O turismo islandês inventando os seus “Big Five”

Os “Big Five”, no século XIX os 5 animais mais perigosos para os caçadores

Referência distante as grandes caçadas do século XIX, vários países africanos colocam os “Big Five” no coração da sua promoção turística e dos seus safaris fotográficos. As grandes reservas do Botswana, do Quênia, da Namibia, da África do Sul, da Tanzania ou do Zimbabwe se orgulham assim de garantir a seus visitantes encontros seguros com os outrora temidos  leões, leopardos, rinocerontes, búfalos e elefantes. Mas no dia 3 de Março, dia Mundial da vida selvagem, a Islândia mostrou mais uma vez sua criatividade inventando para esse conceito de “Big Five” uma nova vida perto do Circulo Polar Ártico.

As auroras boreais realcem todas as atividades turísticas do pais

Já famosa pelas suas cachoeiras, suas auroras boreais e seus vulcões, a Islândia abriga também uma biodiversidade exclusiva que ela escolheu agora de valorizar na sua promoção turística. Descartando as especies invasivos – inclusive os seus simpáticos cavalos já vedetes de outras campanhas de comunicação-, Visit Islandia focou essa vez cinco animais, suficientemente raros, mas que podem ser vistos em excursões bem planejadas. Foram assim escolhidos como “Big Five” islandeses  a Baleia-jubarte, o Fradinho ou Papagaio-do-mar, o Falcão-gerifalte, a Raposa do ártico e a Rena selvagem.

A baleia jubarte é o mais impressionante dos Big Five da Islândia 

A Islândia é de fato considerada como um dos melhores lugares do mundo para observações de baleias. Com águas ricas em krill, a ilha tem varias baias onde podem ser observadas até 24 tipos de mamíferos marinhos como orca, cachalote, rorqual comum, golfim, baleia azul e baleia jubarte.  Para esta última, a temporada vai de abril até setembro, com excursões organizadas desde sete portos do litoral norte.

O papagaio do mar, um dos xodós dos ornitólogas do mundo inteiro

Milhares de ornitólogas amadores estão visitando cada ano a Islândia para observar esses coloridos pássaros que fazem seus ninhos de março a agosto em barrancos de varias regiões do pais. Perto da capital, as ilhas Akurey e Lundey, as vezes chamadas de « ilhas dos papagaios do mar  », são uma excelente opção, mas a maior colonia fica nas ilhas Vestmann, no sul da ilha, seguindo o famoso roadtrip da Estrada do circulo de ouro.  E para quem procura uma experiência mais original, a gruta de Skrúðshellir, na ilha de Skrúður accueille tem uma colonia de  300 000 animais cujos ninhos são alinhados no proprio chão da caverna.

O falcão da Islândia foi numa época uma exclusividade real

Protegidos pelos reis da Dinamarca, destacado no brazão da então colónia islandesa,  o falcão -gerifalto merece mesmo ser um dos “Big Five ” do país.  É o maior falcão do mundo, a fêmea – maior que o macho-  podendo ter até 1,6 metro de envergadura e pesar perto de 2 quilos. Ainda hoje um dos símbolos da Islândia, ele pode ser encontrado na região Nordeste, perto do lago Mývatn, ou nos arredores da Dettifoss, a mais poderosa cachoeira da Europa.

A raposa ártica é branca no inverno e cinza no verão

Único mamífero  nativo da Islândia, perfeitamente adaptada as duríssimas condições do inverno boreal, a raposa ártica é um dos animais mais procurados pelos amadores de vida selvagem que visitam o país. Capaz de sobreviver em temperaturas extremas, esse caçador experto é difícil de encontrar. O melhor lugar para a sua observação é a reserva natural de  Hornstrandir. Accessível somente de barco, pode ser visitada num passeio de um dia durante o qual será tambem possível de ver baleias, golfinhos, focas e pássaros.

Sem ser exclusivos do país, as renas integram as paisagens do leste

Se podem ser encontradas en quase todos os países nórdicos, as renas são muito embemáticas da Islândia. Elas são encontradas quase exclusivamente no leste, principalmente nos arredores da cidade de Vopnafjörður ou mais no sul, perto da famosa lagoa de Jökulsárlón dentre do parque nacional do Vatnajökull. Quem tiver a sorte de encontrar as renas  durante o inverno, correndo em baixo das luzes das auroras boreais, voltará para sua terra com imagens inesquecíveis.

Cavalos islandeses em liberdade © Business Iceland

Cavalos islandeses em liberdade © Business Iceland

Alem dos « Big Five », a Islândia sabe também promover o seu turismo com seus cavalos, uma raça bem distinta de animais pequenos e muito dóceis, ideais para passeios. A natureza e a vida selvagem do país são assim muito bem aproveitadas, mais ainda pelo sucesso das repetidas campanhas de comunicação criativas que construiram o destino. Em dez anos, o numero de turistas passou de 1,4 à 2,6 milhões e o turismo virou uma das maiores atividades econômicas do pais, gerando 45.000 empregos e 10% do PIB. 

