Alegria, ironia e emoção na nova campanha do turismo #Made in France

Chá da tarde assim, só em Paris

Chá da tarde , só em Paris

Mesmo se os parisienses conseguiram superar as traumas dos dramas de novembro passado, mostrando que sua alegria de viver, e de receber os seus visitantes,  era a melhor resposta a dar ao ódio e a intolerância, o turismo na cidade luz ainda não voltou aos níveis anteriores. France web 2048x1363 vidaA recuperação é visível nos principais destinos do interior da França, mas ainda é lenta em Paris, especialmente nos mercados internacionais, seja tradicionais ,como o Japão ou a Itália,  ou seja emergentes, como o Brasil, a Rússia ou até a China.  Para tranquilizar os turistas sobre a segurança e o atendimento  e também reforçar a excepcional atratividade de Paris, o ministro das Relações exteriores e do turismo, junto com a prefeita de Paris, apresentou um plano de comunicação que será desenvolvido em 16 países do mundo, incluindo no Brasil.

Fast

Fast food, só em Paris

Lembrando que o turismo é uma prioridade nacional, um pilar da  economia gerando dois milhões de empregos, o ministro anunciou que valorização da “Arte de viver” a francesa, a sua liberdade e a sua diversidade enraizadas na cultura nacional, serão os focos da campanha.  A França quer lembrar que virou o primeiro destino do turismo internacional pela força da sua tradição de hospitalidade e pelos laços históricos ou culturais que ela sempre manteve pelo mundo. France web 2048x1363 normandiaCada visitante deve ser convencido que  as autoridades e os profissionais estão empenhadas a garantir seu conforto, sua segurança e a qualidade do seu atendimento. Sendo mais atingida, Paris será também priorizada na campanha por ser  o destino privilegiado dos turistas vindo de fora da Europa (85% dos pernoites dos brasileiros na França são parisienses) , e o portão de entrada para os outros destinos da França bem como de muitos roteiros europeus.

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Tráfego aéreo, só no Vale de Loire

Com mais de cem ações programadas pela Atout France, a campanha se apoia em visuais alegres e descontraídos mostrando como a arte de viver a francesa pode transformar os mais comuns dos clichês em momentos de emoções ou em experiências únicas. Em cartazes nos aeroportos franceses , em quadros nas embaixadas, ou em posts nas medias sociais , a campanha terá  toques de humor associando experiências inesperadas com os destinos promovidos: “Só em Paris”, “Só no Vale do Loire”, “Só em Versalhes”, “Só na Normandia” , e , claro,  “Só na França”. France web 2048x1363 galeriaPara conferir essas promessas feitas para os visitantes, o ministro declarou que serão convidados nas próximas semanas jornalistas, agentes de viagens, operadores, e blogueiros. Influenciadores vindo do mundo inteiro que ajudarão a desenhar  e a divulgar experiências diferentes  para viver  a alegria da arte de viver a francesa.

Arranha-Céu assim, só em Versalhes

Arranha-Céu, só em Versalhes

Slow travel: na França, a tendência já pegou!

Ponte Canal de Briare

Ponte Canal de Briare

O “slow travel” , um jeito de viajar dando prioridade a qualidade das experiências de viagem, e não ao número de atividades planificadas num roteiro exageradamente intenso, já pegou nos Estados Unidos e na França. Para muitos viajantes brasileiros, acostumados a um turismo acelerado, onde cada visita é logo seguida de uma outra, onde cada paisagem é lançada no Facebook antes de ser vista, onde cada prato de restaurante é comentado no Instagram antes de ser provado, e cada sorriso fixado num selfie, essa tendência pode parecer um retrocesso num mundo cada vez mais acelerado e participativo. SLOW TURISMOAs pesquisas, porém, mostram que a tendência para o “slow mouvement” como nova forma de aproveitar melhor a vida,  já conhecida na gastronomia como “slow food”, começou a chegar no turismo. Uma pesquisa mostrou que são agora 53% dos viajantes que querem em primeiro lugar ficar sem estresse quando visitam um destino. Para eles, as viagens exageradamente organizadas, com atividades muito planificadas, perderem o seu sentido primeiro: relaxar!

O “slow travel” não é para visitar um destino, mas para viver-lo. Ele traz ricas experiências e muitas emoções, mas exige tempo, capacidade de improviso e respeito das tradições dos moradores. IMG_2775Em vez de reservar uma ou duas noites em cada hotel e atravessar correndo o maior número de cidades, a ideia vai ser de ficar o máximo possível no mesmo lugar, seja num hotel ou num apartamento alugado. Em alguns dias, o viajante pega os hábitos locais: tomar seu café ou seu aperitivo no bar da esquina, passear na feira livre do bairro ou do vilarejo, voltar nas lojas dos arredores para conversar com os comerciantes, ter o seu restaurante favorito onde é dada a preferência para a gastronomia da região.

