Napoleão III (e Eugênia de Montijo) patrocinando mais um Palace francês…

Napoleão III e Eugênia de Montijo

Pelo número de estações turísticas inauguradas e de hotéis construídos durante o seu reinado, é de se perguntar se Napoleão III não foi de certa forma o pai do turismo francês. Foi por espírito pioneiro, por vontade de desenvolvimento, por favores concedidos a seus companheiros, ou por perdões a pedir à sua ciumenta esposa Eugênia de Montijo, que ele mandou criar ou ampliar estações como Biarritz, Deauville, Cabourg, Houlgate, Arcachon ou Le Touquet. Foi também para ela, madrinha do local que ela tinha descoberto durante uma viagem de Biarritz para sua Espanha natal, que ele decretou a abertura da estação termal de Eugénie-les-Bains. Recebendo hoje da Atout France a invejada distinção de Palace, o badaladíssimo hotel da cidade, os Prés d’Eugénie, se junta aos 24 hotéis franceses que beneficiam desse prestígio pelos próximos 5 anos.

Ambiance champêtre dans le parc. © Les Prés d'Eugénie.

O parque dos Prés d’Eugénie

Depois de um longo período de esquecimento, uma nova saga dos Prés d’Eugénie começou em 1966, quando a atual proprietária, Christine Guerard vem ajudar o seu pai a renovar o hotel e a se juntar aos Relais & Châteaux. Casada em 1972 com o brilhante chef Michel Guerard, ela conseguiu convencer o seu marido a deixar o já famoso bistrô estrelado que ele tinha aberto em Asnières, perto de Paris, e a experimentar as suas novas e revolucionárias ideias no restaurante do hotel. Chegando em Eugenie-les-Bains, e vendo os seus clientes tentarem seguir os regimes para emagrecer, ele inventou a “Grande Cuisine Minceur”, que logo conseguiu uma fama internacional. Recebendo uma primeira estrela Michelin em 1975, a segunda em 1976 e a terceira em 1977!

Michel Guérard dirige les cuisines. Depuis 1977, la Table des Prés d'Eugénie affiche 3 Macarons dans le guide Michelin. © C Clanet

Depois de muitas ampliações, os Prés d’ Eugénie são hoje um verdadeiro conjunto da excelência à francesa. Depois da restauração de um antigo convento do século XVIII em 1989, da Auberge de La Ferme aux Grives em 1993, da Ferme Thermale en 1996, dos Salões e das suítes da Imperatriz em 2009, do Instituto Michel Guerard e do Café Culinaire Mère Poule & Cie em 2013, os Prés d’Eugénie reúnem hoje uma equipe de 180 pessoas que gerenciam 5 prédios, 45 quartos e suítes, 8 jardins e parques, 3 restaurantes, um spa e um vinhedo, um total de 8 hectares de luxo e de elegância. E para quem não quer dispensar uma praia, Michel abriu no litoral dos Landes, a 100 quilômetros do hotel, um “Beach House”, onde os mais aventureiros encontrarão os mesmos valores.

O Beach House do Michel Guerard em Huchet

Às vezes desastroso e outras visionário, Napoleão III foi, sem dúvida, inspirado quando favoreceu o lançamento de Eugénie les Bains, sendo assim, um distante padrinho do Prés d’Eugénie, assim como ele havia sido o padrinho de outro hotel que viraria Palace, o hotel do Palais em Biarritz. Tendo incentivado a construção de numerosos hotéis, inclusive o Grand Hotel de Paris, onde um outro Imperador, Dom Pedro II, gostava de se hospedar, ele também ajudou na divulgação do turismo de praia e do termalismo, convidando políticos de toda Europa nas estações que ele frequentava. Foi assim a entrevista decisiva para o apoio da França, e a unidade italiana deve tudo à pequena cidade termal de Plombières, onde o Cavour conseguiu do Imperador o apoio militar necessário para liberar a Itália. Se esse papel do Napoleão III na promoção do turismo é, por vezes, esquecido, ele é sempre lembrado em Eugénie-les-Bains, nas comemorações da pequena cidade, na elegância ou no refinamento do Palace do Michel Guerard.
Jean-Philippe Pérol

A suíte imperial, homenageando Eugênia

Saint Martin: depois das primeiras urgências, a certeza de uma reconstrução rápida e sustentável!

