Em Waterloo, os franceses vencendo … a licitação para gerenciar o Memorial da batalha!

Nas comemorações do bicentenário, a reconstituição da batalha

Em Waterloo, essa triste planície onde as tropas de Wellington e Blucher acabaram no dia 18 de Junho de 1815 com os sonhos franceses da Revolução e do Império, uma francesa conseguiu uma surpreendente vitória. Geneviéve Rossillon, presidente da operadora de sítios e monumentos turísticos Kleber Rossillon fundada pelo seu pai, venceu uma licitação da região belga da Valônia para administrar durante os próximos quinze anos o sitio da famosa e trágica batalha. Localizado a vinte minutos ao sul de Bruxelas, o Memorial 1815 inclui não somente os principais campos  e prédios que viram a heróica derrota dos soldados de Napoleão, mas também  um centro de informação e de interpretação  multimídia subterrâneo inaugurado durante as comemorações do bicentenário.

O Memorial 1815

A empresa Kleber Rossillon já administra nove sítios patrimoniais na Franca , recebendo mais de um milhões e meio de visitantes na Bretanha, no Vale do Loire e na Auvergne. Desde 2015 é responsável da famosa Grotte Chauvet 2, réplica fiel da gruta inscrita ao patrimônio da UNESCO pelas suas excepcionais  pinturas rupestres que nossos ancestrais deixaram há 36.000 anos. O Memorial de Waterloo sera o seu primeiro investimento fora da França. Genevieve Rossillon já mostrou grandes ambições com a sua vontade de quase dobrar o numero de visitas – passando de 170.000 a 300.000, contando  na contratação de quinze funcionários para melhorar o atendimento, na multiplicação dos eventos e das animações, e na ampliação da oferta cultural para todos os públicos

O Museu Wellington, último quartel geral do vencedor

Logo esse ano, já são previstas importantes comemorações, dia 18 de Maio com os 250 anos do nascimento do Duque de Wellington, e dia 15 de Agosto pelo aniversário do Napoleão. Perto do morro do Leão – monumento erguido pelos holandeses então ocupando a Bélgica -, serão realizadas a partir de junho varias reconstituições da batalha bem como da vida e do dia a dia das tropas. O novo Memorial terá também novidade nos seus dois restaurantes”, ambos com um decoração inspirada do ambiente na véspera da batalha . O  « Wellington » vai oferecer cardápios e preços tipo “Bistrô”, enquanto o mais requintado « Le Bivouac » apresentará uma cozinha mais gastronômica. Com essas novas ideias, a francesa Kleber Rossillon espera que a sua batalha de Waterloo será mesmo vitoriosa!

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo publicado na revista on-line Pagtour

As megatendências e as inovações no turismo

Bem estar, respeito da natureza, umas da megatendência do turismo mundial

Se as viagens internacionais dependem a curto prazo do cambio das moedas e do otimismo dos consumidores, os fatores que impactarão o turismo nos próximos dez ou quinze anos são menos conhecidos.  Euromonitor internacional, empresa especializada em estudos estratégicos,  publicou agora uma pesquisa sobre essas megatendências que vão definir o mapa mundial das industrias turísticas durante os próximos anos. Essas megatendências são modificações fundamentais dos comportamentos ou das atitudes que são observados em todos os mercados e atingem todos os setores. Não são fenômenos conjunturais, mas mudanças que podem demorar anos para se concretizar. Todos os atores econômicos devem integrar-los nas suas estratégias, seja de inovação de produtos ou serviços, seja de busca de novos clientes, seja na definição de futuras ações de marketing.

Euromonitor tentou definir as megatendências até 2030

Euromonitor definiu as cinco principais fontes dessas  megatendências. As evoluções econômicas levarão os países emergentes – inclusive o Brasil- a representar seis das dez maiores economias mundiais, e dos potenciais de viajantes, em 2030. As  mudanças demográficas –  urbanização, migrações, queda da natalidade e crescimento da terceira idade – impactarão as modas de viver e de consumir. Do lado das tecnologias, os desenvolvimentos dos celulares e a explosão da inteligência artificial terão consequências arrasadoras nos modos de viver, consumir e trabalhar. Com a pressão crescente sobre o meio ambiente, os consumidores querem interagir, diminuindo seus consumos de energia, suas pegadas de CO2, e procurando novas formas de consumo. Enfim as crenças e os valores estão mudando, redefinindo prioridades, percepções, atitudes e motivações.

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As oito megatendências impactando o turismo

Source : Euromonitor International

Considerando esses fatores de mudanças, Euromonitor levantou vinte megatendências , sendo oito com um forte impacto sobre o turismo internacional.

