Slow travel: na França, a tendência já pegou!

Ponte Canal de Briare

Ponte Canal de Briare

O “slow travel” , um jeito de viajar dando prioridade a qualidade das experiências de viagem, e não ao número de atividades planificadas num roteiro exageradamente intenso, já pegou nos Estados Unidos e na França. Para muitos viajantes brasileiros, acostumados a um turismo acelerado, onde cada visita é logo seguida de uma outra, onde cada paisagem é lançada no Facebook antes de ser vista, onde cada prato de restaurante é comentado no Instagram antes de ser provado, e cada sorriso fixado num selfie, essa tendência pode parecer um retrocesso num mundo cada vez mais acelerado e participativo. SLOW TURISMOAs pesquisas, porém, mostram que a tendência para o “slow mouvement” como nova forma de aproveitar melhor a vida,  já conhecida na gastronomia como “slow food”, começou a chegar no turismo. Uma pesquisa mostrou que são agora 53% dos viajantes que querem em primeiro lugar ficar sem estresse quando visitam um destino. Para eles, as viagens exageradamente organizadas, com atividades muito planificadas, perderem o seu sentido primeiro: relaxar!

O “slow travel” não é para visitar um destino, mas para viver-lo. Ele traz ricas experiências e muitas emoções, mas exige tempo, capacidade de improviso e respeito das tradições dos moradores. IMG_2775Em vez de reservar uma ou duas noites em cada hotel e atravessar correndo o maior número de cidades, a ideia vai ser de ficar o máximo possível no mesmo lugar, seja num hotel ou num apartamento alugado. Em alguns dias, o viajante pega os hábitos locais: tomar seu café ou seu aperitivo no bar da esquina, passear na feira livre do bairro ou do vilarejo, voltar nas lojas dos arredores para conversar com os comerciantes, ter o seu restaurante favorito onde é dada a preferência para a gastronomia da região.

Feira livre em Aix-en-Provence

Feira livre em Aix-en-Provence

O “slow travel” necessita também saber improvisar. Um encontro interessante com uns moradores, uma   compra imperdível numa loja escondida numa rua desconhecida, ou a descoberta de um monumento que não está nos roteiros tradicionais, só aparecem para quem está sem compromisso e com uma capacidade de aproveitar as oportunidades que vão aparecendo. Esse nova tendência ajuda também a baratear as viagens. Slow turismo perto de Smith Haut LaffiteFicar mais tempo no mesmo destino ajuda a negociar melhor os preços do hotel, a encontrar um apartamento bem localizado na Airbnb, ou a alugar uma casa com família ou amigos – permitindo também cozinhar. A boa integração no local ajuda também o turismo sustentável, facilitando o uso de transportes coletivos (sempre de difícil acesso numa viagem relâmpago) e ajudando assim o viajante no seu objetivo de participar da vida e da cultura local. E se o “slow travel” pode ser vivido em muitos destinos franceses, de Saint Germain des Prés até Bordeaux, de Aix en Provence até Biarritz, ou de Saint Paul de Vence até a Ile-de-Ré, ele pode também ser combinado com alguns tipos de ferias itinerantes tais como Vale e Loire de bicicleta ou os canais da Borgonha de barquinho. Viajando divagar, relaxando ao ritmo do “slow travel”, uma tendência que vai pegar também no Brasil.

Esse artigo foi inspirado de um artigo original de Juliette Hochberg no jornal francês Le Figaro  

Navegando na Borgonha

Navegando na Borgonha

 

 

 

 

 

 

 

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