Feira livre em Aix-en-Provence

Feira livre em Aix-en-Provence

O “slow travel” necessita também saber improvisar. Um encontro interessante com uns moradores, uma   compra imperdível numa loja escondida numa rua desconhecida, ou a descoberta de um monumento que não está nos roteiros tradicionais, só aparecem para quem está sem compromisso e com uma capacidade de aproveitar as oportunidades que vão aparecendo. Esse nova tendência ajuda também a baratear as viagens. Slow turismo perto de Smith Haut LaffiteFicar mais tempo no mesmo destino ajuda a negociar melhor os preços do hotel, a encontrar um apartamento bem localizado na Airbnb, ou a alugar uma casa com família ou amigos – permitindo também cozinhar. A boa integração no local ajuda também o turismo sustentável, facilitando o uso de transportes coletivos (sempre de difícil acesso numa viagem relâmpago) e ajudando assim o viajante no seu objetivo de participar da vida e da cultura local. E se o “slow travel” pode ser vivido em muitos destinos franceses, de Saint Germain des Prés até Bordeaux, de Aix en Provence até Biarritz, ou de Saint Paul de Vence até a Ile-de-Ré, ele pode também ser combinado com alguns tipos de ferias itinerantes tais como Vale e Loire de bicicleta ou os canais da Borgonha de barquinho. Viajando divagar, relaxando ao ritmo do “slow travel”, uma tendência que vai pegar também no Brasil.

Esse artigo foi inspirado de um artigo original de Juliette Hochberg no jornal francês Le Figaro  

Navegando na Borgonha

Navegando na Borgonha

 

 

 

 

 

 

 

VIAJAR? SÓ SE FOR DE BICICLETA!

Chambord

Símbolo do ecoturismo, económica, ecológica, invadindo até a Avenida Paulista, a bicicleta esta virando o xodó de muitos viajantes. Na hora do “Slow movement”, viajar de bicicleta significa escolher seu ritmo, tomar o tempo de aproveitar a paisagem, parar para tomar um banho de rio, visitar uma igreja, passear num vinhedo, conversar com os moradores ouVelib em Paris esperar o por do sol. Procurando uma viagem esportiva, pitoresca e original, o turista pode então viajar com a sua bicicleta, ou simplesmente alugar uma quando chegar ao seu destino, inclusive se esse é uma das grandes metrópoles que já organizou esse modo de transporte para seus próprios habitantes. Assim como o Bike Sampa ou o Bike Rio, exista o City Bike em Nova Iorque, o Bixi em Montreal, o Youbike em Taipei ou, claro, o Velib em Paris.

La Loire à velo

Nos quatro cantos da terra, existem agora magníficos roteiros de bicicleta, e a Europa esta investindo num grande projeto EuroVelo que vai abrir até 2020 70.000 km de ciclovias organizadas em torno de 14 “veloroutes”. Castelo de SaumurUma das mais famosa já é sem duvidas a “Loire à velo”. Seguindo o vale do Rio – agora patrimônio da UNESCO – , esse itinerário  representa mais de 800 km de ciclovias de Saint Nazaire e Nantes na Britânia até Nevers na Borgonha. A “Loire a velo” atravessa os grandes vinhedos e os mais famosos castelos do Val de Loire. Beneficiando de um acordo com as companhias ferroviárias, e da colaboração de 460 profissionais – hoteleiros, oficinas mecânicas, locadoras ou monumentos históricos -, recebeu o ano passado mais de 800.000 turistas vindo do mundo inteiro. IMG-20120609-00138Na França, são as regiões vinícolas que mais investiram na organização e nas ofertas de roteiros. Assim em Bordeaux, assim na Borgonha, com sua “Voie des vignes”, que criou um itinerário de 89 km de Dijon a Châlon, a percorrer em dois ou três dias com etapas que não precisam de nenhum comentário: Gevrey Chambertin, Chambolle Musigny, Vosne-Romanée, Savigny les Beaune, Pommard ou Meursault…

Passeios de bicicletas em Bordeaux

Tem também muitas maneiras de viajar de bicicleta. Pode ser sozinho, muito organizado com os hotéis jà reservados em cada etapa, ou com uma barraca para escolher na ultima hora o acampamento mais conveniente. Tandem no por do solPode ser em casal – dividindo alegrias e correndo o risco de algumas pequenas brigas para definir o ritmo certo, a menos de escolher um tandem onde a harmonia é obrigatória. Pode ser em grupos organizados, inclusive de altíssimo padrão como por exemplo os itinerários mágicos da Butterfield and Robinson na Borgonha, na Alsácia, na Provence ou no Val de Loire. Qual que seja a sua escolha, todos esses cicloturistas estarão de acordo com o grande Albert Einstein que gostava de lembrar “a vida é igual a uma bicicleta, tem que ir para frente para não perder o equilíbrio .