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original da revista francesa profissional on-line Mister Travel  

A AI já integrou a rotina de viajantes e profissionais do turismo

A IA no turismo, uma nova era de oportunidades, mas com limitações a superar

Harari avisa que a IA pode ser um erro terminal ou o inicio de uma nova era.

Se a inteligência artificial revoluciona toda a indústria do turismo, projetando ser a primeira ferramenta de 92% dos viajantes e gerar  US$ 1,2 bilhão até 2026, já aparecem numerosas perguntas tanto sobre suas oportunidades que sobre suas limitações. Duas pesquisas realizadas no início do ano 2024 e publicadas agora pela “Chaire de tourisme Transat” de Montreal mostraram as tendencias da utilização da IA pelo profissionais. Ficou claro a importância da tecnologia para o setor – 31% das empresas oferecendo acoes concretas-, como seu imenso potencial – 43% não utilizando nenhum dos seus recursos. Para os utilizadores, a IA é  citada como ajuda a redação de cartas, mails ou posts (50% das respostas), tradução (34%) e assistencia ao cliente (14%).

A AI já integrou a rotina de viajantes e profissionais do turismo

A AI já integrou a rotina dos viajantes e dos profissionais do turismo

 Os consumidores da América do Norte parecem também ter adotados a IA. Já em 2023, segundo uma outra pesquisa da Oliver Wyman, 54% dos viajantes confiavam nesta tecnologia para escolher ou planificar suas viagens de lazer, 81% estavam prontas a reservar na base dessas recomendações, 84% ficaram satisfeitos das sugestões que foram feitas. E 55% dos viajantes davam preferencias a canais de reservas oferencendo a assistencia de IA, sendo os “frequent flyers” das companhias aéreas, hoteleiras ou de cruzeiros os mais entusiastas. Se esse sucesso deve ainda ter crescido em 2024, alguns poréns já estão sendo levantados referente as distorções levadas nas propostas pelos algoritmos.

As distorções trazidas pela IA preocupam utilizadores e profissionais

Uma tese de master da Universidade de Montreal sobre as consequências da IA na seleção de produtos ou serviços turísticos concluiu que essas distorções podiam existir em todas as etapas do processo de decisão do viajante: pesquisa de informações, avaliação das opções, escolha, e até durante a própria viagem. Foram assim identificadas nove fatores de distorção nestas quatro etapas.

Na pesquisa de informação,  as distorções se referem a disponibilidade – o consumidor vai privilegiar as informações mais acessíveis, ou ao ranking – a decisão sendo tomada en cima das primeiras sugestões da IA.

Na avaliação das opções, o viajante vai privilegiar as informações apresentando confirmação das suas crenças ou das suas preferências anteriores. Ele vai ter mais confiança nos destinos conhecidos, já visitados ou já conhecidos.

Na escolha do seu destino, as distorções podem vir  da falta de análises das opções apresentadas pela IA, bem como de uma auto-confiança exagerada – especialmente quando se trata de atividades físicas ou esportivas. Mais frequentemente, problemas podem aparecer quando as recomendações da IA ficam sem validações com uma outra fonte, caso de 44% dos usuários.

As sugestões da IA necessitam também uma certa cautela durante a viagem ou frente as experiências que foram sugeridas. O viajante não deve esquecer que a planificação proposta não lhe da nenhum controle sobre as operações que dependem de muitos outros fatores, e que os imprevistos podem atrapalhar as experiências ou gerar custos suplementares.

Essas distorções representam um desafio para o consumidor, e mais ainda para os destinos ainda desconhecidos ou as empresas de pequeno porte.  Não disponham de uma notoriedade suficiente e não podem fazer investimentos para aparecer mais nas mídias sociais, e têm assim menos probabilidades de ser destacadas pelos algoritmos da IA  que os gigantes do setor. A qualidade das informações e a criatividade das ações de marketing serão ainda mais decisivas. As OTA ( agencias on line) bem como os próprios destinos estão desenvolvendo suas próprias ferramentas, inclusive virtuais travelplanners. Na nova era aberta pela inteligência artificial, os profissionais do turismo ainda têm muitas oportunidades a imaginar para moldar o futuro!

Montreal, o sucesso da “turismofilia”

Montreal é líder no relacionamento entre moradores e turistas

Enquanto  a temporada de verão de muitas grandes cidades da Europa e do hemisfério Norte foi marcada pelas preocupações com o overturismo, os responsáveis do turismo de Montreal, no Canadá, podem se orgulhar de um balanço 2024 muito positivo. A metrópole quebequense  está seduzindo ainda mais visitantes sem que isso gera muitos atritos com os residentes. Os primeiros números mostraram um crescimento de 4,8% dos visitantes, com um destaque especial para os turistas provenientes dos Estados Unidos (+7,8%) et da França (+3,3%). As maiores atrações foram mais uma vez os grandes festivais culturais, como o Festival de música ao ar livre Osheagá que atraiu quase 150.000 pessoas ou o Final de semana IGA, focado nas famílias, que levou no estádio 68.000 amadores de tênis.

