Nos vinhedos de Mendoza, o céu do Aconcagua é o limite!

Sob o olhar do Aconcagua, a Sentinela de Pedra, os vinhedos de Mendoza

Se Napoleão I teve uma importância decisiva na historia do Brasil a provocar o exílio do Dom João VI para o Rio de Janeiro, o seu sobrinho Napoleão III teve um impacto indireto quase tão grande na historia da Argentina. Perseguindo os republicanos antes mesmo do seu golpe do 2 de dezembro 1852, ele provocou o exílio do agrônomo Michel Aimé Pouget que trazia nas suas bagagens um grande savoir faire e alguns pés de “Cot”, uma variedade de uva francesa tanina de casca negra e grossa, também conhecida como Malbec. Depois de uma rápida estadia no Chile, o francês escolheu Mendoza onde criou uma escola de agronomia, iniciando o sucesso da sua “uva francesa” que se espalhou em toda região e em até 80% dos vinhedos argentinos.

1884 de Mallman, uma típica mas criativa surpresa gastronômica de Mendoza

Seguindo as grandes tendências da vinicultura mundial, Mendoza virou as costas a partir dos anos 80 a produção intensiva de vinhos de baixa qualidade. Talvez lembrando do glorioso passado do Cahors (o mais famoso dos vinhos franceses feitos com Malbec),  atraiu investidores e wine makers internacionais, e decidiu apostar no enoturismo. Nos arredores da cidade, três micro regiões estão se destacando hoje, cada uma com seu terroir, suas paisagens, seus vinhos e suas ofertas especificas. Alem da própria cidade de Mendoza, onde se escondem boas surpresas gastronômicas, o viajante vai assim poder escolher -ou acumular- experiências em Maipú, Luján de Cuyo e Valle de Uco, as múltiplas opções e as distancias deixando impreterível a assistência de um especialista.

Degustação na adega Susana Balbo

Próximo dos bairros populares da periferia, Maipú foi a primeira região vinícola de Mendoza, é a sede dos mais antigas vinhedos, e foi o local onde o vinho argentino começou nos anos 80 a sua revolução da qualidade. Com uma impressionante arquitetura inspirada das pirámidas maias, a bodega de Cadena Zapata foi pioneira tanto nos vinhos pontuados pelo Parker que nas visitas de enoturismo. Alem de degustações tradicionais, é possível aproveitar o restaurante do seu omnipresente enólogo Alejandro Vigil para uns tastings combinando de três a cinco vinhos do grupo (inclusive o excelente Gran Enemigo Gualtallary) com pratos inspirados do culinário da região. É tambem em Maipú que Susana Balbo, grande figura do enoturismo argentina, tem sua famosa bodega.

A interessante e pedagogica adega de Terrazas de los Andes

Mais ao Sul, Luján de Cuyo atraiu marcas de prestigio, inclusivo o charmoso Cavas Relais Châteaux, opção privilegiada para ficar no meio dos vinhedos. Foi o terroir escolhido pelo grupo LVMH para seus empreendimentos Terrazas de los Andes e Cheval des Andes. Instalada nos antigos galpões de uma vinícola construída em 1898, completamente renovados em 1999, a bodega de Terrazas oferece uma visita com muito conteúdo, mostrando não somente o processo dos vinhos atuais, mas também as experiências realizadas. Um restaurante gastronômico oferece uma bem sucedida harmonização com pratos criativos. A  sede requintada do Cheval des Andes fica a pouca distancia, e ajuda a entender porque esse (grande) vinho, agora blend elegantíssimo de Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot, mereceu a parceria da Cheval Blanc.

A impressionante entrada da bodega Monteviejo em Clos de los Siete

Nos pés da Cordilheira, o Valle de Uco foi o terroir escolhido em 1999 pelo famoso enólogo Michel Rolland para sediar o deslumbrante Clos de los Siete. Com mais seis amigos de Bordeaux, plantaram 850 hectares de Malbec, mas também de Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Viognier, Chardonnay, Petit Verdot e Cabernet Franc. Alem do Clos de los Siete, quatro propriedades fazem seus próprios vinhos : a Bodega Rolland, a Monteviejo, a DiamAndes, e a Cuvelier de los Andes. As bodegas são ainda mais impressionantes que os vinhos, com um destaque para a DiamAndes. A imponência da sua arquitetura, a sua imensa terraza com vista para os Andes e os vinhedos, as suas obras de arte, o seu bar restaurante aconchegante, e sua adega que parece sair diretamente de um filme do George Lucas, tudo mostra ao viajante que ele está mesmo num novo mundo do vinho onde só o ceu do Aconcaguá é o limite.