  1. Mais experiências: mesmo procurando produtos ou serviços, os consumidores precisam de experiências interativas e multisensoriais. As empresas devem responder a essas procuras de emoção que viram lembranças compartilhadas e relações mais estreitas com os clientes.
  2. Upgrade dos serviços. Os consumidores querem níveis de serviços mais elevados e mais personalizados. Hoje, qualquer estratégia empresarial deve incluir uma melhoria na qualidade (até o luxo com um justo preço), na autenticidade e na procura de relação emocional duradoura.
  3. Evolução do mapa-mundi. Se certos mercados tradicionais na Europa ou na América do Norte estão se fechando, ou se restringindo a alguns segmentos jovens, outras regiões da Ásia, da América latina ou da África oferecem novas oportunidades que os avanços tecnologias ajudam a explorar.
  4. Consumidores conectados. Computadores, celulares,  leitores multimídias ou livros numéricos oferecem ao consumidores inúmeras ocasiões de descobrir novos conteúdos, de interagir com eles ou de comparar los.
  5. Hábitos éticos . Os consumidores bem como as empresas estão dando cada vez mais importância aos valores morais e a ética. Uma compra ou uma reserva pode ser comprometida se o bem ou o serviço não fica atento ao meio ambiente, ao bem estar animal, a valorização dos funcionários e dos moradores, ou a moral das relações comerciais.
  6. Jeito de viver mais sadio. O bem estar hoje virou mais global, sendo físico, moral e espiritual. Ele define um jeito de viver   e  caracteriza atitudes frente a saúde, a alimentação, a beleza, as atividades físicas ou as evoluções pessoais.
  7. Mudanças na classe media. Em forte expansão na Ásia e na América latina, a classe media está recuando nos países mais desenvolvidos. Assim mesmo, esses consumidores não são atraídos somente pelos preços, mas também pela qualidade, a praticidade ou a autenticidade.
  8. Shopping reinventado. As mudanças sociológicas e as inovações tecnológicas estão mudando os hábitos de compra. O consumidor de hoje não é mais fiel a um único modo de comprar. Os comerciantes e os distribuidores devem ser presentes em vários canais com diferentes níveis de valor agregado antes, durante e depois da compra.

Essas oito megatendências vão não somente mudar os comportamentos dos viajantes, mas também obrigar os profissionais do turismo a inventar os novos produtos e serviços que são anunciados e esperados.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Chantal Neault na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat 

Um túnel e uma ligação ferroviária atravessando o estreito de Gibraltar?

Em Gibraltar, os últimos canhões ingleses vigiando os últimos macacos, ou vice versa?

Assim com o Eurotunel, o seu precursor interligando a França e a Inglaterra, e antes mesmo de ter a sua construção confirmada, o túnel atravessando o estreito de Gibraltar já tem uma mitologia e uma longa historia. Reatando as duas colunas de Hércules, seguindo por baixo do mar a travessia vitoriosa das tropas do Tarik, lembrando para Espanha (e até para o Portugal) o seu épico passado nas costas marroquinas e ao Marrocos as suas ligações européias, o projeto tinha sido lançado em 1979.  Os reis Juan Carlos e Hassan II assinaram o acordo  no embalo da então candidatura do Marrocos a União europeia, e os primeiros estudos  definiram em 1994  o tipo de obra – o túnel e não uma ponte- bem como o trajeto, a profundidade submarina exigindo um túnel de 38 quilômetros dos quais 27 em baixo do mar, seguindo um itinerário, já imaginado em 1895, entre Tarifa e o cabo Malabata.

Da Andaluzia até a costa tangerina, 35.000 ferrys atravessam o estreito cada ano

O interesse de uma ligação terrestre entre a Espanha e o Marrocos ficou ainda maior com a abertura de negociações para relançar a ferrovia transmagrebina de 2350 quilômetros interligando o Marrocos, a Argélia e a Tunísia, muito ativa até os anos sessenta quando parou em consequência de vários conflitos. Com o apoio da União do Magrebe árabe, e um financiamento de 3,8 bilhões de dólares do Banco Africano de Desenvolvimento, as obras para sua reinauguração deveriam ser realizadas em três etapas: a reabilitação de 363 quilômetros da ferrovia Marrocos Argélia, fechada desde 1994 depois de conflitos políticos entre os dois países, a reabertura de 503 quilômetros da ferrovia Argélia Marrocos, suspensa em 2004 por motivos econômicos, e finalmente a interligação completa  da transmagrebina, incluindo um trecho de alta velocidade de Tanger a Casablanca.

O Marrocos quer fazer de Tanger um destino turístico completo

Interligando duas das maiores potencias turísticas do Mar Mediterrâneo, e dois grandes parceiros econômicos, o túnel tem muitos argumentos a seu favor. Segundo a estatal marroquina encarregada do projeto, os fluxos de passageiros e de carga, hoje de meio milhão de pessoas e de toneladas, poderiam ser multiplicados por 25 até o ano 2050. Os projetos de desenvolvimento econômico da região aproveitariam os novos fluxos vindo tanto da Europa como dos países vizinhos, reforçando a vocação de Tanger como cidade aberto ao mundo , dona de um imenso potencial especialmente turístico. Um projeto capaz, segundo o ex presidente do conselho espanhol José Zapatero, de mudar o futuro da Europa e da África.