 

Saint Martin, a ilha amiga no Caribe francês

De Anguilla a Key West, passando pelas Ilhas Virgens e Cuba, o furacão Irma deixou uma trilha de devastação material e de dramas humanos, arrasando regiões muito queridas no Brasil, tanto pela proximidade geográfica e cultural que pela familiaridade com os seus grandes destinos turísticos. As ilhas francesas de Saint Martin e Saint Barthelemy, visitadas a cada ano por mais de 10.000 brasileiros, foram duramente atingidas. Mas depois do choque, começou uma impressionante operação de ajuda que levou o proprio Presidente da Republica francesa a visitar as duas ilhas para mostrar o seu apoio às populações. Daniel Gibbs, Presidente da Coletividade de Saint-Martin, descreveu  a situação de seu território após a passagem do furacão no último dia 6 de setembro de 2017, anunciando as três etapas da reconstrução que as autoridades já estão liderando.

A primeira fase da organização pós-furacão consistiu em gerenciar  as urgências dos cuidados às pessoas feridas, doentes ou em dificuldades, e na evacuação dos turistas ainda bloqueados nas ilhas – quase todos eles já tendo sido repatriados para seus países de origem. Foi também assegurada a segurança do território através da chegada de importantes reforços do Exército e da polícia militar da França. Essa primeira Fase já está concluída e a segurança do território está sob controle. O Presidente e sua equipe trabalham agora com seus parceiros na segunda fase da organização pós-furacão,  dando priorizando a limpeza dos escombros, dos itens volumosos e dos detritos gerados e transportados pelo furacão, a distribuição de água, comida e de material, assim como a reabilitação das redes de água, saneamento básico e eletricidade.

A terceira fase das ações da coletividade será lançar o mais rapidamente possível a reconstrução do território para a população e as empresas poderem retomar as suas atividades habituais. O encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, na última terça-feira 12 de setembro de 2017 permitiu ao presidente Gibbs expor as necessidades urgentes, bem como as medidas de acompanhamento que devem ser negociadas entre a França e a Coletividade. Nesta fase, ainda em curso, a recuperação do turismo é uma prioridade, e um conjunto de peritos deve avaliar o estado dos hotéis, residências e guest houses para ajudar na reconstrução das infraestruturas turísticas.

O trabalho do Presidente da coletividade de Saint Martin e das suas equipes têm agora dois objetivos maiores: o acompanhamento de todos os momentos dos moradores, com foco  na ajuda aos trabalhadores desempregados e no apoio às empresas, e a reconstrução rápida e durável do território para que Saint-Martin possa retomar sua atividade econômica. O presidente Gibbs e sua equipe farão de tudo que está em seus poderes para que o território retome sua atratividade. Ele agradece calorosamente a todos os parceiros e operadores de turismo que se mobilizaram para Saint-Martin e que acompanham agora os são-martinhenses para que a “Ilha amiga do Caribe francês” volte a ser um dos destinos mais apreciados do Caribe.

Vista aérea de Saint Martin

 

 

De Veneza a Reykjavik, prevenir a turismofobia melhorando a experiência turística

Veneza tentando conciliar turistas e moradores

Veneza tentando conciliar turistas e moradores

Com mais de 1,2 bilhão de turistas internacionais, o turismo de massa preocupa cada vez mais os moradores dos grandes destinos. Vendo os transtornos trazidos pela surpopulação, autoridades, jornalistas e influenciadores concordam em por a culpa dos transtornos nos próprios viajantes. A estigmatização do turista é uma velha e arrogante tradição aristocrática  do século XIX quando alguns “happy few”, já na época, não aguentavam dividir os monumentos de  Atenas e Roma, os beira mares de Nice e Biarritz, ou os artesanatos de Istambul, com os primeiros seguidores de Thomas Cook. Mas, mesmo se rejeitado até pelos seus pares, deve se reconhecer que o turista nem sempre respeita os moradores, os costumes do local, ou até regras básicas de convivência social ou de proteção do meio ambiente. Virou assim urgente de encontrar soluções para lutar contra a irresponsabilidade e os excessos, sem prejudicar as atividades econômicas nem atrapalhar a convivialidade e a liberdade de viver que os turistas procuram.

Os conselhos da China a  seus turistas antes deles viajar

Preocupando os destinos turísticos, o bom comportamento dos viajantes é também uma preocupação de alguns países emissores que temem que atitudes inadequadas prejudicam a sua imagem. Líder mundial com mais de 110 milhões de turistas, quase todos primeiro-viajantes, a China publicou em 2013  um “Guia do turismo civilizado” com conselhos a seguir, incluindo 64 paginas de recomendações (as vezes surpreendentes) como por exemplo não fazer barulho quando bebe, não limpar o nariz com os dedos, não subir em pé nos toaletes, não levar os coletes salva vidas dos aviões ou não importunar os moradores. Alguns conselhos eram específicos para certos destinos: não estalar os dedos para chamar o garçom na Alemanha, não oferecer flores amarelas na França, não falar da realeza na Tailândia ou não tocar as pessoas com a mão esquerda na Índia. O mau comportamento podendo levar a entrar numa lista negra de pessoas proibidas de viajar, é provável que essa recomendações, por esdrúxulas que sejam, foram seguidas, e devem ter contribuídas a evitar abusos.