Jean-Philippe Pérol

No Cavas Relais Châteaux, enoturismo combina também com tango

A adega futurista de Diamandes

Brindando com Renaud da Diamandes e Jorge da Wine Paths

A visita do autor em Mendoza foi organizada e acompanhada pelo Jorge Barceló, Director da Wines and Adventures of the Andes e especialista local da Wine Paths

O Royal Champagne reabrindo juntando Champagne, gastronomia e bem estar

A vista deslumbrante sobre os vinhedos, marca registrada do hotel

Depois de quatro anos de obras, e de muitas hesitações referente as bandeiras do spa e do próprio hotel, o Royal Champagne reabriu as suas portas no último dia 15 de julho. Antigo “relais de poste”, hotel tradicional e emblemático da Champagne onde até Napoleão teria sido hospedado, Relais & Châteaux de longa data, é herdeiro de uma longa tradição. Ele impressiona em primeiro lugar pela a vista deslumbrante que oferece sobre os vinhedos da Champagne tombados pela UNESCO, o vale do Rio Marne carregado de História, a abadia de Hautvillers assombrada por Dom Pérignon, e os telhados de Epernay, berço das marcas mais cotadas do famosíssimo espumante. Seja nos 1500 metros quadrados de terraços, nas varandas dos 49 quartos, nas mesas do restaurante Bellevue, ou na piscina do spa, essa paisagem continua sendo a marca registrada do hotel.

Luz e espaço nos quartos e nas suites

Foi também essa paisagem que convenceu em 2014 um casal de americanos, Denise e Mark Nunnely, de investir no hotel, valorizando sua fachada histórica mas construindo uma nova ala desenhada pelo o arquiteto Giovanni Pace. Já famoso na Champagne pelas suas obras vanguardistas com as casas Moët & Chandon e Janisson, ele desenhou um conjunto integrado nos vinhedos, combinando a pedra clara da Champagne e o vidro para respeitar a natureza do local. Com cores claras, carvalho e motivos vegetais, muita luz e design tradicional, a decoração interna leva o Champagne até na assinatura de Sybille de Margerie, arquiteta de interior cuja família é dona da casa Taittinger (e foi também proprietária dos saudosos Hotéis Concorde).

Nas paredes do restaurante, as mulheres do Napoleão lembram a Historia do hotel

Nos nomes dos espaços, na decoração do bar ou do restaurante e até na louça, o Royal Champagne quer lembrar as suas origens e a História da sua terra. A suite master de 107 m2 chama se Joséphine, primeira esposa e grande amor do Napoleão, o afresco do teto do bar representa tropas reais- talvez o próprio regimento chamado Royal Champagne – dos tempos da monarquia, e retratos das mulheres que influenciaram a vida do imperador vestem as paredes da espetacular sala do restaurante gastronômico.  A louça de Limoges, especialmente desenhada para o hotel,  foi decorada  pela Maison Fragile com as cartas escritas por ele para Joséphine e para a condessa polonesa Marie Walewska.

Na horta do Artur, um pique nique gastronômico

Com um bar e dois restaurantes, o Royal Champagne oferece varias opções gastronômicas e o chef Jean-Denis Rieubland tem muitas ambições, sempre combinando o savoir-faire francês com um toque de modernidade e a valorização dos produtos regionais. Queijos de cabra, lentilhas, aspargos e ervas aromáticas são produzidos a poucos quilômetros do hotel, dentro do parque regional da Montagne de Reims, na horta do Artur, um hortigranjeiro bio que pode até lhe organizar um piquenique  Com um menu começando a 39 Euros, Rieubland, ex chef do Negresco de Nice, já esta seduzindo os visitantes com pratos criativos em volta de cordeiro, foie gras ou lagostinhas.

La piscine intérieure, plein cadre sur la vallée de la Marne

A faixada de vidro da piscina do spa deixa também aproveitar a paisagem

Único na região, querendo aproveitar a proximidade de Paris, o spa quer posicionar o hotel como um verdadeiro destino de bem estar. Depois de difíceis negociações, é finalmente gerenciado pela Biologique Recherche, parceira da Air France nos salões de La Première. O spa dispõe de infraestruturas e equipamentos completos em todo o andar térreo, com uma piscina coberta, nove cabines de tratamento – sendo uma para duas pessoas, uma jacuzzi, uma sauna seca e outra úmida, uma sala de fitness, e um bar de sucos, sendo previsto em breve uma segunda piscina externa. Um espaço excepcional consagrado ao bem estar dos visitantes, perfeito para completar as suas experiências enológicas e gastronômicas.

O arquiteto respeitou a natureza e a história do local

 

Degustação de Champagne nos terraços do hotel

A Córsega, destino destaque da Forbes para 2018!

As torres, testemunhas do passado genovês

Agora destacada pela atualidade politica – os lideres pro-autonomia ganharam as ultimas eleições-, a Córsega está crescendo como destino turístico internacional. Na sua edição do 11 de Fevereiro, o magazine Forbes selecionou a “Ilha da Beleza” como o lugar mais deslumbrante para visitar em 2018. A seleção da conceituada revista, com foco nas paisagens, na cultura e na gastronomia, tinha como outros finalistas a Sicília, o Vale do Douro, a cidade austríaca de Innsbruck e o cantão suíço de Vaud. O destaque dado para Córsega foi talvez aquele “ooh-la-la”de uma geografia exuberante e diversa, com mais de 1500 quilômetros de litoral pitoresco, praias de cartão postal, rios cintilantes, trilhas desafiadoras, florestas exuberantes e montanhas acidentadas.

