Eleições, tempo de dúvidas e de esperanças

Eleições presidenciais vão tambem impactar os rumos do turismo

Para os profissionais do turismo e para todo o setor, época de voto é sempre um momento difícil, onde se misturam sentimentos de dúvidas e de esperanças. Se este ano as tendências estão mais imprevisíveis que nunca e, sem sair de uma neutralidade absoluta, algumas considerações podem ser feitas sobre o que o turismo brasileiro pode esperar das eleições do próximo mês de outubro.  A primeira é de torcer para a própria campanha não atrapalhar as viagens. Épocas de mudanças politicas são sempre complicadas para os grandes executivos do setor público ou privado, e as viagens de negócios ou de “bleisure”, e até as viagens de luxo, podem se retrair de setembro a dezembro, assim como acontece em todos os países.

Com menos 3,8% em 2018, o turismo americano mede o impacto Trump.

Para o turismo exportativo, as eleições sempre impactam de forma muito indireta (nos países democráticos), porque as viagens internacionais são ligadas a três fatores que não dependem especificamente do turismo: a taxa de câmbio, o crescimento econômico e a oferta de voos. O atores do setor devem esperar do novo governo medidas certas para que o câmbio fique estável e assegure  o poder aquisitivo dos brasileiros no exterior, ações para que se renove a confiança dos investidores e acelere o crescimento da economia, e para que aumente a renda das classes emergentes, que são a chave do crescimento do mercado. Enfim, é fundamental que a politica de abertura dos céus para novas transportadoras, inclusive low-costs, seja mantida e até ampliada.

A Segurança é a primeira preocupação dos viajantes

É, sem dúvidas, no turismo receptivo que os profissionais podem ter as maiores expectativas. A transversalidade do setor faz com que as medidas mais necessárias dependam de quase todos os setores do governo. Mais ainda que um ministério próprio, a maior esperança deve ser de ter um futuro presidente pronto a definir o turismo como prioridade nacional, favorecendo seu crescimento através da educação, das infraestruturas de transportes, do urbanismo, da política fiscal, dos investimentos ou das relações exteriores. E, antes de tudo, da segurança pública. É uma urgência para o turismo nacional, que precisa de estradas seguras e de destinos sem riscos. É uma urgência para o turismo internacional, assustado pelos recordes de criminalidade atingidos no Rio de Janeiro e nas grandes cidades do Nordeste.

Presencia nas Feiras internacionais é ponto chave para o trade

As eleições poderão talvez ajudar os novos governos a tomar medidas para favorecer o turismo sem corporativismo e com muita criatividade. O esperado ministro do turismo deve, antes de tudo, convencer os responsáveis políticos em todos os níveis, bem como a mídia, as populações dos destinos e as comunidades, sobre a força do turismo como alavanca do bem-estar e do progresso socioeconômico. Os profissionais devem também torcer  para que este novo ministro seja capaz de levantar os recursos necessários  indispensáveis para ninguém precisar escolher entre o apoio aos investimentos, a formação de pessoal e a promoção internacional. Não há dúvidas de que todas as promessas de campanha incluirão todos esses itens e muito mais. A esperança do setor deve ser de que elas sejam cumpridas desta vez.

Jean Philippe Pérol

“El riesgo es querer quedar te”, a famosa e bem sucedida campanha da Colômbia

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercados e Eventos

Turismo de aventura no coração das grandes cidades

Stand Up Paddle nos canais de Amsterdão

Se o turismo de aventura era exclusivo do campo, da serra ou da praia, ele está agora invadido os centros das grandes cidades, dando aos moradores e aos visitantes a possibilidade de descobrir esses ambientes urbanos de forma diferente. Essas experiências insólitas podem começar logo na hospedagem com as opções de camping urbano, assim por exemplo em Paris no Camping des Grands Voisins ou no Camping de Paris.  Com as grandes cidades interessadas em oferecer novas sensações, algumas atividades já são oferecidas há anos, como é o caso do jogging – hotéis e ofícios de turismo oferecendo itinerários e as vezes guias, por exemplo em Québec e em Montréal, ou da bicicleta – também com tours ou sugestões de circuitos, os hotéis Westin tendo sido pioneiros.