O Festival Osheaga é um dos grandes momentos do verão montrealense

O apoio dos residentes foi importante para este sucesso, assim que foi demonstrado na recente pesquisa realizada pelos serviços de Montreal turismo, seguido o modelo do Resident Sentiment Index da Organização Mundial do Tourisme (ONU Turismo). Realizada pelo segundo ano consecutivo, a pesquisa compara as percepções dos moradores em 13 cidades do mundo ( Barcelona, BerlimBordeauxChicago, Copenhague, Londres, LyonParis, Philadelphia, Québec, TorontoVancouverWashington). Com 30 critérios, são assim estimados os impactos do turismo sobre a economia local, a proteção do meio ambiente, a limpeza das ruas, a animação dos bairros e o desenvolvimento das infraestruturas.

Montreal deve receber mais de 10 milhões de turistas em 2024

Todos os indicadores da pesquisa mostram que os montrealenses sao mais favoráveis ao atendimento dos turistas que os moradores das outras cidades globais. 84% são orgulhosos de receber visitantes internacionais, 7% a mais que a media mundial, 71% estão prontos a receber mais turistas no futuro, 7% a mais que a media, e somente 4% tendo um sentimento de “turistofobia” em relação aos visitantes (1% a menos que a media). Os moradores são 74% a julgar que o setor tem um impacto positivo sobre a qualidade de vida  através da oferta de atividades culturais ou de lazer. Talvez por essa razão, 75% deles são também convencidos que eles participam desse sucesso como verdadeiros embaixadores do turismo  da cidade.

Montreal trabalha também sua atratividade no inverno

Para o presidente de Montreal turismo, Yves Lalumière, os habitantes são mesmo a cara da cidade, um fator essencial da estratégia de destino acolhedor, harmonioso e sustentável. Por isso é importante de sempre manter o diálogo, de valorizar o papel de cada um na experiência dos visitantes, e de insistir nos benefícios trazidos pelos fluxos de turistas  enquanto muitas outras cidades enfrentem desafios de overturismo. A pesquisa ajuda também a lembrar a todos que o turismo é um fator de atratividade, ajudando a trazer investimentos, talentos, ideias e inovações  para melhorar a cidade e a qualidade de vida a seus moradores.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original da revista francesa profissional on-line Mister Travel  

A resiliência das viagens de incentivo

O relatório anual do Incentive Travel Index é muito esperado pelos profissionais

Se a revolução das maneiras de trabalhar – home office, teletrabalho ou workation- parecia impactar o futuro das viagens de negócios, a última pesquisa do Incentive Travel Index, realizada em 2023 pelas conceituadas  Incentive Research FoundationFoundation of the Society for Incentive Travel Excellence, mostra a resiliência e a evolução, das viagens de incentivo. Para 74% dos 2400 executivos entrevistados na America do Norte (52%), na Europa (21,2%) e em mais de 30 mercados emergentes,  o setor saiu reforçado e ficou mais estratégico depois da crise. 2025 é visto com bastante otimismo, pelo numero de viagens que deverão ser organizados, pelo numero de participantes de cada viagem, e pelos gastos medios por participante. 

A pesquisa ouviu 2400 executivos do setor em mais de 40 paises

O relatório mostra também que novas tendências estão aparecendo. As viagens de incentivo continuam com seu papel de motivação e de prêmios para os funcionários, os parceiros ou os fornecedores, em relação a realização de metas comerciais ou financeiras predefinidas. Mas as viagens devem ser mais que um simples “team building”, os participantes pedem agora experiências mais longas, mais espetaculares, em cenários marcantes. Com o teletrabalho diminuindo os encontros físicos de colegas ou superiores, 79% dos participantes da pesquisa acham que a necessidade de reunir as equipes é um dos fatores principais da nova popularidade das viagens de incentivo.

Millenials já definam novas tendências das viagens de incentivo

Todas as gerações continuam de ser interessadas, mas a pesquisa Incentive Travel Index mostrou uma atração um pouco maior junto aos mais jovens. Os millenials (nascidos de 1981 a 1995) e a geração Z (nascidos de 1995 a 2009) são 93% a achar estas premiações extremamente ou muito atraentes, enquanto esses números são somente de 86% junto aos baby boomers e a geração X, a razão sendo que os seniors já tiveram muitas experiências de viagens e são assim mais difícil de impressionar. Juniors ou senior têm porem as mesmas prioridades para essas viagens: 81% querem experiências únicas, 80% preferem hospedagens e atividades de luxo, 76% pedem para levam um acompanhante, 74% procuram conteúdos culturais e … 85% querem tempo livre para atividades próprias.