Em Ajáccio, as Jornadas napoleónicas comemoram o Imperador

Para Forbes, a personalidade peculiar da Córsega tem suas raízes próprias, mas integrou a alegria de viver e o carisma a francesa, bem como a historia e  a cultura italiana, visíveis nas torres ou nas fortalezas genoveses , e nos antigos vilarejos agarrados nos morros. Destino único e cativante, a Ilha surpreende até pela sua bandeira, a cabeça de mouro com uma faixa na testa, símbolo herdado seja da luta contra os mouros invasores seja do domínio dos reis aragoneses. A gloria passada é encontrada também em Ajáccio, cidade natal do Napoleão, que seduz pela sua catedral, sua fortaleza e mais ainda pelos bares espalhados na Praça do Maréchal Foch.

As praias cercam a cidade de Porto Vecchio

Nos pontos altos do patrimônio cultural da Córsega, os jornalistas destacaram Bonifácio e suas falésias brancas, Porto Vecchio e seu colar de praias charmosas, Corte, a capital histórica, e sua fortaleza cercada de imponentes montanhas, Cargese orgulhosa do seu passado grego, e Bastia com a faixada artística da igreja de São João Batista. A atualidade da cultura local impressionou também esses visitantes, seja pelos numerosos eventos organizados pelas prefeituras, ou pela presencia da musica tradicional, cantos polifônicos masculinos que são ouvidos em concertos ou improvisados em festas de família, nas albergues e até nos bares frente as praias.

Patrimônio arquitetural e “maquis” ao longo das trilhas

O parques naturais da ilha foram também lembrados pela Forbes, pelo  deslumbrante Golfo de Porto, inscrito no património mundial pela UNESCO, ou pelas trilhas mágicas onde  os esportistas podem caminhar, andar de bicicleta, olhar os pássaros, ou simplesmente cheirar os perfumes da vegetação característica da região, o “maquis” – um ecosistema as vezes comparado a caatinga nordestina. É nesse mato que se encontram as castanhas portuguesas, que os moradores utilizam para fazer farinha, e os diferentes tipos de mel,  os escuros “miellats du maquis”, ou os perfumados méis de primavera.

Embutidos da Córsega

Ingredientes únicos somente encontrados na ilha, tradições gastronômicas específicas, encontros com as culinárias francesa e italiana, a cozinha da Córsega surpreendeu e agradou os jornalistas da Forbes, com guisado de javali, cordeiro assado, vitela com azeitonas, ou torta de farinha de castanha. Cada prato pode ser harmonizado com um dos vinhos locais, elaborados com uvas originais,  Niellucciu ou Sciaccarellu para os tintos,  Vermentinu para os brancos. Pouco conhecidos, os vinhos corsos são porem interessantes e calorosos, especialmente quando acompanhando os bem temperados embutidos da Corsega – presuntu, copa ou salsichão- , ou os inesquecível brocciu, queijo de leite de ovelha comprado nas feiras livres diretamente dos produtores.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original da Laura Menske na revista Forbes 

Os cantos polifônicos, orgulho da cultura corsa

No Museu do Exército, a herança parisiense da guerra de 1870 e da “Commune”

 

“Année terrible”, assim que a chamava o Victor Hugo, 1870 foi na França o ano da primeira grande e humilhante derrota frente a Alemanha,  seguida  do inicio da atroz guerra cicil que arrasou Paris na primavera 1871. Pouco conhecidos dos próprios parisienses, e menos ainda dos visitantes, a Guerra de 70 e a “Commune de Paris” são as temáticas de uma exposição no Museu do Exército, nos Invalides. Até o dia 31 de julho essa exposição vai apresentar fotografias e peças referentes a esses conflitos, dando os quadros históricos e os pontos de vista dos dois países: para a Alemanha o longo processo de unificação de 1813 até a proclamação final de 1871 na Galeria dos Espelhos em Versalhes, para a França o ciclo das revoluções  patrióticas e sociais, da tomada da Bastilha em 1789 até o triunfo da Republica em 1879.

No bairro de La Défense, a estátua comemorativa da batalha

A exposição lembra os numerosos lugares de Paris e da sua região cuja historia é ligada com os dramas de 1870. As vezes chamado hoje de Manhattan parisiense, o bairro de la Défense deve seu nome a defesa heróica dos seus habitantes contra as tropas alemães, e a uma estátua comemorativa que foi erguida em 1880. Retirada em 1965 durante a construção do novo bairro de negócios, ele faz hoje parte do conjunto da Fonte de Agam, na Esplanada da Defense. Do outro lado de Paris, a resistência aos invasores é também lembrada na Praça Denfert Rochereau com a replica do Leão de Belfort, estátua gigante do Auguste Bartholdi (o escultor da estátua da Liberdade), que comemora o invicto defensor da cidade da Alsácia.