Paaseando de bicicleta

Esse artigo foi traduzido e adaptado dum artigo original publicado na revista on-line Pagtour

No Val de Loire, 40 castelos para cada um poder escolher o seu!

 

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 Se os Reis da França gostavam antes de tudo da doçura do seu clima e da abundância das suas florestas, se foram as suas paisagens culturais que levaram a UNESCO a declarar-lo Patrimônio da Humanidade,  o Val de Loire é antes de tudo a terra dos “Châteaux”. De Sully sur Loire até Angers, mais de 40 castelos, em maioria construídos na Idade Media mas completamente revisitados no Renascimento,  fazem dessa região a “Douce France”, terra do Bem viver a francesa, das arquiteturas majestosas, das belas artes, da gastronomia finas e de vinhos atraentes.

CHAMBORD

Assim que os nove reis da França que aqui moraram e que os números artistas que aqui trabalharam, cada  viajante tem que escolher o seu ou os seus castelos preferidos quando visita a região. Os apaixonados pela arquitetura gostarão de  Chambord, da sua majestade e dos seus telhados ouriçados de 262 chaminés, de Chenonceau e da elegância da sua ponte-galeria, de Amboise e do seu gótico flamejante, de Loches e do seu patrimônio militar, ou de Blois onde sete reis imperaram estilos arquitectorais diferentes.

VILLANDRY

Os parques e jardins vão também ajudar o viajante a diferenciar os castelos, escolhendo seja  os primeiros ensaios de Amboise, o parque “a inglesa” de Azay le Rideau, os dois conjuntos de Chenonceau, o parque de Chaumont sur Loire ou a perfeição de Villandry. E em Chambord, os 5440 hectares da Reserva nacional de Caça e animais selvagens lembram a vida, a riqueza e a beleza das florestas primárias de carvalhos e pinheiros.

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Mas a emoção do visitante vem além de tudo da Historia, das lembranças e da herança cultural, de fatos heróicos, de eventos trágicos ou de anedotas divertidas que cada um desses castelos vai carregando desde o século XVI. closluce_ile_de_la_guerre_credit_chateau_du_clos_luceFoi em Chinon que Joana d’Arc começou sua extraordinária aventura. Chambord foi o sonho italiano e renascentista de François I. Foi em Clos Lucé que viveu – e morreu – o Leonardo da Vinci, um parque museu lembrando hoje as obras do mestre. Em Amboise, a varanda dos enforcados  mostra que foi nesse palácio real que começaram as guerras de religião. MOULINSARTBrissac é orgulhoso de pertencer aos seus duques há vinte gerações, e Cheverny tem como maior atração de ter servido de modelo ao Hergé quando ele inventou de dar o castelo de Moulinsart ao Capitão Haddock, amigo do Tintim!

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Mas são as historias de amor que fazem os mais bonitos e os mais românticos castelos, e assim é Chenonceau, o “Château des trois  Dames”. Diane de Poitiers ClouetCastelo feminino, construído de  1513 à 1521, oferecido pelo Senhor Thomas Bohier a sua esposa Catherine Briçonnet, ele foi depois cedido  para o rei François I. O rei-cavaleiro pouco se interessou pelo castelo, visitando lo somente duas vezes, mas prometendo-lo a uma das suas conquistas, Diane de Poitiers. Morreu antes, mas o filho dele, Henri II, herdando da coroa, de Chenonceau e  da dita favorita, cumpriu em 1547 a promessa do pai.Catherine de Medicis Diane transformou o castelo, recebendo com grandes festas o rei, a rainha e toda corte. Faltava a inauguração da ponte sobre o Rio Cher pelos reais amantes, mas a morte trágica do rei em julho 1559 mudou outra vez o destino do castelo. Diga a lenda que, o rei ainda morrendo, a rainha mandou seus cavaleiros expulsar a favorita que recebeu porém em troca o castelo de Chaumont.