Ceuta, um dos conflitos que pode bloquear o projeto

Os obstáculos até a inauguração são porem importantes. São em primeiro lugar as dificuldades técnicas para uma obra passando a quase 200 metros  abaixo do nível do mar, numa região de risco sísmico. São os problemas de financiamento de um projeto ainda não orçado mas que deve custar mais de 15 bilhões de euros que são poderão ser reunidos com um apoio maciço da União Européia e dos grandes bancos mundiais. Os maiores problemas parecem porem ser políticos: rivalidades dos países do Magrebe, conflitos territoriais persistentes em Ceuta, Melila ou Gibraltar, medos europeus da imigração clandestinas, criticas americanas ao trafico de drogas. Num projeto de tamanha importância econômica e geopolítica, terá que ser paciente.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line La Quotidienne

Paloma, da onde sairia o túnel do lado espanhol

As ambições confirmadas da Espanha nos pódios do turismo mundial

A Plaza Mayor, coração turístico de Madrid

Dos três países que devem dividir em 2018 o pódio do turismo internacional, a Espanha foi a primeira a anunciar os seus resultados, um crescimento pequeno de 1,2 %  mas um novo recorde de 82,8 milhões de visitantes, provavelmente ainda atrás da França e numa briga apertada com os Estados Unidos pelo segundo lugar. O numero de excursionistas – visitantes sem pernoites, incluindo os cruzeiristas – também cresceu de 3,6%, chegando a  41,2 milhões. E com um gasto médio por pessoa de 1086 euros, as receitas estão se aproximando dos 90 bilhões de euros, recorde na Europa, somente superado a nível mundial pelas receitas do turismo norte americano. Talvez aproveitando as dificuldades politicas dos seus concorrentes francês e inglês, os resultados do mês de dezembro foram os mais espetaculares, com 9,7% de crescimento do numero de turistas.

Espanha faz parte de si, a campanha mundial de Turespaña

Os resultados por país de origem confirmam as previsões dos especialistas sobre a morosidade dos mercados da Europa, e o potencial dos BRICS. O Reino Unido se manteve na liderança com 18,5 milhões de turistas, mas em queda de 1,6%, uma queda observada também na Alemanha e nos países nórdicos. E com +0,7%, a França foi o único grande mercado de proximidade a ter um resultado positivo. Do lado dos mercados emergentes, a China cresceu de 3,9% – abaixo das expectativas das autoridades espanhóis, talvez por não ter conseguido resolver seus problemas de vistos, o México de 5,9% a Rússia de 6,3%, e a Índia de mais de 15%. O Brasil registrou um novo recorde, um impressionante crescimento de 19,1%. A surpresa mesmo foi porem as chegadas de turistas estadounidenses  que cresceram de mais de 12%, empurradas pela alta do dólar e  pela força crescente da comunidade hispânica naturalmente atraída pela Espanha.

A ministra Reyes Maroto apresentando os resultados do turismo 2018

Enquanto muitos países estão reduzindo as suas verbas ou até abandonando o marketing de destino, a ministra da industria, do comercio e do turismo, Reyes Maroto,  reafirmou que tinha um orçamento de 316 milhões de euros para não somente assegurar suas missões tradicionais mas ainda para reforçar algumas ações como a inovação tecnológica, a promoção internacional e os investimentos em novos modelos de destinos de turismo inteligente e sustentável. Verbas suplementares poderiam até ser mobilizadas se o impacto do Brexit se revelava muito negativo para o turismo inglês na Espanha. Lembrando que o turismo representava ao nível nacional 13% do Produto Interno Bruto, a ministra insistiu nas diferencias regionais que tem que ser consideradas para que o setor consegue continuar o seu papel no desenvolvimento dos territórios.

As Ilhas Canárias, onde o turismo internacional caiu 1,7% em 2018

As evoluções regionais  mostraram novas tendências do turismo na Espanha. Dos três destinos principais, as ilhas Canárias tiveram uma queda de 1,7%, as Baleares foram quase estáveis. O tradicional líder, a Catalunha,  parece porém ter recuperado nos últimos meses do ano o impacto negativo dos conflitos políticos e dos protestos dos moradores de Barcelona contra o overturismo. Mas foram nas outras comunidades que se encontraram os crescimentos mais significativos em 2018: +1,5%  na Andaluzia, +3,2% na Comunidade Valenciana, e um recorde de +6,3% no Grande Madrid que foi talvez o maior beneficiário do turismo vindo dos países emergentes. Para as autoridades e os profissionais espanhóis, umas boas noticias e a demonstração que suas anunciadas ambições de liderança do turismo europeu devem ser levadas a sério pelos seus concorrentes italiano e francês.