Pescador em Stockholm

Mas recentes são os esforços dessas grandes cidades para devolver aos turistas e aos habitantes as beiras de rio, construindo parques e favorecendo atividades náuticas. Hoje, é possível andar de caiaque em Nova Iorque, saindo do Brooklyn Bridge Park, ou em Minneapolis com um aluguel de caiaque a disposição no Rio Mississipi. O sucesso do Stand Up Paddle se verifica nos rios urbanos ou nos canais de Amsterdão, de Veneza, de San Antonio ou de Montréal. Os pescadores são bem-vindos  no centro de Stockholm, ou nos portos de Montreal, de Quebec ou de Marselha. Em Chicago, é possível mergulhar no lago Michigan onde há vários navios que naufragaram durante o século XIX, isso abre muitas opções de mergulho na frente da cidade.

Subir na ponte do porto de Sydney é uma grande aventura urbana

A escalada também virou um esporte urbano. Em Stockholm, é possível viver uma experiência nos telhados da cidade histórica num tour acompanhado de um guia experimentado . Em Sydney, os visitantes podem fazer uma excursão na famosa ponte Sydney Harbour, com um panorama excepcional sobre o porto e a Ópera. Em Quebec, a operadora local Décalade, oferece descidas de paredes de prédios urbanos, e em Marselha Urban Elements  virou uma festa anual das atividades de aventuras urbanas – com destaques para escalada artificial e slackline. E depois do sucesso  da Slotzilla Freemont Street experience de Las Vegas, tirolesas permanentes ou temporárias estão sendo exploradas em Montreal, Panamá, Kiev ou Londres.

O sucesso do Parkour chega no turismo

Na procura de sensações originais, o sucesso do Parkour abriu  novas opções de turismo de aventura para moradores e visitantes de cidades grandes ou pequenas. É possível seguir aulas desse novo esporte em Paris, Montreal, Nova Iorque ou São Paulo. Na França várias cidades menores oferecem circuitos com guias especializados, “traceurs”ou “traceuses”. Perto de Montpellier, em Clermont-L’Hérault, um Parkour Artistik ajuda a descobrir o patrimônio cultural seguindo uma coreografia combinando com a arquitetura do local. Perto de Lille, Roubaix seguiu o mesmo caminho com um circuito Parkour59. O sucesso do turismo de aventura urbano é tão rápido que novas ofertas estão pipocando no mundo inteiro, podendo hoje fazer até surfe em Montreal ou aproveitar a tradição de “Downhill” do Zoobomb  em Portland.

Esse artigo foi  traduzido e adaptado de um artigo original de Claudine Barry na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat 

Caiaque em Nova Iorque

O Li Fi, ainda pioneiro mas já chegando no turismo

Grasse, capital do perfume e pioneira em Li-Fi

Se os viajantes ainda brigam com companhias aéreas ou hotéis para ter conexões Wi-Fi rápidas e baratas, uma nova tecnologia vai talvez mudar em breve todos as ideias existentes sobre a transmissão de dados. O Li-Fi, do termo inglês “Light Fidelity”, é uma tecnologia que emprega luz para transmitir dados em alta velocidade. Diferente da Wi-fi que usa ondas de rádio, a Li-Fi usa lâmpadas de LED para transmitir as informações e pode transmitir velocidades até 100 Gbps, 100 vezes mais rápido do que Wi-Fi tradicional, onde atuam em velocidades médias de Wi-Fi a 10 Mbps. Essa tecnologia existe há quase dez anos, mas já passou as fases de teste e está se popularizando, e chegou agora na industria turística.

Suas vantagens podem fazer do Li Fi o rápido sucessor do Wi Fi?

Alem da velocidade, as vantagens do Li-Fi são a segurança – os dados são carregados pela luz, impedindo assim a pirataria a distancia-, a precisão da geolocalização, e a ausência de ondas eletromagnéticas – um temor nos hospitais ou nos aviões, bem como uma preocupação para a saúde de pessoas sensíveis. Algumas limitações ainda existem e restringem a sua utilização: a luz tem que sempre acesa, e não pode ter nenhuma sombra entre a lâmpada e o receptor. Mais problemático por enquanto, a transmissão de dados é unidirecional, sendo que o receptor não pode enviar informações  pelo Li-Fi, deve continuar usando uma outra tecnologia.

A lâmpada transmissora de Li Fi apresentado no CES Las Vegas

Apresentado no último Consumer Electronics Show de Las Vegas, um primeiro dispositivo vai ser colocado a disposição do público. Pioneiras das casas inteligentes,  duas empresas francesas, a Oledcomm e a Havr, estão apresentando MyLiFi, um abajúr com uma lâmpada transmissora e um receptor integrado a uma chave USB. Um cabo Ethernet facilita a conexão com o roteador Wi-Fi ou a Internet. Ainda caro (quase 700 USD), o conjunto será vendido a partir de junho, oferecendo uma conexão segura a uma velocidade de 23 Mbps.

http://www.youtube.com/watch?v=Kugrsb8FFqw

Então, vai acabar quando a tão tradicional pergunta: qual é a senha do Wi Fi?

