeing 777-200 . Na ida o voo sai às 22h40 e chega em Paris às 14h20 do dia seguinte, na volta  é um voo de dia que sai  às 13h30 e chega em Brasília às 19h15.

Sonhada desde os anos setenta, esse primeiro voo foi festejado com todas as honras. aacf6aa8920c0ada5f04b78c2c33b0a2Teve recepcão na embaixada da Franca, autoridades no aeroporto cortando a fita tradicional com o diretor geral da Air France, Frederic Gagey, bombeiros batizando o avião com jatos de água e felizes convidados embarcando para quatro dias de festa em Paris a convite da Atout France e dos seus parceiros.

Esse voo é sem duvida uma boa noticia para todos os viajantes brasileiros, os brasilienses, claro, mas também todos aqueles que moram no Centro-Oeste e na Amazônia. EDI_8274Com a parceria inaugurada em 2009 e reforçada em 2014 com a GOL, 28 aeroportos vão integrar o code share, levando cidades como Belém, Campo Grande, Goiânia, São Luiz, Manaus ou Cuiabá a se sentirem mais próximas de Paris…

Oportunidades e promoções poderão até interessar viajantes vindo do sul do país, de Minas ou do interior de São Paulo. Mas com somente 35 voos semanais para França (sendo 28 do Grupo Air France), os brasileiros estão esperando ainda mais lugares e mais opções para o seu destino favorito na Europa.

Os próximos passos da Air France, a chegada do Airbus 380 nos próximos meses, e o aumento das frequências para Brasília se o sucesso se confirmar, são agora esperados com muito otimismo. E a médio prazo, para enfrentar a concorrência dos EE-UU ou do Portugal que interligam mais de dez capitais brasileiras, a abertura de novas rotas, especialmente no Nordeste, será imprescindível.

Até lá, parabéns e Merci Air France por apostar no crescimento dos fluxos turísticos entre a Franca e o Brasil!

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Jean-Philippe Pérol