A “Instagramidade”, primeiro critério de escolha de destinos dos Milennials!

Milennial turista frente a Torre Eiffel, quarto atração Instagram 2017

Hospedado há algumas semanas num novo resort do litoral brasileiro, onde nem o celular nem o wi-fi funcionavam, perguntei para o diretor como ele ia enfrentar quando os adolescentes descobrissem que aquela semana de férias não poderia ser compartilhada online com amigos ou colegas. De fato, o turismo dos milennials é agora, não somente ligado a sua expressão nas mídias sociais, mas também dependendo delas até na escolha do destino. Uma recente pesquisa da empresa especializada  Schofields junto a 1000 viajantes britânicos mostrou que 40% dos entrevistados com idade menor a 33 anos colocam a “Instagramidade” como primeiro critério de escolha do seu destino de férias, na frente dos custos no local (24%), do desenvolvimento pessoal (22,6%), da gastronomia (9,4%) e das visitas (9,4%).

A Instagramidade atinge também o turismo de luxo

Phil Schofield, dono da empresa, confessou ter ficado chocado com o resultado, vendo que a escolha de um destino de férias dependia do número de clicks na conta do Instagram. Mas isso só confirmou pesquisas anteriores, mostrando que os milennials tomam cada vez mais decisões baseadas no impacto que elas podem ter nas suas mídias sociais, revelando assim que a vida virtual afeta diretamente a vida real. Lembrando que essas tendências podiam ser observadas além dos milennials, Schofield conclui que, enquanto se fala do marketing digital como primeiro influenciador dos comportamentos dos consumidores do século XXI, esse tipo de resultado ajuda a conscientizar os profissionais (e os viajantes) do mundo novo, onde cada vida pode ser completamente exposta online.

Nova Iorque, primeiro destino Instagram 2017

A Instagramidade atinge também o próprio marketing dos destinos. Muitos likes no Instagram são uma boa indicação de beleza e de atratividade, com muita credibilidade – pelo menos para os milennials. Reforçam a confiança dada a um artigo de uma revista respeitada ou ao post de um fotógrafo famoso, e são considerados mais sinceros que os guias de viagem ou os folhetos fornecidos pela agência de viagem. E quando a central de informação turística do local fala das incríveis belezas da sua região, só levante dúvidas. Centenas de posts e milhares de clicks terão credibilidade somada a uma geração conhecida por confiar mais nos seus pares do que em marcas ou até em “dicas” de personalidades ou de artistas.

Wanaka, na Nova Zelândia, um case de sucesso no Instagram

Alguns destinos já estão investindo na Instagramidade, alguns deles extremamente isolados e até então somente capazes de atrair aventureiros procurando o post perfeito. Um dos casos mais famosos se refere a pequena cidade de Lake Wanaka, a 400 quilômetros de Christchurch, na Ilha do Sul da Nova Zelândia. Em 2015 começou a atrair influenciadores utilizando Insta-meets para atrair instagrameiros do mundo inteiro, e sem anúncios pagos afim de mostrar credibilidade e autenticidade. Wanaka conseguiu assim a visita do famoso fotógrafo americano Chris Burkard, com 1.5 milhão de followers, que aceitou se hospedar no programa. Hoje a outrora desconhecida cidade tem quase 400.000 fotos no #tanaka e outros hashtags, e o turismo cresceu esse ano de 14%  com essa única promoção.

Disneyland, atração líder do Instagram 2017

Airbnb  é uma das marcas que melhor trabalhou no Instagram. Começou com lindas fotos de cidades, de praias ou de montanhas, compartilhou fotos e stories dos seus hóspedes, sempre cuidando da transparência e da sinceridade para reforçar as interações com seus clientes. Além dos números de posts ou de clicks no Instagram, sempre se lembrou que os conteúdos atraentes podem chamar a atenção dos milennials, mas que a chave do sucesso é a autenticidade. São consumidores que também olham os produtos e os serviços  com muito cuidado, e só criam relações de confiança quando têm a absoluta certeza da sinceridade da oferta.

Top 10 das cidades mais Instagramizadas em 2017

  1. Nova Iorque, EEUU
  2. Moscou, Russia
  3. Londres, Reino Unido
  4. São Paulo, Brasil
  5. Paris, França
  6. Los Angeles, EEUU
  7. St Petersburg, Russia
  8. Jakarta, Indonesia
  9. Istanbul, Turquia
  10. Barcelona, Espanha

Fonte: Instagram

Air France e o Brasil, uma longa história de amor, até quando?