O Palacio dos Tuileries, destruido durante a Commune

A guerra civil, a semana sangrenta e os massacres dos revolucionários são também lembrados em vários cantos da capital. Andando nos jardins dos “Tuileries”, os visitantes podem imaginar o Palácio que ligava as duas asas do Louvre, que foi incendiado pelos parisienses e que o vitorioso “governo de Versalhes” propositalmente não quis reconstruir para que sejam lembradas as violências dos combates. Outros incêndios serão lembrados passando pela Prefeitura ou o Palácio de Justiça, outros massacres no Pantheon. E andando pelo cemitério do Pere Lachaise, onde muitos brasileiros visitam o túmulo do Allan Kardec, o visitante pode parar no famoso “Mur des fédérés” onde foram executados os últimos 147 revoltosos.

O Sacré Coeur de Montmartre, memória discutida mas popular de 1870/1871

A exposição não podia esquecer o Sacré Coeur de Montmartre, cuja construção foi decidida em 1871 como uma promessa do comerciante Alexandre Legentil, que queria que a França pedisse perdão dos pecados dos republicanos responsáveis, segundo ele, da derrota e da guerra civil. Com o apoio da igreja e da maioria ultra conservadora de Congresso, foi decidida a construção de uma basílica no mesmo lugar onde tinha começada a revolução parisiense, na época uma praça repleta de barracas de feirantes, e de bares populares. O Sacré Coeur de Montmartre foi logo um sucesso popular. Dez milhões de fieis fizeram doações para sua construção, e hoje a basílica é o segundo monumento religioso mais visitado da França com 11 milhões de entradas.

A barricada da Place Vendôme, foto do acervo doado pelo Dom Pedro II

Outros lugares de Paris ainda lembram essa época, inclusive a Place Vendôme então cercada de barricadas e onde a famosa coluna foi derrubada pelos revolucionários. Mas mesmo polêmico, gerando brigas entre liberais e patriotas ou entre socialistas e conservadores, mesmo se esse ano a Prefeita de Paris ainda recebeu um pedido de demolição da basílica, o Sacré Coeur ficou como a mais visível e a mais famosa memória dessas duas grandes feridas francesas que foram a Guerra de 1870 e a Commune de Paris. E, para o consenso, é possível caminhar pela Rua do 4-Septembre, que lembra a proclamação da República, essa herança de todos.

Jean-Philippe Pérol

A paz e a harmonia dos Jardins dos Tuileries

Cassoulet, pimentas e Gevrey Chambertin, sugestões brasileiras para a feijoada a francesa

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Cassoulet com pimentas e Gevrey Chambertin 2004

Cassoulet e Gevrey-Chambertin, uma sugestão para um domingo de noite

de Edson Costa, enólogo, gourmet, musicólogo e poeta.

Reza uma das lendas mais difundidas do cassoulet que Castelnaudary, cidade situada na região de Occitânia, foi cercada durante a Guerra dos Cem Anos pelos ingleses que dominavam o sudoeste desde Bordeaux,  e ficou semanas sem abastecimento. A população, para não passar fome, fazia ensopados com tudo que houvesse a disposição: feijões brancos (típicos da agricultura local), pedaços de carne de porco, aves, legumes… Assim teria nascido um dos pratos mais tradicionais da França. E Castelnaudary ficou conhecida como a capital mundial desta iguaria.

A cidade de Castelnaudary, na beira do Canal do Midi

A cidade de Castelnaudary, na beira do Canal do Midi

A lenda é muito discutida até hoje. Os historiadores lembram que o feijão chegou na Europa vindo das Américas, seja  depois do Cristovo Colombo, e que receitas parecidas, mas a base de favas, são conhecidas na região desde o século X. Mas o cassoulet virou famoso, e é um prato tão importante na cultura local que três cidades desta região disputam a fama de fazer o melhor de todos. Para manter a paz regional, os franceses decidiram que o cassoulet é o Deus da gastronomia, e as três cidades são o Pai (Castelnaudary), o Filho  (Carcassonne) e o Espírito Santo (Toulouse].

A Confraria do Cassoulet de Castelnaudary

A Confraria do Cassoulet de Castelnaudary

Guardadas as devidas e necessárias tradições, cada Chef tem sua receita para a elaboração dessa feijoada a francesa. Nesta proposta, personalizada mas inspirada da receita original da Grande Confraria do Cassoulet de Castelnaudary , foram incluídos: feijão branco, coxa de pato confitada e assada, costela de porco, linguiça calabresa, costeleta de porco defumada, lombo de porco, alho assado, bacon em pedaços, cebola roxa, sal e pimenta do reino moída na hora. Todo servido na “cassole”, o prato de cerâmica tradicional cuja origem vem do século XIV.