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Julie Payeur  na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat .

Marselha, agora também destino de turismo de negócios

Photo : Flickr ©OTCM Objectif images

O Palacio do Pharo, maior centro de convenções de Marselha

Depois do sucesso em 2013 do ano europeu da cultura, depois de entrar em 2016 no Top 20 dos portos de cruzeiros, Marselha mostra agora as suas ambições de virar um grande destino de congressos, convenções e seminários. Em 2017 recebeu mais de 800 eventos – 21 deles com mais de 1000 participantes- , faturou USD 400 milhões, e entrou no ranking dos 80 destinos mundiais de “MICE”, sendo o terceiro destino francês de eventos atrás de Paris e Lyon, e competindo com Bordeaux, Nice e Montpellier. Um bom posicionamento nos congressos medicais explicou esse crescimento, mas Marselha está também aproveitando uma nova especialização: os encontros, incentivos e seminários sobre o setor do numérico.

O Mucem, simbolo da nova Marselha

O sucesso de Marselha no “turismo de negócios” se deve em primeiro lugar as mudanças radicais na sua imagem desde sua nomeação como Capital europeia da Cultura em 2013. Foi a oportunidade de mostrar uma programação excepcional, e de inaugurar um Museu original. Localizado perto do velho porto, o MUCEM – Museu das Culturas do Mar Mediterrâneo – é não somente uma obra imponente do arquiteto franco-argelino Rudy Ricciotti, mas um grande acervo, em parte herdado do antigo Museu das Artes e Tradições Populares de Paris, que ajuda o visitante a descobrir as civilizações mediterrâneas e suas influencias sobre a cultura da Europa. O sucesso da “Galeria do Mediterrâneo” e das exposições já colocou o MUCEM na lista dos 50 museus mais visitados do mundo.

Frente ao sitio arqueológico, o World trade center

2018 deve ser para Marselha um ano excelente para os eventos de negócios. Mais de 80 congressos já foram confirmados, tanto no tradicional Centro de Convenções do palácio do Pharo que no renovado World Travel Center onde já tem importantes eventos reservados para 2019 e 2020. Os grandes eventos previstos na França em 2023 (Copa do Mundo de Rugby) e 2024 (Jogos Olímpicos) devem também ser um atrativo para muitas viagens de incentivo. Para melhorar ainda mais seu posicionamento internacional, Marselha continua a investir, tentando multiplicar as opções de shopping no centro da cidade, negociando novas ligações aéreas internacionais para os Estados Unidos, a Rússia ou os países do Golfo, abrindo salas de reuniões no topo da nova torre Jean Nouvelle, as 135 metros de altura.

Frente ao porto, as torres empresariais

A estratégia de Marselha gerou um crescimento de 50% dos viajantes de negócios internacionais. Com o dinamismo trazido pelo novo terminal de cruzeiros, lembrando com força que ela é a capital da Provence, a cidade quer se firmar no pódio das grandes cidades turísticas francesas. No Brasil, onde era conhecido pelo seu time de futebol, o Olympique, que foi o primeiro clube francês a contratar um jogador de futebol brasileiro – foi, nos anos setenta, o Paulo César “Caju”-, Marselha cresceu muito nos últimos anos como destino de turistas brasileiros, e as oportunidades para congressos, incentivos e seminários pode ajudar a consolidar sua posição.

Marselha receberá o iatismo e o futebol para os J.O. 2024

Esse artigo foi inspirado de um artigo original da revista profissional on-line francesa Tourmag

 

A Córsega, destino destaque da Forbes para 2018!

As torres, testemunhas do passado genovês

Agora destacada pela atualidade politica – os lideres pro-autonomia ganharam as ultimas eleições-, a Córsega está crescendo como destino turístico internacional. Na sua edição do 11 de Fevereiro, o magazine Forbes selecionou a “Ilha da Beleza” como o lugar mais deslumbrante para visitar em 2018. A seleção da conceituada revista, com foco nas paisagens, na cultura e na gastronomia, tinha como outros finalistas a Sicília, o Vale do Douro, a cidade austríaca de Innsbruck e o cantão suíço de Vaud. O destaque dado para Córsega foi talvez aquele “ooh-la-la”de uma geografia exuberante e diversa, com mais de 1500 quilômetros de litoral pitoresco, praias de cartão postal, rios cintilantes, trilhas desafiadoras, florestas exuberantes e montanhas acidentadas.