A Torre do Ouro na beira do Rio Guadalquivir em Sevilha

Paris, cidade dos dois Napoleão, o Grande e o Pequeno?


Sainte Genevieve, enfrentou Átila e virou padroeira de Paris

Andando nas ruas de Paris, olhando os nomes  das ruas, das praças ou dos monumentos, o visitante é colocado frente a numerosos personagens que influenciaram os dois mil anos de vida dessa tão peculiar, orgulhosa e rebelde cidade. Assim Sainte Genevieve, Robert de Sorbon, Philippe le Bel, Etienne Marcel, Marie de Médicis, Louis XIV, Gavroche, Bienvenue, Gallieni, de Gaulle, Pompidou, Mitterand, têm os seus seguidores e deixaram suas marcas na sua cultura, no seu urbanismo e na sua arquitetura. Mas segundo o escritor Dimitri Casali, que publicou recentemente o livro “Paris Napoléon(s)”, são porem os dois imperadores da dinastia bonapartista que deixaram,  durante os seus reinados e até hoje, as maiores e mais impressionantes marcas na cidade luz que 35 milhões de turistas continuam a visitar nesse século XXI.

O Arc de Triomphe numa foto de 1913

As grandes mudanças da Paris moderna começaram com Napoleão que queria assim mostrar a potência do Império. Depois dos abandonos e das destruições que acompanharam a Revolução e a guerra civil, a volta da ordem e da prosperidade possibilitam grandes obras que perduram até hoje. O Louvre é renovado, e no seu pátio é inaugurado o Arc du Carrousel. São abertas ou ampliadas a Rue de Rivoli, a Rue de la Paix, a Rue de Castiglione, a Rue d’Ulm. Na Place Vendôme foi construída a famosa coluna com o bronze dos 1200 canhões tomados dos austro-russos na lendária vitoria de Austerlitz. São iniciadas as construções da igreja da Madeleine e da faixada do Palais-Bourbon, do Canal de Ourcq, da Bolsa de valores e, claro, do Arc de Triomphe. Foram também quatro pontes, duas das quais – Austerlitz e Iena – têm nomes de vitórias imperiais. E para que qualquer cidadão, qual que seja sua raça ou sua religião, pudesse ser enterrado decentemente,  Napoleão mandou construir em 1803 o famoso cemitério do Pere Lachaise.

A Praça Vendome e sua coluna fundida com os canhões de Austerlitz

Outras grandes ambições parisienses do Imperador foram abandonadas depois do desastre de Waterloo. No morro de Chaillot (onde  foi depois construído o Palais du Trocadero, e nos anos trinta, o Palais de Chaillot), devia ser erguido um gigantesco palácio para o seu filho, o Rei de Rome, com uma faixada de 400 metros de largura e um parque cobrindo todo o lado oeste de Paris, até Champs Elysées e o Bois de Boulogne. Mesmo se esse e alguns outros projetos foram esquecidos, a chegada ao poder em 1848 do sobrinho de Napoleão I, Napoleão III, vai relançar muitos outros, e dar a capital francesa o aspecto que ela guardou até hoje. Investindo o equivalente hoje a 120 bilhões de reais, misturando preocupações urbanísticas, socais e militares, ele vai confiar ao Prefeito de Paris, o Barão Haussmann, todos os poderes para levar ao fim a metamorfose da cidade.

A beleza imponente do Palais Garnier, a Opera de Paris

E, durante o Segundo império, Paris vai ver a abertura de grandes avenidas: boulevards Saint Germain, Saint Michel, Haussmann, Diderot, bem como Saint Michel e Sebastopol ampliando o eixo Norte Sul da capital. A avenida da Opera liga a nova Opera com o antigo Palais Royal. Para compensar a destruição de 20.000 casas ou sobrados, são construídos alojamentos novos para os operários nos bairros populares da zona leste bem como prédios modernos e elegantes nas áreas nobres da planície Monceau. O Louvre é enfim finalizado, e vários parques e praças são redesenhados. Ainda abertos hoje, dois grandes hotéis muito conhecidos dos brasileiros, o Hotel du Louvre e o Grande Hotel, são projetados e inaugurados seguindo as suas ordens.  Em 1870, quando Napoleão III abdica do poder depois da derrota militar contra a Prussia, ele deixa Paris com (quase) uma bela e moderna cara da capital mundial aonde o visitante do século XXI não ia se sentir perdido.