O juramento islandês

Destino de sucesso que viu suas chegadas de turistas quintuplicar, mas preocupada com o impacto sobre o meio ambiente e a vida social, a Islândia lançou em julho desse ano um juramento de bom comportamento que os candidatos a turista são incentivado a fazer. “The Icelandic Pledge”, que pode ser encontrado e assinado on-line no site, é um compromisso moral do visitante com 8 clausulas de respeito ao meio ambiente e as regras de segurança: ser um turista eco-responsável, respeitar as regras de transito e de estacionamento, deixar os lugares limpos, não sair dos caminhos autorizados e cuidar com a meteorologia. Mesmo não sendo obrigatório, o juramento já foi assinado por 30.000 pessoas. Para a ministra do turismo da Islândia, “os turistas querem mesmo ser responsáveis, mas nem sabem sempre o que isso significa em termos de comportamento”. O sucesso da campanha foi de lembrar, de maneira cordial e humorística, algumas regras básicas, e de mostrar  que esse respeito era uma forma de integrar a cultura local e de ajudar o relacionamento com os moradores,

 

Jean-Philippe Pérol

Esse artigo foi inspirado de um artigo de Josette Sicsic na revista profissional online Tourmag

MSC agitando a bandeira da França

O Presidente Macron nos estaleiros da STX em Saint Nazaire

Se os cruzeiros são cada vez mais populares na França,  MSC virou há algumas semanas noticia nos principais jornais do pais. No dia 31 de Maio, o  Presidente Macron foi pessoalmente em Saint Nazaire assistir a entrega pelos estaleiros STX do  “MSC Meraviglia” para a  companhia de cruzeiros italo-suíça. Com 315 metros de comprimentos, 65 de altura, o navio gigante pode hospedar 5700 passageiros com excepcionais condições de conforto, sendo o maior e o mais avançado já construído na França e na Europa. Para o Presidente francês, a construção foi uma proeza técnica e humana da industria nacional, um sucesso que será confirmado pela entrega em 2019 do navio irmão “MSC Bellissima” e com a encomenda da MSC de quatro outros navios somando mais de 4,5 bilhões de Euros.

O Meraviglia saiu de Saint Nazaire com mais de 2000 convidados, engenheiros, técnicos, políticos, jornalistas e agentes de viagens. Em Le Havre, o porto da Normandia que festeja esse ano os seus 500 anos, foi a vez do primeiro ministro francês, Edouard Philippe, de receber o navio para a inauguração oficial. A festa foi a altura das ambições dos parceiros da industria dos cruzeiros na França: discursos, shows de musica, fita com garrafa de champanha cortada pela atriz italiana Sophia Loren, desfile das tripulações, fogos de artificio, espetáculo do Cirque do Soleil, e um jantar de gala preparado pela famosíssima chef estrelada  Hélène Darroze. O Presidente da MSC aproveitou para lembrar as metas da sua empresa: onze novos navios nos próximos dez anos, e 3 milhões de novos passageiros -passando de 1,8 milhão hoje a 4,8 milhões em 2026.

A loja de chocolates do Jean Philippe Maury no MSC Mareviglia

Se o MSC Mareviglia tem casino, teatro, piscinas, simulador de Formula 1 ou de Star Wars, spa, e até geolocalização para crianças, a “French touch” não foi esquecida na gastronomia, nas adegas de vinho, no salão de beleza do cabeleireiro Jean Louis David ou na loja de chocolate do chef Jean-Philippe Maury. O toque francês – e o posicionamento em Le Havre, perto de Paris- é uma escolha estratégica da MSC para aumentar os cruzeiros com destino a Alemanha, Escandinávia, Escócia, Inglaterra ou Irlanda. E com mais de 50 saídas previstas de Marselha  já em 2017, a ambição é de desenvolver o mercado francês que ainda não passa de 600.000 cruzeiristas (menos que o Brasil no auge das temporadas de 2010/2011), enquanto a Alemanha já passou de 2.000.000.

Air France e MSC numa cooperação estratégica

A aproximação da MSC com a França se concretizou também com um acordo de cooperação global entre Air France e a empresa italo-suíça, incluindo vôos especiais para os portos de saídas dos cruzeiros, tarifas “Air Sea”, pacotes com serviços exclusivos, e maior flexibilidade nas ofertas. Trabalhando em comum desde 2014, especialmente na comercialização de voos charters para Santo Domingo e Cuba, as duas empresas esperam que esse novo acordo, assinado no ultimo dia 6 de Junho com um prazo de três anos, leva 250.000 cruzeiristas para voar com Air France, KLM ou Hop, um numero que deverá crescer de 60% até o final da década. Mais razões para MSC agitar com muita força a bandeira da França.