O castelo de Gevrey-Chambertin

O castelo de Gevrey-Chambertin na Borgonha

Para harmonizar o cassoulet com um vinho, as escolhas tradicionais são o Cahors ou o Corbières, mas vale a pena de fazer outras experiências. Vale combinar com um Gevrey Chambertin, o vinho que era o favorito do Napoleão, aqui um Racines du temps do René Bouvier, safra 2004.  Com seus vinhedos situado perto de Cluny – sede da famosa abadia e das ruinas da maior catedral do Ocidente cristão-, esse “terroir” caracteriza-se por apresentar vinhos unicamente tintos. São vinhos de longa guarda, potentes, estruturados, tânicos e ao mesmo tempo aveludados, de cor intensa, e com aromas e sabores de cassis, cereja, alcaçuz e couro, mas que também são capazes de desenvolver aromas terciários na maturidade, como de mata e de caça.

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Gevrey-Chambertin Racines du Temps 2004

O Domaine René Bouvier é uma empresa familiar fundada em 1910 pelo avô de Bernard Bouvier, Henry Bouvier na Côte de Nuits, Borgonha, França. Tem 13 hectares de Pinot Noir e 4 de Chardonnay Noiret 4 para um total de 18 DOCs na Borgonha, Cotes de Nuits Villages, Fixin, Marsannay e Gevrey-Chambertin, todas com Premier cru e Grand Cru. O Gevrey-Chambertin Racines Du Temps René Bouvier 2004, como é determinado na Borgonha, é um vinho varietal Pinot Noir (100%) que envelheceu em barricas novas de carvalho francês por 18 meses.

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Tempero a brasileira: molho de pimenta  dedo de moça

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Tempero a brasileiro: molho de pimenta murupi

Um cassoulet servido na "Cassole"

Um cassoulet servido na “Cassole”

Mais ameaças para Sereníssima?

Navio de cruzeiro no Grande Canal

Navio de cruzeiro no Grande Canal

Se o gigantismo dos navios de cruzeiro é uma das grandes ameaças ao patrimônio de Veneza, o êxodo da sua população é um outro problema  cuja origem é justamente o impacto do turismo sobre a qualidade de vida. Enquanto Veneza tinha nos anos 50 175.000 habitantes, o centro histórico só tem hoje 55.000 habitantes, e continua se esvaziando no ritmo de 1000 pessoas por ano. Hoje o risco é de se transformar num cidade sem moradores, uma Venicelândia onde desapareceria  o peculiar modo de vida que a Sereníssima Republica inventou ao longo dos 1230 anos da sua Historia, da mítica fundação no século VI até a perda da sua independência decretado pelo Napoleão em 1797.

O protesto dos moradores contre os esvaziamento da cidade

O protesto dos moradores contra o Venexodus, o esvaziamento da cidade

A complexidade e o lado anacrônico da vida na cidade explicam em parte o esvaziamento do centro, mas os moradores denunciam em primeiro lugar os 28 milhões de turistas. Eles sustentam a economia da cidade e geram 40.000 empregos, porem lotam os transportes públicos, empurram para cima os preços imobiliários, matam os comércios de proximidade,  bloqueiam o transito, mesmo pedestre, em todos os espaços de vida – até 150.000 pessoas por dia na Praça San Marco. Iniciados em 2009, os protestos se multiplicaram, sendo o último no dia 12 de Novembro quando os manifestantes, carregando malas para simbolizar o êxodo, penduraram o hashtag #Venexodus na Ponte do Rialto.

Turistas na Praça San Marco

Turistas na Praça San Marco

Se todos concordam que a racionalização dos fluxos turísticos é imprescindível para salvar Veneza, as soluções ainda não fazem a unanimidade. O prefeito já deixou claro que limitar o turismo teria um impacto direto sobre a economia e os empregos. Uma das ideias seria de cobrar uma taxa para entrar na cidade, só seriam isentos moradores e pessoas com hospedagem, mas essa cobrança ainda é chocante na democrática Itália. O prefeito está por enquanto trabalhando com a ideia de uma taxa sobre os transportes públicos, bem com um sistema de pre-reserva para poder chegar nos principais monumentos ou passar nas pontes. E contratou vigilantes, os guardiões de San Marco, para  evitar os abusos.

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O mercado municipal do Rialto

Recusando que Veneza acaba virando uma nova Pompei, muitos moradores querem medidas mais radicais, como incentivos fiscais para ajudar os venezianos a comprar ou alugar apartamentos, ou sobretaxas para os proprietários hospedando turistas. Uma associação sugeriu que o acesso a Praça San Marco será limitado a 60.000 pessoas por dia, com pagamento de uma taxa. Famoso por ter sempre priorizado o turismo sem limite, o prefeito aceitou de negociar propostas para reequilibrar a economia da cidade e o bem estar dos seus eleitores. Talvez se lembrou que os turistas visitam Veneza não somente pela beleza única do seu patrimônio, mas também pelo seu estilo de vida e pela sua alma, um turismo sustentável que só pode perdurar com a permanência dos seus habitantes.

Jean-Philippe Pérol

O Café San Paolo

O Café San Polo em Veneza

De Napoleão a Paoli, a Córsega turística juntando seus dois patrimônios históricos

Corte

Corte, capital do efêmero Reinado Corso no século XVIII

Talvez a menos conhecida e a mais secreta das grandes ilhas do Mar Mediterrâneo, a Córsega é a terra natal de um dos maiores personagens da Historia da França – e provavelmente um dos mais famosos na Europa, nas Américas e no mundo. Napoleão Bonaparte é conhecido também no Brasil por ter sido responsável da fuga da corte portuguesa para o Rio de Janeiro e assim, de forma indireta, do inicio do processo histórico que levou a Independência do Brasil. Um general e estadista, imperador dos franceses, que por pouco não se tornou um destaque ainda maior da História do Brasil, caso tivesse sucesso com um plano de fuga de Santa Helena projetada em 1817  pelo seu irmão Joseph, com a cumplicidade de autoridades americanas e dos republicanos  da Revolução Pernambucana.

A estatúa do Napoleão na Praça Foch em Ajaccio

A estátua do Napoleão na Praça Foch em Ajáccio

O viajante atraído pela herança cultural do Napoleão será fascinado pelo patrimônio, pelos eventos, pelos museus ou as exposições referente ao herói. Em Ajáccio, onde ele nasceu, encontrará  a Maison Bonaparte, o Palácio Fesch ou a gruta do Napoleão. Mas a descoberta do legado cultural do mais famoso do corsos pode levar a muitas outras cidades imperdíveis ou lugares de destaque como a cidadela de Calvi por onde passou em 1793, o Museu da Córsega em Corte – capital histórica da Ilha onde ele começou sua carreira política ,  a cidade de Cargese onde a sua mãe Laetizia passava o verão, ou as trilhas do Monte Rotondo onde ela jurou que seu filho seria o vingador da Córsega independente vencida em 1769 pelas tropas reais.

Morosaglia, cidade onde nasceu Pascal Paoli

Morosaglia, cidade onde nasceu Pascal Paoli

Mito global, o Napoleão não é porem a única figura emblemática da Córsega. Frente ao  grande herói corso Pascal Paoli, ele ganha em popularidade (57% contre 43%) mas perde (39% contre 61%) quando se trata da importância de cada um na história da Ilha. Para os nacionalistas corsos, Paoli é o pai da Pátria (Babbu di a Pátria na língua corsa), e  os seus itinerários turísticos não podem perder Morosaglia, onde ele nasceu, Corte, onde estabelece a sua capital, Bastia, onde ele voltou do seu primeiro exílio, ou Ponte Novo, onde ele perdeu sua ultima batalha. É para interligar os acervos dos dois heróis que as autoridades da Ilha lançaram o projeto Paoli – Napoleão, juntando seminários e pesquisa históricas com novas rotas turísticas mostrando a validade do patrimônio corso ligado tanto a Pascal Paoli que a Napoleão Bonaparte.

O antigo porto de Bastia a noite

O antigo porto de Bastia a noite

Reconciliando os dois patrimónios  até hoje antagonistas, a Córsega quer dar um novo impulso a seu turismo cultural. Aproveitando a gloria do jovem Napoleão, futuro jacobino e imperador francês, cuja gloria fascina até hoje no mundo inteiro, os seus dirigentes querem ajudar os viajantes a descobrir o despotismo esclarecido e o Iluminismo então inovador do nacionalista Pascal Paoli. Dando uma nova dimensão ao turismo na Ilha, o melhor conhecimento dos seus dois acervos históricos e culturais será também uma excelente introdução a ricos encontros com numerosos moradores – pastores, criadores de porcos, fabricantes de perfumes, artesãos, pedreiros, historiadores ou músicos – que fazem perdurar a peculiaridade da Córsega, para a alegria dos seus visitantes.

Jean-Philippe Pérol

As "Journées napoléoniennes" em Ajáccio

As “Journées napoléoniennes” em Ajáccio

Vichy, procurando um futuro liberado do seu passado

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A entrada do Cassino Teatro

70 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a cidade de Vichy gostaria muito de ser lembrada por outro motivo que de ter sido escolhida pelo então Marechal Pétain para ser a capital do governo colaboracionista. Esse foi o vergonhoso rival pro-nazista da França Livre do governo pro-aliados do de Gaulle, refugiado em Londres. O Hotel du Parc durante a guerraLocalizado na antiga província do Bourbonnais, norte da atual Auvergne, Vichy já tentou atrair a atenção da mídia com muitas novas temáticas, inclusive a abertura de um Parque Omnisports, um dos maiores e dos mais  agradável conjunto esportivo da Europa. O seu centro de ensino do francês para estrangeiros recebe milhares de estudantes por ano. Produtos de beleza estampilhados com o nome da cidade começam a ser conhecidos nos Estados Unidos ou no Brasil. Seu cassino, construído em 1865, foi transformado num Centro de Convenções, e no ultimo mês de Agosto, a cidade foi a sede de um Ironman Triathlon com 3000 atletas vindo do mundo inteiro.