O Boulevard Saint Germain, herança do Haussmann e do Napoleão III

Talvez até hoje perseguido pelo ódio de Victor Hugo (que o chamava de Napoleão o Pequeno), o sucessor de Napoleão o Grande, depois de ter feito tanto pela sua capital, não conseguiu porem conquistar o coração dos parisienses, nem gravar o nome dele, a não ser uma praça minúscula entre um Mc Donald e a estação de trens Gare du Nord, em nenhum monumento da cidade que ele tanto embelezou. Se Paris deve muito aos dois imperadores, o segundo deveria talvez ser chamado de o injustiçado ….

Esse artigo foi adaptado de um artigo original na revista francesa Le Point

O Pont des Arts, toque de charme herdado do Napoleão o Grande

 

O Hotel du Louvre, projeto iniciado ao pedido do Napoleão III

Na Croácia, um SPA onde a cerveja é a base do tratamento!

Mergulhar na cerveja é a última forma de fitness!

Entre Veneza e a costa Dalmácia, a Ístria sempre foi uma região famosa pela qualidade dos seus produtos agrícolas, sejam seus vinhos e seus azeites enraizados no Mediterrâneo que cerca a península, ou suas cervejas artesanais herança dos 500 anos de domínio austríaco. Nas montanhas do Sul da região, perto da cidade de Buje, a cervejaria San Servolo aproveitou o savoir-faire tradicionais e a qualidade da águas não somente para produzir uma das melhores cervejas do pais mas também para abrir um  complexo turístico único na Croácia.  Com um restaurante, uma casa “Bed and Breakfast”, um hotel e uma loja de produtos regionais, o San Servolo Resort and Beer Spa deve sua grande originalidade ao seu Spa onde a base dos tratamentos é a própria cerveja.

O predio da recepção, da loja e do restaurante

O Bed and Breakfast fica numa casa do conjunto chamada La Villa Romântica, com uma decoração aconchegante e detalhes de estilo clássico, como espelhos dourados ou papel de parede estampado, contrastando com o elegante design contemporâneo do hotel. A recepção, a loja de gastronomia e o restaurante ficam num outro prédio onde os designers escolheram um ambiente mais rústico valorizando a madeira. Mas a grande particularidade do lugar é seu Spa de cerveja, com a procuradíssima sala com duas grandes banheiras que os ajudantes enchem de cerveja para um tratamento exclusivo onde não é aceito nenhum outro produto, a não ser, claro, dois chopes para poder brindar com seu par.

Alem de virtudes medicinais, o lúpulo ajuda na aromaterapia

Desde os tempos do Egito dos faraós, as mulheres utilizavam a cerveja para uso terapêutico ou estético, na cura das doenças dermatológicas bem como nos tratamentos de beleza da pele. Quatro mil anos depois, pesquisas científicas japonesas e alemãs comprovariam que os sedimentos de levedura inativa de cerveja ajudam mesmo a manter um Ph equilibrado. Diminuindo a produção de sebo, contribuiria para matar as bactérias responsáveis pela acne e espinhas, a frear as rugas, além de amaciar a pele. O SPA do San Servolo chama também a atenção sobre os grandes poderes de aromaterapia do mirceno, um óleo essencial presente no lúpulo, com aromas de madeira, de balsâmico, de uva e de pêssego, e com uma forte concentração de vitaminas A e E.

A loja do San Servolo

O San Servolo Beer Spa não é o primeiro Spa aproveitando essas virtudes da cerveja, a Republica Tcheca foi até pioneira e o Brasil já abriu estabelecimentos especializados em Curitiba e Brasília, mas ele vai com certeza aproveitar o dinamismo do turismo da Costa Dalmácia Da fronteira italiana até Dubrovnik e as bocas de Kotor, passando por Zadar, Makarska, Spoleta e Ragusa, a Croácia multiplicou por seis os seus turistas internacionais desde a independência em 1995. Chegando a 15 milhões de visitantes, aproveitou a beleza do seu litoral e a riqueza da sua historia para virar um dos mais procurados destinos da Europa onde os Spa cervejeiros serão uma atrativo a mais.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line La Quotidienne

De Bali a Komodo, as novas rotas do Star Clipper

O Star Clipper no por do sol

Na marina de Benoa em Bali, o Star Clipper  fascina o visitante com seus quatro mastros, seu casco branco e seus metais brilhantes. Subindo a bordo, os passageiros ficam emocionados com o primeiro encontro com a tripulação, a instalação nas cabinas, o welcome drink e o primeiro jantar. Mas é na hora de zarpar que se nota a maior diferencia com um cruzeiro tradicional, quando os 170 passageiros sobem no deck para olhar o vento encher as 16 velas. Foi o sonho de reviver a grande epopéia dos “clippers” que incentivou o armador sueco Mikael Krafft a construir uma nova geração de veleiros gigantes, oferecendo uma experiência de navegação tradicional, mas com a tecnologia e o conforto do século XXI. Hoje são três embarcações construídas nos estaleiros  de Gand ou de Gdansk, o Royal Clipper, o Star Flyer, e o Star Clipper lançado em  1992 e navegando agora entre o Pacífico e o Oceano Índico.