Chenonceau, os jardins

A terceira dama de Chenonceau deu ao castelo seu aspecto atual, criando uns novos jardins, inaugurando as duas galerias sobre a ponte, e realizando umas das mais extraordinárias festas da historia da realeza francesa, onde não faltavam principes, políticos, artistas e ninfetas. Com tantos amores, ciúmes, belezas, heróis e vilões, não é surpreendente que o “Châteaux des trois Dames”, o mais feminino dos castelos, seja, com 850.000 entradas por ano, o mais visitado do Val de Loire.

Jean-Philippe Pérol

SONS E LUZES DO CASTELO DE BLOIS

Paris e o deserto francês? Os turistas brasileiros jà estão saindo dessa!

O CENTRO POMPIDOU VISTO DE NOTRE DAME DE PARIS

Paris e o deserto francês, o famoso livro do geógrafo francês Jean-Francois Gravier no qual ele opôs a hegemonia e o dinamismo parisiense ao abandono do interior da França, está  muito ultrapassado. Desde 1947 o cenário dos territórios mudou, e cidades como Lyon, Nice, Marselha, Bordeaux, Nantes ou Lille, viraram grandes capitais regionais atraindo investimentos, fluxos de populações e grandes eventos. Uma nova lei, votada no ano passado, redesenhou uma Franca de  treze regiões metropolitanas e quatro de ultramar, cada uma com sua capital atraente, seu peso econômico e suas riquezas turísticas.

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Os turistas internacionais que visitam a Franca também já se espalham pelo pais inteiro. Paris e sua região Ile de France receberam em 2014 30% das receitas do turismo francês e 70% foram gastos nas outras regiões. Os dois vice lideres são a região Rhône Alpes, – com seus dois grandes atrativos: a cidade de Lyon e as principais estações de esqui -, e a região da Provence – com Marselha, a Cote d’Azur, Avignon, e seus vilarejos cercados de oliveiras ou de campos de alfazema. Nos outros favoritos dos viajantes estrangeiros destacam se a Aquitânia (com Biarritz, Bordeaux e seus vinhedos), a Britânia, o Languedoc (com Montpellier e Carcassonne), e o Midi Pyrénées de Lourdes e Toulouse.

SALÃO RVEF PARIS 2015 No salão de turismo “Rendez vous en France”, que a Atout France organizou a semana passada em Paris com o apoio da Air France, mais de 600 dos 750 expositores mostraram para cerca de 1000 visitantes vindo do mundo inteiro – incluindo 40 brasileiros, a terceira mais importante delegação – a força do turismo nas regiões francesas.

Grandes conhecedores de Paris que continua sendo o seu primeiro destino na Europa, os brasileiros ainda são poucos a passear pelo interior da França. A não ser por excursões rápidas nos castelos do Loire ou na Normandia, ainda menos de 20%, principalmente os mais experientes, saiam da capital. Os expositores do “Rendez vous en France” deixaram então bem claro a vontade de muitos destinos franceses de receberem mais turistas vindo do Brasil. São grandes cidades como Bordeaux, Marselha, Toulouse ou Lyon, que podem se posicionar como destinos de viagens competindo com qualquer outra grande capital europeia. JOANA D ARC EM ROUENSão cidades menores que podem ser incluindo em roteiros de carro ou de trem, como Deauville, Lourdes, Rouen, o Mont Saint Michel ou Saint Tropez. São estações de esqui que querem voltar a ver casais ou famílias aproveitando o inverno francês em Val Thorens, Megéve ou Courchevel. Enfim são regiões inteiras, como Rhône Alpes, a Champagne, o Val de Loire, a Aquitânia, a Provence ou Midi-Pyrénées, que jà mostraram para 2015 novos produtos e serviços focados nos turistas brasileiros.

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Girando pela Franca (uma ideia que foi na época copiada do saudoso Salão da ABAV no Brasil), o “Rendez vous en France” vai no ano que vem parar em Montpellier. A região Languedoc, vencedora da licitação feita pela Atout France, aproveitará sem duvidas esse evento para lembrar seu acervo cultural – e a imperdível Carcassonne -, seus vinhos alegres, ou as noites descontraídas e animadas da sua capital. Um destino a mais na novas rotas dos turistas brasileiros no interior da França.

Jean-Philippe Pérol

LIDO PARIS MERVEILLES

Na França, quarenta destinos turisticos?