A chegada do voo inaugural de Concorde no Rio

A Air France sempre foi no Brasil uma companhia aérea diferente. Me lembro duma pesquisa feito nos anos 70 que mostrava as imagens de dezoito grandes companhias internacionais operando no Brasil, então lideradas pela VARIG, a Pan Am, a TAP, a Iberia, a Lufthansa, a Alitalia e a BCAL. Todas elas eram avaliadas com uma série de critérios – da qualidade do serviço a bordo até a segurança-, e na avaliação geral a Air France só tinha um concurrente pela frente. Não era nenhuma companhia européia ou americana, era a própria VARIG. Os grandes eventos organizados pela empresa francesa – os  charmosos 2000 “muguets” distribuídos para o Primeiro de Maio, ou os baladíssimos “Prêmio Molière” de São Paulo, Rio e até Manaus- contribuíam a consolidar a imagem de uma empresa peculiar no coração dos brasileiros.

A Ponta da Air France em Fernão de Noronha

Essa ligação especial tem raízes na história da Air France no Brasil que começou em 1927 quando a então Aeropostale ligava Paris a Dakar e, depois de uma travessia do Atlantico em navios “aviso”, Natal a Rio de Janeiro. Os brasileiros viram os aviões da Air France sobrevoar Fernando de Noronha, pousar nas praias de Caravelas e  ter sua base carioca no Campo dos Afonsos. O pioneirismo da empresa voltou a empolgar o Brasil quando a companhia escolheu o Rio de Janeiro para inaugurar o primeiro voo comercial do Concorde no dia 21 de janeiro de 1976. Foi ainda a primeira companhia aérea que inaugurou no dia 31 de Março 1977 um voo internacional entre a Amazônia brasileira e a Europa, ligando Manaus a Paris duas vezes por semana. E, voltando para o Nordeste com sua parceira KLM no último 3 de Maio, fez agora de Fortaleza um novo hub de transporte aéreo internacional.

Jean-Marc Janaillac anunciou sua demissão dia 4 de Maio

Apoiada na excepcional posição da própria França – no Brasil, um dos dois primeiros destinos europeus -, e reforçada pela qualidade crescente dos seus serviços, esse lugar especial da Air France no coração dos brasileiros leve hoje a uma tristeza e uma preocupação frente aos recentes acontecimentos. As greves repetitivas lideradas por pilotos cujos salários podem ultrapassar 100.000 reais por mês, e o voto de 55% do pessoal contra o plano de reformas, levaram o novo Presidente, Jean Marc Janaillac, a pedir demissão, abrindo uma crise inédita e uma queda de mais de 10% das ações da empresa. Paradoxo da história, os funcionários da KLM, empresa comprada pela Air France em quase falência em 2004 mas que soube fazer as reformas necessárias, denunciaram a atitude irresponsável dos seus colegas.

Chegada em Fortaleza do primeiro voo Paris Fortaleza do grupo Air France

Já visto em muitas empresas aéreas, especialmente na América do Sul, o cenário de uma empresa do setor incapaz de aceitar as indispensáveis mudanças, e então desaparecendo, é muito conhecido. Do Brasil vimos assim sumir Cruzeiro do Sul, Transbrasil, VASP, VARIG, as vizinhas Pluna, LAP, LADECO, Ecuatorian, Fawcett ou VIASA, e as internacionais Pan Am, Braniff, SAS, BCAL, Swissair ou SABENA. O Ministro da fazenda da França, Bruno Lemaire, lembrou claramente que  a sobrevivência da empresa estava em questão e que o governo francês, dono de somente 14,3% do capital, não iria pagar os prejuízos e as dívidas da outrora companhia nacional. Mesmo recusados por todos e pouco prováveis, os piores cenários, a separação da KLM e um destino de tipo ALITALIA ou VARIG, foram imaginados por alguns analistas.

Um desafio: convencer os pilotos que Guiness de salários não permitem greves.

Em nome dos milhões de brasileiros que já voaram nas asas da Air France desde o Rio, São Paulo, Recife, Campinas, Belém, Brasília ou Fortaleza, em nome dos milhares de funcionários brasileiros que já trabalharam nos seus escritórios, nas suas escalas ou até a bordo, vamos torcer para que a crise atual seja superada e que nossa querida Air France volta com o pioneirismo, a criatividade, a seriedade, o bom atendimento e a fé no Brasil que ela sempre demonstrou. Sim, amamos a Air France, e queremos amar la para sempre!

Jean-Philippe Pérol

 

O Dreamliner agora nas rotas Brasil da Air France

 

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercados e Eventos

O Club Med inventando agências em apartamentos butique

Club Med compte déployer une dizaine d’appartements-boutiques en France d’ici 2021 - Appartement boutique des Champs-Elysées - Photo Shérif Scouri Club Med

Apartamento butique do Club Med nos Champs-Elysées

Atender os seus clientes num apartamento butique espaçoso e bem localizado é uma das novas ideias do Club Med para mostrar a consideração que os “gentis organizadores” estão agora dando para seus “gentis membros”.   Com o espírito de inovação que sempre foi a marca registrada desde seu carismático  líder Gilbert Trigano,  o Club quer reinventar não somente as viagens do futuro mas também a relação com os seus clientes, começando pelas suas agencias onde são realizadas 25% das vendas. Depois do sucesso do primeiro apartamento butique nos Champs Elysées, aberto em outubro 2015, foi decidido de ampliar a experiência e de abrir uns dez desses pontos de vendas do futuro até 2021.