Istambul e Turkish Airlines agora com um ambicioso aeroporto para 200 milhões de viajantes

Inaugurando o novo aeroporto de Istambul, o Presidente turco anunciou a ambição de chegar em dez anos ao primeiro lugar do pódio com 200 milhões de passageiros. Com uma capacidade atual de 90 milhões, esse “Ponto de encontro do mundo” deve logo chegar ao terceiro lugar do ranking dos aeroportos internacionais, atrás somente de Atlanta  (103,9 milhões ) e Pequim (95,7 milhões), na frente de Dubaï (88,2 milhões), Tóquio (85,4 milhões) e Los Angeles (84,5 milhões), e dos grandes concorrentes europeus de Londres Heathrow, Paris Charles de Gaulle ou Frankfurt. Com um investimento global de mais de 10 bilhões de USD, a Turquia mostrou que o projeto ia além do transporte aéreo, mas queria reforçar o papel da cidade herdeira de Constantinopla e dos seus três impérios, como ponto de encontro das rotas comerciais e turísticas entre a Europa, o Oriente Médio e a Ásia.

A torre de controle desenhada pela Pinafarina e inspirada da Tulipa otomana

Primeiro aeroporto construído numa nova localização (greenfield) nos últimos 20 anos, o aeroporto de Istambul impressiona pelos seus números, devendo chegar em 2028 com 76 km2 de superfície, 6 pistas, 4 terminais, 6 milhões de m3 de concreto, 53.000  m2 de lojas comerciais (o maior free shop do mundo), um investimento global de EUR$ 10,2 bilhões e … uma torre de controle inspirada da tulipa, a flor símbolo do império otomano. Por impressionantes que sejam, esses números acompanham o crescimento do trafego aéreo turco – 15,7% em 2018 – e as ambições da companhia nacional . Fundada em 1933, e com um crescimento acelerado nos últimos cinco anos, a Turkish Airlines deve transferir ainda esse ano a totalidade dos seus voos para o novo aeroporto, primeiro passo de um projeto que inclui chegar a 500 aviões e 120 milhões de passageiros em 2023.

Emirates, a companhia que segura o futuro do A 380

Com Istambul e a Turkish Airlines, a Air France ou a Lufthansa vão enfrentar um desafio ainda maior em relação a já problemática concorrência das companhias do Golfo. Tanto a Emirates, a Etihad e a Qatar Airways já tinham trunfos decisivos: hubs bem programados, serviços a bordo de grande qualidade, e aviões novos que lhes garantia a escolha dos viajantes, bem como pesos decisivos nas vendas de aviões da Boeing e mais ainda da Airbus que lhe asseguravam os apoios dos governos nas negociações de rotas. Mas, mesmo com os pesados (e bem sucedidos) investimentos de Abu Dhabi e mais ainda de Dubai para aumentar sua atratividade, a importância dos países da região como pólos turísticos depende muito das subvenções indiretas dos seus governos, e seus potenciais como mercados emissores ficam restritos pelas suas próprias demografias.

Antalya ja recebe mais de 10 milhões de turistas internacionais por ano

O hub de Istambul vai aproveitar do bom posicionamento da Turquia, em 2017 sexto destino turístico mundial com 37,6 milhões de visitantes, em forte crescimento nos últimos dois anos. Atraindo ao mesmo tempo russos e alemães, iranianos e israelenses, o turismo turco aproveita o apelo cultural de Istambul – uma das dez cidades mais visitadas no mundo – bem como a qualidade das praias de Antalya, para definir perspectivas de  42 milhões de turistas em 2018 e de 50 milhões em 2023. O novo aeroporto será também fortalecido pelo mercado emissor turco que deve ultrapassar em 2018 os 15 milhões de viajantes e chegar ao dobro nos próximos cinco anos. Juntando o potencial de mercado e de destino dos grandes países europeus com a dinâmica de hub e de companhias aérea dos países do golfo, a Turquia deve mesmo virar um dos maiores”players” do transporte aéreo internacional.

Jean-Philippe Pérol

Istambul guarda o fascinante acervo dos Romanos, dos Bizantinos e dos Otomanos

As surpresas dos novos rankings das cidades turísticas

Bangkok, em 2017 a cidade mais visitada pelos turistas internacionais

Se vários rankings dos destinos turísticos internacionais estão sendo publicado nos últimos anos, o « Global Destination Cities Index » da Mastercard é sem dúvidas um dos mais interessantes, não somente por levar em consideração os números de visitantes e os seus gastos, mas por analisar as performances de 162 cidades nos cinco continentes. Mais completa que a pesquisa da WTTC que mede exclusivamente o impacto econômico do turismo domestico e internacional em 72 destinos,  o relatório da Mastercard projeta os resultados do ano a partir dos números de visitantes internacionais, das despesas turísticas, das transações com o cartão de crédito e dos fluxos financeiros. A análise detalha também a duração das estadias bem como a média de gastos diários, mostrando surpreendentes evoluções no posicionamento dos grandes destinos.