Em Ajáccio, as Jornadas napoleónicas comemoram o Imperador

Para Forbes, a personalidade peculiar da Córsega tem suas raízes próprias, mas integrou a alegria de viver e o carisma a francesa, bem como a historia e  a cultura italiana, visíveis nas torres ou nas fortalezas genoveses , e nos antigos vilarejos agarrados nos morros. Destino único e cativante, a Ilha surpreende até pela sua bandeira, a cabeça de mouro com uma faixa na testa, símbolo herdado seja da luta contra os mouros invasores seja do domínio dos reis aragoneses. A gloria passada é encontrada também em Ajáccio, cidade natal do Napoleão, que seduz pela sua catedral, sua fortaleza e mais ainda pelos bares espalhados na Praça do Maréchal Foch.

As praias cercam a cidade de Porto Vecchio

Nos pontos altos do patrimônio cultural da Córsega, os jornalistas destacaram Bonifácio e suas falésias brancas, Porto Vecchio e seu colar de praias charmosas, Corte, a capital histórica, e sua fortaleza cercada de imponentes montanhas, Cargese orgulhosa do seu passado grego, e Bastia com a faixada artística da igreja de São João Batista. A atualidade da cultura local impressionou também esses visitantes, seja pelos numerosos eventos organizados pelas prefeituras, ou pela presencia da musica tradicional, cantos polifônicos masculinos que são ouvidos em concertos ou improvisados em festas de família, nas albergues e até nos bares frente as praias.

Patrimônio arquitetural e “maquis” ao longo das trilhas

O parques naturais da ilha foram também lembrados pela Forbes, pelo  deslumbrante Golfo de Porto, inscrito no património mundial pela UNESCO, ou pelas trilhas mágicas onde  os esportistas podem caminhar, andar de bicicleta, olhar os pássaros, ou simplesmente cheirar os perfumes da vegetação característica da região, o “maquis” – um ecosistema as vezes comparado a caatinga nordestina. É nesse mato que se encontram as castanhas portuguesas, que os moradores utilizam para fazer farinha, e os diferentes tipos de mel,  os escuros “miellats du maquis”, ou os perfumados méis de primavera.

Embutidos da Córsega

Ingredientes únicos somente encontrados na ilha, tradições gastronômicas específicas, encontros com as culinárias francesa e italiana, a cozinha da Córsega surpreendeu e agradou os jornalistas da Forbes, com guisado de javali, cordeiro assado, vitela com azeitonas, ou torta de farinha de castanha. Cada prato pode ser harmonizado com um dos vinhos locais, elaborados com uvas originais,  Niellucciu ou Sciaccarellu para os tintos,  Vermentinu para os brancos. Pouco conhecidos, os vinhos corsos são porem interessantes e calorosos, especialmente quando acompanhando os bem temperados embutidos da Corsega – presuntu, copa ou salsichão- , ou os inesquecível brocciu, queijo de leite de ovelha comprado nas feiras livres diretamente dos produtores.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original da Laura Menske na revista Forbes 

Os cantos polifônicos, orgulho da cultura corsa

Comprar vinhos na França, as sugestões 2018 de “De vinis illustribus”

De Vinis Illustribus, vinhos e atendimentos especiais no coração de Paris

Nas mil opções de shopping atraente na França, os vinhos continuam de ser uma das mais vantajosas para os brasileiros que podem levar na volta até doze litros, dentro do limite dos USD 500 autorizados. Cada ano, temos a mesma pergunta: qual vinho escolher, e aonde comprar-lo? Sempre aconselhei de seguir seus gostos pessoais, e de priorizar as compras nas vinícolas, Se os preços não são muito diferenciados, a riqueza do encontro, a descoberta e a compreensão de novos vinhos  sempre justificam a visita. Pela beleza do local, a atenção do atendimento e a qualidade dos vinhos, já tive experiências inesquecíveis com Smith Haut Lafitte e Malescot Saint-Exupery em Bordeaux, com Chateau La Coste na Provence, com Ruinart e Moët & Chandon na Champagne, com Chateau de Pommard, Corton Charlemagne, Domaine Long-Depaquit ou  Drouhin Laroze na Borgonha.