No térreo do novo apartamento butique, a Grande Epicerie

Localizado no sofisticado “Seizième” de Paris, em cima da nova sucursal da procuradíssima La Grande Épicerie, o segundo apartamento butique do Club Med foi aberto no último mês de Abril e oferece um espaço de 300 metros quadrados consagrado a criação e a personalização da viagem de amanha. Uma decoração requintada, incluindo até uma obra do famoso escultor César, cria um ambiente de luxo sempre ligado com a historia da marca e dos seus resorts, onde o cliente se sente considerado e pode “viajar antes de começar sua viagem” em cada um dos momentos que ele passa nessa agencia muito pouco convencional.

O novo apartamento butique na Avenida Paul Doumer

Para ajudar os visitantes a criar suas próprias viagens, vários espaços foram agenciados. A sala de estar inspira encontros e descobertas para uns momentos descontraídos com bebidas quentes, refrigerantes e doces a vontade. Na cozinha aberta são oferecidas degustações de produtos dos resorts, por exemplo o azeite  “Opio en Provence” vindo do campos de oliveiras do próprio Club, ou organizadas eventos  gastronômicos ou enológicos. Um sala de reuniões é dedicada a reuniões com parceiros, incluindo conferencias em “petit comité” para apresentar destinos. E para mostrar que o tempo não é contado, uma biblioteca  é também a disposição dos clientes.

Um dos sete pontos de atendimento do apartamento butique

No espaço principal, os especialistas da agencia ajudam os visitantes a personalizar os seus projetos e a reservar suas viagens. Os resorts podem ser visitados em realidade virtual com os capacetes Samsung Gear VR. Se todos os Clubs são acessíveis, a clientela mais sofisticada, que continua procurando um atendimento em agencias, deve privilegiar os “5 Tridents” ou os “Espace 5 Tridents”. O apartamento butique vai também valorizar as próximas inaugurações de resorts que vão responder as mais exigentes expectativas: assim o  Cefalù da Sicília em junho, o Arcs Panorama em dezembro, ou os espaços renovados de La Reserve no Rio das Pedras, de Turks & Caicos no Caribe ou de La Pointe aux Canonniers em Maurício. 

Visita 360 do apartamento butique

Se esse segundo apartamento butique confirmar o sucesso do primeiro, o Club Med planeja abrir mais dez nas principais cidades da França até 2021, substituindo ou não as agencias próprias tradicionais. Não tem data marcada para adaptar esse novo conceito de atendimento ao cliente no Brasil. Mas, nesse grupo que sempre foi líder em inovação e pioneirismo, o diretor geral do Club no Brasil, Janyck Daudet, deixou claro que os apartamentos butique, sua extreme atenção a experiência do viajante antes e durante sua decisão de viajar, e seu foco na clientela sofisticada, pode muito em breve substituir ou completar os tradicionais pontos de vendas do grupo.

O turismo “transformacional” como nova tendência?

Desafio físico e abertura de espírito diferenciam o turismo transformacional

Enquanto “experiência” e “autenticidade” pareciam ser as últimas tendências da indústria turística, a palavra “transformacional” está agora crescendo para definir as novas procuras dos viajantes mais exigentes. Criada em 2016 nos Estados Unidos, o Transformational Travel Council reúne profissionais oferecendo experiências de viagens que visam contribuir na transformação de vida de cada participante. Enquanto o turismo de experiência oferece intensos momentos que enaltecem e as vezes justificam a viagem, mas que não mudam atitudes ou comportamentos futuros, o turismo transformacional quer oferecer experiências com um impacto importante sobre o futuro dia a dia de cada participante. Com uma grande abertura de espírito, a vontade de enfrentar desafios físicos, e o tempo livre para refletir, esses viajantes querem experiências únicas capazes de melhorar a sua própria vida quando voltar.