TOP 10 VISITANTES Visitantes 2017 Crescimento 2018 Pernoites medios Gasto diario medio
Bangkok 20.050.000 9,60% 4,7 noites USD 173
Londres 19.830.000 3,00% 5,8 noites USD 153
Paris 17.440.000 2,90% 2,5 noites USD 301
Dubai 15.790.000 5,50% 3,5 noites USD 537
Singapura 13.910.000 4,00% 4,3 noites USD 286
Nova Iorque 13.130.000 4,10% 8,3 noites USD 147
Kuala Lumpur 12.580.000 7,50% 5,5 noites USD 124
Tóquio 11.930.000 1,60% 6,5 noites USD 154
Istambul 10.700.000 19,70% 5,8 noites USD 108
Seul 9.540.000 6,10% 4,2 noites USD 181
… São Paulo 1.920.000 13,13% 10,8 noites USD 61

 

Singapura se firma como uma das maiores cidades turísticas da Ásia

Pelo segundo ano consecutivo, o turismo urbano da Ásia confirma a sua liderança com o primeiro lugar de Bangkok que recebeu em 2017 mais de 20 milhões de visitantes internacionais. Essa liderança deve ser confirmada em 2018 com um crescimento previsto de 9,6%  o que fará com que os tradicionais rivais Paris e Londres batalhem agora pelo segundo lugar. Aproveitando o dinamismo dos mercados emissores da região, principalmente da China, mas também do Japão, da ASEAN  e até da Índia, quatro outras cidades asiáticas chegaram na lista das dez cidades mais visitadas pelos turistas internacionais: Singapura, Kuala Lumpur, Tóquio e Seul. Com crescimento bem superior a media mundial,  Pukhet, Hong Kong, Pattaya, Xangai, Pequim, Macau, e Shenzhen já estão também brigando para entrar nesse cobiçado grupo de líderes. 

Dubai, estratégia e investimentos construindo um grande destino

As cidades do Oriente Médio se fortaleceram em 2017. Dubai chegou em quarto lugar e continuou a surpreender com sua ousadia. O ano passado testou com sucesso os primeiros taxis voadores e quebrou um novo recorde do hotel mais alto do mundo. Com uma oferta turística luxuosa e cada vez mais diversificada, a cidade consegue incentivar seus visitantes a gastar impressionantes USD 537 por dia, um recorde nas 162 cidades da pesquisa. Varias outros destinos da região estão se destacado, seja a Meca pela primeira posição en volume de receitas,  Istambul pela sua nona posição no ranking mundial e seus 20% de crescimento previstos para 2018,  Antalya pelos seus 9,4 milhões de visitantes, ou Teerã pelo seu crescimento de 2017 e 2018. Mesmo muito dependente da conjuntura politica e securitária, a região se consolida como um dos novos pólos do turismo internacional.

TOP 10 RECEITAS Receitas em MM USD Crescimento 2018 Gasto diário médio
Dubai 29,7 7,8%% USD 537
Meca 18,45 7,40% USD 135
Londres 17,45 13,70% USD 153
Singapura 17,02 7,40% USD 286
Bangkok 16,36 13,80% USD 173
Nova Iorque 16,1 4,10% USD 147
Paris 13,05 16,00% USD 301
Palma 11,96 16,20% USD 220
Tóquio 11,91 7,80% USD 154
Pukhet 10,46 12,60% USD 239
…. São Paulo 1,35 13,13% USD 61

Paris seguindo no pódio das grandes cidades turísticas

Mesmo perdendo posições, as cidades da Europa continuam sendo muito procuradas, Londres ou Paris alternando na liderança dependendo do critério geográfico utilizado para o calculo das estatísticas (o município de Paris sendo muito menor que o grande Londres, Paris só passa na frente quando incluir os subúrbios). A força do turismo europeu pode porem ser medida pelo numero de destinos destacados nas pesquisas da Mastercard e da WTTC, tanto tradicionais como Milão, Veneza, Barcelona ou Firenze, que mais recentes como Dublin, Palma, Praga ou Dubrovnik. Ao contrario, os rankings carecem de cidades latino americanas, México sendo a única da região em posição de destaque. São Paulo é a primeira cidade brasileira, mas longe dos lideres, em 8º lugar na América latina pelo número de visitantes (1,92 milhões) e em 9º lugar em gastos por visitante na região, com somente USD 61 de gasto diário por pessoa e por dia, e USD 1,35 bilhões movimentados. Na nova conjuntura que se abre agora para o Brasil, vale esperar que o turismo urbano terá um merecido impulso.