Muitos fatores ainda podem mudar as tendências de destinos

Se 59% prevêem um crescimento dos seus orçamentos em 2024, e 64% em 2025, vários fatores ainda podem influenciar as decisões, e poderiam levar a considerar as viagens de incentivo como despesas mais fúteis e menos atraentes. Será necessário vigiar as mudanças políticas, a instabilidade das relações internacionais, as tensões do mercado do trabalho, e em primeiro lugar para 76% dos entrevistados, a inflação  dos preços do setor. Os profissionais são especialmente preocupados com as tarifas dos hotéis que poderiam, segundo o  Hotel Monitor 2024 da American Express GBT subir em media esse ano de 17,5%. Para superar esses desafios, eles pensam que será talvez necessário escolher lugares mais próximos ou até reduzir os numeros de pernoites.

Em lugares inéditos e inovadores, fortes parcerias são imprescindíveis

Nas suas respostas, os responsáveis  destacam a importância da escolha do destino como fator chave do sucesso de uma viagem de incentivo. 71% deles acham que o lugar deve ser inédito ou pelo menos inovador, e os roteiros estimulantes e animados. O suporte dos órgãos oficiais de turismo é considerado um fator chave, essencial para 51% na expertise do local, para 48% no apoio junto aos receptivos, para 46% na organização das visitas, para 23% no apoio financeiro e para 21% nas negociações com os hotéis. Para todos os participantes , é somente através de fortes parcerias que o sucesso das viagens de incentivo poderá continuar a demonstrar a sua resiliência e garantir seu crescimento.

 

Este artigo foi adaptado de um artigo original de Julie Payeur na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat  

Oslo mostra uma “contra-campanha” inovadora

Navio ou iceberg, o surpeendente Opera de Oslo

Enquanto o overturismo está monopolizando as mídias da Europa e dos Estados Unidos, paralisando a comunicação e a criatividade de muitos grandes destinos,  VisitOslo, organização encarregada do marketing da capital da Noruega, lançou uma (contra) campanha original pedindo para “ser honestos e não vir para cidade”.  Com um humor muito escandinavo e uma humildade bem calculada, um morador desiludido aparece num clip publicitário arriscado, para mostrar sem convicção as belezas naturais, o dinamismo cultural, a tranquilidade social e a simplicidade humana de Oslo que “nem parece ser uma cidade”.

Obra da agÊncia norueguesa NewsLab, a campanha teve um sucesso imediato nas mídias sociais, com 250.000 likes e 1,5 milhão de visualizações no TikTok,  70.000 likes, 1,2 milhão de visualizações na Instagram, e 6 milhões de visualizações na X (ex Twitter). VisitOslo conseguiu surpreender (e convencer) seu público com um jovem de 31 anos chamado Halfdan, o anti-herói da campanha,  falando com um tom amargo, sarcástico e até cínico. Ele finge desanimar os visitantes mostrando justamente os charmes da sua cidade natal, suas experiências autênticas e seu tamanho humano.

O Rio Akerselva traga a natureza dentro da cidade

Entrar num museu sem fazer fila durante algumas horas, encontrar um restaurante mesmo sem reservas e de última hora, tomar banho de mar no centro da cidade, cruzar durante uma caminhada na rua com o  primeiro ministro ou até o Rei: tudo parece possível, acessível e fácil. Mas Halfdan se queixa desta tranquilidade, achando incrível que atravessar a pé Tigerstaden (o outro nome de Oslo)  não leva mais de meia hora, uma façanha impossível de realizar em Istambul,  Nova Iorque ou Paris. Com este personagem antipático, VisitOslo quer convencer uma outra categoria de viajantes, aqueles que procuram autenticidade e encontros em destinos fora das rotas do overturismo.

O Grito  é o grande acervo do Museu Munch

August Jorfald, cenarista e realizador da campanha publicitária, falou numa entrevista com a BBC que a ideia deste clipe surgiu quando, de volta de uma viagem para Paris, percebeu que a sua estadia tinha sido um sucesso porque não tinha visto a Torre Eiffel.  August acha que as experiências marcantes são aquelas que não são feitas para os turistas. Nada de Disney World, ele tem preferencia momentos inesperados, sentar numa mesa com um desconhecido ou beber um vinho bom num copo comum. E mesmo quando se trata de arte, o Halfdan privilegia a simplicidade. Frente ao Grito do norueguês Edvard Munch, com o plano de fundo do fiorde de Oslo, ele ainda declara: “Não é mesmo a Mona Lisa” .