Spa safaris e estágios de ioga em Nihi Sumba Island

 Os atores do turismo estão se adaptado a essa procura de realização pessoal. Operadoras, hotéis ou receptivos oferecem novos produtos e serviços, tanto para os visitantes quanto para os moradores interessados nessa nova maneira de viajar, especialmente nos setores do turismo de luxo e do bem estar. Com spas cada vez mais diferenciados, o bem estar surfou a onda das viagens transformacionais, virando segundo The Global Wellness Summit (GWS) uma das grandes tendências de 2018. No Butão, um hotel spa Six Senses está abrindo um circuito de cinco pavilhões seguindo os cinco pilares do Índice de Felicidade Humano do país. O resort americano The Red Mountain Resort reinventou seus pacotes de bem estar como experiências sensoriais seguindo os seus heróis. Na Indonésia, o Nihi Sumba Island pretende ser o melhor hotel do mundo com seu novo conceito de Spa safari.
Source : Youtube

Viajar para mudar a sua vida é também uma das principais tendências do turismo de luxo. Segundo uma pesquisa 2018 da empresa especializada Skift, a realização pessoal é hoje o primeiro luxo. Grandes cadeias hoteleiras e agencias especializadas desenvolvem produtos para seduzir esses viajantes que querem experiências personalizadas, combinando luxo e realização pessoal, seja com ofertas culturais ou espirituais excepcionais, com estabelecimento de ioga de alto padrão ou com ofertas de glamping em lugares fora do comum. A operadora chilena Cascada Expediciones , ganhou o prêmio Transformational Travel dos PURE Awards em 2017 com  Dientes Trek, uma caminhada de seis dias no extremo sul da América, onde a beleza, a potência   e a fragilidade da natureza transformam as relações entre os participantes e suas visões da modernidade.

Os caminhos de Santiago, uma antiga caminhada transformacional?

Olhando pela historia das viagens, o turismo “transformacional” é talvez não uma novidade, mas ao contrário, é a forma mais antiga de viajar. As viagens de iniciação ou as peregrinações  existiam desde a Antiguidade e a Idade Média, e são ainda hoje (de Roma a Santiago, de Meca a Jerusalém ou Benarés), as maiores motivações de viagem. A nova tendência deve muito a chegada  dos profissionais do bem estar e do luxo nesse setor, tanto pela criação de novos produtos como pela sua comercialização. Na busca crescente de experiências únicas, o turismo “transformacional” é um passo para frente, uma promessa porém difícil de garantir: por mais perfeita que seja a organização de uma viagem, a realização pessoal dos participantes depende no final somente de cada um.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Julie Payeur  na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat 

Em Budapeste, espírito de liberdade e charme da peculiaridade

O Palácio de Buda e a Ponte das Correntes

Chegando em Budapeste, o visitante logo percebe a força da diferença. Se os prédios históricos, as ruas, as lojas ou os passantes lembram uma bela e animada grande capital européia, a cidade e seus habitantes mostram logo as suas peculiaridades. A língua não tem nenhuma ligação com os outros idiomas da Europa, somente um distante parentesco com o finlandês e mais distante ainda com o turco. E nem o inglês, nem o francês ou nem o alemão podem ajudar a entender ou a decifrar o húngaro. A historia do país ainda comemora Átila, lembrando na Europa inteira como o “mangual” de Deus, ele é aqui um herói cujo nome ainda é muito comum. Depois dessas singulares raízes, o reinado foi fundado no século X  por invasores vindo da Ásia central, e ainda ficou durante 380 anos  sob os domínios turcos e austríacos, cujos legados ainda impressionam o viajante.

A Arvore da vida, obra de arte e de memória do escultor Imre Varga

Numa visita a capital magyar, são assim imprescindíveis o Palácio Real e o Morro do Castelo com seus 600 anos de arquitetura e sua vista imponente sobre Pest o a Ponte das Cadeias, o Parlamento onde fica a famosa coroa do primeiro rei cristão – Santo Estevão ,  bem como a Basílica do mesmo nome. Na Praça dos heróis, construída para comemorar os 1000 anos da Hungria, o arcanjo Gabriel domina as estátuas dos construtores da identidade e da liberdade húngara, desde Arpad até os mártires dos dois levantes de 1848 e 1956 contra os invasores austríacos e russos. O passado trágico é também lembrado nos jardins da grande sinagoga onde uma espectacular obra de arte, a Arvore de vida, lembra o extermínio pelos alemães de mais de meio milhão de judeus húngaros em julho 1944.

Rugas fürdö, banho turco herdado da ocupação otomana

Do longo domínio dos Otomanos, e de numerosas fontes de águas quentes, Budapeste herdou a paixão dos banhos e dezenas de piscinas de agua quente, numerosos spas, bem como quatro “banhos turcos”. Assim os Banhos de Rugas, construídos em 1550,  ainda mostram a arquitetura original, e guardam um ambiente que os próprios moradores gostam de aproveitar. Mais recentes, e inspirados da arquitetura austríaca do final do século XIX, os banhos de Széchenyi são também uma excelente opção, especialmente no verão com as suas grandes piscinas quentes a céu aberto. Para comungar com os húngaros, os visitantes podem também dividir uma outra paixão nacional. A  música é sempre presente, seja com pequenos orquestras de rua, muitas vezes ciganos, no emblemático Bastão dos Pescadores, caminhando nas ruas animadas do centro histórico ou ouvindo sinfonias na imponente Ópera inaugurada em 1884.

