Nantes, uma dinámica juntando cultura e turismo!

O Grande Elefante da Ilha © Jean-Dominique Billaud / LVAN

O Grande Elefante da Ilha © Jean-Dominique Billaud / LVAN

Se Jules Verne é hoje conhecido internacionalmente pelas suas “Viagens extraordinários”, 62 livros de aventura que levaram seus leitores no mundo inteiro (inclusive no Brasil com “A Jangada”), poucas pessoas sabem que ele era nascido e criado em Nantes. Foi talvez lembrando disso que nos anos 80, depois do fechamento dos estaleiros e frente a então decadência econômica da região, um diretor artístico e um politico apostaram na arte, na cultura, no turismo, e acima de tudo nas viagens para um novo desenvolvimento da cidade. E o sucesso apareceu, a altura dos investimentos realizados, com quase 3 milhões de pernoites em 2016, um crescimento constante desde 2010 e perspectivas muito favoráveis para 2017.

O Voyage à Nantes espalhando arte na cidade e no Rio Loire

O Voyage à Nantes espalhando arte na cidade e nas beiras do Rio Loire

O “Voyage à Nantes” é hoje não somente o nome de fantasia da autarquia encarregada da promoção de Nantes e do seu extraordinário percurso cultural, mas também o nome do festival que acontece todos os anos durante o verão. Programados esse ano do dia de 1ero de julho ao dia 27 de agosto, os eventos seguem uma linha verde que caminha pelas ruas, pelas praças e pelos cais da cidade, parando nos lugares mais interessantes de ponto de vista cultural ou gastronômico. Os itinerários brilham pela criatividade, podendo incluir tanto as antigas fabricas dos saudosos biscoitos “Petit LU”, o museu do castelo dos Duques de Bretanha, ou a surpreendente parada “bistronômica” do restaurante Les chants d’Avril de Christophe e Véronique François.

Arte no Rio Loire, a cobra de Huang Yong Ping

Arte no Rio Loire, a serpente de Huang Yong Ping

Criado em 2007, “L’estuaire” ( O Estuário)  é o outro grande percurso artístico do “Voyage à Nantes”. Nas beiras do Rio Loire, ele junta, numa grande Bienal ao ar livre, 14 obras de arte contemporâneo  espalhadas entre as cidades de Nantes e de Saint-Nazaire. O percurso pode ser feito o ano inteiro, seja de bicicleta, de barco, de carro ou até de ônibus, seja em grupo organizado ou em liberdade (nesse caso é recomendado baixar o aplicativo Estuarium). Duas obras chamam mais especialmente a atenção dos viajantes, A serpente do Oceano da Huang Yong Ping, frente a base dos submarinos de Saint Nazaire, e A casa no Rio Loire de Jean-Luc Courcoult – sendo a visão dessa obra mais impressionante no por do sol.

Veleiros no porto de Nantes

Veleiros no porto de Nantes

Na cidade do Jules Verne, a cultura virou um atrativo emblemático que posicionou Nantes como um dos destinos franceses e europeus mais conceituados. Empurrado pelo talento do diretor artístico Jean Blaise e pelo apoio do então prefeito (e agora Ministro das Relações exteriores Jean-Marc Ayrault), o sucesso criou uma dinâmica que transformou a cidade. A valorização do patrimônio e as obras de arte contemporâneo  não somente contribuíram a atrair turistas mas deram também um novo futuro para seus moradores.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line Pagtour

Primeira edição de La Jangada de Jules Verne (1881)

Primeira edição de La Jangada de Jules Verne (1881)

Travel.me, a TUI apostando nos conteúdos e nas medias sociais

A TUI, mais de 300 marcas para o líder mundial

A TUI, mais de 300 marcas para o líder mundial

Primeiro grupo mundial de turismo, dono de 300 marcas de viagens conhecidas dos viajantes em mais de 30 países, instalado no Brasil desde o ano passado, a TUI lançou agora uma iniciativa original. Para ajudar os seus clientes a visualizar a diversidade da sua oferta, juntou os conteúdos de 600 contas de mídias sociais -Facebook, Twitter, Instagram e Youtube- bem como alguns conteúdos analógicos numa única plataforma de conteúdos, travel.me .  Se o site exista por enquanto somente em alemão e em inglês,  ele deve ser rapidamente traduzido em outros idiomas já que os diretores da empresa querem assim criar o maior site global de uma única marca de turismo, rico em experiências provenientes dos quatro cantos do mundo da TUI.
O site travel.me