No Brasil, um voo especial da GOL leva os cruzeiristas da MSC para a ilha francesa da Martinica

Esse artigo foi inspirado de um artigo de Serge Fabre na revista profissional online La Quotidienne. 

A cerimônia inaugural do Meraviglia no porto do Le Havre

O turismo sustentável, a experiência local e os novos caminhos da autenticidade

A padaria com o melhor bolo de avelã, segredo de morador de Auzances

A busca da autenticidade é tão antiga que as próprias viagens, sendo uma preocupação constante dos turistas, bem como dos profissionais que sempre alegaram procurar a verdade e a originalidade dos destinos, a identidade das suas tradições, a especificidade das suas culturas. Mas durante muitos anos,  a procura dessa autenticidade foi muito mais uma afirmação sem conteúdo, ou uma jogada de marketing, que uma verdadeira oferta feita aos viajantes. Em alguns casos, incapazes de encontrar uma definição do turismo autentico nos grandes destinos  integrando a mundialização, as operadoras reduziam as ofertas de autenticidade a viagens caríssimas em regiões exóticas de difícil acesso.

Pierre Eloy e Sophie Moreau no seminario da Globe Veilleur

Reforçada pela recusa da globalização e pela procura de destinos diferenciados, o turismo autêntico encontrou um novo reforço na sustentabilidade, no respeito da cultura local e na interação com os moradores. A autenticidade se define agora pela densidade dos encontros, pela sinceridade dos intercâmbios, ou pela emoção das lembranças.  A importância dos atores locais na oferta de produtos autênticos foi assim demonstrado no ultimo debate da  Globe Veilleur em Montreal. Os palestrantes, Pierre Eloy, dos Agitadores de destinos numéricos , e Sophie Moreau, do turismo de Ancenis, na região dos Castelos do Loire, lembraram que os profissionais do turismo  são  vendedores de sonhos, e devem ser criativos para construir, com os moradores,  experiências juntando destinos, encontros e boas surpresas.

Viver uma experiência com os locais, as ofertas da AirBnb

Airbnb é um exemplo de ofertas autênticas bem sucedidas. O seu site valoriza a cultura de cada destino, com propostas de intercâmbio com “especialistas da vida local” cujos nomes, fotos e historias fazem parte dos descritivos das atividades. As experiências temáticas são cada vez mais criativas, no culinário, nas degustações, nos passeios, no esporte, na arte ou no shopping. Com um sucesso ligado a sua estreita relação com os moradores, a empresa demonstrou que os viajantes confiam mais nas dicas daqueles que vivem o dia a dia de uma cidade. Os profissionais  devem se lembrar que são também moradores e que devem então se apresentar como tais, personalizando as suas próprias historias e suas ofertas.

O Collector verão 2017 da OnlyLyon

Para comunicar a autenticidade, a criatividade encontra-se também nas formas de comunicação. Cada vez mais abandonado pelos destinos e pelas operadoras, os guias impressos viraram um destaque para aqueles que souberam explorar-lo para materializar suas ofertas. Assim a cidade de Lyon publica duas vezes por ano o guia “Collector” que apresenta restaurantes ou lojas selecionadas para os turistas e os moradores, valorizando as novidades, as promoções e as dicas  “Only Lyon” .  Assim também a  operadora da SNCF (os trens franceses), voyages-sncf.com,  está editando uma nova coleção de guias  « Emmenez-moi à » (Me leve para…) . Com visuais originais, eles listam endereços culturais ou gastronômicos, contam experiências e apresentam mapas.

O guia “Nos coins préférés” da Secretaria de Turismo de Ancenis

Na busca da autenticidade, os próprios funcionários de atendimento têm um papel importante, virando “concierge’ do destino, ajudando na experiência vivida pelo viajante. O turismo do Queensland procura ideias nas contas das redes sociais dos visitantes – oferecendo por exemplo uma camiseta autografada do seu time de rugby  a uma torcedora vindo para assistir a um jogo e que tinha publicado muitos posts valorizando o destino. Em Ancenis, na região dos Castelos do Loire, os funcionários do escritório de turismo foram solicitados para propor um mapa dos seus lugares prediletos. Chamado de « Nos coins préférés » , o documento  parece cochichar no ouvido dos visitantes alguns segredos que os moradores aceitaram de dividir, pequenas propostas de vida local que viram grandes experiências de autenticidade.

Esse artigo foi inspirado de um artigo original de Aude Lenoir  na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat 

 

A VizEat, a economia participativo fazendo sucesso na gastronomia!