No Bastião dos Pescadores, encontro com músicos ciganos

 A peculiaridade da Hungria se encontra também no seu culinário e nos seus vinhos. Realçados com páprika e especiarias próprias, repolho recheado, goulash, massas caseiros, sopa de feijão branco, embutidos ou salames são as bases de uma gastronomia que os húngaros apresentam com muito orgulho a seus visitantes. Se eles podem oferecer uns excelentes vinhos tintos – blends de uvas nacionais ou excelente Cabernet Franc – para acompanhar os seus pratos, os húngaros tem um verdadeiro culto pra o mais famoso dos seus vinhos, o Tokay Aszú. Vinho branco reforçado de uvas com alto grão de podridão nobre, com forte sabores de damasco, ele teria sido chamado pelo Louis XIV de “Rei dos vinhos, vinho dos Reis”. Perfeito com uma sobremesa, pode ser pedido para acompanhar um rocambole de sementes de papoula na doceria Gerbeaud, imperdível tradição de Budapeste .

E quando provar lo, para brindar  com o seu anfitrião, é só dizer saúde em húngaro: Eguèshèguèdrè!

Jean-Philippe Pérol

No Mercado Central, o páprika e as peculiares especiarias magiares

 

Repolho recheado e goulash de frango, as delicias da cozinha caseira

130 milhões de viagens de chineses em 2017, umas idéias para o Brasil?

Os chineses já representam 30% do turismo da Tailândia

As primeiras estimativas do turismo chinês para 2017 chegam a 130 millions de viajantes, com despesas globais de 285 bilhões de USD, mantendo a China como primeiro mercado mundial. As expectativas são hoje de 200 milhões de turistas chineses para 2020, turistas cobiçados por todos os grandes destinos. Mas a Europa terá talvez que esperar um pouco, a maioria deles escolhendo a Ásia, mais próxima e mais acessível. Assim a metade desses turistas não viajaram alem de Hong Kong (47 milhões), Macau (20 milhões) ou Taiwan, (3 milhões), e no Top 10 dos seus destinos preferidos, todos são asiáticos com exceção dos Estados Unidos e da França. No Top 20, também dominado pelos países vizinhos, só deveriam entrar ainda a Rússia, as Ilhas Maldivas, a Alemanha e a Suíça.

Oito países asiáticos no Top 10 dos viajantes chineses

Mesmo alem da grande China, essas viagens internacionais são concentradas em poucos destinos, cinco deles somando mais de 50% dos viajantes. Tailândia é hoje o destino que recebe mais turistas chineses, mais de 10 milhões. Representando quase um terço dos visitantes, eles empurraram o Reinado no Top 10 do turismo mundial e mais ainda no pódio nos países com as maiores receitas de turismo internacional, passando até a França. No Japão , os 7 milhões de visitantes vindo da China ajudaram o pais a virar em cinco anos um grande destino turístico.  Tradicionalmente muita apreciada pela sua cultura, a Coreia do Sul sofreu das ameaças de guerra com seu vizinho do Norte, e, se atraiu 4,2 milhões de chineses em 2017, deve ser esse ano passada pelo dinamismo do turismo vietnamita que cresceu 48,6%.

Turistas Chineses na Baia de Ha Long (Viet Nam)

Os vizinhos da China estão também tentando seduzir os seus turistas, investindo e antecipando as novas tendências: roteiros personalizados, serviços de melhor qualidade, menos shopping e mais experiências e intercâmbios. A Indonésia quer investir em dez “novas ilhas de Bali”. Os países da ASEAN vão investir mais de USD 100 bilhões para construir em aeroportos, ligações ferroviárias, hotéis e parques temáticos adaptados aos clientes chineses. Nos principais sítios turísticos do Japão, as lojas oferecem mais serviços em chinês, guias de compras em chinês estão sendo distribuídos, e milhares de comerciantes estão aderindo aos sistemas de pagamentos chineses Alipay e Wechat, aplicações multifunções que estão se espalhando em 30 países da região.

VisitBrasil marcando presencia na China

Para o Brasil, esses resultados impressionantes do primeiro parceiro dos BRICS deve levar a duas observações. A primeira é a fraqueza do fluxo de chineses para o Brasil, menos de 60.000. Um número difícil de comparar com os resultados dos países asiáticos ou dos grandes destinos europeus ou norte americanos, mas que fica complicado de entender quando se pensa no milhão de turistas chineses visitando a distante África do Sul. Para atingir a meta do plano Brasil Turismo, 12 milhões de visitantes até 2022, a China será com certeza a chave do sucesso. A segunda observação é o imensa potencial de viagens que os países vizinhos oferecem para um mercado emissor amadurecendo. Enquanto na China e no mundo inteiro 80% das viagens internacionais são concentrados em países limítrofes, no Brasil essa proporção é somente de 50%. Colômbia, Peru, Chile, Argentina ou Uruguai têm talvez ideias a buscar nos vizinhos da China …

Jean-Philippe Pérol

O turismo brasileiro para Colômbia dobrou em 5 anos

 

 

 

 

 

Eleições, tempo de dúvidas e de esperanças

Eleições presidenciais vão tambem impactar os rumos do turismo

Para os profissionais do turismo e para todo o setor, época de voto é sempre um momento difícil, onde se misturam sentimentos de dúvidas e de esperanças. Se este ano as tendências estão mais imprevisíveis que nunca e, sem sair de uma neutralidade absoluta, algumas considerações podem ser feitas sobre o que o turismo brasileiro pode esperar das eleições do próximo mês de outubro.  A primeira é de torcer para a própria campanha não atrapalhar as viagens. Épocas de mudanças politicas são sempre complicadas para os grandes executivos do setor público ou privado, e as viagens de negócios ou de “bleisure”, e até as viagens de luxo, podem se retrair de setembro a dezembro, assim como acontece em todos os países.

Com menos 3,8% em 2018, o turismo americano mede o impacto Trump.

Para o turismo exportativo, as eleições sempre impactam de forma muito indireta (nos países democráticos), porque as viagens internacionais são ligadas a três fatores que não dependem especificamente do turismo: a taxa de câmbio, o crescimento econômico e a oferta de voos. O atores do setor devem esperar do novo governo medidas certas para que o câmbio fique estável e assegure  o poder aquisitivo dos brasileiros no exterior, ações para que se renove a confiança dos investidores e acelere o crescimento da economia, e para que aumente a renda das classes emergentes, que são a chave do crescimento do mercado. Enfim, é fundamental que a politica de abertura dos céus para novas transportadoras, inclusive low-costs, seja mantida e até ampliada.

A Segurança é a primeira preocupação dos viajantes

É, sem dúvidas, no turismo receptivo que os profissionais podem ter as maiores expectativas. A transversalidade do setor faz com que as medidas mais necessárias dependam de quase todos os setores do governo. Mais ainda que um ministério próprio, a maior esperança deve ser de ter um futuro presidente pronto a definir o turismo como prioridade nacional, favorecendo seu crescimento através da educação, das infraestruturas de transportes, do urbanismo, da política fiscal, dos investimentos ou das relações exteriores. E, antes de tudo, da segurança pública. É uma urgência para o turismo nacional, que precisa de estradas seguras e de destinos sem riscos. É uma urgência para o turismo internacional, assustado pelos recordes de criminalidade atingidos no Rio de Janeiro e nas grandes cidades do Nordeste.

Presencia nas Feiras internacionais é ponto chave para o trade

As eleições poderão talvez ajudar os novos governos a tomar medidas para favorecer o turismo sem corporativismo e com muita criatividade. O esperado ministro do turismo deve, antes de tudo, convencer os responsáveis políticos em todos os níveis, bem como a mídia, as populações dos destinos e as comunidades, sobre a força do turismo como alavanca do bem-estar e do progresso socioeconômico. Os profissionais devem também torcer  para que este novo ministro seja capaz de levantar os recursos necessários  indispensáveis para ninguém precisar escolher entre o apoio aos investimentos, a formação de pessoal e a promoção internacional. Não há dúvidas de que todas as promessas de campanha incluirão todos esses itens e muito mais. A esperança do setor deve ser de que elas sejam cumpridas desta vez.

Jean Philippe Pérol

“El riesgo es querer quedar te”, a famosa e bem sucedida campanha da Colômbia

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercados e Eventos

Turismo de aventura no coração das grandes cidades

Stand Up Paddle nos canais de Amsterdão

Se o turismo de aventura era exclusivo do campo, da serra ou da praia, ele está agora invadido os centros das grandes cidades, dando aos moradores e aos visitantes a possibilidade de descobrir esses ambientes urbanos de forma diferente. Essas experiências insólitas podem começar logo na hospedagem com as opções de camping urbano, assim por exemplo em Paris no Camping des Grands Voisins ou no Camping de Paris.  Com as grandes cidades interessadas em oferecer novas sensações, algumas atividades já são oferecidas há anos, como é o caso do jogging – hotéis e ofícios de turismo oferecendo itinerários e as vezes guias, por exemplo em Québec e em Montréal, ou da bicicleta – também com tours ou sugestões de circuitos, os hotéis Westin tendo sido pioneiros.

Pescador em Stockholm

Mas recentes são os esforços dessas grandes cidades para devolver aos turistas e aos habitantes as beiras de rio, construindo parques e favorecendo atividades náuticas. Hoje, é possível andar de caiaque em Nova Iorque, saindo do Brooklyn Bridge Park, ou em Minneapolis com um aluguel de caiaque a disposição no Rio Mississipi. O sucesso do Stand Up Paddle se verifica nos rios urbanos ou nos canais de Amsterdão, de Veneza, de San Antonio ou de Montréal. Os pescadores são bem-vindos  no centro de Stockholm, ou nos portos de Montreal, de Quebec ou de Marselha. Em Chicago, é possível mergulhar no lago Michigan onde há vários navios que naufragaram durante o século XIX, isso abre muitas opções de mergulho na frente da cidade.

Subir na ponte do porto de Sydney é uma grande aventura urbana

A escalada também virou um esporte urbano. Em Stockholm, é possível viver uma experiência nos telhados da cidade histórica num tour acompanhado de um guia experimentado . Em Sydney, os visitantes podem fazer uma excursão na famosa ponte Sydney Harbour, com um panorama excepcional sobre o porto e a Ópera. Em Quebec, a operadora local Décalade, oferece descidas de paredes de prédios urbanos, e em Marselha Urban Elements  virou uma festa anual das atividades de aventuras urbanas – com destaques para escalada artificial e slackline. E depois do sucesso  da Slotzilla Freemont Street experience de Las Vegas, tirolesas permanentes ou temporárias estão sendo exploradas em Montreal, Panamá, Kiev ou Londres.

O sucesso do Parkour chega no turismo

Na procura de sensações originais, o sucesso do Parkour abriu  novas opções de turismo de aventura para moradores e visitantes de cidades grandes ou pequenas. É possível seguir aulas desse novo esporte em Paris, Montreal, Nova Iorque ou São Paulo. Na França várias cidades menores oferecem circuitos com guias especializados, “traceurs”ou “traceuses”. Perto de Montpellier, em Clermont-L’Hérault, um Parkour Artistik ajuda a descobrir o patrimônio cultural seguindo uma coreografia combinando com a arquitetura do local. Perto de Lille, Roubaix seguiu o mesmo caminho com um circuito Parkour59. O sucesso do turismo de aventura urbano é tão rápido que novas ofertas estão pipocando no mundo inteiro, podendo hoje fazer até surfe em Montreal ou aproveitar a tradição de “Downhill” do Zoobomb  em Portland.

Esse artigo foi  traduzido e adaptado de um artigo original de Claudine Barry na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat 

Caiaque em Nova Iorque

Marselha, agora também destino de turismo de negócios

Photo : Flickr ©OTCM Objectif images

O Palacio do Pharo, maior centro de convenções de Marselha

Depois do sucesso em 2013 do ano europeu da cultura, depois de entrar em 2016 no Top 20 dos portos de cruzeiros, Marselha mostra agora as suas ambições de virar um grande destino de congressos, convenções e seminários. Em 2017 recebeu mais de 800 eventos – 21 deles com mais de 1000 participantes- , faturou USD 400 milhões, e entrou no ranking dos 80 destinos mundiais de “MICE”, sendo o terceiro destino francês de eventos atrás de Paris e Lyon, e competindo com Bordeaux, Nice e Montpellier. Um bom posicionamento nos congressos medicais explicou esse crescimento, mas Marselha está também aproveitando uma nova especialização: os encontros, incentivos e seminários sobre o setor do numérico.

O Mucem, simbolo da nova Marselha

O sucesso de Marselha no “turismo de negócios” se deve em primeiro lugar as mudanças radicais na sua imagem desde sua nomeação como Capital europeia da Cultura em 2013. Foi a oportunidade de mostrar uma programação excepcional, e de inaugurar um Museu original. Localizado perto do velho porto, o MUCEM – Museu das Culturas do Mar Mediterrâneo – é não somente uma obra imponente do arquiteto franco-argelino Rudy Ricciotti, mas um grande acervo, em parte herdado do antigo Museu das Artes e Tradições Populares de Paris, que ajuda o visitante a descobrir as civilizações mediterrâneas e suas influencias sobre a cultura da Europa. O sucesso da “Galeria do Mediterrâneo” e das exposições já colocou o MUCEM na lista dos 50 museus mais visitados do mundo.

Frente ao sitio arqueológico, o World trade center

2018 deve ser para Marselha um ano excelente para os eventos de negócios. Mais de 80 congressos já foram confirmados, tanto no tradicional Centro de Convenções do palácio do Pharo que no renovado World Travel Center onde já tem importantes eventos reservados para 2019 e 2020. Os grandes eventos previstos na França em 2023 (Copa do Mundo de Rugby) e 2024 (Jogos Olímpicos) devem também ser um atrativo para muitas viagens de incentivo. Para melhorar ainda mais seu posicionamento internacional, Marselha continua a investir, tentando multiplicar as opções de shopping no centro da cidade, negociando novas ligações aéreas internacionais para os Estados Unidos, a Rússia ou os países do Golfo, abrindo salas de reuniões no topo da nova torre Jean Nouvelle, as 135 metros de altura.