Sala de degustação do Château Smith Haut Lafitte

Para quem não tem a opção de ir nas vinícolas, e fora das liquidações das cadeias de supermercados, as lojas especializadas são sempre uma boa opção. Assim, em Bordeaux, existem a “Vinothèque” e a espetacular “L’intendant” que sempre têm ofertas interessantes. Em Paris , recomende-se a Lavinia, ou a extraordinária “Bordeauxthèque” das Galeries Lafayette. Entre a possibilidade de provar os vinhos, de encontrar garrafas excepcionais e de conseguir preços em conta, vale a pena experimentar uma pequena loja em Paris chamada “de Vinis Illustribus”. No coração do Quartier Latin, o enólogo Lionel Michelin  oferece seus “vinhos de aniversario” , vinhos de safra correspondentes ao ano de nascimento da pessoa presenteada. Tem uma excepcional adega de vinhos raros, e divide pessoalmente a sua paixão oferecendo degustações e refeições harmonizadas para grupos ou individuais.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Lionel aceitou de fazer com exclusividade para nos uma sugestão para uma cesta de vinhos combinando com as quotas da alfândega brasileira (comprando duas garrafas de cada vinho selecionado dará exatamente USD 500!).

A seleção 2018 de De Vinis Illustribus:

La Parde de HAUT-BAILLY 2009 : 51 $

O segundo vinho do Château Haut-Bailly, elaborado com 44% de cabernet sauvignon, 45% de merlot e 16% de cabernet franc. O 2009, ano excepcional em Bordeaux, é um vinho denso, com fortes sabores de frutas maduras, taninos suaves, e o defumado típico dos vinhos de Pessac-Léognan. Pode ser bebido já, mas pode também ser guardado alguns nos.

L’Enchentoir 2010 : 31 $

Com 100% de cabernet franc, esse vinho é um Saumur (Vale do Loire) bem estruturado que está chegando a seu ápice. Com um gosto poderoso e sabores de cogumelos, ele pode acompanhar pratos com especiarias ou carnes fortes. Pode também ser bebido agora ou guardado até 10 anos.

Savigny-les-Beaune “les Goudelettes”  2015 : 36 $

Um safra excepcional desse pinot noir guloso, suave e elegante, típico dos melhores Bourgogne. Feito para acompanhar carne branca ou aves. Pode ser bebido agora mas ainda tem um bom potencial de guarda.

Pouilly-Fuissé “Les Reisses” DENOGENT 2015 : 41 $

Elaborado com 100% de chardonnay, esse lindo Bourgogne branco é no mesmo tempo doce, redondo e rico. Pode ser servido como aperitivo ou para acompanhar um peixe grelhado ou um queijo tipo Comté.

Meursault “La Barre” MILLOT 2015 : 47 $

Um grande Meursault da Côte de Beaune na Borgonha, um chardonnay cujas vindimas são feitas a mão. Uma cor amarela quase dourada, um corpo firme e uma harmonia total, com sabores de manteiga fresca e notas de grelhados… Um Bourgogne perfeito e uma grande safra.

BANYULS  “Quintessence” 2013 : 41 $

Um vinho tinto adocicado, um verdadeiro vinho do Porto a francesa. Elaborado com Grenache noir, ele é um companheiro inseparável  dos queijos “azuis” tipo Roquefort ou Bleu d’Auvergne. Uma iguaria quando harmonizado com chocolates pretos.

Obrigado Lionel, e saúde, à ta santé!

Os hipermercados Leclerc, imperdíveis liquidações de vinho

Quem são os ecoturistas?

Costa Rica, destino pioneiro do ecoturismo

O ecoturismo vai crescendo junto com a consciência ecológica das populações. Ele junta, segundo a OMT, “todas as formas de turismo viradas para o meio ambiente e nas quais a principal motivação do turista é de observar a natureza bem como os modos de vida tradicionais”. Respeitando os ecossistemas e as culturas locais, o ecoturismo favorece o crescimento económico sustentável das comunidades envolvidas. Em algumas regiões do mundo – por exemplo no Canada, na Nova Zelândia ou no Brasil-, se fala até de turismo comunitário, quando esses produtos e serviços turísticos diferenciados são oferecidos com a participação ativa de comunidades como atores do seu próprio turismo.

Encontro com comunidade do Rio Canumã (AM)

O ecoturista é um viajante procurando meio ambiente e atividades desde que apareceu, há trinta anos atrás, mas sua maneira de viajar está evoluindo muito nos últimos anos. Alem de solteiros ou casais, viajam famílias com crianças, grupos de amigos e grupos multigeracionais. Aos tradicionais “back-packers” se juntaram também os “flash-packers”, novos aventureiros fãs de liberdade, de emoções e de encontros, mas com recursos suficientes para exigir serviços, conforto e segurança. Em função do seu envolvimento na defesa da ecologia e do tipo de atividades que ele pratica, o Observatório do Consumo Responsável da Universidade de Montreal definiu uma tipologia do ecoturista que pode ajudar tanto os profissionais que os próprios viajantes.