Nos restaurantes animadas, turistas e moradores se encontram

Nas mídias sociais, os internautas adoraram a campanha, elogiando o tom diferente e a simplicidade da mensagem. Na hora de uma procura cada vez maior pelos destinos menos ameaçados pelo aquecimento global, as viagens chamadas “coolcations”, neologismo americano de cool com vacations), a Noruega deve assim acelerar o impulso dado a seu turismo international. Muito impactado pela pandemia,  quando perdeu 75% dos seus 6 milhões de visitantes, o pais já vai passar de 8 milhões esse ano,  apostando num turismo de qualidade e sem medo do overturismo.

Os Jogos de Paris 2024, um sucesso de futuro para o turismo francês

Na Place de la Concorde, um espaço de convivialidade olímpica

Se os Jogos de Paris 2024 acabarão oficialmente somente dia 8 de setembro no encerramento dos Paralímpicos, os especialistas já estão brigando para saber se o evento foi ou não o sucesso esperado pelos profissionais e anunciados pelos políticos. Os resultados são fáceis de medir quando se trata de medalhas – a França conseguiu bater seu recorde com 64 , sendo 16 de ouro-, ou quando se trata de custos financeiros – quase 10 bilhões de Euros para uma previsão inicial de 6-, mas é difícil de apreender quando se trata de turismo devido às diversidades de indicadores. São mais difíceis ainda de analisar quando se trata de turismo internacional.

Os profissionais fizeram o máximo para seduzir atletas e visitantes

Para os profissionais do setor, teve, como sempre nos grandes eventos, muitas expectativas, e, como sempre nos grandes eventos, muitas decepções. Os números globais ainda não podem ser medidos, mas serão com certeza em recuo, como foi o caso em Londres, já que o milhão e meio de visitantes “olímpicos” estiveram presentes, mas desanimaram o mesmo tanto de turistas regulares que se assustaram com os altos preços anunciados para hospedagens ou com a complexidade da mobilidade em Paris. As quedas de 30% observadas nos restaurantes e nos comércios, de 20% nos parques e nos museus, impactaram brutalmente um setor ainda em recuperação das traumas da pandemia. E se os hotéis e os apartamentos alugados tiveram uma alta de 10% da taxa de ocupação a partir do 26 de julho, os empreendimentos tiveram que reajustar os preços para baixo depois de um mês de junho muito abaixo do normal.

Os parisienses pedem a permanência do balão da chama olímpica

Mas, por importantes que sejam esses problemas, o Jogos foram mesmo um sucesso excepcional, incluído para o setor do turismo que vai beneficiar a longo, médio e curto prazos, dos investimentos em infraestruturas, comunicação e capacitação que foram realizados. Os futuros visitantes poderão aproveitar as renovações de muitos pontos de atração, as inovações em transportes, segurança ou em equipamentos indispensáveis para futuros grandes eventos que a França mostrou ter capacidade para organizar.

O surfe brasileiro imortalizado na onda de Teahupo’o

Os Jogos ofereceram também para Paris e para toda França uma extraordinária visibilidade em toda a mídia internacional. A ousada escolha de localizar o máximo de provas frente aos grandes monumentos históricos ou em lugares inesperados gerou no mundo inteiro momentos inesquecíveis; o vôlei de praia em frente da Torre Eiffel, o hipismo nos jardins de Versailles, a esgrima em baixo do domo do Grand Palais, o triatlo nas águas do Rio Sena, o surfe na mítica praia polinésio de Teahupo’o ….

A magia criativa de Zeus na cerimônia de abertura

O maior impacto sobre o turismo  virá de uma nova imagem que a França conseguiu consolidar com os Jogos. A cerimônia de abertura – mesmo com alguns erros que serão esquecidos porque criatividade é sinônimo de aceitação de risco-  mostrou para cerca de um bilhão de telespectadores um destino inovador, surpreendente, orgulhoso da sua história mas aberto, inclusivo, detalhista e alegre. Os visitantes internacionais presentes – entre eles 107.000 brasileiros entusiastas, muitos jovens e muitas famílias -anotaram também o bom atendimento e até a gentileza dos profissionais, dos voluntários e dos próprios moradores. Com eles, a França pode sair dos Jogos com mais otimismo sobre seu futuro de primeiro destino internacional de turismo.

Jesan-Philippe Pérol

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercado e Eventos

 

 

Overturismo : o malthusianismo não pode resolver

Nas Baleares, os protestos do moradores impressionaram as midias

Com o sucesso da temporada de verão no hemisfério norte, o overturismo voltou a mobilizar as mídias internacionais. As taxas de Veneza, os tapumes do Monte Fuji, a água potável de Barcelona, os protestos das ilhas Baleares, os lixos do Monte Everest e os AirBnb de Nova Iorque, foram numerosas situações durante os quais, moradores e políticos se juntaram para tentar combater a superlotação turística. Esquecendo os benefícios trazidos pelo setor em termos de infraestruturas ou de lazeres, e seu peso na economia e nos empregos, todos se focam sobre os seus impactos negativos sobre a vida local: inflação dos aluguéis de apartamentos, fechamento de comércios, falta de segurança pública, transito parado nas ruas ou até nas calçadas. A rejeição manifestada pela imprensa preocupa os profissionais do setor que multiplicam os esforços em termos de sustentabilidade para evitar que a aversão ao turismo ameaça o seu futuro promissor.