Frente ao porto, as torres empresariais

A estratégia de Marselha gerou um crescimento de 50% dos viajantes de negócios internacionais. Com o dinamismo trazido pelo novo terminal de cruzeiros, lembrando com força que ela é a capital da Provence, a cidade quer se firmar no pódio das grandes cidades turísticas francesas. No Brasil, onde era conhecido pelo seu time de futebol, o Olympique, que foi o primeiro clube francês a contratar um jogador de futebol brasileiro – foi, nos anos setenta, o Paulo César “Caju”-, Marselha cresceu muito nos últimos anos como destino de turistas brasileiros, e as oportunidades para congressos, incentivos e seminários pode ajudar a consolidar sua posição.

Marselha receberá o iatismo e o futebol para os J.O. 2024

Esse artigo foi inspirado de um artigo original da revista profissional on-line francesa Tourmag

 

A Córsega, destino destaque da Forbes para 2018!

As torres, testemunhas do passado genovês

Agora destacada pela atualidade politica – os lideres pro-autonomia ganharam as ultimas eleições-, a Córsega está crescendo como destino turístico internacional. Na sua edição do 11 de Fevereiro, o magazine Forbes selecionou a “Ilha da Beleza” como o lugar mais deslumbrante para visitar em 2018. A seleção da conceituada revista, com foco nas paisagens, na cultura e na gastronomia, tinha como outros finalistas a Sicília, o Vale do Douro, a cidade austríaca de Innsbruck e o cantão suíço de Vaud. O destaque dado para Córsega foi talvez aquele “ooh-la-la”de uma geografia exuberante e diversa, com mais de 1500 quilômetros de litoral pitoresco, praias de cartão postal, rios cintilantes, trilhas desafiadoras, florestas exuberantes e montanhas acidentadas.

Em Ajáccio, as Jornadas napoleónicas comemoram o Imperador

Para Forbes, a personalidade peculiar da Córsega tem suas raízes próprias, mas integrou a alegria de viver e o carisma a francesa, bem como a historia e  a cultura italiana, visíveis nas torres ou nas fortalezas genoveses , e nos antigos vilarejos agarrados nos morros. Destino único e cativante, a Ilha surpreende até pela sua bandeira, a cabeça de mouro com uma faixa na testa, símbolo herdado seja da luta contra os mouros invasores seja do domínio dos reis aragoneses. A gloria passada é encontrada também em Ajáccio, cidade natal do Napoleão, que seduz pela sua catedral, sua fortaleza e mais ainda pelos bares espalhados na Praça do Maréchal Foch.

As praias cercam a cidade de Porto Vecchio

Nos pontos altos do patrimônio cultural da Córsega, os jornalistas destacaram Bonifácio e suas falésias brancas, Porto Vecchio e seu colar de praias charmosas, Corte, a capital histórica, e sua fortaleza cercada de imponentes montanhas, Cargese orgulhosa do seu passado grego, e Bastia com a faixada artística da igreja de São João Batista. A atualidade da cultura local impressionou também esses visitantes, seja pelos numerosos eventos organizados pelas prefeituras, ou pela presencia da musica tradicional, cantos polifônicos masculinos que são ouvidos em concertos ou improvisados em festas de família, nas albergues e até nos bares frente as praias.

Patrimônio arquitetural e “maquis” ao longo das trilhas

O parques naturais da ilha foram também lembrados pela Forbes, pelo  deslumbrante Golfo de Porto, inscrito no património mundial pela UNESCO, ou pelas trilhas mágicas onde  os esportistas podem caminhar, andar de bicicleta, olhar os pássaros, ou simplesmente cheirar os perfumes da vegetação característica da região, o “maquis” – um ecosistema as vezes comparado a caatinga nordestina. É nesse mato que se encontram as castanhas portuguesas, que os moradores utilizam para fazer farinha, e os diferentes tipos de mel,  os escuros “miellats du maquis”, ou os perfumados méis de primavera.

Embutidos da Córsega

Ingredientes únicos somente encontrados na ilha, tradições gastronômicas específicas, encontros com as culinárias francesa e italiana, a cozinha da Córsega surpreendeu e agradou os jornalistas da Forbes, com guisado de javali, cordeiro assado, vitela com azeitonas, ou torta de farinha de castanha. Cada prato pode ser harmonizado com um dos vinhos locais, elaborados com uvas originais,  Niellucciu ou Sciaccarellu para os tintos,  Vermentinu para os brancos. Pouco conhecidos, os vinhos corsos são porem interessantes e calorosos, especialmente quando acompanhando os bem temperados embutidos da Corsega – presuntu, copa ou salsichão- , ou os inesquecível brocciu, queijo de leite de ovelha comprado nas feiras livres diretamente dos produtores.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original da Laura Menske na revista Forbes 

Os cantos polifônicos, orgulho da cultura corsa