Observar baleias ou caminhar nas trilhas, ecoturismo em Taití!

Segunda essas pesquisa, o primeiro perfil de ecoturista é o convencional. Ele quer em primeiro lugar relaxar e descobrir lugares diferentes e novas paisagens. Ele não é um militante do meio ambiente, quer aproveitar a natureza mas não quer sacrificar o seu conforto e sua segurança. Ele gosto de pacotes turísticos incluindo algumas atividades, em grupo ou com amigos. O ocasional não é também muito motivado pelas considerações ecológicas ou comunitárias. Mas que um encontro com a natureza ou as populações locais, o ecoturismo é para ele uma desculpa para praticar suas atividades favoritas – caminhada, arvorismo, escalada, mergulho, caiaque, surfe ou asa delta.

Etiopia crescendo como destino de ecoturismo

O terceiro perfil do ecoturista é o consciente mas não praticante. Ele é perfeitamente a par das exigências ecológicas e do impacto do turismo sobre o meio ambiente. Ele é aventureiro, quer praticar suas atividades, quer experiências culturais e encontros com moradores, mas não aceita de sacrificar conforto e bem estar em nome da proteção do meio ambiente. O mais convencido dos ecoturistas é o militante verde. Ele é não somente consciente do impacto do turismo sobre a natureza e sobre a sociedade, mas quer que toda a sua viagem seja em perfeito harmonia com suas convicções ecológicas. Todas as suas atividades devem ser em total respeito dos ecossistemas, com preferências para caminhadas, observações de animais, e acima de tudo para encontros com as comunidades.

Ecoturismo de aventura no Quebec

Com um controle cada vez mais forte do setor turístico, seja pela autoridades (Embratur no Brasil), pelas operadoras internacionais (a Francesa Voyageurs du Monde sendo uma grande pioneira), pelas associações nacionais (Ecotourisme Quebec no Canada, ABETA no Brasil) ou pelos próprios atores, o ecoturismo está ganhando credibilidade e confiança do consumidor no mundo inteiro. São oportunidades para países como o Canada, os Estados Unidos, a Austrália, a Nova Zelândia ou o Brasil que tem espaços protegidos, natureza selvagem, profissionais conscientes e comunidades de moradores mobilizadas. E se hoje os ecoturistas ainda são um nicho de mercado, a crescente preocupação dos viajantes com o futuro do planeta desenha imensas perspectivas.

Esse artigo foi  traduzido e adaptado de um artigo original de Chantal Neault na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat 

O Belle Amazon, ecoturismo e conforto com a Turismo consciente  

 

O Jacareaçú da Katerre e o Mirante do Gavião em Nova Airão (AM)

Sébastien Vauxion, o chef pâtissier das alturas

Brasil à Francesa

Isto é inédito na França, um restaurante gourmet dedicado inteiramente às sobremesas. No SarKara, o restaurante do K2 Palace em Courchevel, o chef patissier executivo Sébastien Vauxion oferece todas às tardes um menu totalmente doce. Durante a minha recente visita a Courchevel, o conheci e conversei com ele sobre o conceito que descobri por acaso.

Portrait Sébastien Vauxion-photo Didier Bouko

Sébastien Vauxion forjou seu know-how, suas técnicas pessoais e desenvolveu seu paladar com grandes nomes em pastelaria e cozinha francesa como Pierre Hermé e Pierre Gagnaire. Um alquimista de gosto, Sébastien toca com audácia e com certa delicadeza, gostos e sabores clássicos para sublimá-los. Ele ajusta magistralmente o equilíbrio, resultando em trabalhos originais delicados. “Você pode ter uma refeição só com sobremesas”, explica. “O todo não é exagerar sobre o açúcar, é necessário manter o equilíbrio”. Visualmente, suas criações adicionam arte ao assunto. Sébastien Vauxion inspira-se em tudo o que o rodeia, colocando um olhar original…

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Viajantes, roteiros e enocultura, as novas rotas do enoturismo mundial olham para o Brasil!