Turistas indianos agora impulsionam o turismo em Veneza

Essa preocupação  é ainda mais legítima devido ao potencial gigantesco de crescimento do turismonacional e internacional. A OMT, organização mundial do turismo, destaca que os fluxos de turismo internacional – 25 milhões em 1050- já passaram dos níveis de pre-pandemia, 1,5 bilhões em 2024, e que chegarão a 1,8 bilhões em 2030. Este crescimento, virá em primeiro lugar, das classes emergentes das novas potências econômicas, hoje China, Brasil, Turquia, México, India ou Indonésia, futuramente Egito, Vietnã ou Nigéria, que desejam e poderão descobrir os lugares emblemáticos do turismo mundial. Além disso, novos fluxos estão também surgindo. Nos países desenvolvidos, o acesso ao turismo de lazer vai ainda se expandir. Atualmente, somente 60% das famílias aproveitam as ferias para viajar enquanto os especialistas preveem que a tendência é de chegar a 80%. E as novas formas de teletrabalho já estão inventando novas modalidades de viagem ( como os chamados “workations” ) que vão pressionar ainda mais os destinos chave e os lugares instagramizados.

A primeira viagem do Thomas Cook para trabalhadores ingleses

Diante dessas tendências inevitáveis, a turismofobia não é alimentada apenas pelo bem estar dos moradores. Uma parte significativa da revolta divulgada pela mídia  está relacionada a uma resistência ideológica à democratização das viagens. Nos anos 1870, na Inglaterra, as elites já se opuseram à revolução que o Thomas Cook iniciou quando levou  trabalhadores a viajar de trem para lugares até então exclusivo da “gentry”. Em 1936, na França, prefeitos de balneários famosos anunciaram que não desejavam ver as suas praias invadidas por “congés payés” (gente com ferias remuneradas) que eram incompatíveis, segundo eles, com o nível exigido dos seus visitantes. E hoje, mesmo se o artigo 24 da Declaração universal dos direitos humanos oficializa desde 1948 o direito as ferias e ao lazer, a ideia de um direito universal ao turismo ainda não é completamento aceita.

Greenpeace pede uma quota de 4 viagens de avião durante a vida toda

É necessário enfrentar os problemas causados pela lotação excessiva de turistas,  mas de maneira diferente, sem focar exclusivamente sobre necessárias (?) reduções de viagens que serão derrubadas pela crescente democratização internacional e doméstica dos lazeres. Muitos profissionais sugerem então de parar de considerar o “overturismo” como um fenômeno global, lembrando que a imensa maioria dos lugares turísticos é bem administrada e ainda tem muita capacidade para crescimento sustentável. Assim a solução para a superlotação não é restringir o número de turistas discriminando os “farofeiros”, ou  impor uma redução de atividades do setor. É importante levar em consideração o local, seus arredores, a época do ano, o dia da semana, o momento do dia, o nível de receitas e o perfil dos visitantes, para orientar os fluxos da maneira mais adaptada a um crescimento inevitável, mas sustentável, de qualidade e para todos.

A Itália já aposta no underturismo

Deve se reconhecer o papel pioneiro das elites que estabeleceram muitos dos grandes destinos turísticos desde que a aristocracia inglesa inventou a “Côte d’Azur”, e que ainda hoje são responsáveis por uma grande parte dos investimentos e da economia do setor, inclusive na descoberta de novos destinos. Simultaneamente, o turismo continuará a crescer, e o foco deve ser na grande maioria dos territórios que ainda sofrem de “undertourism” – na França, 80% do país … Com uma nova visão, os profissionais podem ajudar a comunicar soluções que combinem o desenvolvimento do setor e a satisfação das aspirações de moradores e turistas. E devem lembrar que o turismo não é apenas um setor líder da economia global, mas também uma aspiração transformadora que pode ser regulamentada , porem não  bloqueada por um malthusianismo. Lembrando com Gilbert Trigano que o turismo é “a maior ideia desde a invenção da felicidade”,  sua vocação deve continuar a ser universal.