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No mundo globalizado, são mais de 300 destinos que tentam seduzir o viajante, uma concorrência que os grandes lugares de destaque como Nova Iorque, DSCN0921Londres, Las Vegas, a Grécia ou a Flórida aprenderam a respeitar com novas tendências levando turistas para Dubai, o Vietnã, Istambul ou amanha Cuba. Os grandes campeões do turismo europeu já contam com vários destinos nos seus territórios: a Itália têm Roma, Veneza, a Toscana, Milão ou Nápoles, a Espanha tem Barcelona, Madrid, a Andaluzia e Santiago.

Na França, a força mágica de Paris esconde ainda hoje os outros destinos do primeiro pais turístico do mondo,20082691_800x533_0 especialmente para os visitantes vindo de longe – assim, 85% dos brasileiros não saiam da capital. Portanto, segundo o Laurent Fabius, ministro das Relações exteriores encarregado do turismo, 40 regiões, territórios, departamentos, municípios ou sítios, reuniam as 4 condições para ser destinos turísticos internacionais: atratividade de pelos menos uma temática forte, boas infraestruturas de acesso, hospedagens e equipamentos de lazer, e uma marca internacional reconhecida.

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Com “contratos de destinos” reunindo profissionais da área, foram anunciados os onze primeiros destinos escolhidos. Vários deles se encaixam perfeitamente nas tendências, nos lugares e nas temáticas já antecipadas pelos viajantes brasileiros na França. Patrimônio com fama mundial justificou colocar nessa primeira lista o Mont Saint Michel, a maravilha do Ocidente cujas obras de renovação vão acabar esse ano, bem como o Val de Loire, com seus castelos, seu Rio classificado pela Unesco e seus vinhedos alegres.

restaurant_by_night_bordeauxPatrimônio e vinhedos justificaram a inclusão na lista de Bordeaux e da Borgonha que oferecem hoje o melhor do turismo enológico e da gastronomia, com os acervos arquiteturas e culturais de duas grandes marcas internacionais. Capital da gastronomia francesa, Lyon não podia deixar de constar como um dos grandes destinos apresentado pelo ministro. hotel_du_palais_-_biarritz_0Entre as ondas do Atlântico e as montanhas bascas, a cidade de Biarritz apostou com sucesso na temática do Golfe para reforçar a atratividade do seu litoral. E os brasileiros não serão surpresos de ver que a Normandia, saudosa terra dos contrabandistas do pau-brasil, também entrou nessa lista, escolhendo como temática principal os seus pintores e o impressionismo.

Os familiares do esqui já esperavam os Alpes como um grande destino turístico internacional. DSCN8898E os vulcões da Auvergne mostraram a força do turismo de bem estar que aproveita os espaços e as águas saudáveis dessa minha região. As surpresas ficaram com os últimos da lista, o Jura e os Vosges, mais virados para a clientela de proximidade vindo da Alemanha ou da Suíça.

Os outros destinos e marcas internacionais que vão completar essa lista de 40 serão publicados em breve. Se, em cada um dos lugares escolhidos, será necessário um trabalho de todos os profissionais para melhorar os serviços e ampliar a promoção, a mensagem ficou clara para todos.giverny3 A França não quer mais ser somente o maior destino turístico do mundo, centralizado em volta de Paris. A França quer ser a terra a onde cada viajante poderá encontrar o seu destino turístico, descobrir as paisagens e o patrimônio que ele procurava, viver a temática que ele escolheu, junto com profissionais e moradores comprometidos com a promessa feita.

Jean-Philippe Pérol

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O ‘Val de Loire’ da Joana d’Arc até o Saumur Champigny

Linda promoção da Atout France essa semana em São Paulo, BH e no Rio, apresentando para o trade as novidades da região do Vale do Loire, o pais dos castelos. Quando criança, foi a única viagem de turismo que meu pai organizou para nos na França. Uma viagem aonde ele foi um guia muito atento contando as historias de Joana d’Arc liberando Orleans do cerco inglês, mostrando a gloria dos reis da França através de Chenonceau, Chambord ou Azay-le-Rideau.

Enquanto Isabelle Scipion, do Comité do Turismo, passava as imagens da atualidade eu ficava pensando nos meus próprios imperdiveis: primeiro, Chenonceau – o castelo ponte e suas tres damas brigando por amores reais – mas tambem Cheverny –  o Moulinsart do Tintim – ou as casas trogloditas de Saumur.

Lindos passeios de caro, ou melhor ainda, de bicicleta, para assim aproveitar os meus vinhos favoritos: o Saumur Champigny, um tinto alegre com base de uva gamay, ou Vouvray branco (o mais famoso é o espumante mas eu gosto mais do tranquilo).

Em familia ou namorando, o Vale do Loire é mesmo a “Douce France”.

Jean-Philippe Pérol

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