Virtuoso fechou um acordo com o “AirBnb da comida”

Mostrando a crescente aproximação dos profissionais do turismo com a economia colaborativa, Virtuoso assinou um acordo de referenciamento com o aplicativo VizEat. Start up fundada há três anos pelos franceses Jean-Michel Petit e Camille Rumani, a VizEat vai assim poder oferecer  suas experiências culinárias através das 400 agencias da  prestigiosa marca, sendo 30 agencias no Brasil. Sempre preocupada com a qualidade dos serviços propostos pelos seus 1700 fornecedores, Virtuoso destacou que o conceito inovador da VizEat respondia perfeitamente a duas grandes tendências do turismo do século XXI: o turismo culinário e o turismo sustentável, na sua dimensão de encontros com os moradores.

Jantar VizEat em Paris

Com somente três anos de vida, a VizEat tem hoje  22.ooo anfitriões em mais de 110 países, incluindo 5000 na França, e foi citada  pelo Tim Cook da Apple como sendo o terceiro aplicativo mais popular de 2016. O projeto nasceu do encontro de Jean-Michel Petit – que voltava do Peru onde ficou apaixonado pela hospitalidade e a cozinha dos índios do Lago Titicaca- e de Camille Rumani – amadora da cultura e da gastronomia chinesa. Em busca de autenticidade, tiveram uma ideia simples mas muito original: criar uma plataforma onde viajantes procurando uma experiência culinária local e moradores amando dividir sua paixão pela cozinha poderiam encontrar-se em volta de uma refeição.

Tour culinário na Aquitânia

Chamada de “AirBnb da comida”, a VizEat tem agora websites em inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e chinês. Em 2015, depois de comprar o seu concorrente Cookening virou líder europeu e começou a oferecer experiências em outros países, abrindo escritórios na Espanha, na Itália, na Alemanha e na Inglaterra. Alem do acordo com Virtuoso, Jean-Michel e Camille querem multiplicar parcerias com profissionais do turismo,  hoteleiros, operadoras, receptivos, organizadores de eventos ou agencias MICE. Aproveitando um aumento de capital, querem investir em cursos de cozinha, eventos gastronómicos ou tours culinários.

Jantar do David, da VizEat de Londres

O crescimento do “local dining” preocupa os restaurantes tradicionais que temem o impacto que a economia colaborativa pode ter sobre a sua atividade, mostrando o exemplo das consequências do sucesso da AirBnb sobre a hotelaria tradicional. Os sindicatos do setor estão reclamando da concorrência desleal dos anfitriões da VizEat que, segundo eles,  não pagam as devidas taxas, não respeitam as regras de higiene ou de segurança. Argumentam que o site pega uma comissão de 20% sobre o preço da refeição, mas não tem controle de qualidade. Em vários países, e especialmente na França, eles pedem as autoridades para pelo menos impor a todos os atores o mesmo respeito da legislação e da proteção do consumidor,  com os mesmos controles.

Os fãs de “fooding”  estão porem entusiastas tanto pela simplicidade do site  que pela transparência da relação com os anfitriões que comunicam com antecedência informações sobre o cardápio bem como fotos do ambiente. Para os donos da VizEat, dois fatores explicam o sucesso do “local dining”. O primeiro é de ser um evento importante de uma viagem, uma experiência que pode ser escolhida e preparada com antecedência. O segundo é que um jantar na casa de um morador é não somente uma aventura culinária mas um intercâmbio humano. Os viajantes sempre lembram que entraram numa casa como estrangeiros e saíram como velhos amigos.

 

No ranking das marcas mais poderosas do mundo, a surpreendente Aeroflot!

American Airlines, a marca mais valiosa do transporte aéreo em 2017

Enquanto os ranking de empresas ou de marcas estão virando uma tradição do inicio do ano em todos os setores, a empresa inglesa Brand Finance publicou seu Brand Strength Index -BSI-, com avaliações financeiras mas também analises de marketing e de serviços. O tradicional ranking dos “most valuable Brands” lista em 2017 mais de 3500 marcas, todas as grandes empresas internacionais, incluindo as companhias aéreas ou as operadoras. O primeiro lugar mudou, a Google passando na frente da Apple com o valor da sua marca chegando a USD 109 bilhões, seguindo da Amazon, da ATT e da Microsoft. No Top 500, as brasileiras ficam longe, Itaú no 220º lugar, Bradesco no 287º, Claro no 302º, Banco do Brasil no 319º, e Petrobrás no 321º.