 Jean Philippe Pérol

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercado e Eventos

 

O turismo no Japão surpreende com um sucesso inédito

Mesmo ameaçado pelo overturismo, o Monte Fuji é o ícone do turismo japonês

Acreditando no turismo, e aproveitando o câmbio favorável (O yen perdeu quase 50% do seu valor em 15 anos), o governo japonês tem grandes ambições  e bons argumentos para realizá-las. O primeiro é sua riqueza cultural única, começando pelos templos clássicos de Kyoto mas podendo hoje contar com um patrimônio espalhado no país inteiro e pronto para receber visitantes estrangeiros. Em várias cidades, esse patrimônio arquitetural serve também de cenários a manifestações artísticas tradicionais ou vanguardistas. Com a excepcional rede ferroviária do icônico trem bala “Shinkansen”, os visitantes podem incluir nos seus roteiros  Tokyo, Osaka, mas também Nagoya, Fukuoka e Kyoto.

O turismo japonês aposta na beleza da sua natureza

A beleza da sua natureza é  outra grande temática do turismo japonês. Dependendo da época do ano, as flores de cerejeiras, as cores douradas das florestas ou as coberturas de neve das montanhas são ocasiões para descobrir  fontes de águas quentes, praias de areias brancas ou trilhas atravessando as matas. Mas o Japão quer também promover sua modernidade, seja sua tecnologia, suas inovações, seu design, atrações que podem também contribuir ao ambicioso objetivo do seu turismo: 60 milhões de visitantes em 2030.

 

No turismo Suiço, a nova identidade visual é parte do sucesso

 

O antigo e o novo logotipo, duas gerações do sucesso do turismo suíço

Se o desenvolvimento de uma nova identidade visual é sempre um desafio, Switzerland turismo, em colaboração com a agência de branding MADE Identity, parece ter achado a solução em torno de um logotipo impactante,  simples e eficiente O ano de 2024 marca assim o início de uma nova era para a imagem do turismo da Suíça que, desde 1995, esteve sob a bandeira da flor nacional, a ” Edelweiss” dourada. Para o desenvolvimento da marca, a MADE Identity centralizou-se em três pontos principais: uma imagem mais visível e mais fácil de ser lembrada internacionalmente, traduzindo uma estratégia única e coerente, um impacto digital máximo, tátil e de espacialidade, e enfim um apoio ao viajante durante todo o percurso de viagem, na publicidade, durante a experiência e até nos souvenirs.

Os vários tons de vermelho são inspirados do “Alpenglow”

Depois de uma pesquisa internacional em cinco mercados (Alemanha, França, Itália, Coréia e países do Golfo), foi decidido de descartar os quatro idiomas do país (francês, alemão, italiano e romanche)  e de utilizar somente o nome inglês  “Switzerland” para simbolizar a promessa de longa data do destino: natureza, hospitalidade, otimismo e confiabilidade. No novo logotipo, “Switzerland”  apresenta, no lugar da letra T, a cruz simbólica ampliada e decorada com um monocromático de cinco tons oscilando entre o vermelho e o rosa, como sinal de modernidade, diversidade e independência. O desenho é inspirado do “Alpenglow”, as cores que aparecem quando o sol fica logo em baixo do horizonte. A cruz pode também ser interpretada como o signo “+”, lembrando que a Suiça oferece também mais do que se esperava ….

A natureza protegida é parte chave da nova imagem

Pela primeira vez na história da promoção turística da Suíça, um conceito completo de marca substituiu uma simples sigla. Assim, “Switzerland” deixará de apenas promover o destino, mas acompanhará o turista durante toda a sua jornada, desde a inspiração até o planejamento da viagem e a experiência vivida com todos os anfitriões que participam do turismo suíço. Esta parceria, que data de 1995 e da criação do “Escritório Nacional de Turismo da Suíça”, vai agora levar a marca “Switzerland” a possibilitar uma melhor orientação dos hóspedes a todos os seus associados e parceiros, permitindo a construção de um vínculo de confiança entre eles. Este novo e abrangente conceito oferece inúmeras possibilidades em todos os canais de comunicação.

Os parceiros demorar para aceitar o abandono da tradicional Edelweiss

Convencer os parceiros foi um trabalho importante para poder lançar essa nova identidade. A imagem do destino como hoje é conhecida tinha sido criada há quase 30 anos  sob o símbolo da Edelweiss, a flor dourada, que fez parte do imaginário coletivo de toda uma geração. Nas pesquisas preliminares feitas pela MADE Identity nos quatro cantos do país, ficou claro que muitos profissionais e muitos moradores tinham um forte apego emocional com este símbolo. Mas para quem não conhecia a Edelweiss, o logo com a flor dourada parecia somente um esquisito broche. A utilização da bandeira com a mundialmente famosa cruz foi assim um argumento simples e eficiente que convenceu a todos.