Os novos pólos do turismo mundial

Esse artigo foi inspirado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line Pagtour

Os pedestres, novos reis dos destinos turísticos?

A Rue Cremieux, rua de pedestres em Paris

Quando fundou, em parceria com a Air France uma agencia de receptivo onde queria mostrar sua reconhecida criatividade, Gilbert Trigano fez questão de colocar os passeios guiados a pé como alguns dos produtos bandeira da nova empresa. Era o ano de 1976, e mais uma vez, ele foi pioneiro a se lançar numa aventura que a Tourisme France International continuou durante quase trinta anos. Mesmo na época dos ônibus de turismo ou dos carros de aluguel, o  inventor do Club Med já tinha percebido que os passeios a pé eram para o visitante a melhor forma de explorar um destino, de assimilar o seu ambiente, de sentir os seus cheiros, de vibrar aos sons da sua música, de mergulhar na sua cultura e de se comunicar com os seus moradores. Quarenta anos depois, reforçada pelas exigências ambientais e a procura de exercícios físicos, a ideia seduziu muitos grandes destinos que estou desenvolvendo a sua “caminhabilidade”.

A rua Saint Paul no centro histórico de Montreal

Cada vez mais preocupadas pela sua sustentabilidade, muitas cidades estão relembrando que andar a pé é o jeito mais simples de se locomover, tanto para os moradores que para os turistas. Elas desenvolvem a sua “caminhabilidade” – termo traduzido do inglês walkability, a capacidade para um destino de facilitar  a locomoção dos pedestres. Para o trabalho, os estudos ou os lazer, andar a pé necessita segurança, distancias curtas, serviços e meio ambiente agradáveis.  O site Walk Score classifica as cidades americanas, canadenses a australianas em função dessa “walkability” (tendo também outros ranking sobre a qualidade do transito urbano e as facilidades para os ciclistas). Cada cidade recebe uma nota em função das infraestruturas ajudando os pedestres a caminhar, bem como da proximidade dos serviços e das lojas, sejam padarias, supermercados, farmácias, bancos, restaurantes, shopping e parques.

Mais de 500 cidades já assinaram a carta Walk21

Sendo 100 a nota máxima, as cidades com índice superior a 90 são consideradas os paraísos dos pedestres, aquelas com índices de 70 a 89 muito boas para caminhar. Com menos de 50, uma cidade privilegia o papel dos carros e dos transportes coletivos. Nessa classificação, Montreal conseguiu em julho desse ano chegar a 70 pontos, fruto de um longo trabalho que começou em 2006, com a Declaração dos direitos do Pedestre  (Charte du piéton). Depois de dez anos, a prefeitura lançou um  Programa de implantação de ruas para pedestres ou para usos mistos para ajudar os distritos da cidade nos seus projetos  de infraestruturas viárias, de arquitetura urbana, de arborização, de parques ou até de animações artísticas ou musicais. 45 ruas já foram assim entregas para pedestres, representando quase sete quilômetros de caminhadas (e de alegrias) para os moradores e os visitantes.

Nova Iorque amplia as áreas reservadas aos pedestres

Nos Estados Unidos, o ranking de Walkscore coloca Nova Iorque em primeiro lugar com 89,2 pontos, na frente de San Francisco (86) e de Boston (80,9). A Big Apple começou a sua transformação urbana em 2007 com a ampliação da área pedestre de Times Square. Durante o verão 2009, Broadway foi fechada para o transito, e foram construídas áreas exclusivas temporárias ou permanentes. Foi também em 2009 que foi aberto o primeiro trecho da Highline, esse viaduto abandonado pelos trens que virou uma das mais concorrida caminhada dos nova-iorquinos e dos visitantes. Outras áreas de pedestres foram instaladas na cidade, por exemplo na 23, nos arredores do edifício Flatiron, onde a Prefeitura instalou verdadeiras praças para pedestres com mesas, cadeiras e guarda-sóis. 

Os Champs Elysées só para pedestres

Em Paris, a prefeita anunciou em 2017 o projeto “Paris piétons”, uma série de medidas incluindo a assinatura da Carta Internacional Walk21. Vários projetos foram lançados: travessias do anel rodoviário, trilhas verdes aproveitando as grandes avenidas, uma grande área exclusiva para pedestres no bairro do Marais. Algumas áreas serão fechadas ao transito durante os finais de semana, outras durante alguns feriados excepcionais, incluindo os próprios Champs Elysées, ampliando experiências anteriores. Painéis com mapas especificos e sugestões de roteiros para caminhadas turísticas ajudarão visitantes e moradores a descobrir a cidade luz de forma diferente, aquela mesma que o Trigano tinha imaginado há mais de 40 anos.
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Esse artigo foi adaptado de um artigo original de Chantal Neault na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat