Na imprensa

17/10/2017

Caroline Putnoki assume Atout France no Brasil

Jean-Philippe Pérol, com Caroline Putnoki, que assume o Atout France no Brasil

Jean-Philippe Pérol, com Caroline Putnoki, que assume o Atout France no Brasil

Após o anúncio de que Jean-Phillippe Pérol deixou o cargo de diretor para as Américas do Atout France, o órgão oficializou nesta terça-feira (17) a substituta do executivo que atuou por 30 anos no Atout France, sendo 12 no Brasil. Quem assume o cargo agora é Caroline Putnoki, que atuava até então como CEO da Cap Amazon.

A executiva fundou a Cap Amazon em 2011 com o objetivo de representar destinos e produtos turísticos no mercado brasileiro. Antes disso, entre 2008 e 2010, ela já atuou no Atout France, como diretora para o Canadá.

Originária da Guiana Francesa, filha de pai húngaro e mãe parisiense, ela iniciou sua carreira no Canadá. Após uma experiência no setor do turismo, em especial dentro do grupo Transat, integrou a Maison de la France em 1998, como Adida Comercial, posteriormente, como diretora Adjunta de Marketing. Dez anos mais tarde, ela assumiu a direção do escritório da Atout France no Canadá.

Em sua chegada ao Brasil, Caroline investiu em uma sociedade de cruzeiros fluviais baseada na Amazônia, explorada hoje pela operadora especializada Turismo Consciente. Em seguida, criou a agência Cap Amazon Tropical Marketing em 2011 que, entre outros, representa a Sopexa, agência internacional especializada no marketing Food & Wine.

“Durante mais de seis anos, desenvolvi uma rede e uma expertise que certamente irão me servir nesta nova fase de minha vida profissional”, afirmou Caroline, que irá reintegrar a rede internacional após seu prolongado período sabático. É com a mesma paixão pelo Brasil e pelo destino França que Caroline irá suceder a Jean-Philippe Pérol. “Mesmo com toda minha experiência do turismo no Canadá e no Brasil, substituir a Jean-Philippe não será uma tarefa fácil”, enfatizou Caroline. “Ele é uma personalidade do turismo e é muito respeitado. Farei, então, o meu melhor para assegurar uma transição suave e criativa, em especial graças à equipe que irá me receber”, finalizou.

27/09/2016

ENCONTROS À FRANCESA DÁ RESPOSTA OTIMISTA AO MOMENTO BRASIL-FRANÇA
Claudia Tonaco Eventos & Feiras
Realizadora do evento, Atout France espera reverter para 10%, queda no número de turistas que chegou a 20%, no primeiro semestre

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Jean-Philippe Pérol, diretor para as Américas, cercado pela equipe da Atout France, na abertura do Encontros à Francesa, no Sofitel Jequitimar, Guarujá (Fotos: Claudia Tonaco)

O Brasil realmente ama a França. Prova disso é que no ano de 2015, o número de turistas brasileiros que visitaram o país chegou à excepcional marca de 600 mil viajantes.

É Paris, capital da nação, que detém o share de 85% do mercado turístico brasileiro. Os dados são da Atout France, agência oficial do governo francês que trabalha para o desenvolvimento do turismo do país.

E aí, veio 2016 – o ano da crise econômica e política brasileira, que se somou ao ano dos atentados na França.

Para trocar ideias e soluções para as crises que afetam os dois países, discutir e divulgar roteiros, fazer negócios e falar de viagens, acontece neste momento, no hotel Sofitel Jequitimar, no Guarujá (SP), o Encontros à Francesa.

O nome do evento diz exatamente o que é: um encontro, bem ao estilo francês, entre os representantes dos vários destinos turísticos da França com operadores e agentes de viagem brasileiros, além da mídia especializada.

A abertura oficial aconteceu ontem a noite (26 de setembro) no elegante Sofitel Jequitimar, da rede francesa Accor, onde os participantes estão hospedados.

Quem definiu, de uma maneira bem humorada, o ano pelo qual passa o Brasil, e também a França, foi Jean-Philippe Pérol, diretor para as Américas da Atout France, durante a abertura do Encontros à Francesa.

“Quando me perguntam sobre o meu trabalho respondo: Eu trabalho com o Turismo – e as pessoas dizem: Ai! Eu trabalho com o Turismo da França – e as pessoas dizem: Ui! Eu trabalho com o Turismo da França, no Brasil – e as pessoas dizem: P****!

No primeiro semestre de 2016 a França enfrentou uma queda de 20% no número de turistas brasileiros mas espera, até o final do ano, diminuir pela metade este saldo negativo. Tudo indica que isso será mesmo possível pois – boa notícia! – o cenário começa a mudar. Com a queda do dólar e a expectativa positiva para a retomada da economia e estabilização política no Brasil, os turistas voltaram a sonhar e a voar para a França.

Diante de uma conjuntura desafiadora foi gratificante ouvir Jean-Philippe Pérol mostrar, mais do que otimismo, confiança, ao anunciar que está mantida para a próxima década (até 2025), a meta de levar em um ano, 1,5 milhão de turistas brasileiros para a França.

Confira as presenças + imagens da segunda edição do Encontros à Francesa:

Céline Gomes, do turismo de Auvergne Rhône-Alpes, deu as boas vindas aos participantes do Encontros à Francesa

Operadores e agentes de viagem no coquetel de boas vindas

Jean-Bruno Gillot e Caroline Putnoki, da Cap Amazon, com João Carlos Almeida, da Primus Turismo

Carlos Henrique Dezen, da Senator Turismo, Maira Pessoa, e Gisele Abrahão, da GVA

André Raynaud, da Atout France; Pablo Bernhard, da TT Operadora; Jean-Philippe Pérol; Caroline Putnoki e Jean-Bruno Gillot

Jean-Philippe Pérol abriu oficialmente a segunda edição do Encontros à Francesa

Izabèle Pesinato, diretora adjunta de marketing e comunicação mostrou um resumo e a repercussão das ações on-line + off-line + ações de promoção do destino para o público consumidor

André Raynaud, da promoção comercial para a América do Sul, destacou a agenda de eventos já realizados em 2016 e os projetos já acertados para 2017

O público participante ouve, atento, as novidades e as ações projetadass para o próximo ano

O coquetel noturno reuniu o trade francês e brasileiro

 

25/08/2016

Jean-Philippe Pérol, Atout France,dispara:precisamos valorizar o turismo!

Entrevista de Paulo Panayotis

Em entrevista exclusiva ao InfoMoney, Jean-Philippe Pérol, um dos principais executivos do turismo brasileiro avalia a atual situação que o País atravessa. O humor ácido, que ele usa para “desdramatizar” muitas situações tensas, também funciona como arma de defesa. “Você pode não acreditar, mas sou bastante tímido. Daí, sou ácido, muitas vezes irônico… Funciona muito bem… É uma arma muito efetiva que saco sempre que preciso”, conclui um Pérol que começa a entrevista disparando: “Oito por cento da economia brasileira poderia vir do turismo! E ninguém, no Brasil, percebe a grandiosidade destes números”.

13 Jean Phillipe-Perol REDUZIDA

Turismo francês inicia processo de descentralização

A frase é de Jean-Philippe Pérol, da Atout France. Em entrevista exclusiva ao InfoMoney, o diretor para as Américas da Agência de Desenvolvimento Turístico da França, fala pela sobre o projeto “Contrat de Destination” ou o plano descentralização do turismo francês.

JE SUIS FILS D’OGUM
“Sou filho de Ogum no Brasil e do signo de libra no resto do mundo.” Rápido, olhar mordaz, um tanto desconfiado e de um humor ácido, Jean-Philippe Pérol me recebe na sede da Atout France, em São Paulo, indo direto ao assunto: “Está na hora da França deixar de ser só Paris para os brasileiros.”
Mas antes de tentar destrinchar os inexpugnáveis e burocráticos mecanismos que movem o turismo francês, quero saber um pouco mais desta personalidade tão conhecida e respeitada no universo do turismo.

Brasil x México
“Acabei vindo para o Brasil, em 1973, meio por acaso. A outra opção era o México”. Naquela época, segundo Pérol, quem trabalhava por um período nos consulados franceses fora da França se livrava do serviço militar obrigatório. Ele acabou escolhendo o Brasil porque viria com um amigo. “O amigo desistiu e eu acabei ficando por aqui”. O acaso, pelo visto, é um companheiro fiel.

Formado em Administração de Empresas, Ciências Políticas e História, sua verdadeira paixão, acabou “tropeçando” no turismo. “Depois de estagiar no consulado, fui trabalhar em um agência de turismo chamada Jet Tours, que era uma subsidiária da Air France. Dali saí direto para a Air France, como assistente de marketing. Gostei! Fiquei! E acabei viajando muito pela América Latina com a missão de abrir novas rotas para a Air France” . Dali em diante, morou em Manaus e São Paulo no Brasil, Frankfurt, na Europa e Nova York, nos EUA.
Curiosidade de menino: quando ia para a escola, em Adis Abeba, na Etiópia, ficava fascinado sempre que via o imperador desfilando de Rolls Royce preto escoltado por cavalos brancos vestidos de gala. “Nunca esqueci isso”.

Um executivo com “personnalité franco-brésilienne”

Abaixo, um pouco do que pensa, gosta e como um dos principais executivos do turismo brasileiro avalia a atual situação que o Brasil atravessa. O humor ácido, que ele usa para “desdramatizar” muitas situações tensas, também funciona como arma de defesa. “Você pode não acreditar, mas sou bastante tímido. Daí, sou ácido, muitas vezes irônico… Funciona muito bem… É uma arma muito efetiva que saco sempre que preciso”, conclui um Pérol que começa a entrevista disparando: “Oito por cento da economia brasileira provém do turismo! E ninguém, no Brasil, percebe a grandiosidade destes números”.

InfoMoney: Como vê o Brasil atualmente?

JPP – Vivemos um momento muito delicado para nossa atividade que é o turismo. Tanto para o turismo de exportação quanto para o turismo receptivo. Isto sem falar das viagens dos executivos e dos próprios empresários. Outro dia, conversava com um amigo meu, empresário, que me dizia: “Tenho que enxugar os quadros de minha empresa, readequar funções, racionalizar custos e finalmente, demitir funcionários em função da crise que o país atravessa. Como posso entregar para meu contador a conta de algum hotel onde me hospedei em Paris ou Londres? Sempre que viajo a negócios e tenho tempo, fico mais alguns dias a lazer. Mas quem acreditaria nisto? Diriam que estou gastando dinheiro em champanhe enquanto demito pais de família. Por conta disso, não viajo até a crise dar sinais de que esta terminando”. Concordo com ele.

Para mim, a incerteza em relação ao futuro próximo é o mais preocupante, pois a situação é grave. Veja: por que as pessoas viajam, especialmente no Brasil?
Por dois motivos: primeiro quando a taxa de câmbio está favorável, quando o dólar regride e o real se fortalece. Segundo, por conta da percepção da economia. Se as pessoas sentem que a economia está boa, viajam, viajam bastante. No entanto, se a percepção de que a economia não está boa, se a sensação é de crise, não viajam. Especialmente para fora do país, para gastar em dólar. O brasileiro, apesar de não ter uma renda igual a outros países mais desenvolvidos, é um dos que mais gastam quando viajam.Veja você que, quando a economia vai bem no Brasil, a cada cem hóspedes em hotéis de alto luxo em Paris, sete são brasileiros. Quando as coisas vão bem, você encontra mais brasileiros em hotéis cinco estrelas na França do que turistas alemães, cuja renda é muito maior.

InfoMoney- O que é necessário para que o País volte a ter mais turistas brasileiros em hotéis cinco estrelas em Paris?

JPP – Dois fatores: o primeiro não depende do Brasil. Depende, do meu ponto de vista, da economia chinesa, que tem que voltar a crescer, a comprar commodities, como minério brasileiros, por exemplo.
O segundo é que o Brasil tem que fazer, urgentemente, reformas políticas em todos os setores, como previdência, administrativa e melhorar a infraestrutura aumentando a competitividade e diminuindo o custo Brasil, que é dos mais altos do mundo. Além disso, a população brasileira tem que se convencer de que turismo é muito importante para o País. Enquanto os próprios brasileiros não se convencerem disto, pouca coisa mudará ou mudará muito lentamente.

InfoMoney- A CEO da LATAM, Claudia Sender, disse que é a favor que os passageiros brasileiros paguem por suas bagagens durante as viagens aéreas nacionais e internacionais. Você concorda com isso?

JPP – A questão é que a pergunta está errada. Os passageiros já pagam pelas bagagens.
A pergunta correta não é quem paga pelas passagens, mas sim como tem que pagar. Hoje todos já pagam valores embutidos nas passagens. A tarifa é igual para todos, com bagagem ou sem bagagem. O ideal seria que quem viaja sem bagagem tivesse uma tarifa menor, diferenciada. Automaticamente quem leva duas malas enormes, pagaria mais pelo conforto de levar o que bem quiser durante a viagem. Não acho justo que todos paguem a mesma tarifa. Lá fora já é assim. Mais malas? Tarifa maior. Menos malas? Tarifa menor.

InfoMoney- Houve redução no número de turistas que viajam para a França com a crise brasileira?

JFP – Houve uma queda forte nos últimos anos e deve continuar mais forte ainda neste ano de 2016. Em 2015 a queda foi de cerca de dez por cento em relação ao ano anterior. Ou seja, mandamos algo em torno de 600 mil turistas brasileiros para a França. A maior parte deles para Paris.
Em 2016, pelos números preliminares, a queda deverá ser ainda maior, algo em torno de 15%. Nossa expectativa é de que  chegue a 550 mil passageiros.
Além da questão econômica no Brasil, os últimos atentados terroristas na Europa, em especial na França, deverão contribuir ainda mais para esta queda.
Apesar do governo francês e das autoridades europeias fazerem todo o possível no combate ao terror, o impacto é muito forte em nosso setor do turismo.
Veja, segurança total não existe, mas os turistas tem que ter a sensação de segurança. Se não tiveram, não viajam! E as autoridades estão empenhadas ao máximo para tentar devolver esta sensação de que é seguro viajar na França.

InfoMoney– Qual a estratégia da Atout France para ajudar a tentar reverter esta situação? Há algum plano?

JPP – Sim. Nossa ideia, que já colocamos em prática há quatro anos, é descentralizar o turismo. Nosso projeto leva em consideração que hoje em dia se viaja para o destino A ou B e não para o país A ou B. Assim, há quatro anos passamos promover o destino.
E já começam a ter um retorno significativo. Hoje o brasileiro, que viajava quase que exclusivamente para Paris, já diz: vou passar férias na Provence, ver os campos de lavanda. Já é resultado de nosso esforço de promover o destino, não o país!
E para que isso seja vitorioso contamos com a participação das entidades de turismo das regiões, dos organismos de turismo locais aliados à iniciativa privada e a diversas instituições, como por exemplo, os sindicatos locais.

InfoMoney – Pode dar um exemplo?

JPP – Trata-se de um tipo de PPP (Parceria Público Privada). Participam Governo da França, administrações locais, associações, sindicatos enfim, a sociedade organizada.
Afinal, ninguém conhece melhor a região do que quem mora nela! Por isso a promoção turística do destino tem que ser feita pelo próprio destino.
Um bom exemplo é a qualificação que fizemos com os motoristas de táxi de Bordeaux. Notamos que poucos falavam inglês, então qualificamos eles em parceria com o sindicato local dos taxistas, que se comprometeu a incentivar a categoria a estudar inglês e fornecer os cursos. Então houve o apoio federal, estadual e local público e privado. E funcionou perfeitamente! Fizemos e estamos fazendo isto também na Martinica, em Guadalupe e em Biarritz. E tem dado excelentes resultados!
Outra iniciativa foi a de criar linhas aéreas para destinos do Caribe francês, que saíssem do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris.
Nosso parceiro, neste caso, foi a Air France. Assim, fomentamos a ida de mais turistas para o Caribe francês com os voos sem escalas saindo de CDG. Mais uma vez funcionou perfeitamente!
Chamamos o plano de Contrat de Destination (Contrato de Destino), que envolveu, além de engenharia turística, a participação do governo em todos os níveis atuando em conjunto com parceiros privados e associações locais.

InfoMoney- Para isso funcionar, além da participação de todos, também é necessário fortalecer a cadeia produtiva turística, especialmente a infraestrutura local e aumentar o número de leitos bem como melhorar a qualidade dos serviços prestados, certo?

JPP – Correto. Um bom exemplo é o turismo religioso. Em Portugal, isso é muito claro com os milhões de turistas que visitam Fátima anualmente. Queremos fazer isto também com Lourdes, que já é bastante conhecida. Mas juntamente com a experiência do turismo religioso queremos melhorar a qualidade dos hotéis, do transporte, dos restaurantes locais! Fazer turismo religioso não significa fazer penitência, comer mal, dormir pior ainda! Toda a experiência tem que ser prazerosa e não somente a visita a lugares santos. Por isso estamos investindo em qualificação local e melhoria das estradas, da infraestrutura local. Tudo em parceria, tudo com a participação local, de quem sabe efetivamente o que é preciso melhorar.
Acho que é fundamental descentralizar. Trata-se de uma necessidade fundamental descentralizar. Até porque 85 por cento dos brasileiros que visitam a França tem como foco Paris. E a França é muito mais do que a capital francesa! Hoje, Paris e um pouco da Cote D’Azur se vendem sozinhas. Mas é só! E o restante da França?
Hoje cerca de 85% dos pernoites de brasileiros são em Paris! Nosso objetivo é estabelecer um equilíbrio.
Acho que Bordeaux tem essa vocação para ser a primeira grande região, além de Paris e da Cote D’Azur, que poderá se transformar em um grande atrativo para o turista brasileiro que já foi uma, duas vezes a Paris e quer conhecer algo diferente na França. Em seguida acho que a região de Nice, em Cannes, tem grande potencial bem como Lyon, em função da grande diversidade de restaurantes de alto nível por lá! E posso garantir que temos muita diversidade a oferecer!

A Atout France é assim:

Diretor para as Américas : Jean-Philippe Pérol

Funcionários: 400 no mundo, 11 no escritório brasileiro em São Paulo.

Site: http://br.france.fr

Quem é Jean-Philippe Pérol

Nascimento:
Pérol nasceu em 9 de outubro de 1950, em Túnis, na Tunísia.

Formação:
Formado em Administração de empresas pelo lnstitut d’Études Politiques de Paris, com graduação em História (Sorbone-Paris) Gestão (Dauphine-Paris) com especialização em América Latina, África e Ásia.

Atuação profissional:
Com larga experiência profissional, sempre exerceu cargos de direção em diversas empresas privadas e organismos públicos ligados ao turismo como Consulados da França, Air France, Maison de la France (Frankfurt, Nova York, São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus) entre outros.

Pessoal
Casado duas vezes. Tem um filho com 33 anos, com a primeira esposa, que é brasileira. E uma filha de apenas oito meses com a segunda esposa, que é da Guiana francesa, com quem está casado há mais de 15 anos.

Idiomas : Francês, Portugues, Inglês, Espanhol e Alemão.

Hobby : Adora história, xadrez, pesca esportiva e, é claro, viajar.

Livro : 1808, de Laurentino Gomes. “Adorei! Releio de vez em quando”.

Série de TV: Nenhuma, pois não vê televisão. “Quando morei em NY nunca tive TV”.

Gadjet: Todos. “Sou viciado em web, sempre atrás de noticias no meu lap top”.

Destino preferido fora França e Brasil: “Machu Picchu, no Peru, onde já estive cinco vezes”.

O que move Jean-Philippe Pérol?
“Me comunicar, encontrar pessoas, viajar para conhecer novas pessoas e voltar para contar minhas histórias para outras pessoas conhecidas ou não! Acredito no ser humano. Sempre acreditei. E acredito também que o que falta é administrar bem este ser humano e dar a ele uma boa liderança.
O resto é trabalho, trabalho, trabalho!

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

06/08/2016

Club França abre ao público no Rio com o melhor da cultura e gastronomia francesa
Por Luiz Marcos Fernandes em 05/08/16 – 21:18

Jean Philippe Pérol da Atout FRance e Philippe Seguin da Accor inaugurando o Espaço turismo do Club France

Jean Philippe Pérol  e Philippe Seguin  inaugurando o Espaço turismo do Club France

Foi inaugurado, nesta sexta-feira (5), o Club France, espaço voltado para compartilhamento da cultura e gastronomia francesa. Antes da abertura, o presidente da França, François Hollande, foi conhecer o local. Na solenidade de abertura,Jean-Philippe Pérol, presidente da Atout France, destacou a iniciativa. “O local é excelente e mostra a diversidade de atrativos culturais e gastronômicos da França, com um espírito festivo animado por 16 Djs franceses que cuidarão de animar a noite do Club, no lounge montado pela Air France”, adiantou. De acordo com expectativa da Atout France são esperados três mil visitantes por dia.

Para isso, foi elaborada toda uma programação com atividades esportivas, shows, gastronomia, festas e atividades para os visitantes que passarão pela casa. O calendário da casa se estende até o dia 21, com funcionamento entre as 12h e 02h. Durante os dias 4, 6, 11, 12, 13, 18, 19 e 20 de agosto, o espaço irá se transformar na casa noturna Le Club. Entre 23h e 5h, La Grande Halle receberá DJ’s. O convite para estas noites de festa são vendidos separadamente.

No Social Club, a família olímpica poderá degustar do buffet Aquim e, aos convidados do comitê olímpico francês, os chefs Claude e Thomas Troisgros apresentarão um menu à la carte que será alterado a cada quatro dias. Haverá, também, na Place du Marché, uma área voltada para foodtrucks que oferecerão o melhor da gastronomia francesa.

A rede Accor divulga seus 1.800 hotéis na França, enquanto no lounge da Air France haverá até venda de passagens. Os ingressos já podem ser adquiridos no portal http://www.clubfrance.com.br O valor individual do ingresso é de R$20,00 (inteira).

18/05/2016

Entrevista com Pérol, diretor do turismo francês

POR SILVIO CIOFFI

A França é, no mundo, o país que mais recebe turistas estrangeiros e Jean-Phillippe Peról, diretor do órgão oficial de fomento turístico Atout France/Maison de la France (http://france.fr), é um profissional reconhecido internacionalmente por sua atuação em prol desse sucesso. Pérol ocupou o cargo de diretor-geral na sede da organização, em Paris, e, depois dos atentados terroristas nos EUA, foi estrategicamente enviado para Nova York, onde assumiu a diretoria da Atout France para as Américas. Embora trabalhando no turismo oficial da França desde 1988, ele elegeu, afinal, a cidade de São Paulo para morar e, ao todo, o expert em turismo já morou no Brasil por 25 anos –sua mudança mais recente data de 2010. Ele também foi diretor para as Américas da Atout France na Alemanha e na Polônia e tem no currículo atividades empresariais ligadas à indústria de viagens como dono da Safári Turismo de Manaus, na década de 1980; executivo da Air France; e diretor-geral da pioneira operadora multinacional Wagons Lits no Brasil e na França.

Leia a seguir trechos da entrevista exclusiva que Peról concedeu à Folha falando do sucesso francês no turismo receptivo global, de problemas como os atentados terroristas e das lições que o Brasil poderia aproveitar.

Jean-Philippe-Perol-2015--750x932 Jean-Phillippe Pérol, diretor da Atout France (crédito: Foto Arquivo Pessoal)

O SEGREDO FRANCÊS

“A França é tradicionalmente o país que mais recebe turistas estrangeiros em todo o mundo e as razões são a excepcional mistura de belezas naturais e de heranças culturais que carregam valores que o mundo inteiro reconhece. Vem depois as infra estruturas e os equipamentos publicos. Enfim não se pode esquecer a geografia que colocou a França perto de alguns dos maiores mercados emissores do mundo: Alemanha, Inglaterra, Itália, Holanda e Belgica. O segredo é essa multiciplicade de forças que permita ter uma oferta completa: patrimônio, cultura, negócios, lazeres, praias, esqui, gastronomia, eventos, e até paraísos tropicais. A Franca é sem dúvida, junto com os EUA, o pas que tem o leque de opções mais completo em seu turismo.

O SUCESSO EM NÚMEROS

Em 2015, foram 85 milhões os turistas estrangeiros que visitaram a França, sendo os ingleses e os alemães os mais numerosos, seguidos pelos belgas, holandeses e italianos. Em receitas, porém, os três mais importantes são os ingleses, os norte-americanos e os alemães. De acordo com números consolidados que mostram o movimento global de turistas, a França recebeu 83,7 milhões de viajantes estrangeiros; depois vieram os EUA com quase 70 milhões; a seguir a Espanha, com cerca de 65 milhões; e, depois, a Itália, visitada por 48,6 milhões de turistas internacionais. China e Turquia também mostraram grande crescimento e, em 2014, estima-se que tenham, respectivamente, recebido em torno de 67 milhões e 37,8 milhões de viajantes estrangeiros. De todo modo, as grandes tendências do últimos anos são a subida dos EUA, que acontece mais vigorosamente desde o início da era Obama. Esse país já é o segundo no mundo em número de passageiros que para lá se destinam e, o que é impressionante, estão em primeiro disparados em no quesito receitas advindas da indústria do turismo. Outra força, já mencionada, é a China –que, supostamente, pode até chegar em primeiro nesse ranking em 2020, ainda que o critério da contagem do número de visitantes estrangeiros feito por eles inclua cidadãos vindos de Hong Kong e de Macau como turistas internacionais.

OS EUA E A ESTRATÉGIA DOS CONCORRENTES

Quando me perguntam qual seria para a Atout France o grande “concorrente” no futuro, respondo que, especialmente no Brasil, os EUA são o maior concorrente. É um país que tem uma oferta muito completa e diversificada, infrestruturas excepcionais, e que também tem uma imagem muito forte e que carrega valores universalmente reconhecidos. Com a criação do Brand USA, na primeira gestão de Barack Obama, com seu modelo público-privado, os EUA passaram a ter um modelo de parceria que é muito parecido com o sistema que era adotado pela Maison de la France em 1987. Sem dúvida, eles têm agora uma dinâmica promocional muito forte do seu turismo –e trabalham com recursos como só eles são capazes de reunir.

DESAFIOS PARA O FUTURO

Para continuar na liderança do turismo receptivo internacional, a França enfrenta agora vários desafios e concorrências. O primeiro é renovar o seu parque hoteleiro e suas infraestruturas, especialmente fora dos grandes centros, inclusive aprimorando o serviço e atendendo às novas demandas dos consumidores. O segundo é continuar a melhorar a sua imagem, guardando o fabuloso acervo dos seus valores – e até dos clichês – mas também renovando essa imagem. É preciso mostrar que a cultura francesa está muito viva, é atual e, ao mesmo tempo, é preciso integrar as novas tendências. Daria três exemplos –entre mil possíveis: a cultura porque o turistas vão à França procurando museus e monumentos, mas a França também tem um calendário de eventos, de exposicões e de shows tão grande que é comparável –ou até maior– aos de Londres e até aos de Nova York. As compras, porque se pode comprar de tudo em Paris, não somente as grandes grifes de alta costura ou de perfumaria, mas eu diria que todas as coisas que os brasileiros vão comprar em Miami ou Nova York, de street wear a computadores e até roupas de bebê, também estão à venda na capital da França. Isso para não falar dos vinhos, não somente dos grands crus caríssimos, mas também dos vinhos mais accessíveis, aqueles que devem em primeiro lugar acompanhar momentos de alegria e de descontração com amigos. A nossa comunicação, quando falamos de promoção de turismo, tem que mostrar que somos atuais, acessíveis, e acolhedores. E somos!

MUITO ALÉM DE PARIS

Além de Paris, a França mostra sua vocação turística em Nice, Lourdes, Bordeaux, Marselha, Vale de Loire, Normandia, Champagne, País Basco, Alsácia. Nossa meta hoje é, claramente, aumentar o número de visitantes nos grandes destinos turísticos, que são as ‘marcas’ que queremos valorizar. Isso inclui as regiões ultramarinas como o Taiti, a Martinica, Guadalupe e até a Guiana –um território ultramarino da França que, aliás, faz fronteira com o Brasil. Hoje, somente 15% dos brasileiros pernoitam nas regiões francesas e, por isso, queremos que o crescimento seja muito mais forte nos próximos anos.

O QUE ATRAI TURISTAS?

Se me questionam o que mais atrai visitantes à França, se é a cultura, a gastronomia, o enoturismo, as grandes ou pequenas cidades, eu respondo que 53% dos brasileiros estão bastante interessados em arte e em cultura. Em seguida, vêm o turismo urbano –incluindo as compras e as descobertas pelas cidades–, e ainda a visita às atrações turísticas, que representam 52% da atratividade da França. Por fim, de acordo com as pesquisas da Atout France, estão as belas paisagens e a natureza (46%), os patrimônios históricos e monumentos (41%) e a gastronomia (28%). Comparada a outros destinos europeus, a França ainda é considerada um destino caro, mas, na realidade, as diárias de hotéis, por exemplo, são em média mais baratas que em outros países e cidades da Europa, caso de Londres e de Roma, principalmente quando se sai de Paris.

MERCADOS DISTANTES E NOVOS

O mercado asiático apresenta um crescimento forte no turismo francês, com grande participação, principalmente, dos chineses, que representam atualmente 1,7 milhões de turistas por ano na França –e deverá passar dos dois milhões até 2020. Além da China, a Índia e o Sudeste Asiático também são regiões cujo número de turistas com destino à França vem crescendo nos últimos anos. Já a presença dos japoneses diminuiu quase 40% nos últimos 20 anos, chegando a 600 mil turistas/ano atualmente. Apesar da retração de cerca de 25% no ano passado devido à desvalorização do iene frente ao euro, e aos atentados terroristas, a França continua sendo o primeiro destino dos japoneses na Europa –e os números já apresentam uma certa recuperação.

O TURISTA BRASILEIRO

A França continua sendo o primeiro destino dos brasileiros na Europa. Em 2015, 600 mil brasileiros visitaram a França e isso quer dizer mais da metade dos turistas vindos da América Latina. E assim, apesar de um leve recuo de menos 9% em 2015 e de menos 5% estimados em 2016, a tendência estrutural é de crescimento. Nosso objetivo é alcançar a marca de 1,5 milhão de brasileiros fazendo turismo na França em 2025.

A (DELICADA) QUESTÃO DA SEGURANÇA

Não pode-se negar que os ataques terroristas em Paris tiveram uma repercussão no turismo francês e que esses fatos lamentáveis atrapalham nosso desempenho. No entanto, os brasileiros não foram a nacionalidade mais atingida pelo medo de nos visitar. Houve um recuo estimado em 10% nos meses seguintes, mas já se nota uma recuperação. Desde então, foram tomadas medidas convincentes e efetivas de segurança pública por parte das autoridades francesas com o objetivo de limitar o impacto negativo  dos atentados frente aos turistas. E continuamos em vigilância total.

MÍDIA ONLINE E BLOG PESSOAL

Na Atout France damos uma importância muito grande às novas mídias. Concentramos a maioria dos nossos investimentos na mídia online, sendo a mídia profissional a única exceção nas mídias tradicionais. Um grande exemplo de nosso desejo de estarmos cada vez mais presentes nas novas mídias é a nossa página no Facebook, que já ultrapassou os 600 mil fãs no Brasil –50% do total mundial fora da China. Damos uma grande importância aos bancos de dados e ao contato com esse público, que é privilegiado por nós. Também promovemos nossos destinos por meio de sete ‘newsletters’ mensais, enviadas a mais de 2 milhões de seguidores. O mesmo acontece com os nossos maiores parceiros, caso do Taiti, que tem duas newsletters mensais e duas páginas no Facebook, uma português e outra em espanhol. A vontade de acompanhar os profissionais e/ou os viajantes mais interessados pela França me levou a lançar um blog, “Le blog do Pérol ” (http://leblogdoperol.com). Foi, na verdade, no início, uma idéia da minha esposa Caroline – e depois dos meus colegas – para dispor de uma plataforma de expressão onde eu poderia dividir minhas experiências e minhas opiniões sobre o turismo francês, dar algumas dicas, mas também destacar ideias sobre as evoluções do turismo internacional, o futuro dos circuitos de distribuições ou as novas tendências de produtos ou de destinos. O blog também tem uma página no Facebook, que leva mesmo nome, chegando a quase 45.000 fãs, o que me deixa feliz e me faz supor que a minha fórmula está sendo aprovada.

O MERCADO E A INTERNET

Não podemos apenas ficar nos circuitos tradicionais, menos de 25% dos passageiros passam por esse tipo de circuito. Acredito que, no futuro, os intermediários só conseguirão se sustentar se oferecerem algum valor agregado ao serviço proposto. Por essa razão é fundamental que tenhamos uma presença multicanal e que trabalhemos tanto com uma plataforma, um receptivo, como também como canal de venda direta, oferecendo conhecimento sobre o nosso produto, para que eles possam criar esse valor agregado.

PREFERÊNCIAS E REFERÊNCIAS

Gosto de visitar lugares ‘où souffle l’Esprit’, ou seja, de destinos que misturam grandes belezas naturais e profundos conteúdos culturais e históricos. Fora da França, vibro com Veneza, Istambul, a Andaluzia e a Síria. Adoro o México, a Ilha de Páscoa e a cidade de Jerusalém, mas o meus destinos preferidos são os peruanos Cuzco e Machu Pichu. Já fui para lá cinco vezes, sendo a última para conhecer a trilha do Caminho Inca, uma experiência fabulosa. Sou fascinado tanto pela beleza do local –os picos e os vales dessa região do Peru, onde nascem os rios amazônicos, quanto pelas obras impressionantes deixadas pelos incas e pelos seus colonizadores espanhóis.

AS PRÓXIMAS VIAGENS?

Logo vou para Lyon, a trabalho. No Brasil, entre dos meus destinos favoritos, estão, é claro, Salvador, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu. Mas, o meu destino predileto mesmo é a Amazônia, com o Festival de Parintins, a pescaria nos afluentes do rio Madeira ou no rio Negro, os passeios ecológicos nas Anavilhanas ou nas praias de areia branca do próprio rio Negro!

20/04/2016

França promete foco no B2B brasileiro para crescer

Por: Karina Cedeño

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Operadores e agentes de viagens brasileiros junto a representantes da Atout France

Reunir os maiores expositores do setor turístico da França sem deixar os pequenos de lado. Assim foi o Rendez Vous en France 2016, que aconteceu nos últimos dias 5 e 6, em Montpellier, no sul da França. Direcionado a agentes de viagens e operadores, o evento contou com 740 expositores, desde representantes de albergues até hotéis de luxo e castelos. Para os participantes que souberam procurar bem, oportunidades de negócios é o que não faltaram.

O diretor para as Américas da Atout France (organizadora do evento), Jean Philippe Pérol, aproveitou a ocasião para divulgar a segunda edição do Encontros à Francesa, que será realizado em parceria com a Gol no Sofitel Guarujá (SP), em setembro desse ano. Estarão presentes os mesmos 120 profissionais da primeira edição, provenientes do trade de todo o Brasil, e serão realizadas de 40 a 50 reuniões com participantes qualificados no destino, além de três seminários, sendo um deles sobre o enoturismo na Bourgogne.

PRIORIDADES PARA OS BRASILEIROS
Peról levou ao Rendez Vous deste ano uma delegação de 38 profissionais de vários Estados brasileiros. “As prioridades da Atout France no Brasil continuam sendo as ações com o trade, o B2B, a capacitação dos agentes de viagens e apoio a operadoras”, afirmou o diretor para as Américas da Atout France.

O Brasil, aliás, tem ocupado um espaço importante nas terras francesas, se depender do número de visitantes. “No ano passado, chegamos a 600 mil visitantes brasileiros no destino, quantidade que ficou abaixo da registrada em 2014, de 660 mil, por conta da crise. O destino continua sendo o primeiro a ser escolhido pelos brasileiros na Europa, seguido por Portugal, e a expectativa para daqui a dez anos é que a França receba 1,5 milhão de visitantes brasileiros”, ressalta Peról.

Ainda que muitos turistas tenham “saído à francesa” após os ataques terroristas a Paris, o presidente do Paris CVB, Pierre Schapira, anunciou medidas que prometem aumentar o fluxo de visitantes no destino. Uma delas é a criação do Passaporte Le Grand Tour, que permitirá ao turista visitar diversos monumentos com uma só entrada, e a criação de novos museus e modernização dos antigos também está na lista dos planos para tornar o destino ainda mais atrativo.

05/04/2016

França: rumo aos 100 milhões de turistas internacionais

Por: Claudio Schapochnik

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O diretor da Agência de Desenvolvimento Turístico da França (Atout France) para as Américas, Jean-Philippe Pérol, no estande da entidade no Rendez-Vous en France em Montpellier

Durante o segundo e último dia do Rendez-Vous en France 2016 — a maior feira profissional do turismo da França —, hoje (quarta, dia 6/4), o governo francês enfatizou que, até 2020, espera receber cerca de 100 milhões de visitantes internacionais. Em 2015, o país recebeu 85 milhões de turistas do Exterior.

“O Brasil e a América Latina como um todo, como China, Índia e Rússia, são mercados prioritários desde 2010”, afirmou o diretor da Agência de Desenvolvimento Turístico da França (Atout France) para as Américas, que organiza o Rendez-Vous en France, Jean-Philippe Pérol. Ele conversou com jornalistas no estande da agência na feira nesta manhã, no Parque de Exposições de Montpellier.

Segundo Pérol, o movimento de turistas brasileiros na França caiu no ano passado em relação ao ano anterior. “Recebemos 600 mil visitantes do Brasil em 2015 contra 660 mil registrados em 2014”, disse o diretor. “As causas principais foram a crise econômica e a alta no câmbio do Euro frente ao Real”, creditou ele.

Por causa desse cenário, a Atout France reviu uma estimativa em relação ao Brasil. “Esperávamos receber 1,5 milhão de turistas brasileiros até 2020; agora revimos a data para alcançar a meta até 2025”, revelou Pérol.

No entanto, ponderou Pérol, “a França continua acreditando no mercado do Brasil, que considera importante e querido”.

Ainda em relação aos demais países do Bric, o diretor apontou que da China já visitam cerca de 1,5 milhão de turistas/ano. “O movimento da Rússia caiu muito, e da Índia recebemos 300 mil visitantes/ano. Isso decorre de limitações ligadas sobretudo à alimentação.”

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Carlos Eduardo Abatayguara (Jet Set Viagens, de São Paulo), Asmaa Assid (Atout France Oriente Médio e Turquia), Pérol e Renata Braghetta Calipo (Alternatur, de São Paulo), no estande da Atout France

GEOGRAFIA DO BRASILEIRO NA FRANÇA
De acordo com Pérol, o brasileiro segue uma das estatísticas apuradas pela Atout France. “Cerca de 80% dos turistas internacionais ficam em apenas 20% do território francês”, explicou o diretor.

Nesse sentido, comentou ele, 85% dos pernoites de brasileiros são em Paris. “Logo após, vem Cannes, Bordeaux e Lyon, continuando em Marseille”, enumerou. “As regiões da Normandia, Vale do Loire e Champagne Ardenne recebem muitos brasileiros, mas eles dormem lá. Ficam baseados em Paris e, de lá, vão e voltam em excursões ou de trem.”

Pérol revelou ainda que “entre 10 mil e 15 mil brasileiros alugam um automóvel na viagem à França”. Esses turistas, emendou ele, “muitas vezes conhecem pequenas cidades e vilarejos que não visitariam se não estivessem de carro”.

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NA NORMANDIA
No próximo ano, o Rendez-Vous en France será realizado na cidade de Rouen, na região da Normandia, anunciou o diretor geral da Atout France, Christian Mantei. Será nos dias 28 e 29 de março.

A reportagem do TurismoEtc viaja a convite da Air France e Atout France, com seguro de viagem da Intermac Assistance

21/03 Mercados e Eventos

França registra queda de quase 10% na chegada de brasileiros em 2015

Por: Lisia Minelli

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Conselheiros do Turismo Francês
A Atout France promoveu na tarde desta segunda-feira, dia 21, um almoço com os Conselheiros do Turismo Francês. Na ocasião, o escritório de turismo do destino apresentou as ações que serão realizadas ao longo do ano. Segundo Jean Jean-Philippe Pérol, diretor para as Américas da Atout France, o ano de 2015 registrou uma queda na visita de brasileiros aos destinos franceses – no total foram 600 mil turistas, menos 9% em relação ao ano anterior, e uma receita de US$ 833 bilhões.

No mês de janeiro de 2016 a tendência se mantém em queda, com registro de -37% na chegada de passageiros e uma previsão de -42% para os meses de fevereiro a abril. “Ainda assim, vale ressaltar que os parceiros franceses continuam suas ações no país, apenas reduzindo os custos em algumas ocasiões”, afirmou. De acordo com Pérol, no momento o gap parece muito grande, mas com as promoções aéreas e do destino é provável que essa diferença diminua e a estimativa é fechar o ano com uma pequena queda entre 5% e 7%.

Entre os destaques das ações da Atout France para o ano, ele enfatizou o novo site (www.france.fr) em 17 idiomas que evidencia os destinos franceses e a agenda de eventos; a 2ª edição do Encontro à Francesa, que acontecerá de 26 a 27 de setembro no Guarujá; o Club France para o trade nos dias 11 e 17 de agosto, no Rio de Janeiro; e a semana da WTM-LA com sales mission em diversas agências e operadoras. “Programamos todas essas ações para mantermos a nossa liderança na Europa de destino preferencial dos brasileiros”, finalizou.

Air France – A companhia era uma das parceiras do evento e seu gerente geral, Hugues Heddebault, reforçou a prioridade do mercado brasileiro para a aérea. “Apesar da diminuição das frequências, estamos comprometidos com o Brasil, por isso, trouxemos nosso novo equipamento com as novas classes: executiva, Premium e econômica, além da suíte La Premiere como parte do reposicionamento da marca no país”, disse.

25/02 Mercados e Eventos

Paris é o destino dos sonhos e o mais romântico para os paulistanos

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Paris foi eleita como “Destino dos Sonhos” e melhor “Destino Romântico” pelos paulistanos
Para os paulistanos a capital francesa é a viagem dos sonhos e também a viagem ideal para estar acompanhado por quem se ama. A Folha de S. Paulo e o instituto Datafolha realizaram uma pesquisa em março de 2015 para conhecer os destinos turísticos que não saem da cabeça das pessoas em São Paulo.

Paris foi a cidade eleita como “Destino dos Sonhos” e melhor “Destino Romântico”, sendo a mais citada espontaneamente pelos entrevistados. Para chegar a esse resultado foram realizadas 816 entrevistas pessoais, com paulistanos das classes A e B que haviam viajado nos 12 meses anteriores à pesquisa.

“Esse prêmio é muito importante e vai ajudar a consolidar a França como Destino dos Sonhos e Destino Romântico. Ele não é só de Paris, mas também do jeito de viver alegre, descontraído e inspirador dessa cidade (também) maravilhosa”, diz Jean-Philippe Pérol, diretor Américas da Atout France.

Larissa Siqueira

07/01/2016 Panrotas

Ponte entre Brasil e Guiana Francesa será aberta em junho

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O governo do Amapá espera, finalmente, poder inaugurar a ponte que liga a cidade de Oiapoque, no norte do Estado, a St. Georges, na Guiana Francesa. A previsão é abrir a chamada Ponte Binacional em junho, quatro anos e meio após a conclusão da obra. De acordo com o governo estadual, a entrega da ponte passa por questões políticas e estruturais. O posto aduaneiro no lado brasileiro, por exemplo, ainda não foi construído.

“A previsão de entrega da ponte é até o fim do primeiro semestre de 2016. Mas, para dar celeridade à inauguração, há providências que precisam ser tomadas pelos dois lados”, explicou o governo local à Agência Brasil, em nota. “Entre elas, estão questões políticas e estruturais, como o pátio aduaneiro e fiscalizatório (instalações de postos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, das receitas Federal e Estadual), além da validação de agendas e compromissos”, completou.

Em relação às questões políticas, tratados entre o Brasil e a França também travam a abertura da ponte. Segundo o Itamaraty, a Assembleia Nacional Francesa ainda aprecia acordos de transporte rodoviário e circulação transfronteiriça de bens de subsistência entre os dois países.

Esses acordos já foram aprovados pelo Congresso Nacional, faltando o aval dos parlamentares franceses. “Foram feitas gestões no governo francês, que é sensível aos argumentos brasileiros e busca acelerar os trâmites legislativos correspondentes”, acrescentou o Itamaraty.

Um encontro entre representantes dos dois países, em outubro do ano passado, tratou do assunto. Na 9ª Reunião da Comissão Mista de Cooperação Transfronteiriça, o Brasil e a França estabeleceram novos acordos sobre o uso da ponte, que vai intensificar o desenvolvimento naquela região de fronteira.

Além disso, o Brasil precisa enviar documentos que permitam à França liquidar o último pagamento correspondente à conclusão da obra, segundo o governo do estado. “O governo do Amapá busca apoio no governo federal para que essa demanda seja agilizada”.

Degradação da estrutura

Os anos de exposição ao tempo, sem qualquer uso, dão à ponte aspecto de abandono e degradação. O governo do Amapá, no entanto, nega que seja necessária nova obra para revitalização e afirma que apenas uma pintura deixará a ponte pronta para uso.

O anúncio do projeto de ligação entre a cidade brasileira e o território francês ocorreu em 1997 e foi feito por Fernando Henrique Cardoso e Jacques Chirac, presidentes dos países à época. A ponte, no entanto, só foi concluída em 2011, mas nunca foi aberta à circulação. É uma ponte estaiada – suspensa por cabos – de 378 metros de comprimento.

A obra custou R$ 61 milhões, sem contar o pátio aduaneiro, que ainda será erguido. A construção do pátio está orçada em R$ 13,6 milhões pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão responsável pela estrutura que ainda falta. A licitação está prevista para janeiro.

Representante do governo brasileiro nas questões internacionais, o Itamaraty afirmou que o longo tempo de espera para abrir a ponte não se deu por falta de diálogo entre os dois países. Lembrou a visita, inclusive, do embaixador do Brasil na França, Paulo de Oliveira Campos, à Guiana Francesa em novembro do ano passado. “Em nenhum momento os dois governos cessaram as tratativas com respeito ao assunto. Tem-se buscado, dos dois lados da fronteira, avançar nos preparativos possíveis para que a ponte atinja funcionalidade satisfatória, com vistas à sua abertura”.

16/11 Mercados e Eventos

Atout France: “Vamos superar essa tragédia e dar a volta por cima “

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Por: Luiz Marcos Fernandes

Perol está otimista quanto ao retorno da normalidade no dia a dia de Paris

Comovido com mais de duas mil mensagens de apoio, em função da tragédia que culminou com 129 mortos e centenas de feridos, Jean- Philipe Peról, diretor para Américas da Atout France, diz acreditar que após um período de incerteza o turismo na Cidade Luz voltará a normalidade gradativamente. “Neste momento as pessoas ainda estão sob o impacto e alguns dos principais pontos turísticos da cidade estão fechados, mas a segurança em toda a cidade ganhou mais três mil homens e quem já comprou sua viagem para Paris certamente vai manter o programa pois no dia a dia tudo voltará ao normal e o turismo é importante para a cidade e representa pelo menos 10% da economia de Paris”, adiantou.

O dirigente confirmou que a sua preocupação no momento é acompanhar os acontecimentos e informar as agências de viagens e operadoras sobre a volta da normalidade. “Ainda existem algumas restrições apenas por precaução. Quem pensa em passar o Réveillon em Paris pode se programar pois a cidade vai voltar ao seu cotidiano. É impossível esquecer tudo isso, mas Paris continua linda e voltará a ostentar o brilho e o glamour que sempre teve”, destacou.

Leia também:
OMT se pronuncia sobre atentados em Paris

31/10/2015 Mercados e Eventos

Relais & Chateaux, destaque na hotelaria de luxo na Córsega

Por: Luiz Marcos Fernandes

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Uma ilha com apenas 300 mil habitantes, mas com um padrão de hotelaria que surpreende pelo luxo e qualidade. Assim é a ilha de Córsega na França, distante 1h30 de voo de Paris, onde pequenos e acolhedores resorts, que integram o seleto grupo do Relais & Chateau se destacam pelo luxo e gastronomia sofisticada. Em toda a ilha são quatro. O Les Bergeries de Palombaggia, em Porto Vecchio se destaca pela localização, debruçado sobre o mar oferecendo aos hóspedes uma paisagem deslumbrante e suítes amplas com vista panoramica do Golfo de Porto Vecchio. [A ilha conta ainda com dois villages do Club Med, hotéis de bandeira como Best Western e Sofitel, entre outros. De acordo com o empresário Jean Baptiste Ceccaldi, proprietário do resort La Signora, em Calvi, a proposta empresarial é diferenciada de outro destinos da Europa. “Temos aqui um resort com apenas 29 apartamentos com gastronomia de padrão internacional, apartamentos amplos e confortáveis, incluindo alguns que são casas de um vilarejo típico da Córsega e que fazem a diferença, sem contar o atendimento personalizado aos nossos hóspedes”, destaca ele. O hotel, inaugurado no final da década de 90 conta com Spa com linha de produtos próprios de beleza, piscina, jacuzzi, 29 apartamentos e jardins amplos com gramados, flores e árvores, que garantem um toque acolhedor. Outra preciosidade é o Relais & Chateau Calla Rossa, cujo restaurante ganhou estrela do conceituado Guia Michelin e está localizado a beira mar. O resort fecha na baixa temporada e reabre em abril.

15/10 “Destinos precisam renovar estratégias de promoção no exterior”

Por: Luiz Marcos Fernandes

Publicado em: 15/10 – 12:46
Responsável pela divulgação da França no Brasil, a Atout France tem não apenas a responsabilidade de promover o destino – que ocupa a segunda colocação no ranking mundial entre os principais mercados internacionais de turismo – como também, adotar uma estratégia comercial capaz de estimular o crescimento do fluxo de brasileiros para outras cidades da França, ao focar novos destinos e segmentos de interesse dos que já conhecem Paris. Neste sentido, o diretor do órgão no Brasil, Jean-Philippe Pérol, com base na sua experiência junto ao mercado internacional diz não entender como o Brasil, com o grande potencial que tem, receber pouco mais de 6 milhões de visitantes estrangeiros. Na sua opinião, o país precisa renovar o conteúdo da Marca Brasil e mostrar toda sua diversidade e riqueza. Ele lembra que com as Olimpíadas o país vai ganhar maior visibilidade, mas é preciso cuidar de questões como a segurança. Na sua opinião a alta do dólar torna o país mais competitivo para o mercado internacional.

Mercado & Eventos – Com base na experiência bem sucedida de promoção da França junto ao mercado internacional, como vê o Brasil em seu posicionamento junto ao mercado internacional. O que pode contribuir para incremento no fluxo de visitantes estrangeiros?
Jean-Philippe Pérol – De fato, acho que o Brasil tem um enorme potencial e poderia receber pelo menos o dobro de turistas estrangeiros com a diversidade de produtos e serviços que oferece. O país tem um receptivo muito inferior ao que merece. Na minha opinião é preciso que haja uma reavaliação do produto e conteúdo da Marca Brasil, que foi uma excelente ideia, mas que precisa renovar seu conteúdo e trazer consigo uma mostra de todo esse potencial. É um trabalho que a Embratur e o Governo têm que desenvolver em conjunto mas que no momento é importante, uma vez que o país se tornou mais competitivo com a alta do dólar beneficiando assim os estrangeiros que encontram aqui um custo menor. Com a realização das Olimpíadas o país vai ganhar maior visibilidade no cenário internacional e isso vai se refletir num crescimento do turismo internacional. Mas é preciso que haja também uma atenção especial dos nossos governantes com temas como a violência urbana. Lembro que tem gente no exterior que não quer vir ao Brasil pela imagem de arrastões e outras cenas. Se tem alguém que odeia a violência esse é o turista. Existem exemplos bem sucedidos de combate a violência urbana como aconteceu com a Colômbia e as autoridades sabem que é preciso fazer um trabalho de médio e longo prazo para garantir ao turista a segurança nas chamadas zonas turísticas. O Ministério do Turismo e a Embratur têm que mostrar que o Brasil não é apenas Rio de Janeiro, samba, mulheres e Carnaval. Esse jargão já está superado e as campanhas recentes mostram um novo viés com uma diversidade maior.

M&E – A França, por outro lado, também tem encontrado alguns gargalos e a crise da Air France pode ser um fator preocupante. O que a Atout France tem em mente para chegar a marca almejada de receber 1,5 milhão de brasileiros até 2020?
Jean-Philippe Pérol – Eu acho que vamos ter que esperar um pouco mais para chegar a essa marca. Claro que a crise da Air France nos preocupa ainda mais que a Tam já reduziu de três para uma as suas operações diárias para Paris. Por outro lado, lembro que existem também novas opções de voos de outras companhias decolando de outras cidades, além do Rio de Janeiro e de São Paulo. Isso também facilita a ida do brasileiro a Europa. No que diz respeito a alta do dólar a preocupação maior não se refere ao preço mas sim a incerteza, fruto das variações que a moeda norte-americana tem sofrido no dia a dia, deixando assim o turista inseguro sobre seu gasto de viagem ao exterior. Lembro, porém, que o euro não teve a valorização do dólar para o brasileiro, e isso torna a França um destino mais cobiçado. Queremos também mostrar que a França não é só Paris e temos um longo caminho a percorrer. Atualmente dos brasileiros que visitam a França pelo menos 85% têm como objetivo ir a Paris. Estamos divulgando outros destinos que podem seduzir os brasileiros levando operadores para conhecerem regiões como Bordeaux, Marselle, Lyon, Alsácia e Córsega. Uma coisa é certa, pois quando se fala em destinos internacionais a França ainda ocupa um lugar especial no interesse dos brasileiros. Temos que aproveitar melhor isso.

M&E – Quanto ao perfil dos brasileiros que viajam a França, existe uma ideia de que é um destino cultural e que atrai mais um público de meia idade. Como mudar isso e ampliar essa faixa de visitantes estrangeiros?
Jean-Philippe Pérol – Há de fato uma preocupação nossa para mostrar que a França tem atrativos para todas as idades. Não somos um destino que se vende para quem busca compras, mas temos como carro chefe a cultura. Por outro lado, lembro que precisamos reforçar a França não como um destino de passado, mas como um país com base em três “As”, que são a acessibilidade, o acolhimento e ser também um país atual.

M&E – As midias digitais e a internet são hoje ferramentas fundamentais na divulgação e promoção de qualquer destino. Como a Atout France tem se utilizado disso e de outras iniciativas para chegar aos agentes de viagens e ao mercado brasileiro?
Jean-Philippe Pérol – Recentemente tivemos uma primeira experiência muito bem sucedida com o Encontros à Francesa no Guarujá, onde participaram 38 empresas da França, o que me surpreendeu em função do momento difícil que o país passa em sua economia. Com isso vamos repetir o evento em 2016. Só não definimos ainda a data e o local. Já em relação ao uso das mídias digitais, lembro que o Brasil ocupa um lugar fundamental e para se ter uma ideia dos 1,1 milhão de seguidores no Facebook, pelo menos 550 mil são brasileiros. Também estamos reformulando nosso portal dando um novo visual e com um novo conteúdo que será inserido até o final do ano. Com isso, queremos reforçar nosso investimento na internet por entender que essa é uma ferramenta que devemos sempre estar privilegiando.

14/02 Ministro de Turismo da França visita São Paulo

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O ministro Mathias Fekl (ao centro, ao lado de Adriana Cavalcanti) e os conselheiros do Turismo da França

O ministro de Comércio Exterior e Turismo da França, Mathias Fekl, participou nesta quarta-feira, 14, da reunião do Conselho Internacional do Turismo Francês, na casa do cônsul da França em São Paulo, Damien Loras. Indagou os conselheiros sobre a economia brasileira, contou novidades de seu país e se mostrou confiante na recuperação do Brasil.

O embaixador da França no Brasil, Laurent Bili, e o diretor da Atout France Américas, Jean Philippe Pérol, foram co-anfitriões do encontro. A reunião contou com a presença dos conselheiros Adriana Cavalcanti, diretora de Vendas Brasil da Air France-KLM, Carlos Henrique Abatayguara, da Jet Set Viagens, Eduardo Barbosa, da Flot, Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS, Guilherme Paulus, presidente da GJP e do Conselho da CVC, Rolanda de Bonadona, presidente da Câmara de Comércio Brasil-França, Ronny Hein, da Forbes Brasil, Silvio Cioffi, da Folha de S. Paulo, Tasso Gadzanis, ex-presidente da Abav, e Véronique Mais, diretora da Biarritz Turismo. Caroline Putnoki (Sopexa) e Benoît Trivulce (Business France) compareceram como convidados.

Artigo do jornalista Artur Luiz de Andrade publicado em Panrotas dia 14/10/2015

29/09

Taiti: um paraíso acessível para todos os brasileiros

Publicado em: 29/09 – 11:06

Por: Rafael Massadar e Pedro Menezes, de Buenos Aires

Conhecer o Taiti não é uma viagem cara e fica gravada na memória para sempre. Assim define a representante do país no Brasil, Amanda Barbosa. Segundo ela, o destino possui luxo acessível para todos os brasileiros que gostam de uma viagem que repleta de possibilidades.

“No Taiti existem experiências para todos os gostos. Somos conhecidos por ser um destino ideal para casais que buscam uma viagem romântica, mas a ilha também é a viagem ideal para quem procura belas praias para relaxar e fazer esportes de aventura”, destaca Amanda Barbosa.

A executiva afirma ainda que além de praticar esportes aquáticos ou fazer trilhas, é possível desfrutar do melhor da cultura local. O povo taitiano é conhecido pelas tatuagens e os adornos florais que carregam em todas as ocasiões.

“Essa é um diferencial do destino para as outras ilhas que fazem parte do arquipélago da Polinésia Francesa. Pode-se ainda desfrutar de uma gastronomia de dar água na boca”, conta a representante da ilha no Brasil.

Voos – Atualmente, chegar do Brasil no paraíso existem duas possibilidades. De São Paulo até Papeete, pela Lan, as passagens são vendidas com escala em Santiago, no Chile, e parada na Ilha de Páscoa. Ou através de voos da American Airlines para Los Angeles. De lá, embarcar um voo codshare da Air Tahiti Nui em direção ao destino. De lá, voos curtos e trajetos de barco conectam o Taiti às outras ilhas do arquipélago, como Moorea, Bora Bora e Tikehau.

O e-mail da representante no Taiti no Brasil é amanda.barbosa@atout-france.fr

Destinos integrados – Jean-Bruno Gillot, do Cap Amazon no Brasil, que representa os empreendimentos do South Pacific Management Hotels, Resorts & Spa, afirma que as possibilidades são infinitas para quem deseja desfrutar das ilhas ao redor. Ele faz questão de ressaltar que nas ilhas ao redor, o brasileiro também consegue hospedagens com preços muito convidativos.

“Possuímos quatro hotéis na Polinésia (Pearl Beach Resort & Spa) e um na ilha de Páscoa. Nossos empreendimentos possuem opções ideais para quem procura uma experiência mais típica da cultura polinésia com preços acessíveis”, conta Gillot.

O executivo afirma ainda que que voar pela Latam e se hospedar no hotel Hangaroa, localizado na ilha de Páscoa, consegue consegue 25% em outro empreendimento da marca na Polinésia Francesa. Isso possibilita que o viajante comece desfrutar da cultura local desde o início da viagem “Algumas operadoras oferecem pacotes de dez dias no valor de a partir de US$ 3 mil para o destino com o aéreo incluído”, aponta o executivo.

Ainda de acordo com ele, acontecerá em outubro capacitações sobre os destinos e hotéis no mês de outubro em três capitais brasileiras. “Os agentes do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba vão receber toda a gama de informações das ilhas paradisíacas e suas possibilidades”, antecipa Jean-Bruno Gillot.

25/09/2015

Abertura da ABAV Expo 2015

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Guilhermo Paulus, Presidente do Conselho da CVC e Jean Philippe Pérol, diretor da Atout France para Américas

21/09/2015

França revela estratégia de marketing e relacionamento para o Brasil

Por: Nathalia Marques, do Guarujá (SP)

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Evento Encontros à Francesa tem inicio na noite deste domingo (21)
A França é o primeiro destino Europeu no Brasil. No ano passado, cerca de 660 mil brasileiros viajaram para o território francês. Até 2025, o Atout France espera atingir a marca de 1,5 milhões de brasileiros. Mesmo a crise econômica, não amedronta os franceses. Para eles, o momento é ideal para investir e colher frutos em longo prazo. A estratégia do investimento está focada no marketing e no relacionamento com o trade.

Jean-Philippe Pérol, Diretor Américas da Atout France

Jean-Philippe Pérol, Diretor Américas da Atout France

No relacionamento, o órgão de turismo francês dedica-se a ficar próximo ao trade promovendo diversos eventos de relacionamento e capacitação. O mais importante, certamente, é o Encontros à Francesa, que acontece neste domingo (20) e segunda (21), no Guarujá (SP), e tem como objetivo oferecer ao trade brasileiros 28 horas de treinamento, bem como networking com mais de 25 expositores franceses.

No que tange aos investimentos com marketing, durante abertura oficial do Encontros à Francesa, Izabèle Pesinato, coordenadora de marketing e comunicação do Atout France, explicou que a agência de turismo tem canais definidos para atingir seu público-alvo: Facebook, site oficial e CRM.

Somente no Facebook, a entidade possui 1,2 milhão de seguidores, sendo que 528 mil são brasileiros. Pesinato frisou que a rede social é explorada para divulgar diversidade de ofertas de destinos e isso de forma jovem e diferenciada. No site, o Atout France possui mais de 1,5 mil cliques por dia. Já o CRM atinge três segmentos imprensa, trade e grande público e possui um bando de dados com 630 mil contatos. Com a ferramenta, a agência divulga diversas newsletters como o Top Deals – com ofertas especiais para a França.

André Raynaud, responsável pela promoção comercial do Atout France, lembrou também a presença da França em salões e eventos como: Destination Vignobles, WTM-LA, Grand Sky, entre outros. Bem como a iniciativa de levar operadores brasileiros para os eventos estrangeiros que além de gerar networking ainda capacita os profissionais no destino, pois sempre há tours antes ou depois dos eventos.

O executivo também revelou que a agência irá promover em novembro um famtour para o Tahiti e dezembro para Martinica, e também que irá participar dos Jogos Olímpicos Rio 2016 com um Salão de Turismo “Club France” que acontecerá no mês de agosto e terá cinco eventos voltados para o trade, imprensa e grande público.

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Operadores foram convidados a subir no palco para falar sobre a sua participacão nos eventos da Atout France

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04/05 Taiti busca novas parcerias para incrementar fluxo de turistas

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Por: Lisia Minelli de Mercados e Eventos

Desde o início do ano, o Taiti tem a Atout France como sua representante no Brasil. Segundo Paul Sloan, diretor Geral do Tahiti Tourisme, o país tem um grande potencial de se tornar um dos principais mercados para o destino. “O Brasil é hoje o principal mercado na América do Sul e estamos muito otimistas com nossa nova representação e o potencial do mercado”, disse. Pensando assim, as ações para o mercado já estão ocorrendo e devem se intensificar. “A meta é conseguir incrementar o fluxo de turistas brasileiros de 3 mil para 5 mil ainda em 2015”, disse Jean-Philippe Pérol, diretor das Américas da Atout France.

Para isso, o destino participou em importantes feiras do trade como a WTM e agora na TravelWeek. Além disso, fará o workshop “Encontro à Francesa” e sales mission em diversas agências e operadoras. “O intuito é abrir novos mercados e mostrar que o destino não é só lua-de-mel. Temos uma meta para alcançar e precisamos de parceiros que possam distribuir nosso produto”, explicou Pérol.

Além disso, o Tait já conta com novidades nas conexões aéreas. A partir do segundo semestre uma nova rota da Air New Zeland entre Buenos Aires e Okland, atenderá boas conexões para o Taiti; além da mudança de aeronave da Lan na frequência saindo de Santiago, que aumentará a oferta em 30 assentos. E desde 1º de abril, a parceria entre Air Tahiti da American Airlines permite a compra de passagens no Brasil com fácil conexão diária de Los Angeles.

De acordo com Pérol, outras ações também já estão sendo pensadas como a participação no Salão Casar, uma promoção para o Dia dos Namorados, um capacitação na feira da Abav, um roadshow, inserções na mídia com operadores e um anúncio para o público final no aeroporto de Guarulhos.

Atualmente, o maior mercado emissor para o Taiti são os Estados Unidos, seguidos por França, Japão, Itália e Canadá. No destino, os turistas podem encontrar mais de 118 ilhas sendo mais de 40 delas com fácil acesso de barco e avião – e com um Pass o turista pode visitar diversas delas. “A cultura é muito intensa nas ilhas e a maioria dos turistas consideram o Taiti um destino amigável em especial pela convivência no dia-a-dia dos habitantes”, finalizou Paul Sloan.

31/03 Rendez Vous en France reúne 750 operadores

de: Luiz Marcos Fernandes

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Mais de 750 operadores participam, desde o início desta manhã (31), da 10ª edição do Salão Rendez Vous en France, no Porte de Versailles, em Paris. Segundo Jean-Phillipe Perol, diretor da Atout France para as Américas, a delegação brasileira conta com 38 operadores, como CVC, Travelcom, Agaxtur,Tiniks, Bon Voyage, Alternatur, Senator, Transmundi, entre outras.

O evento tem o modelo de rodada de negócios com a participação das principais regiões turísticas da França, como Vale do Loire, Bordeaux, Bourgogne e Provence, entre outras. “O evento é sempre uma boa oportunidade para o mercado brasileiro, ainda mais agora com a proximidade do valor entre o dólar e o euro, estimulando os brasileiros a viajarem cada vez mais para a Europa”, destacou Perol.

Além de negócios, os operadores têm tido a oportunidade de obter informações sobre novidades e lançamentos. A Rodada de Negócios continua, também, nesta quarta-feira (01/04), durante todo o dia. Essa noite acontece no Centro Pompidou a solenidade oficial de apresentação da Atout France, responsável pelo evento em paralelo com o Turismo de Paris.

13/02 Atout France representará Tahiti Tourisme no Brasil

de Raphael Silva da Panrotas

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Na foto; Thomas Rebergue, diretor de marketing da Tahiti Tourisme (esq.) e Jean-Philippe Pérol, diretor da Atout France para as Américas
Em evento realizado nesta sexta-feira (13), em São Paulo, a Tahiti Tourisme, em parceria com a Atout France, anunciou seu plano de ações para a divulgação do Taiti no Brasil. Uma equipe liderada pelo diretor da AF para as Américas, Jean-Philippe Peról, junto à gerente de promoções do órgão para a América do Sul, Amanda Barbosa, fará a representação oficial do destino para o País. A parceria da Air Tahiti com a American Airlines, prevista já para o mês de abril, assim como seminários de formação de agentes e uma ferramenta de web foram algumas das ações apresentadas.

A baixa disponibilidade de opções de voos é uma das principais complicações para o crescimento do destino no Brasil, e para tentar amenizar esse problema, foi anunciada uma parceria da Air Tahiti com a American Airlines fazendo uma integração com a empresa na hora de comercializar as passagens aéreas no País. O aumento de 30 lugares nas aeronaves da Lan Airlines, com destino à ilha da Polinésia Francesa, também faz parte da campanha de crescimento do destino para os brasileiros. Mas há rumores no mercado que no final do ano a Lan poderia cancelar esse voo.

De acordo com Jean Philippe Peról, o plano tem o foco de atingir o público final com a divulgação do destino, mas o trade é peça fundamental para que esse objetivo seja alcançado “Talvez esse seja o maior projeto já realizado pela Atout France, seja pela grandiosidade da ação ou pela dificuldade de divulgação do destino”, declarou o diretor.

Entre as ações para o trade brasileiro estão seminários de formação para o destino, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba a partir do segundo trimestre do ano. Visitas a agências de viagens e operadoras, e uma famtrip já agendado para outubro também fazem parte do pacote. A Tahiti Tourisme também participará da WTM América Latina, no estande da Atout France, e da Travelweek São Paulo by ILTM, entre 2 e 8 de maio.

No último ano, foram cerca de três mil brasileiros viajando ao Taiti, e a expectativa é de que estes novos planos dobrem este número até 2017. “Nossa intenção é fazer com que os brasileiros passem a se interessar pelo destino não apenas como lua de mel, e sim como um destino exótico para diversos públicos”, afirmou o diretor de Marketing da Tahiti Tourisme, Thomas Rebergue.

Rebergue ainda destacou o novo site totalmente em português da Tahiti Tourisme como ferramenta para atrair o tipo de brasileiro visado pela campanha. “O perfil que buscamos é o de um cidadão com mais de 40 anos, casado, com ou sem filhos, e conectado ao mundo virtual”.
Raphael Silva

26/02/2015

Atout France reúne trade para debater sustentabilidade no Turismo
Por: Anderson Masetto

Publicado em: 23/01 – 01:45

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Sustentabilidade. O assunto ganha cada vez mais importância para o Turismo, afinal de contas a matéria prima que serve de atrativo para muitos destinos é justamente a natureza, bem como a comunidade em torno dela e a forma como a atividade contribui para a economia local. Para estimular o trade a discutir o tema e a sua relação com as viagens de negócios, o Atout France organizou um jantar em São Paulo que contou com a presença de agências, operadoras e empresas na noite desta quinta-feira (22).

Antes do debate, os convidados assistiram a uma apresentação de Izabèle Pesinato, do departamento de Marketing & Pesquisas do Atout France no Brasil. Ela lembrou que a França realiza atualmente cerca de 1,1 mil congressos e exposições por ano e tem seis cidades no ranking da Icca. Além disso, o país é sede do COP 21 em novembro.

“Temos na França diversos exemplos de destinos que têm esta preocupação, entre eles Cannes, a primeira cidade da Europa com três certificações ISO; Nice que tem 300 hectares de jardins; Aube que conta com 1/4 dos seus hotéis com um selo de ambientalmente responsável; Lille, a cidade francesa da biodiversidade; Strasbourg a primeira cidade da França a ter uma rede de ciclovias; e Paris, a décima cidade mais verde da Europa”, contou Izàbele.

O debate, com a participação dos convidados, foi comandado pelo editor-executivo do Mercado & Eventos, Luciano Palumbo. O público foi questionado se a sustentabilidade é hoje um fator decisivo na escolha de destinos, serviços e fornecedores em uma viagem de negócios, incentivos ou eventos corporativos.

O diretor executivo da Abracorp, Gervásio Tanabe, acredita que não. Ele explicou que as empresas brasileiras pensam atualmente muito mais na questão econômica do que na responsabilidade social e ambiental de um evento ou viagem. “A sustentabilidade é hoje apenas mais um drive de decisão, mas não o principal. A preocupação maior das empresas ainda é o custo”, afirmou.

Com 23 anos de atuação no setor, Adrianne Pereira, da Queensberry, afirmou que em todo este período apenas um cliente solicitou a neutralização do carbono gerado pela sua viagem de incentivo. A situação, no entanto, tende a mudar no futuro, na opinião de Mateus Passos, da Tour House. “Hoje o preço é relevante, mas as novas gerações serão mais sensíveis aos aspectos sustentáveis”, disse. “Temos que bater muito nesta tecla, mas já é possível perceber que a conscientização tem sido maior, pois acabamos aprendendo bastante com os nossos próprios clientes”, complementou Ibrahim Tahtouh, da IT Mice.redim-20150123015123_---_mari_masgrau__do_m_e__com_jean-philippe_perol__do_atout_france__e_caroline_putnoki__de_saint_martin

O diretor da Atout France para as Américas Jean-Philippe Pérol, destacou que a pressão do trade pode fazer com que esta conscientização chegue de forma mais rápida às empresas. Para ele a sustentabilidade é algo essencial para o setor. “A sustentabilidade tem uma importância muito grande para a nossa indústria, pois só ela nos ajuda a salvar, melhorar e garantir a existência do nosso produto, que é o Turismo”, finalizou.

Artigo completo e foto no http://www.mercadoeeventos.com.br/site/noticias/view/113896/atout-france-reune-trade-para-debater-sustentabilidade-no-turismo

24/02/2015

O Mont Saint Michel volta a ser uma ilha

O Monte voltando a ser uma ilha

Começou na segunda feira passada a temporada das grandes marés no litoral francês. Na baía do Mont Saint Michel, o mar subiu 14 metros, cercando completamente o morro e sua famosíssima abadia. Coincidindo com o final das obras e a inauguração da nova passarela (que ficou por baixo da agua), o fenómeno natural devolveu ao monte sua característica de ilha cercada pelo mar. Muitos turistas estavam presentes para olhar esse acontecimento excepcional, entre eles a ministra francesa da ecologia, Segolène Royal, todos impressionados pela força e a velocidade da maré.

Já sendo um dos lugares mais visitados da França com mais de três milhões de turistas, o Mont Saint Michel deve quebrar esse ano todos os seus recordes. Alem das obras de renovações – estacionamento, área de lazer e passarela -, 2015 vai ser um ano de marés excepcionais podendo chegar a 16 metros, um fenômeno que acontece cada 18 anos e que vai atrair visitantes do mundo inteiro. A mais forte dessas “marés do seculo”deve acontecer dia 21 de Março.

Artigo publicado no Le Figaro do 22 de fevereiro 2015.

29/01/2015

Fanpage do turismo francês chega a 1 milhão de likes

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Nesta manhã, a fanpage Rendez-vous en France, a agência oficial do desenvolvimento turístico da França no Brasil, alcançou 1 milhão de likes (curtidas) no Facebook.

O número de brasileiros que acompanham a página ultrapassa os 435 mil, à frente de países como Estados Unidos e Espanha. Segundo o diretor Américas da Atout France, Jean-Philippe Pérol, essa marca é expressiva para a empresa. “Trata-se de um resultado decorrente de uma estratégia bem desenhada e implementada com zelo”, diz.
Ainda de acordo com Pérol, há outras redes sociais com estratégia, foco e linguagem próprios. “O Twitter é utilizado para comunicação com jornalistas, estamos ainda experimentando a melhor forma de utilizar o Youtube e temos a certeza que o Instagram será a grande estrela para o turismo nos próximos anos”, finaliza23/12/2014

Artigo publicado no Panrotas do 29/01/2015

11/12/2014

Em Provença, turistas aprendem a arte de comer e beber bem

Simone Ribeiro

Tags: Provença França Mundo Turismo

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  • Simone Ribeiro | Ag. A TARDE

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Na pacata e avermelhada cidade de Roussillon, o tempo parece rodar em sentido diferente

Da janela do mosteiro de St. Rémy de Provence (hoje Casa de Saúde Saint Paul), Vincent Van Gogh (1853-1890) via o mundo: eram campos de lavanda e trigo. Em Arles, em uma das cartas ao irmão Theo, ele falou dos touros e pintou a noite mais estrelada.

Gente que chega todos os dias, de carro ou trem, e bastante de bicicleta, confirma a fama da Provença, região do sul da Franca banhada pelo Mediterrâneo e coberta por cipestres, oliveiras e vinhedos. Uma área que vai dos Alpes à Côte D´Azur, e inclui metrópoles como Marseille (a segunda mais populosa do país, capital europeia da cultura em 2013),  Aix-en-Provence e vilarejos, muitos vilarejos.

Caminhos  a serem explorados e um patrimônio histórico riquíssimo em volta. Diferentemente da Toscana, compara o diretor para as Américas do Turismo da França, Atout France, Jean-Philippe Pérol, “na Provença, os turistas não são tão visíveis”, o que torna o ambiente mais agradável.

“A Provença está no nosso imaginário. É charmosa e aconchegante, os hotéis não são enormes, é uma região da França diferenciada”, diz a diretora da Happy Tour, Angela Carvalho. A empresária, que há cinco anos organiza o Réveillon em Nice, também organiza passeios para Cannes e a singela Saint-Paul-de Vence.

Sem pressa

Avignon, que durante quase 700 anos foi residência oficial dos papas (século 13), é o portão de entrada do turismo brasileiro na Provença, afirma Jean-Philippe Pérol.
Além do Palácio dos Papas, um belo edifício gótico tombado pela Unesco, a cidade murada oferece uma gama de atrativos culturais: a ponte Saint-Benézet, que vai até o meio do rio Ródano; a torre Philippe le Bel e o Festival de Teatro, realizado anualmente no verão.

Duas cidades guardam uma mística: Aigues Mortes, toda ela fortificada, foi o lugar de onde o rei Luis IX partiu para as Cruzadas e iniciou a sua trajetória de santo. A outra é Fontaine de Vaucluse, objeto de culto desde a Antiguidade por causa da fonte do rio Sorgue. Nessa comuna francesa fica a maior nascente subterrânea da França e uma das mais importantes do mundo.  Paraíso para os amantes de esportes (montanhismo, canoagem, entre outros) e do carpe diem, ali o poeta italiano Francesco Petrarca (1304-1374) morou e dedicou-se à arte do soneto.

Casas construídas diretamente na rocha fazem de Gordes um dos lugarejos mais procurados para férias pelos franceses. Encantadora. Situada em cima de uma falésia é Roussillon, uma espécie de miragem com seus casarios em ocre. São na verdade 17 tons, e que o poder público faz questão de manter. Ateliês e galerias de arte encontram-se em qualquer esquina, e ninguém precisa pagar para entrar.

Aqui há restaurantes com aquele charme de que foram abertos só para você, e por 30 euros dá para almoçar e degustar uma taça de um delicioso vinho rosé. Depois, a receita é não fazer nada. A siesta no povoado de ruas estreitas é obrigatória – avisos irreverentes nas portas dos estabelecimentos alertam os visitantes que o expediente voltará dentro de instantes.

Comer e beber bem são atos sagrados para os provençais. Nas feiras livres, frutas, queijos, doces e conservas são expostos pelos próprios produtores. Em Uzès, cidade medieval construída pelos romanos e ex-ducado, nos finais de semana as pessoas deixam de tomar o café da manhã em casa para perder tempo nas barraquinhas de comida e artesanato.

DICAS DE VIAGEM, LOJAS E PASSEIO

Como chegar: Pacote aéreo e terrestre individual para uma semana em torno de US$ 1900. De avião, até Paris ou Marseille. De Paris até Avignon e principais cidades da Provença, de trem. O TGV é um transporte seguro, confortável e pontual. www.tap.pt www.raileurope.com.br, Happy Tour (3270-7200), Salvatur (Tel: 3616-8500)

Quando viajar: Os meses de maio e setembro são os melhores. No verão, há muitos turistas. Evite o inverno e previna-se em relação ao Mistral, um vento poderoso, frio e seco

Lê Chateau du Bois Museu da Lavanda. 276, Route de Gordes. Produção artesanal, essências e cosméticos naturais fabricados desde 1890. www.lechateaudu
bois.com

La cure Gourmande Loja especializada em balas, biscoitos e confeitos com filiais em várias cidades da Europa. O capricho começa nas embalagens. Vai ser difícil escolher a mais bonita www.la-cure-gourmande.fr

Veja o artigo da Simone Ribeiro nohttp://atarde.uol.com.br/turismo/noticias/1634543-em-provenca-turistas-aprendem-a-arte-de-comer-e-beber-bem30/10/2014

 

Editor da PANROTAS é condecorado pela Atout France

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O editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade, recebeu hoje, das mãos do diretor para as Américas da Atout France, Jean Philippe Pérol, a Medalha do Turismo, uma das principais condecorações do Governo da França. A entrega da medalha de bronze ocorreu hoje à tarde, na sede da PANROTASEditora, na capital paulista, e contou com a participação do presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, que recebeu a medalha de ouro do Ministério do Turismo em 2000, da diretora executiva da empresa, Marianna Alcorta, da diretora de Marketing, Heloísa Prass, do diretor financeiro e administrativo, José Guilherme Alcorta, e de parte da equipe da Redação PANROTAS, além do diretor adjunto do órgão francês, Ricardo Hida.

“Se tem um lugar no Brasil onde eu tenho que ficar feliz de homenagear o apoio que recebemos dos jornalistas brasileiros, é com certeza aqui, nesse grupo PANROTAS, fundado há 40 anos pelo Guillermo. Sei que aqui a Maison de la France – e depois a Atout France – sempre tiveram ajuda, suporte, sugestões e ideias para promover melhor o nosso país. Assim não é uma surpresa que estamos agora reunidos para esse entrega de medalha para o Artur”, destacou Pérol.

Na ocasião, Pérol relembrou alguns momentos da carreira de Artur, que está na PANROTAS desde 1991, quando ingressou como repórter no Rio de Janeiro. Em 2002, Artur assumiu o cargo de editor-chefe, já em São Paulo. “Quero te agradecer por tudo que você fez para o sucesso do turismo francês no Brasil. É com imenso prazer que em nome do ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, te entrego a Medalha do Turismo”, disse Perol, que foi congratulado pelos presentes.

“Receber essa medalha é uma honra ainda maior no aniversário de 40 anos da PANROTAS e vindo de uma entidade que é referência mundial na promoção e administração do turismo. Obrigado Jean Philippe e Ricardo Hida, em nome dos quais agradeço ao ministro de Relações Exteriores, à confiança do seu Guillermo Alcorta, e toda a diretoria, a toda minha equipe, incluindo os que já passaram por ela, e ao time PANROTAS, que aos 40 anos está mais dinâmico que nunca”, disse Artur Luiz Andrade. “Que bom que uma das minhas próximas viagens é para a França, para participar da ILTM em Cannes, em dezembro”, finalizou Artur Andrade.

O presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, agradeceu à Atout France. “É uma honra para a PANROTAS ter essas duas medalhas e muito justo com o Artur, que comanda nosso conteúdo editorial com seriedade e dedicação. Parabéns. O Turismo da França é um grande exemplo para todos nós e um grande amigo da PANROTAS“, disse.

Veja aqui o artigo completo com as fotos do evento  http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/gente/editor-da-panrotas–e-condecorado-pela-atout-france-_106758.html

25 /10/2014: RFI, Vips brasileiro são um novo nicho de mercado na França

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Cada ano, os brasileiros gastam mais euros na Europa e se tornam um nicho de mercado mais interessante para empresas francesas. Em 2012 eles deixaram cerca de 2 bilhões de reais em compras e serviços. Entre os visitantes, existe um grupo seleto de pessoas, a maioria do eixo Rio-SP, com alto poder aquisitivo e que procura e encontra serviços personalizados.

Rhossane Lemos, em colaboração especial para RFI

Normalmente, a clientela VIP quer ter uma assessoria especial para descobrir novos chefes de cozinha, criadores de moda ainda não tão famosos e viagens a lugares inusitados.

Segundo o Diretor para as Américas da Agência de Turismo da França, Jean Philippe Pérol, os franceses estão de olho nesse público formador de opinião”. “São pessoas que não só gastam bastante, mas são também um público que define tendências”, diz Pérol.

Muitas empresas estão prontas a oferecer serviços bem particulares. Elas promovem casamentos dos sonhos em castelos, arrumam as malas no armário do hotel enquanto o cliente passeia, e até cuidam das crianças durante as reuniões dos executivos. E tudo isso, claro, em português.

Famosas lojas de departamento de Paris já implantaram serviços especiais para atender VIPs brasileiros. Em salas privativas e luxuosas, personal shoppers se ocupam dos clientes e ao final das compras, tudo é entregue diretamente no hotel. No final da experiência glamourosa, o cliente pode reservar uma limusine para voltar para casa.

R$1.500,00 por um passeio de limusine

Os clientes VIP também se interessam por imóveis em Paris. O corretor de imóveis Ivan Picavet conta que a assessoria para brasileiros inclui a procura do imóvel, a negociação pelo melhor preço e os trâmites com o cartório, tudo também em português. “Eles vão sentir mais segurança em negociar com um brasileiro do que com um francês, com quem eles terão problemas de língua e não vão se entender exatamente”, explica Picavet.

Um dia inteiro de assessoria custa cerca de R$1.000,00 reais. Já um passeio de quatro horas de limousine pode custar mais de R$ 1.500,00. A concierge Maria Fernanda Lopes garante que “o beneficio compensa o custo, porque há uma economia de dinheiro e tempo”.

Segundo dados oficiais de turismo, os brasileiros alcançaram o mesmo patamar de consumo que os americanos, japoneses e chineses em viagem na França.

http://www.portugues.rfi.fr/geral/20140723-vips-brasileiros-sao-um-novo-nicho-de-mercado-na-franca

 

29/11: VALOR ECONOMICO, magia e economia do luxo

 Extravagância é o que não falta no reduto cada vez mais amplo da chamada hotelaria de luxo. De jatinhos usados para translado, decorados com os mesmos adereços das suítes, a tendas armadas no meio da floresta para agradar a quem busca experiências insólitas, não há limites quando a ideia é capturar o público endinheirado. Fato é que de uma década para cá, a hotelaria de luxo transita da antiga aspiração aristocrática para uma realidade na qual o dinheiro dos emergentes é quem dita as regras. Com a banalização crescente de conceitos como “luxo” e “novo luxo”, para muita gente que atua no setor, talvez seja a hora de rever o significado desses standards.

“O tempo e o uso inadequado fazem algumas palavras adquirirem um tom meio pejorativo. Luxo é uma delas”, diz Lucita Marques da Costa, diretora da X-Mart Consultoria e Marketing em turismo. “A palavra costuma ser usada pela indústria de turismo para vender hotéis, onde basta ter uma piscina, lustres falsos de cristal – na verdade, de plástico – e imitações de obras de arte, para que tudo seja ‘um luxo’. No Brasil, o mesmo acontece com a palavra resort. Não a uso de jeito nenhum. Pois resort é sinônimo de áreas de lazer imensas, multidão, aulas e atividades de todo o tipo.”

Numa avaliação mais criteriosa, o que poderia ser considerado luxo na hotelaria é o encontro entre a paisagem e o produto. Nesse sentido, além da localização e de instalações adequadas, o hotel deve ter um staff capaz não só de servir bem, mas de ajudar o visitante a conhecer a região pelos olhos de quem a habita. Isso inclui informações e sugestões de programas que vão além do bê-á-bá dos guias mais conhecidos.

Se o desafio é reavaliar o conceito, uma das formas passa por estabelecer uma distinção entre o que é luxo material e subjetivo. E, antes de tudo, lembrar: os hóspedes que frequentam hotéis que, pelo preço, se enquadram nessa categoria, já possuem tudo o que encontrarão no quarto – televisores de grandes dimensões, canais internacionais à disposição, lençóis de mil fios de algodão egípcio e banheiros com produtos de grife.

“O luxo tem que ter um pouco de magia. Não uma louça de US$ 1 milhão”, acredita Jean-Philippe Pérol, diretor da Atout France para as Américas. Para ele, o refinamento pede um substrato cultural. “Há dois caminhos. Você pode pensar no Ritz como um produto perfeito. Ou conseguir visitar a gruta de Lascaux, algo dificílimo, e entender isso como um luxo extraordinário.”

Discutir esse assunto no Brasil é fundamental, diz Pérol, já que o país se tornou um ator importante na hotelaria de luxo internacional. “Os brasileiros, nos últimos anos, oscilam entre o quinto e sexto lugar entre os principais clientes do turismo de luxo. Se a gente pensar, existe algo engraçado nisso: sempre há mais brasileiros do que alemães nos hotéis de luxo de Paris, mas a cidade tem 20 vezes mais turistas alemães do que brasileiros.”

A França é o único país a ter regulamentada uma categoria hoteleira fora da classificação por estrelas. É o segmento “palace”. Há 14 hotéis-palácio, que obtiveram essa distinção não só por questões arquitetônicas e históricas ou por cumprir exigências técnicas. Todos foram avaliados em visitas anônimas e foram aprovados por um júri, presidido por um acadêmico.

O artigo completo da Maria da Paz Trefaut está em http://www.valor.com.br/cultura/3356452/para-quem-se-da-ao-luxo#ixzz2m8OGiybS

05/11: PANROTAS , O Vale de Loire

Linda promoção da Atout France essa semana em São Paulo, BH e no Rio, apresentando para o trade as novidades da região do Vale do Loire, o pais dos castelos. Quando criança, foi a única viagem de turismo que meu pai organizou para nos na França. Uma viagem aonde ele foi um guia muito atento contando as historias de Joana d’Arc liberando Orleans do cerco inglês, mostrando a gloria dos reis da França através de Chenonceaux, Chambord ou Azay-le-Rideau.

Enquanto Isabelle Scipion, do Comité do Turismo, passava as imagens da atualidade eu ficava pensando nos meus próprios imperdiveis: primeiro, Chenonceaux – o castelo ponte e suas tres damas brigando por amores reais – mas tambem Cheverny –  o Moulinsart do Tintin – ou as casas trogloditas de Saumur.

Lindos passeios de caro, ou melhor ainda, de bicicleta, para assim aproveitar os meus vinhos favoritos: o Saumur Champigny, um tinto alegre com base de uva gamay, ou Vouvray branco (o mais famoso é o espumante mas eu gosto mais do tranquilo).

Em familia ou namorando, o Vale do Loire é mesmo a “Douce France”.

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