O site travel.me

Essa plataforma faz parte dos esforços da TUI para apresentar sua marca de forma mais global e mais atualizada. Seguindo uma estratégia “One Brand” , outras marcas do grupo estão migrando para o novo site, e uma campanha de promoção vai ser lançada em oito grandes mercados europeus. A agencia Blumberry, responsável do conceito e do desenvolvimento do site, acredita que a nova tecnologia utilizada vai multiplicar os conteúdos vindo não somente das marcas do grupo – seja de aviação, de hotelaria ou de cruzeiros- mas também de editores ou fotógrafos contratados. Com uma navegação fácil e “fun”, os próprios viajantes deverão se apropriar cada vez mais travel.me, especialmente quando será lançada uma opção de feed ao vivo.
Paris no Instagram da TUI Alemanha

Paris no Instagram da TUI Alemanha

Substituindo de vez os velhos catálogos que eram os sonhos dos viajantes e o pesadelo das operadoras, o novo site vai sem dúvidas ser uma revolução na comunicação dos grandes grupos de turismo internacionais que vão poder mostrar de forma agradável e interativa uma extraordinária diversidade de conteúdos e de ofertas. Os ferramentas de escolha devem ainda ser muito melhorados. Procurando um destino na Ásia, um colega chegou no blog da “First Choice” com uma única proposta de restaurante Vegan. Uma pesquisa para o Brasil me levou para uma proposta de ecoturismo na Costa Rica com a operadora inglesa Exodus travels, a mesma operadora que me sugeriu um tour da Europa secreta quando eu tinha pedido sugestões para o Rio de Janeiro….

Bordeaux, um dos top destinos 2017 da TUI Inglaterra

Bordeaux, um dos top destinos 2017 da TUI Inglaterra

Mas a importância do projeto travel.me para TUI, e o seu caracter inovador para o turismo deixam pensar que o site, quando finalizado e traduzido nos grandes idiomas do turismo internacional (incluindo o português), será em breve uma referencia incontornável para os viajantes e um caminho a seguir para as grandes operadoras globais.

 Esse artigo foi inspirado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line Pagtour

Trump vai mesmo impactar o turismo internacional?

O Trump Presidente poderia prejudicar o Trump hoteleiro

O Trump Presidente poderia prejudicar o Trump hoteleiro

Talvez por ter acontecido no fechamento do WTM de Londres, encontro-mor do turismo mundial, o resultado das eleições americanas foi também nos últimos dias o grande assunto das conversas dos profissionais. Uma pesquisa feita nos corredores do Salão tinha revelada que só 7% do trade internacional apoiava o excêntrico bilionário, e que os outros o julgava misógino , racista, sem experiência política, vulgar, e intelectualmente vazio.  Agora que Trump foi eleito, e sabendo que nenhum responsável do turismo esperava esse resultado, a grande pergunta é de saber até onde essa vitoria poderá impactar os fluxos turísticos internacionais!

O WTM de Londres, grande encontro do turismo mundial

O WTM de Londres, grande encontro do turismo mundial

Se Trump cumpre as suas promessas de campanha, deve reforçar os controles sobre a entrada dos franceses e dos alemães, exigir passaporte biométrico para qualquer isenção de visto, construir um muro para impedir as entradas de mexicanos, controlar de forma estrita os brasileiros, desconfiar dos chineses, e proibir as entradas de qualquer muçulmano.  Num total de 78 milhões de turistas entrando nos Estados Unidos, mais da metade seriam assim submetidos a algum tipo de constrangimento. E  cinco dos de maiores mercados emissores para os Estados Unidos são na lista negra do magnata. Segundo o relatório anual da WTM, o resultado das eleições americanas pode assim ter grandes consequências sobre o turismo mundial.

Os danos das declarações do candidato – e as prováveis decisões do Presidente – podem ser catastróficas para a imagem dos Estados Unidos nos grandes mercados emissores, os novos valores não correspondendo mais com os ideais que os visitantes estão procurando. Temida pelos responsáveis de Visit USA ou de Brand USA, esse risco já está virando realidade. Uma pesquisa da Travelzoo mostrou que 20%  dos britânicos estão descartando viajar agora para os Estados Unidos, e a maioria pensa que o turismo americano vai ser prejudicado. Paradoxo surpreendente, o empresário Trump será mais prejudicado ainda pela queda da imagem dos Estados Unidos, a metade dos clientes das agencias de viagens inglesas declaram não querer mais se hospedar nos hotéis do magnata.