A TUI, única marca de turismo no Top 500

Pela valorização da marca, aparecem no ranking somente uma operadora, a TUI (no 458º lugar), e nove companhias aéreas, com os Estados Unidos e a China mostrando as suas forças. O primeiro lugar mudou em 1917, passando para American Airlines agora valorizada em USD 9,8 bilhões. Atrás vêm a Delta, a United, a Emirates (que perdeu o primeiro lugar), a Southwest, as três chinesas China Southern, China Eastern, e Air China, e em nono lugar a British Airways. Nenhuma brasileira apareceu nessa lista, e a Air France ficou somente como 24ª marca. Esse primeiro ranking sendo somente financeiro, os especialistas esperam também cada ano a segunda classificação da Brand Finance,  o ranking das marcas mais poderosas,  valorizando mais as expectativas e as satisfações do viajante.

Aeroflot, marca mais poderosa da aviação em 2017

Esse “Brand Strength Index”, lista das marcas mas poderosas, leve em consideração critérios de qualidade como os investimentos em marketing, a fidelidade dos consumidores, o retorno dos investidores e o empenho dos colaboradores. Para o setor da aviação, são analizados uns trinta fatores, seja o tamanho e a idade da frota, a política de segurança, o numero de funcionários, os investimentos, a apreciação da IATA e a nota das agencias de notação financeira. O resultado 2017 foi uma surpresa, colocando em primeiro lugar, a companhia russa Aeroflot que tinha chegada somente em 26º lugar considerando o valor das marcas, mas tomou a liderança desse ranking das marcas mais poderosas.

O Tupolev 144, o “Concordski” que marcou a historia da Aeroflot

Fundada em 1923, herdeira dos tempos da economia soviética, a Aeroflot vai com certeza surpreender até os viajantes mais experientes com essa premiação. Se alguns fatores de sucesso jà eram conhecidos, como a sua liderança no mercado interno, seus 43 milhões de passageiros, ou a posição geográfica estratégica da Russia, outros só aparecerem desde os anos 90. A companhia tem o cobiçado AAA nas agencias de notação, as suas normas de segurança são dentro das mais rigorosas do mundo, só teve um acidente nos últimos 20 anos, sua frota de 190 aviões (em grande maioria Airbus) é uma das mais jovens, seu serviço de bordo é considerado impecável e ela pertence desde 2006 a aliança Skyteam.

Aeroflot com o Skytrax Award 2016

Escolhida em 2016 como melhor companhia da Europa oriental, Aeroflot ganhou em 2017 esse título de marca mais poderosa do mundo na frente da Aeromexico, da American Airlines, da China Southern Airlines, da Delta Air Lines, da Emirates, da Jetblue Airways, da Southwest, da Turkish Airlines, e da Westjet Airlines.

Поздравляем наших удивляющих друзей из Аэрофлота!*

*(Parabens,  surpreendentes amigos da Aeroflot!)

Adotados em 2016, os uniformes fazem a unanimidade dos viajantes

Esse artigo foi inspirado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line La Quotidienne  

Tahiti procurando um elenco muito especial para sua próxima campanha: você!

A Campanha da Tahiti turismo

A Campanha Duas Histórias, um Mana, da Tahiti turismo

Desde o ano passado, Tahiti colocou no ar uma nova campanha mostrando porque a Polinésia francesa, famosa no mundo inteiro por ter sido a primeira a oferecer aos turistas os bangalôs sobre as águas azuis dos seus atóis, continua sendo um destino único frente a novos concorrentes. É única pela diversidade das suas paisagens – do cartão postal de Bora Bora até as praias, o mar e a exuberante natureza  de cada uma das suas 118 ilhas – mas também pela cultura do seu povo, a força e a generosidade que os polinésios acreditam tirar do “Mana”, o sopro de vida das suas religiões tradicionais, próximo do “Axé” brasileiro. Os primeiros clipes da campanha “Duas Historias, um Mana” mostraram casais vivendo – alternativamente separados ou juntos- verdadeiras imersões nas ilhas e nas suas culturas.

Elizabeth e Michel, o primeiro casal selecionado

Elizabeth e Michel, o primeiro casal selecionado

Estreando esta semana a série de três vídeos, confira a viagem do casal francês Michel e Elisabeth. Em sua chegada em Tahiti foram logo surpreendidos, pois suas viagens começariam separadas. Eles foram enviados para vivenciar diferentes experiências, em diferentes ilhas. Elisabeth viveu uma imersão na dança e na música da Polinésia, passeios de bicicleta em surpreendentes paisagens, e desfrutou do pôr do sol a beira-mar… Enquanto que Michel desbravou as florestas em um 4×4, mergulhou com tubarões e se aventurou nas cachoeiras … E dentre as atividades que ambos realizaram, as escolhidas foram feitas para que ambos pudessem conhecer varias faces de Tahiti, vivenciando assim o “Mana”, a força e  a presença espiritual que abraça e conecta todos os seres.

A procura de elenco, nova fase da campanha

A procura de elenco, nova fase da campanha

E com isso, o Tahiti inicia já esta semana a busca pelo novo elenco dessa campanha mundial “Duas Histórias/Um Mana”. Se os três primeiros casais foram escolhas de marketing, tanto pelos perfis que pelos países de origem, da Mering Carson, agência responsável pela campanha, os três próximos elencos estão abertos a todas as candidaturas. Serão agora selecionados  três casais ou famílias, vindos de qualquer país do mundo, que poderão estrelar nos próximos clipes de promoção das Ilhas de Tahiti. Os candidatos selecionados, casais ou famílias de turistas “verdadeiros”, “comuns”, terão suas experiências compartilhadas permitindo que pessoas do mundo todo possam vivenciar o que eles estarão sentindo e fazendo, se imaginando no mesmo cenário.

Thom e Jeff, um dos casais das próximas series

Thom e Jeff, um dos casais das próximas series

Para se candidatar e participar dos capítulos 4, 5 e 6 da série “Duas Histórias/Um Mana”, famílias ou casais devem criar um vídeo de 15 segundos dizendo:
1 – o que asas Ilhas de Tahiti os inspira
2 – quais seriam suas 3 atividades favoritas no Tahiti.
E depois depois devem postar o vídeo nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram) utilizando o hashtag #TakeMeToTahiti. A data limite de postagem dos vídeos é o dia 5 de abril de 2017. Os casais e famílias escolhidos para fazer parte do elenco serão anunciados em Abril. Eles passarão dez dias nas Ilhas de Tahiti, em Junho, tendo suas aventuras e experiências filmadas e compartilhadas no mundo inteiro, levadas pelo sopro do “Mana”.

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Nos altares de pedra, nas aguas azuis, nas matas fechadas, a força envolvente do Mana

Lembrando da bem sucedida e mundialmente premiada campanha do Queensland “O melhor emprego do mundo” que gerou em 2009 1,4 milhão de participações e 35.000 videos, os organizadores são confiantes no sucesso.  E com a popularidade de Tahiti no Brasil –  quase 250.000 fãs na página Facebook da Tahiti turismo, podemos torcer para ter brasileiros no próximo elenco de “Duas Histórias/Um Mana”. Você?

Como participar para entrar da seleção do elenco

Como participar para entrar da seleção do elenco

 

 

 

As companhias low cost chegando até nas grandes alianças!

As grandes alianças desafiadas pelas low-cost

As grandes alianças enfrentando os desafios das low-cost

Com o crescimento das low-cost nos voos intercontinentais, as barreiras entre as grandes companhias tradicionais e as recém chegadas estão pouco a pouco desaparecendo. Vencendo os seus preconceitos, muitas empresas regulares estão até abrindo subsidiarias para competir com o novo modelo econômico da bem sucedida Norwegian. E até  a Air France conseguiu convencer os seus pilotos de aceitar a criação da “Boost”, filial low-cost que aproveitará ganhos de produtividade de 15% para abrir (ou reabrir) rotas hoje deficitários  – Brasilia ou Recife podendo ser opções de curto ou médio prazo. Para quebrar as barreiras, um outro sinal muito forte do novo olhar sobre as low-cost está sendo dado com a provável entrada de companhias a baixo custo nas grandes alianças internacionais.

Oneworld, procurando parcerias em pais emergentes

Oneworld, procurando parcerias em pais emergentes

A Oneworld, impressionada pelos mercados que as low-cost ganharam nos últimos anos, está procurando parceiras nos países emergentes. Bem posicionada na América Latina com a LATAM, está olhando principalmente na China, na Índia e na África, em lugares aonde essa aliança está sendo distanciada pelas suas concorrentes da Skyteam e da Star Alliance. Varias negociações estão perto de ser fechadas com companhias africanas, as dificuldades maiores sendo de respeitar as posições dos parceiros regionais.

Jazz, subsidiaria low cost da Air Canada

Jazz, subsidiaria low cost da Air Canada

A Star Alliance está mais adiantada na sua colaboração com as low-cost. Em 2016 ela iniciou parcerias  com a companhia sul-africana Mango, empresa domestica que está se desenvolvendo no internacional, e com a chinesa Juneyao Airlines, empresa de Xangai operando em 35 cidades da China e em Hong Kong. A Star Alliance também inovou montando novas parcerias com as subsidiarias low-cost dos atuais sócios da aliança. Deverá ser em breve o caso da Scoot de Singapore Airlines, da EuroWings da Lufthansa ou da Jazz de Air Canada.

U-Fly, primeira aliança de companhias low-cost

U-Fly, primeira aliança de companhias low-cost

Alem de bater na porta das grandes alianças, as companhias low-cost estão criando suas próprias alianças. Em janeiro de 2016, 4 empresas operando no sul da China lançaram a primeira aliança de low-cost, U-Fly, juntando  HK Express, Lucky Air, Urumqi Air e West Air. Essa aliança foi logo superada pela Value Alliance que agremiou em Maio 2016 8 companhias da Asia mas tambem do Oriente médio e do Pacifico: Cebu Pacific, Jeju Air, Nok Air, NokScoot, Scoot, Tigerair Singapour, Tigerair Australia et Vanilla Air. Quarta aliança mundial em termos de passageiros, cobrindo 160 destinos com frotas juntando 176 aparelhos, a Value Alliance não anunciou programa de fidelidade, mas tem muitos projetos, especialmente na área da informática, que mostram que as companhias low-cost querem integrar, até nas alianças, o mundo dos grandes da aviação comercial internacional.

 

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line La Quotidienne

Value Alliance now challenging the biggest traditional careers

Value Alliance desafiando até as maiores companhias tradicionais

Viagens de amigas, o turismo só para mulheres!

Viagens de amigas, a especialidade da agência francesa Copines de Voyage

As viagens de amigas foram nos últimos dez anos uma forte tendência, muitas opções para pequenos grupos de mulheres sendo agora oferecidos pelos profissionais: viagens culturais, esportivos, de cocooning ou de shopping, estadas em spa, saídas para eventos musicais ou gastronômicos. Segundo uma pesquisa da American Express, essas viagens atingem desde 2013 números recordes e 56% das mulheres já experimentaram uma viagem de amigas. Nos Estados Unidos, onde quase 2/3 dos pacotes são comprados por mulheres, uma forte proporção de viajantes têm mais de 60 anos e procuram experiências com atividades, encontros com os moradores ou projetos filantrópicos. Para todas, a saúde e a segurança são dois dos critérios chaves nas escolhas tanto do destino que dos serviços.

filles resort ontario

Os resorts do Ontario, no Canada, investem na diversificação das viagens de amigas

Nos Estados Unidos e no Canada os hotéis oferecem há anos pacotes para grupos de amigas, com atividades  como spa e massagens, shopping ou gastronomia. Outras ofertas mais originais incluam trilhas, yoga, jogging, iniciação ao termalismo ou conferencia sobre nutricionismo. Alguns hotéis estão investindo em mais divertimento e até em aventura. Assim os Resorts of Ontario que criaram um site especial onde as atividades para grupos de amigas incluem aulas de poker, cursos de mixologia, palestras sobre jóias. As esportivas podem participar de semi maratona ou até de triathlon, descobrir o paintball ou o Mountain Bike.

Ibiza, Mykonos, Monte-Carlo ou Saint-Tropez, destinos preferidos para festas de amigas

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Muitos destinos já estão fazendo pacotes especiais para grupos de amigas. Na América do Norte destaca-se o Tennessee e a cidade de Chattanooga com ofertas incluindo spa, cursos de bijuteria, visitas de vinhedos, descobertas gastronômicas e dicas para shopping. Toronto é talvez o destino que investiu mais nos  “finais de semana de meninas“, propondo no seu site cinco circuitos incluindo luxo, spa, gastronomia, shopping, museus e saídas noturnas. Na Europa, alem do romantismo de Paris ou Praga,  dos destinos festeiros – de Ibiza a Saint Tropez-,  uma viagem de amigas pode ser a ocasião de descobrir destinos fora das rotas tradicionais. Seguindo as recomendações do Cosmopolitan, Budapest, La Rochelle, Valence ou Calvi são excelentes opções.

Mulheres

Mulheres pelo mundo, agência oferecendo viagens de grupos para mulheres

Algumas agências de viagens e operadoras já começaram a oferecer pacotes para grupos de amigas. Nos Estados Unidos é o caso da Wild Women Expeditions que proponha para mulheres acima de 25 anos viagens com atividades esportivas. É também a história da World Expeditions, especializada em turismo de aventura. Vendo que as mulheres representavam 54% dos seus clientes, essa operadora vai lançar esse ano novos produtos com grupos femininos. Na onda da economia colaborativa, algumas agências especializadas viraram verdadeiras redes sociais conectando mulheres procurando companheiras de viagem. E o caso do site francês Copines de voyage – ja com 80.000 participantes-, ou da agência de viagem brasileira Mulheres pelo mundo que coloca em contato mulheres para preparar, desenhar e viver suas próximas viagens.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Chantal Neault na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat 
Viagem de amigas das heroínas de Sex and the City

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