Parque Omnisports de Vichy

O Parque do Centro Esportivo

Mas enquanto Vichy tenta reconstruir o seu futuro e honrar seu passado cosmopolita de estação termal para aristocratas europeus e milionários americanos, os fantasmas da guerra reaparecem. Assim o itinerário do triathlon levou os corredores na frente do Hôtel du Parc onde ficava o escritório do Pétain, e a força dos símbolos parece ser maior que a realidade da cidade. Triathlon de VichyPorem, assim como Berlim, Vichy acha possível apagar a imagem dos anos sombrios da sua Historia, lembrando hoje que, se sediava o regime colaboracionista, tanto a Auvergne que o vizinho Limousin foram as regiões da França onde a Resistência  armada a ocupação alemã foi a mais importante. Lembra-se também que Vichy não tinha sido escolhida por motivos ideológicos, mas simplesmente por ser na época  a segunda cidade da Franca em capacidade hoteleira e um dos seus centros turísticos com os melhores equipamentos de comunicações.

Parque da Fonte de Celestin

As Galerias Cobertas do Parque das Fontes

O turismo em Vichy tem uma longa historia, desde o século XVII quando as princesas reais – a dinastia Bourbon é originaria da região – vinham aproveitaram as qualidades das águas para curar os seus reumatismos. Vichy festejando Napoleão IIILouis XVI mandou construir o primeiro centro de termalismo que foi depois ampliado pelo Napoleão. E foi o seu sobrinho Napoleão III, convencido pelo sucesso dum tratamento bem sucedido, que incentivou a construção do cassino e dos primeiros hotéis modernos. A Belle Epoque foi uma outra época de ouro para Vichy com as inaugurações da Opera, do Parque das Fontes e da sua Galeria coberta. A mistura do estilos arquitecturais, todos muito bem preservados, deu para as ruas da cidade seu tão especial ambiente melancólico. A Opera de VichyHoje rejuvenescida, a cidade está virando um destino turístico procurado da região Auvergne. Mas para abrir uma nova era, e superar definitivamente a trauma da guerra, seria talvez necessário enfrentar esse passado. Surgiu a ideia dum centro de pesquisa sobre a Resistência, aonde se mostraria que a ação duma única pessoa , resistindo a injustiça, pode fazer a diferencia. Poderia assim mostrar que Vichy não é somente localizada no coração da França, mas é também uma cidade onde bate o coração da França.

Esse artigo foi resumido, traduzido e adaptado de um artigo original de Jessica Bernstein no New York Times

O Rio Allier em Vichy. Na época de menino, o paraiso dos pescadores

O Rio Allier em Vichy. Na época de menino, o paraíso dos pescadores

Em Paris, o tão esperado Grande Prêmio!

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Um antigo sonho dos organizadores dos grandes prêmios de Formula 1 vai se realizar no próximo dia 23 de Abril. Paris vai pela primeira vez receber uma corrida de automóveis num circuito especialmente desenhado em volta da Esplanada e da Igreja dos Invalides. Mas o “sim” dado pela prefeita da cidade-luz, Anne Hidalgo, para a Federação Internacional de Automobilismo não foi para mais uma  etapa do circuito de Formula 1, mas para a inovadora Formula E.Nelson Piquet Jr Campião mundial Com sua primeira temporada organizada em 2014 pela FIA com carros monopostos movidos exclusivamente a energia elétrica, essa categoria  já estreou sua segunda temporada que levará seus vinte pilotos – incluindo os brasileiros  Nelson Piquet Junior, o campeão mundial, Bruno Senna e Lucas di Grassi – a enfrentar dez circuitos de Pequim até Londres.

FORMULA E

Para a prefeita de Paris, essa corrida será mais uma maneira de mostrar a vontade inovadora da cidade e seu apoio as energias alternativas. Um cuidado especial foi dado a escolha do circuito. Mais de vinte projetos foram estudados, inclusive o Bois de Boulogne, o Bois de Vincennes, o Parc des Princes ou a Disney, mas os organizadores queriam um itinerário emblemático. A escolha dos Invalides, com sua Esplanada verde, a sua vista sobre a Torre Eiffel, a sua faixada olhando para a Ponte Alexandre III e seu Domo dourado vigiando o tumulto do Napoleão, entusiasmou todos os responsáveis envolvidos.  A pista dará a volta completa do monumento, passando pelo boulevard de la Tour-Maubourg, a avenida de Tourneville, e o boulevard des Invalides. Os boxes serão instalados na Esplanada, os lugares exatos da largada e da chegada esperando ainda a aprovação da FIA, muito atenta a todos os requisitos.