A nova logomarca será gradualmente implementada em todo o mundo, e a transição completa deve demorar alguns meses. Para Martin Nydegger, diretor da Switzerland Tourism “a flor dourada” marcou época para uma geração de profissionais do turismo. Acompanhada por um design moderno e decididamente voltado para o futuro, o novo logotipo “Switzerland” inspira confiança às gerações futuras.” Por representar a Suíça muito além do setor do turismo, esta nova marca será, sem dúvida, observada com atenção. O responsável federal pelo turismo, Guy Parmelin, atesta: “A Suíça é no mundo inteiro um símbolo de diversidade, qualidade e originalidade que se refletem perfeitamente na nova identidade e nas novas cores do turismo suíço que nos acompanharão por muitos anos.” O profissionalismo e o espírito de parceria demonstrados neste lançamento indicam que será mesmo um sucesso.

 

 

Viagens de negócios na pós pandemia, euforia ou cautela?

Nova Iorque, destino líder tanto nas viagens de negócios que no bleasure

As TMC, “Travel Management Compagnies”, estão surpreendendo os observadores do turismo internacional. Enquanto todas as pesquisas projetava uma queda de 20 à 25% das viagens de negócios depois da crise do Covid, as grandes empresas do setor anunciaram crescimentos de dois dígitos da suas atividades em 2023, e parecem extremamente animadas não somente para 2024 mas também nas projeções de faturamento a medio prazo. Olhando as novas tendências que caracterizam  essas viagens, especialmente dos viajantes mais jovens, bem como a evolução dos preços dos principais fornecedores – companhias aéreas e hotéis-,  poderia ser que a euforia dos mas otimistas seja compatível com a cautela dos mais céticos?

O controle das despesas continua sendo uma ferramenta chave das TMC

Uma pesquisa internacional da SAP Concur, a maior plataforma de gestão de dados corporativos, sobre a evolução das despesas de viagens das empresas européias, mostrou mudanças importantes de 2019 para 2023. As passagens aéras, primeira despesa corporativa, subiram em media de 10% em relação ao nível pre pandemia, uma alta mais marcante ainda no ano passado. A SAP Concur avisa porém que essa inflação dos custos é geral, sendo ainda mais alta nos gastos de alimentação – que aumentaram de 30%-, e mesmo nas despesas de hospedagem – 21% acima dos níveis de 2019. No Brasil, a evolução é ainda mais marcante, especialmente para o transporte aéreo que sofreu uma inflação de 14% neste mesmo período.

As viagens de avião são as mais prejudicadas pelos cortes

Depois da euforia, as despesas de viagens de negócios voltarão talvez em 2024 aos volumes anteriores a crise, mas este resultado é principalmente a consequência da inflação que compensou uma queda do número de viagens estimada em quase 20%. No Brasil, uma recente pesquisa da ABRAJET mostra dados um pouco mais otimistas, com números de transações das TMC em queda de somente 12,6% de 2023 para 2019. Essa queda se deve tanto as restrições de despesas que ao sucesso das videoconferências (vistas por 31% das empresas como uma alternativa as viagens) e ao crescimento da “consciência ecológica”. Reais ou comunicadas, as preocupações  com o meio ambiente ou a  descarbonização levam muitas empresas a reduzir suas viagens, especialmente aquelas realizadas de avião. É assim que hoje 43% dos viajantes de negócios declaram que estão viajando menos pelas suas empresas que há 5 anos atras.

Novas tendências vão mudar o perfil das viagens profissionais

Mas, mesmo se o número anterior de viagens profissionais deve somente ser reencontrado a nível mundial depois de 2028, várias novas tendências devem ajudar as TMC a defender suas posições de destaque no setor das viagens e do turismo. As viagens continuam de ser um componente chave da vida das grandes empresas, ajudando a consolidar as parcerias com clientes e fornecedores. Além disso, o interesse pelas viagens  como fator de desenvolvimento pessoal é agora um argumento importante para atrair e desenvolver os talentos dos colaboradores. E, depois da crise, a combinação de negócios e lazer – o “bleasure”- é cada vez mais aceita, sendo hoje utilizado cada dois ou três meses por mais da metade dos viajantes.

Inovar com personalização, eficácia e sustentabilidade é o novo desafio.

Tradicionalmente focadas na gestão das despesas de viagem dos seus clientes, ajudando a definir previsões corretas, políticas eficientes e controles de conformidade, os TMC insistem hoje na exigência de combinar essas tarefas com a garantia de oferecer também aos viajantes a segurança, a saúde e o bem estar. Com a flexibilidade e a personalização cada vez maior das políticas das empresas, a oferta de serviços para as viagens pessoais dos dirigentes e/ou dos funcionários abriu novas oportunidades, seja para os próprios TMC, seja para filiais especializadas. Assim como as tendências pós-pandemia ou o “bleasure”, as ofertas de viagens de lazer personalizados – já exploradas no passado com sucessos variáveis pela Amex ou a Wagons lits- podem ajudar  a compensar o inevitável recuo do número de viagens profissionais.  Mesmo para os mais cautelosos, as oportunidades assim oferecidas podem incitar, senão a euforia, pelo menos ao certo otimismo?

Jean Philippe Pérol