O turismo canadense aproveitando o novo cenário?

O turismo canadense aproveitando o novo cenário?

Enquanto o turismo mundial continuará a crescer nos próximos anos, as possíveis dificuldades dos Estados Unidos poderão ser aproveitadas por alguns dos seus concorrentes. É o caso do Canada que constatou nos últimos dias, das Províncias Marítimas até Montréal e  Vancouver, um boom das reservas vindo não somente da Inglaterra e da Europa, mas também dos próprios Estados Unidos. No Brasil, se o cambio ajudar e o Dolar se fortalecendo frente ao Euro, a Europa poderia ser a grande favorecida. É so relembrar o impacto do saudoso Bush sobre as viagens internacionais. Durante as suas presidências, o numero de brasileiros indo para os Estados Unidos perdeu a liderança, passando de 740.000 entradas a 770.000, enquanto as viagens para Europa tinham cresceram de 600.000  a mais de 1.000.000. O ranking  se inverteu de novo em 2015, 2,2 milhões contra 1,8 milhões, pelo carisma do Obama. Em 2018, o Canadá, a França, o Portugal ou a Itália terão talvez de agradecer o Donald.

Jean-Philippe Pérol

Em Paris, a opção de juntar a Torre Eiffel e a estátua da Liberdade!

Em Paris, a opção de juntar a Torre Eiffel e a estátua da Liberdade!

Esse artigo foi inspirado de dois artigos em francês , um  de Michäel Boumal na revista profissional online Pagtur, e um outro no l’Echo Touristique  

853 passageiros nos futuros Airbus A380?

Os primeiros 747 Jumbo da Pan American

Os primeiros 747 Jumbo da Pan Américan

Se o turismo nasceu em 1841 com os trens à vapor, o grande impulso para o turismo internacional foi dado no dia 22 de janeiro de 1970, quando o primeiro 747 Jumbo da Pan Américan decolou de Nova Iorque para  Londres. A capacidade dos jatos passando de menos de 150 passageiros a mais de 350, e a Boeing pressionando para vender os seus aviões, o preço das passagens começou a despencar e o numero de viajantes a subir de forma espantosa. Com a popularização das viagens, novos destinos  distantes começaram a surgir, operadoras de turismo apareceram com produtos atrativos, e agencias de viagem se multiplicaram para ajudar os novos turistas a realizar seus sonhos. E os 140 milhões de viagens de 1969 viraram 400 milhões em 1989 e 1,2 bilhão em 2016.

O Airbus A380 da Air France

O Airbus A380 da Air France

A Airbus está agora pensando numa nova jogada que poderia também revolucionar o turismo internacional, oferecendo para as companhias aéreas de aumentar até 853 assentos a capacidade dos seus A380, enquanto a media é hoje de 500 nos 180 aparelhos explorados por 13 companhias. Numa primeira fase, a recomendação da Airbus seria de adicionar 70 assentos na classe econômica, com uma configuração 3-5-3 em vez de 3-4-3 hoje, mas guardando o mesmo espaço e conforto para cada passageiro. Algumas companhias poderiam ser interessadas já que os números variam muito hoje de uma para outra. O recorde de assentos pertence a Emirates que inaugurou um A380 com 615 lugares (58 na Business e 557 na Econômica ). Os mesmos aviões levam 469 passageiros na British Airways, 484 na Qantas ou 379 na Singapore Airlines (12 na Primeira, 86 na Business, 36 na Premium e 245 na  Econômica) . Na Air France, o A380, que começou a operar na América latina na rota Mexico Paris em janeiro desse ano, tem uma configuração ainda diferente, sejam 9 lugares na primeira, 80 na Business, 38 na Premium e 389 na Econômica – um total de 516 passageiros.