A Napa Valley, região pioneira do enoturismo

Celebração do Dia do Vinho, multiplicação das rotas dos vinhos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em São Paulo ou no sertão de Pernambuco, assinatura de um convênio entre a Embratur e a Ibravin, wine tours, produtos vedetes na FITUR de Madrid, o enoturismo no Brasil está de vento em popa. Já sendo quase um milhão a visitar mais de 1.100 vinícolas brasileiras, os enoturistas brasileiros estão também chamando a atenção dos profissionais de muitas regiões do mundo. Tanto para o mercado doméstico que para o mercado internacional, o crescimento dessa temática de viagem no Brasil segue as novas tendências que surgiram em Napa Valley, na Toscana ou em Bordeaux, e que a Organização Mundial do Turismo (OMT) destaca agora no Uruguai, na Croácia ou até na Geórgia.

Arte nos vinhedos na “Floresta dos 5 sentidos” das Sources de Caudalie

A primeira tendência que impulsa o enoturismo é a diversificação de seus fãs. Antes quase exclusivamente enófilos – amadores de vinhos, conhecedores ou sócios de clubes de degustação -, os enoturistas não são hoje obrigatoriamente conhecedores, mas sempre bons vivants, cultos e curiosos, atraídos pela arte e pelos prazeres da mesa. Mesmo nas vinícolas, eles vão procurar por uma história, uma arquitetura, pelas tradições locais, as obras artísticas, ou por uma experiência com os moradores. As paisagens espetaculares – no Vale do Douro, em Mendonça, na Alsácia ou em Lavaux – são trunfos importantes, assim como características únicas: vinhedo mais setentrional em Sabile (Letônia), vinhedo mais velho em Maribor (Eslovênia), maior adega do mundo em Cricova (Moldávia), vinhedos dos “fins do mundo” na Patagônia (Argentina) ou em Rangiroa (Polinésia Francesa).

Adegas desenhadas pelo Santiago Calatrava, em Ysios

O novo enoturista procura também novidades arquiteturais, uma tendência que começou na Espanha com as adegas de Ysios, do Santiago Calatrava, e o Hotel Bodega de Marques de Riscal, do Gehry. Vários projetos de Museus do Vinho seguem a mesma tendência, o mais espetacular até hoje é a “Cité du Vin“, em Bordeaux. Às vezes chamado de Guggenheim do vinho, obra dos arquitetos Legendre e Desmazières, a Cité consegue unir uma espetacular localização na beira do Rio, uma construção emblemática, bem como um conteúdo pedagógico e lúdico. As construções que revolucionaram o enoturismo são também hotéis oferecendo hospedagem de qualidade, gastronomia estrelada e experiências do mundo do vinho, incluindo o bem-estar trazido pelas uvas. Além do pioneiro de Bordeaux, o Château Smith Haut Lafitte com o Hotel Palace Les Sources de Caudalie e o SPA Caudalie, o Yeatman Hotel do Porto ou o Meadowood da Napa Valley são alguns dos grandes estabelecimentos construídos em torno do vinho.

Adegas da LVMH em Reims

A ligação entre o enoturismo e a cultura é uma outra tendência forte, com uma importante contribuição da UNESCO que listou no Patrimônio da Humanidade os kvevris da Geórgia, os climats da Borgonha, a vite ad alberello de Pantelleri, os terraços de Lavaux e os coteaux, maisons et caves da Champagne. Em cada região produtora de vinho, cada vinícola, cada aldeia e cada produtor têm uma experiência para oferecer. Em sua história, em sua cultura, poderá contar e ensinar ao visitante não somente as especificidades de seu vinho, mas também o seu patrimônio enocultural único. O foco crescente dado pelos profissionais às possibilidades de compras nas próprias adegas aumenta ainda mais o impacto do enoturismo na economia da região, bem como das próprias vinícolas – que chegam a vender 15% e mais das suas produções aos enoturistas.

Vinhedos perto de Bento Gonçalves

Com um mercado em crescimento, o Brasil está mostrando sua nova força nos mercados mundiais do enoturismo, sediando encontros de especialistas, palestras abertas a públicos de profissionais ou de amadores, ou congressos nacionais ou internacionais, com um foco em Bento Gonçalves e na região pioneira do Vale dos Vinhedos.Em São Paulo, o INVINO Wine Travel Summit reunirá no dia 16 de Setembro, expositores vindos de todo o País e do mundo inteiro com agentes de viagem e operadores brasileiros cuidadosamente escolhidos. Alem de descobrir as grandes novidades dos melhores “wine tours”, será também uma verdade experiência enogastronômica com degustações e harmonizações. As novas rotas do enoturismo estão mesmo olhando para Brasil!

Jean-Philippe Pérol

O Hotel Adega Marques de Riscal, obra do arquiteto Gehry

A “Cité du Vin” em Bordeaux

https://www.invino.travel/

 

Homens ou mulheres, os turistas também viajam “solos”!

Viajar “solo”, bem acompanhado, ou os dois?

Enquanto as pessoas que moram sozinhas representam uma faixa crescente da população – hoje 30% na Europa e na América do Norte, e para 2030 existe uma projeção de quase 50% – , os turistas que viajam sozinhos interessam cada vez mais aos hoteleiros, às operadoras e às companhias aéreas. O mercado dos “solos” oferece grandes perspectivas. Estimado pela OMT em 25% dos viajantes, já representa 33% a 35% na França, no Canadá ou na Inglaterra, 20% deles viajam a negócios e 80% para lazer. Esses “solos” são igualmente divididos em homens e mulheres, são mais ricos e educados, estão em uma faixa etária de 50 a 55 anos, mas entre os “solos” existe também uma forte proporção de estudantes. A metade deles mora sozinhos, os outros têm um lar onde vivem outras pessoas que não querem ou não podem dividir as mesmas experiências de viagem.

Hotéis, cruzeiros e operadoras tentam seduzir “solos”

Uma recente pesquisa da revista francesa “Espaces” mostrou que os “solos” têm comportamentos de viagem promissores para os profissionais. Viajam sozinhos mas também em grupos organizados, utilizam mais os transportes coletivos (trem, avião, ônibus), aceitam viajar em baixa estação e curtem ofertas de última hora. Nos hotéis, nos circuitos ou nos cruzeiros, eles são sempre interessados pelas excursões, as atividades e as animações opcionais. Operadoras e receptivos especializados já anotaram que muitos pacotes são comprados por “solos” que querem viajar com pessoas que dividem as mesmas atividades ou as mesmas paixões. Assim a  TourRadar, uma agência especializada em circuitos temáticos tem 41% de individuais nos seus clientes.

O Jo&Joe de Hossegor, open house do grupo Accor

A pesquisa deixou claro que o maior freio para o crescimento das vendas de “solos” é a questão da hospedagem, quase sempre programado em quarto duplo. Mas hotéis e operadoras estão encontrando alternativas. De olho na clientela jovem, ainda atraída pelos albergues da juventude, grupos como Generator  ou, mais recentemente,  JO&JOE do grupo Accor, desenvolveram conceitos de co-hospedagem que resolvem o problema dos viajantes individuais. Pensando em clientes mais exigentes, muitas operadoras encontraram soluções radicais: oferecer quartos single pelo preço do meio duplo. A Canadá Vacances Transat, a Vacances Signature, a Vacances Air Canada ou a Voyages à rabais reservam hotéis nessas condições, um serviço agora tão popular que, para valorizá-lo, foi criado o prêmio “Solo Traveler”.

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A coleção Solo da operadora canadense Transat

Para responder aos “solos” que querem companheiro(a)s de viagem, as operadoras estão trazendo novas ideias. A canadense  Voyages Traditours, as francesas Paravecmoi ou Les Covoyageurs ajudam a encontrar quem poderá dividir o seu quarto. O site Copines de voyage vai até mais longe, sendo agora uma verdadeira comunidade com 270.000 membros, principalmente mulheres. Na França, Barouding.com ou Partirseul.com selecionam pacotes com temáticas especificas, juntando “solos” com perfis similares para montar pequenos grupos com fortes afinidades. No Brasil, operadoras especializadas, tais como a Terra Azul ou a Singletrips, organizam pacotes para solteiros que não se sentem à vontade com grupos tradicionais, compostos quase que exclusivamente por casais.

A Colômbia editou um guia do viajante “solo”

Vários destinos de turismo começaram também a se interessar pelos “solos”. A Colômbia, o Camboja ou a Provence apresentam ofertas específicas, e a Costa Rica foca com sucesso nas mulheres que viajam sozinhas. A Turismo Montreal, sempre pioneira em personalizar os serviços para clientelas diferentes, abriu uma parte de seu site com ofertas especiais para “solos”, focando em cultura, música e eventos. A atenção da mídia para os destinos “solo friendly” deveria multiplicar nos próximos anos estes tipos de oferta. Vários ranking dos destinos “solos 2018” já estão aparecendo, com destaques para Islândia, Eslovênia, Bordeaux, Butão, Taipé, Hamburgo, Canadá e Chile.

Esse artigo foi  inspirado de um artigo original de Chantal Neault na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat 

Com Tourlina, as mulheres têm até um aplicativo para viajar em “solo”