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Alain Prost, dono da equipe Renault campeã do mundo,  tem certeza que o Grande prêmio de Paris será o mais bonito da temporada, uma convicção também afirmada pelos patrocinadores e os fornecedores. A Formula E seduziu muitas grandes empresas, desde a Virgin – dona de uma das equipes -, até a Michelin – que quis participar fabricando pneus especialmente adaptados para esses carros elétricos, usando uma nova tecnologia que poderá amanhã beneficiar os usuários particulares.Bruno Senna O publico terá  muitas razões para se entusiasmar. Além da novidade tecnológica, e da beleza desse circuito único, o Grande prêmio de Paris de Formula E vai mostrar uma nova geração de pilotos, alguns ainda pouco conhecidos mas todos com sobrenomes famosíssimos. Quem não sonhou de ver um dia competindo em Paris o Piquet  (o filho), o Villeneuve (o próprio), o Senna (o sobrinho), e o Prost (o filho)? Rendez-vous então dia 23 de Abril!

Jean-Philippe Pérol

Torre Eiffel e Igreja dos Invalides a noite

A Auvergne (e a Costa Verde) nos “dez mais 2016” da Lonely Planet!

 

O Puy de Dome e o Parque natural dos vulcões da Auvergne

O Puy de Dome e o Parque natural dos vulcões da Auvergne

Para os amantes da França, a publicação pela famosa editora estadounidense Lonely Planet dos dez destinos imperdíveis em 2016 foi uma boa surpresa. Lonely PlanetMesmo se as regiões escolhidas não foram nem um pouco tradicionais, foi sem duvidas uma façanha para Auvergne de ser a única francesa selecionada. Para o best-of 2016 da Lonely Planet, divulgado no dia 29 outubro, essas  “dez mais”  foram as seguintes: 1. Transilvânia, Roménia; 2. Islândia Ocidental; 3. Vale de Viñales, Cuba: 4. Regiões vinícolas de Friuli, Itália; 5. Ilha Waiheke, Nova Zelândia; 6. Auvergne, França; 7. Havaí; 8. Baviera, Alemanha; 9. Costa Verde, Brasil; 10. Santa Helena, territórios britânicos.

Os motivos da escolha da Auvergne pelos especialistas da editora são foram também divulgados. Eles gostaram das paisagens “dramaticamente vulcânicas” e dos espaços livres de turistas. Acharam a gastronomia local a altura da fama dos seus pratos típicos (buchada/tripoux, cozido/potée, purê de batata/alligot ou patê de batata),  mas também surpreendente  pela uma culinária criativo. Queijos da AuvergneUma criatividade que encontraram também na cultura “auvergnate”, já que Auvergne tem se reinventado com uma série de projetos artísticos ambiciosos, e um portfólio maior de aventuras na natureza, isso sem perder, segundo eles, o seu charme rural. Adoraram os vulcões, os queijos (Cantal, Saint Nectaire, Bleu, Fourme d’Ambert, Salers) bem como os parques, os vilarejos e os festivais de Aurillac, Clermont-Ferrand ou Puy-en-Velay. A simpatia e o humor dos “auvergnats” – os moradores da região que são, na França, comparados aos mineiros no Brasil- foram também destacados como grandes atrativos da região.

O “best-of 2016” sera, sem duvidas, muito bem recebidos no Brasil já que a Costa Verde, de Guaratiba até Trindade, ficou em nona posição na lista. Pensando nos milhares de turistas esperados para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a editora foi seduzida pela proximidade da metrópole carioca, Laranjeiraso litoral ainda praticamente intocado, os morros cobertos de florestas cor de esmeralda, as numerosas ilhas tranquilas e as praias quase desertas. A Costa Verde, e mais especificamente a Ilha Grande, é destacada como um paraíso do ecoturismo e do turismo de aventura para os amantes da natureza e da adrenalina, com trilhas nos montes cobertos de mata fechada, passeios de caiaque entre fiordes tropicais desertos, ou mergulhos com peixes coloridos.

O Puy en Velay

Muito esperadas desde que foram lançadas há onze anos, as seleções da Lonely Planet misturam critérios ligados a projetos turísticos e a meio ambiente, AUZANCES BRASILcom um foque importante na atualidade (Cuba da abertura, Bavária dos 500 anos da cerveja, Havai dos 75 anos de Pearl Harbour ou Santa Helena do bicentenário do Napoleão)  Vindo depois de varias premiações francesas – quinta mais bela região segundo o canal de televisão M6, segunda mais dinâmica na Facebook e segundo lugar da catedral de Puy-en-Velay como monumento preferido dos franceses-, a menção honrosa dada a Auvergne será um grande incentivo para se preparar a receber mais turistas do mundo inteiro e especialmente do Brasil.

Outono na Auvergne

As cores do outono nas florestas da Auvergne