A chegada do primeiro A380 da Emirates em São Paulo

A chegada do primeiro A380 da Emirates em São Paulo

Mas, mesmo com uma preferência disparada dos viajantes, o Airbus A380 é hoje um avião caro que as companhias aéreas são relutantes em comprar – a Emirates sendo a única que mantém  um nível importante de encomendas, e 2016 só indo bem pela espetacular compra de 12 aparelhos pela Iran Air. O aumento de numero de assentos ajudaria a baixar seus custos opcionais, e a aumentar sua competitividade. A Airbus aposta que os preços das viagens poderiam também baixar, gerando um aumento significativo dos fluxos de passageiros, e com ele mais procura para seu gigante do ar. A expectativa seria de chegar a 1000 Airbus A380 vendidos até 2030, contribuído assim a um novo impulso das viagens internacionais dos próximos 15 anos, indo rumo a 1,8 bilhão de viajantes, com o mesmo pioneirismo que caracterizou a chegada dos B747 Jumbo e a revolução do turismo dos anos 70.

 

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line Pagtour

A380 da Airbus em São Paulo (novembro 2007)

A380 da Airbus em São Paulo

Hoteleiros x Airbnb: depois dos Jogos, concorrentes ou complementares?

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A praia de Ipanema

Quarta cidade do mundo, atrás de Paris, Nova Iorque e Londres pelo número de quartos cadastrados na Airbnb, Rio de Janeiro preocupou o setor hoteleiro brasileiro assinando um espetacular acordo de colaboração com a controvertida empresa de hospedagem colaborativo para o período  dos Jogos Olímpicos. Rio OlimpicoJustamente preocupados com a desigualdade tributaria ou as diferencias nas garantias dadas aos hospedes, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) denunciou o impacto desses 25.000 quartos na ocupação hoteleira da capital carioca. A preocupação dos profissionais ficou ainda maior pensando no futuro pós olímpico. O setor vai não somente ter que enfrentar a concorrência dos 25.000 quartos da Airbnb, mas também a explosão da oferta dos hotéis construídos no embalo dos Jogos Olímpicos , outros 20.000 quartos a mais nos últimos cinco anos.

Oferta da Airbnb para os Jogos Olimpicos

Oferta da Airbnb para os Jogos Olímpicos

Enquanto os hoteleiros temem a concorrência da Airbnb, uma pesquisa inédita da empresa francesa  Coach Omnium, publicada em Abril desse ano, deve  interessar os profissionais brasileiros. Realizada na França onde a oferta da Airbnb já representa mais de 200.000 quartos, os resultados da pesquisa, baseada em 1178 entrevistas de viajantes franceses e estrangeiros bem como na análise das estatísticas da hotelaria, parecem mostrar que as clientelas são muito diferentes, e que os temores dos hoteleiros não são justificados.

Oferta Airbnb em Paris

Oferta Airbnb em Paris

Segunda a Coach Omnium, somente 21,9% dos clientes dos hotéis também utilizam a Airbnb. São para 85,7%  clientes de lazer, sendo 66% reservando um hotel somente uma vez por ano. Eles são jovens (79,5% tem de 18 a  35 anos), e justificam a escolha da Airbnb pelo preço (62,3%) mas também pelo espaço (24,7%), a cozinha (22,8%) ou o atendimento dos proprietários (21,2%). logo-coachomniumE mesmo se a Airbnb esta reivindicando uma clientela de negócios, somente 2,7% dessas estadias são por motivos profissionais, e 4,1% mistas (bleisure) . As análises das taxas de ocupação ajudam a comprovar que o impacto negativo para os hotéis  é praticamente nulo : enquanto a oferta de Airbnb na França passou de 5000 quartos  a mais de 200.000  de 2010 a 2015, essas taxas passaram de 59,0% a 59,2%, mostrando que eventuais perdas da industria hoteleira foram compensados com novos clientes.

Grand Hyatt do Rio de Janeiro

Grand Hyatt do Rio de Janeiro

Mesmo no quadro muito específico das novas capacidades de alojamento turístico  do Rio de Janeiro, a pesquisa mostra que os hotéis tradicionais e a Airbnb são produtos adaptados a clientes diferentes viajando em situações e com exigências diferentes, sendo mais complementares que concorrentes. Airbnb atrai novos viajantes que não frequentam – ou muito pouco – os hotéis, mas que são prontos a viajar para aproveitar ofertas . Ela impactaria pouco a atividade hoteleira, mas pesaria no seu futuro, ajudando com o seu novo tipo de relacionamento com os seus clientes, e sua nova forma de hospedagem, ao desenvolvimento do turismo doméstico e internacional.

Esse artigo foi inspirado  de um artigo original  na revista online Pagtour

A Barra da Tijuca, o desafio do turismo carioca

A Barra da Tijuca, o desafio do turismo carioca

2016, Ryan Air x Lufthansa: o mundo muda …

Aviões da Ryan Air

Aviões da Ryan Air

Quem já trabalhava no turismo em 1985 dificilmente imaginaria que os primeiros voos  da recém criada Ryan Air entre a Irlanda e a Inglaterra – com um pequeno Embraer de 15 lugares- anunciavam uma nova era da aviação na Europa. Embraer da Ryan Air em 1985Comemorando os seus 30 anos, a companhia irlandesa deve porém realizar a façanha de passar na frente da Lufthansa. Em 2015, ela encostou 105 milhões de passageiros contra 107 milhões e deveria inverter essas posições em 2016. Aproveitando o potencial das empresas low-costs na Alemanha (hoje elas têm somente 25% do mercado enquanto essa porcentagem chega a 50% no Reino Unido ou na Itália), Ryan Air está lançando  mais linhas e novas ofertas, fazendo sofrer sua concorrente e sua filial Eurowings.

Luzes da noite de Berlim

Fazendo do mercado alemão uma das suas prioridades, a estratégia da Ryan Air é primeiro de abrir novas linhas, incluindo o maior número possível de novas rotas. Será a única companhia a operar de Colônia para Copenhague, Varsóvia, Valença, Porto e Bergamo. Ryanair-Luftansa_01Em Hamburgo terá o monopólio dos voos para Madri e Barcelona. Com preços competitivos frente a TUI, Air Berlin e Eurowings, Ryan Air consegue mesmo excelentes resultados na rota muito concorrencial entre Colônia e a Grande Canária. Com um importante hub em Timisoará, ela se posicionou não somente nos voos da Romênia para Alemanha – Berlim e Frankfurt – , mas também nas principais rotas entre a Romênia e a Bélgica, a Inglaterra ou a Itália.

O Being 747-8 "Queen of the Skies" da Lufthansa

O Being 747-8 “Queen of the Skies” da Lufthansa

Enquanto o domínio da Lufthansa e da Air Berlin, donas de 60% do mercado,  bloqueava o crescimento na Alemanha das companhias low-costs, os aeroportos entenderam agora que essas companhias são as únicas tendo a produtividade necessárias para impedir o fechamento de muitas rotas. Se a jurisprudência europeia proíbe agora os subsídios que ajudaram a abrir novos voos na Franca em cidades como Pau, Nîmes ou Angoulême, as tarifas aeroportuárias deveriam porem baixar e permitir um novo impulso a Easy Jet e a Ryan Air. A Lufthansa, através da sua subsidiaria Eurowings, ainda espera poder aproveitar essa oportunidade. Mas é pouco provável que seus preços sejam competitivos, e que a reconhecida qualidade alemã dos seus serviços ou das suas vantagens sejam suficientes para assegurar a liderança do grupo na Europa.

Mesmo se a França é agora o último mercado a resistir ao sucesso da Ryan Air, o mundo da aviação parece definitivamente transtornado. Veremos em 2016 a iconoclasta companhia irlandesa – que chegou a propor de vender lugares em pé nos seus aviões-  ficar na frente da Lufthansa, da Air France e da British no o primeiro lugar do pódio europeu. Por enquanto.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Serge Fabre na revista online Pagtour

AIR FRANCE EASY JET

Concorde da Air France e Boeing da Easy Jet

Em Deauville, a esperada reabertura do mítico Hotel Normandy

Hotel-Normandy-Barriere

O Hotel Normandy é a alma de Deauville. Com mais de cem anos, o hotel foi inaugurado em 1912, sendo o primeiro do grupo Lucien Barrière que começou com esse prédio  o “sucesso story” da empresa nos ramos da hotelaria de luxo e dos cassinos. FILMAGEM PARA UM INCENTIVO ATOUT FRANCENuma cidade cuja historia é ligado ao cinema e ao turismo, o Hotel teria muito que contar sobre grandes vedetes francesas e internacionais. Foi entre as suas paredes que Christophe Lambert e Sophie Marceau se encontraram durante a filmagem de “A chave do mistério”. A suite “Anouk Aimée” lembra o casting do famosíssimo “Um homem, uma mulher” . O bar apareceu em varias cenas de filmes, com ícones como Jean Gabin ou Jack Nicholson. E, no restaurante La Belle Époque,  os fotógrafos jà surpreenderam  James Coburn, André Citroen, Gérard Depardieu, Winston Churchill, Errol Flynn ou Coco Chanel que abriu em Deauville sua primeira loja em 1913.

Um homem, uma mulher

Alem do cinema, o mundo do turismo marcou também a historia do Normandy. De 1978 ao 2007, o salão Top Resa era o ponto de encontro obrigatório de todos os profissionais   ligados com o turismo franceses.TOP RESA Nesses anos de ouro do turismo, executivos de companhias aéreas, diretores de grandes operadoras, donos de agencias de viagens, ministros ou presidentes de destinos turísticos,  e jornalistas especializados nunca perdiam esses três dias de encontros, de seminários, de negócios e de festas. Não faltaram figuras do turismo brasileiro: o ministro Caio de Carvalho, diretores da Varig e da TAM, ou governadores como Rosana Sarney ou Jarbas Vasconcelos. Top Resa- estande Embratur em 2007A crise de 2007, as mutações do turismo, e a cautela dos investidores com os eventos glamourosos, levaram os organizadores a transformar completamente o salão. Ele saiu da Normandia procurando mais eficiência e menos brilho. Acabou o glamour e chegou a saudade, ele deixou Deauville, o Hipódromo  e o Normandy, e em 2008 foi embora para Paris e o Parque das Exposições da Porte de Versalhes.

O Bar do Normandy

Fechado desde o primeiro de Novembro, o Normandy está sendo completamente renovado.  Desde 2010 jà tinham sido restaurados os telhados e 80 dos 330 quartos e suites, bem como a recepção e o lobby. Para finalizar o trabalho, era porem necessário de fechar completamente o hotel, sendo os clientes direcionados para o vizinho Le Royal – outro estabelecimento de prestigio do grupo Lucien Barrière . Piscina do NormandyOs tecidos das paredes dos quartos e dos corredores, bem como todos os carpetes, foram arrancados e o canteiro foi entrego aos artesãos. A reabertura é prevista para o dia 29 de Abril, mas os arquitetos já avisaram que as obras poderão trazer algumas surpresas, e até agora já encontraram  uma coleção de jornais de 1911 descrevendo o ambiente das ruas e praias do Deauville da época, ou um misterioso retrato pintado diretamente numa parede e que poderia ser dum artista conhecido.

Fouquet's em Paris

O grupo Barriere, fundado em 1912 por Francois André Barriere, virou uma referencia nos setores da hotelaria de luxo e do lazer. Possui hoje 32 cassinos, 16 hotels e mais de de 140 restaurantes e bares. Toulouse LE FOUQUET'SAlem do Normandy, a grande bandeira de prestigio do grupo é o Fouquet’s, um bar restaurante parisiense onde a alta sociedade encontrava artistas ou atores. Incorporado ao  Grupo Lucien Barriere em 1998, o Fouquet’s dos Champs Elysées foi reformado em 1999 e serviu de modelos para os Fouquet’s de Cannes, La Baule, Marrakech e Toulouse. Uma estratégia de expansão mundial que não impede o grupo Lucien Barriere de se lembrar que o coração do seu savoir-faire fica nos seus hotéis de Deauville , e mais ainda na excelência do Hotel Normandy.

Esse artigo foi traduzido e adaptado dum artigo da revista on line Pagtour

O Hotel Royal Barriere em Deauville

O Hotel Le Royal Barriere em Deauville

38 visitas de sites por reserva de viagem, a complicada abundância de informações!

A Geode da Cité des Sciences em Paris

A “Geode” e a fonte da Cité des Sciences em Paris

Qual é que seja a sua escolha final para fazer a sua reserva, o viajante passa muito tempo na Internet visitando sites para obter as melhores informações, planificar o seu roteiro, e achar o melhor preço. Segundo uma pesquisa recentemente apresentada pela Wendy Olson Killion, da Expedia Media Solutions, são 38 websites de viagem visitados nos 45 dias anteriores a reserva final. Geração Milenio São sites de metamotores de pesquisa, de destinos, de OTAs, de operadoras, de agencias receptivos ou de fornecedores locais.  As pesquisas chegam ao pico na última semana, quando o tempo passado na tela chega a dobrar. A abundância de informações deixe o consumidor com a impressão de um processo complexo, onde até os viajantes mais familiarizados com o Web – os “Millenium” nascidos entre 1980 e 2000 – se sentem perdidos e precisam ser orientados.

Para ajudar na criação de  conteúdos ricos, de vídeos de qualidade e de  imagens em alta definição, Expedia está trabalhando com vários destinos, ajudando-os a produzir material originais para diferenciar e consolidar  suas marcas. DinamarquaIsso inclui um showcase com um vídeo das Bermudas que contribui a mudar a imagem dessas ilhas até agora caracterizadas como um destino de turistas de terceira idade. Uma outra campanha exemplar foi montada com o turismo dinamarquês, construindo um itinerário de bicicleta numa Copenhague animada, rica em gastronomia, design, historia e vida noturna. Assim como Expedia, a Google Travel também acredita na força dos conteúdos, insistindo no potencial pouco explorado da Youtube que ainda oferece poucos vídeos ajudando os internautas a concretizar seus desejos de viagens.

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O excesso de informações e a concorrência entre os sites de viagem, e a necessidade dos viajantes de ser orientados, viraram um forte argumento para os agentes de viagens tradicionais, especialmente aqueles que se especializaram em nichos de mercado, seja as viagens de aventura, o turismo enológico, as luas-de-mel ou cruzeiros fluviais.google-flight-search Quase todos os websites querem levar os internautas até a reserva, incluindo a Google que já lançou até um aplicativo para aproveitar ofertas de vôos e de hotéis.  Para M. Beckmann, seu Diretor de Marketing, a escolha de uma viagem é um processo longo que vai além da procura de um avião e de um hotel, uma caminhada chamada por ele de “travel snacking”, durante a qual o consumidor vai beliscando informações e ideias para o seu roteiro, até a decisão de comprar. Encontras a Francesa 2015 (Foto Panrotas)Mas depois de passar por 38 sites, frente a oferta pletórica que Expedia, Trip Advisor, Google ou os grandes websites de viagem estão apresentando, a necessidade de conselhos, de assistência durante o processo de reserva, e mais ainda  de serviço durante a própria estadia, são cada vez os fatores de diferenciação necessários para convencer os clientes. Essa tendência, jà confirmada nos Estados Unidos, vai virar uma verdadeira oportunidade para os agentes brasileiros!

 

Jean-Philippe Pérol

Esse artigo foi traduzido é adaptado de um artigo original de Serge Abel-Normandin da Pagtour.

Agente ABAV

 

 

Veneza: mais perigos para a Sereníssima!

Os monstros em Veneza!

Monstros em Veneza, isso era o nome da exposição de fotos que devia ser inaugurado no Palácio dos Doges pelo famoso fotografo italiano Gianni Berengo Gardin. Aproveitando o 72mo aniversario da Mostra, e a Bienal Internacional de Arte, o artista queria denunciar, com uma série de 27 impressionantes fotos em preto e branco, os perigos que representam os navios de cruzeiro gigantes que navegam no canal da Giudecca ou vão beirando as costas no “inchino” que já derrubou o Costa Concordia. Já expostas em Milano, essas fotos relançaram o debate sobre a proibição desses monstros no Centro histórico de Veneza cujos 50.000 habitantes não suportam mais as ameaças sobre a arquitetura e o meio ambiente.

O Prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, não gostou das fotos e decidiu proibir a exposição. Mais sensível as consequências financeiras a curto prazo (2 milhões de pessoas descem dos cruzeiros cada ano),  ele defende a permanência desses navios gigantes que o governo italiano quis proibir sem sucesso em 2013, GONDOLESe empurrou para frente a escolha entre varias soluções propostas para resolver o problema: uma plataforma flutuante fora da cidade (mas teria que propor traslados incómodos para os passageiros e as suas bagagens), um novo terminal no porto industrial de Marghera, ou a construção dum novo Canal evitando a Praça São Marcos. Moradores, ecologistas e profissionais do turismo, estão seguindo os avanços para  uma solução que permitiria, sem proibir os turistas ou os navios de cruzeiro, preservar o acervo de Veneza.

Gianni Berengo Gardin

A preocupação dos amigos da Sereníssima com o novo Prefeito vão alem da arquitetura. Denunciado em várias ocasiões – inclusive num artigo da Mr Mondialisation -, Luigi Brugnaro já censurou varias manifestações culturais. Sob os protestos de artistas como Adriano Celentano e Elton Jones, proibiu mais de 49 livros nas escolas e nos colégios da cidade porque não gostava de conteúdos com temáticas ligadas ao racismo, as deficiências ou a homofobia. Carnaval de VenezaCriticado em todas as mídias da Itália, ele insistiu e mandou também proibir a Gay Pride, até agora organizada com sucesso nessa cidade com grandes tradições de festas e de Carnaval. Mas é provável que Luigi Brugnano será obrigado a recuar. De Goethe a Ernesto Hemingway e de Proust a Byron, foram tantos os escritores  inspirados por essa cidade mágica da qual Truman Capote dizia que “Descobrir Veneza é comer uma caixa inteira de chocolate com licor duma vez só…”!

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Serge Fabre na revista profissional Pagtour.net

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VIAJAR? SÓ SE FOR DE BICICLETA!

Chambord

Símbolo do ecoturismo, económica, ecológica, invadindo até a Avenida Paulista, a bicicleta esta virando o xodó de muitos viajantes. Na hora do “Slow movement”, viajar de bicicleta significa escolher seu ritmo, tomar o tempo de aproveitar a paisagem, parar para tomar um banho de rio, visitar uma igreja, passear num vinhedo, conversar com os moradores ouVelib em Paris esperar o por do sol. Procurando uma viagem esportiva, pitoresca e original, o turista pode então viajar com a sua bicicleta, ou simplesmente alugar uma quando chegar ao seu destino, inclusive se esse é uma das grandes metrópoles que já organizou esse modo de transporte para seus próprios habitantes. Assim como o Bike Sampa ou o Bike Rio, exista o City Bike em Nova Iorque, o Bixi em Montreal, o Youbike em Taipei ou, claro, o Velib em Paris.

La Loire à velo

Nos quatro cantos da terra, existem agora magníficos roteiros de bicicleta, e a Europa esta investindo num grande projeto EuroVelo que vai abrir até 2020 70.000 km de ciclovias organizadas em torno de 14 “veloroutes”. Castelo de SaumurUma das mais famosa já é sem duvidas a “Loire à velo”. Seguindo o vale do Rio – agora patrimônio da UNESCO – , esse itinerário  representa mais de 800 km de ciclovias de Saint Nazaire e Nantes na Britânia até Nevers na Borgonha. A “Loire a velo” atravessa os grandes vinhedos e os mais famosos castelos do Val de Loire. Beneficiando de um acordo com as companhias ferroviárias, e da colaboração de 460 profissionais – hoteleiros, oficinas mecânicas, locadoras ou monumentos históricos -, recebeu o ano passado mais de 800.000 turistas vindo do mundo inteiro. IMG-20120609-00138Na França, são as regiões vinícolas que mais investiram na organização e nas ofertas de roteiros. Assim em Bordeaux, assim na Borgonha, com sua “Voie des vignes”, que criou um itinerário de 89 km de Dijon a Châlon, a percorrer em dois ou três dias com etapas que não precisam de nenhum comentário: Gevrey Chambertin, Chambolle Musigny, Vosne-Romanée, Savigny les Beaune, Pommard ou Meursault…

Passeios de bicicletas em Bordeaux

Tem também muitas maneiras de viajar de bicicleta. Pode ser sozinho, muito organizado com os hotéis jà reservados em cada etapa, ou com uma barraca para escolher na ultima hora o acampamento mais conveniente. Tandem no por do solPode ser em casal – dividindo alegrias e correndo o risco de algumas pequenas brigas para definir o ritmo certo, a menos de escolher um tandem onde a harmonia é obrigatória. Pode ser em grupos organizados, inclusive de altíssimo padrão como por exemplo os itinerários mágicos da Butterfield and Robinson na Borgonha, na Alsácia, na Provence ou no Val de Loire. Qual que seja a sua escolha, todos esses cicloturistas estarão de acordo com o grande Albert Einstein que gostava de lembrar “a vida é igual a uma bicicleta, tem que ir para frente para não perder o equilíbrio .

Paaseando de bicicleta

Esse artigo foi traduzido e adaptado dum artigo original publicado na revista on-line Pagtour