O turismo e o boicote dos Jogos Olímpicos

The flags of China and the Olympics are seen being raised before the handover ceremony in Athens

Na entrega da chama em Olimpia, as bandeiras da China e do C.O.I.

As tentativas de boicote não afetavam muito os Jogos Olímpicos da Grécia antiga. De 776 a.C. até 393 d.C, foram somente três tentativas, duas por motivos políticos e uma por motivo de corrupção, cada uma referente a exclusão de uma cidade, e todas fracassadas. Os espartanos  em 420 a.C., os acadianos em 364 a.C. e os atenienses em 332 a.C. acabaram participando, seja por medo de um conflito armado, seja para não ofender os deuses ou seja para seguir a vontade popular para qual esse trégua devia ser, a cada 4 anos, um momento sagrado de comunhão do mundo helénico.

Os Jogos de Moscou sofreram o maior boicote da historia olímpica

Os Jogos modernos foram ao contrario marcadas por muitas polémicas políticas.  Em varias ocasiões países insatisfeitos cancelaram sua participação (Turquia em 1896, Taiwan em 1952, China em 1958  ou Coreia do Norte em 1988), países foram excluídos (os vencidos das guerras mundiais em 1920 e 1948, a Africa do Sul em 1964), e três olimpíadas foram marcadas por boicotes maciços: Montreal 1976 (países africanos protestando contra a apartheid), Moscou 1980 (Estados Unidos e aliados protestando contre a invasão do Afeganistão) e Los Angeles 1984 (países comunistas retalhando 1980).

A ceremônia de abertura é sempre um grande momento dos J.O.

Enquanto a pandemia já vai impedir aos espectadores, tanto estrangeiros que chineses, o acesso aos estádios e aos centros de competição, os profissionais do turismo só podem lamentar esse novo golpe para o setor, as reservas perdidas e o clima de retomada mais uma vez adiado. Alem do impacto sobre esses Jogos de Inverno, o boicote só vai ajudar a aumentar as incertezas referentes a outros grandes eventos esportivas que exigem pesados investimentos dos hoteleiros e das operadoras, bem como decisões muito antecipadas dos viajantes.

Os Jogos de 2024 já mobilizam os parisienses

Torcer para o sucesso dos Jogos de Inverno 2022 não é um ato político, é uma homenagem aos atletas olímpicos e paraolímpicos que trabalham há quatro anos para isso, símbolo da resiliência de toda a humanidade frente a pandemia. Para o turismo, não se trata somente de torcer para o sonho olímpico de Pequim, mas de contribuir, fora da política, a um clima de segurança, de estabilidade e de tolerância que vai acelerar a retomada e ajudar  todos os profissionais que trabalham para os grandes eventos que estão chegando – Copa do Mundo no Qatar 2022 ou Jogos de Paris 2024 -, e de muitos outros para vir.

Jean Philippe Pérol

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercado e Eventos

Na nova era pos pandemia, o agente de viagem voltando com mais legitimidade

No pos Covid, um turismo a reinventar

Se ainda existam dúvidas sobre o calendário da retomada – as viagens internacionais sendo muito perturbadas pela nova variante-, os profissionais são todos convencidos de uma coisa: o mundo do turismo pos Covid está renascendo com profundas mudanças. Essas mudanças vão impactar os consumidores, as companhias aéreas, os hotéis, os restaurantes e as atrações. Para as agencias de viagens é sem dúvidas uma verdadeira revolução que deve ser esperada, mas as consequências podem talvez ser mais positivas do que podia se esperar no auge da crise.

A pandemia prejudicou todos os setores do turismo

No mundo inteiro, as agencias enfrentaram queda de atividade de até 80%, prejuízos financeiros, demissões forçadas . 70% delas ficaram temporariamente fechadas e as previsões mais pessimistas  projetam que  20% delas não vão reabrir. No Brasil a última pesquisa Cap Amazon/ Mercado & Eventos projetava que 7% das agencias ficaria fechadas, mas  indicava  que 27% iam ficar virtuais. Mesmo com a retomada virando uma realidade, a primeira revolução da nova era pos Covid parece mesmo ser uma queda do numero de agencias, reforçada com uma queda do numero de funcionários – e mais ainda de funcionários em carteira.
Credito: DepositPhoto

Os novos viajantes voltam nas agencias tradicionais

Por difícil que seja, algumas agências vejam no novo quadro do turismo umas oportunidades. Profissionais estão vendo e-consumidores voltando para o presencial depois de meses de dificuldades enfrentando inteligências artificiais on-line. Num clima de incertezas, de cancelamentos ou de regras sanitárias mudando diariamente,  a presencia humana informa e tranquiliza melhor que o “aperto 1, aperto 2, aperta *”. Claro que não se trata de questionar a força do digital, mas de constatar que o conselho, a personalização e a reatividade vão agora levar a uma coabitação perene entre o físico e o on-line.

A então agência Wagons lits//Cook no RIo em 1934

A coabitação entre o assistante virtual das OTA e o “Travel advisor” das agências vai talvez ser ajudado pela nova importância dos “home agents”. Outra consequência da pandemia e das demissões em massa de funcionários, o número de agentes independentes, trabalhando em casa em relação ou não com agencias de viagens tradicionais, está crescendo. Seguindo o modelo da América do Norte, pode chegar a representar quase a metade dos empregos do setor. Com toda sua legitimidade vindo da sua capacitação profissional e do perfeito conhecimento dos seus clientes aos quais ele oferece um serviço extremamente personalizado, o “home  agent” vai ser um ator incontornável da retomada.

Nas novas agencias, experiências digitais e virtuais

Carregando a bandeira da defesa do consumidor, oferecendo uma experiência de serviço logo na preparação da viagem, oferecendo uma verdadeira “expertise” na escolha e na negociação do itinerário, as agencias estão investindo em vendas multicanais, mas também em locais de atendimento mais aconchegantes e renovados com recursos tecnológicos. Enquanto seu desaparecimento já foi anunciado varias vezes no passado, na época do corte das comissões ou mais recentemente com o crescimento das OTA e dos sites comparativos, o agente de viagens – agora Travel advisor, Travel planner ou até Travel designer-  vai mostrar na era da pos pandemia que ganhou mais legitimidade, sendo o verdadeiro Fenix de um setor que vai rapidamente recuperar todo seu peso econômico, social e humano.

Jean-Philippe Pérol

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercado e Eventos

 

Bilionários inaugurando mais uma vez o turismo espacial?

Dennis Tito, o primeiro turista espacial da história

Em 2002, na abertura da primeira edição do ILTM de Cannes, o Diretor do salão destacou um dos expositores que , segundo ele, mostra o caminho do turismo do futuro: era uma operadora que oferecia por uns 20 milhões de USD o primeiro passeio no espaço. Co-presidindo o evento, o então diretor geral da Maison de la France, fez questão de lembrar que era sem dúvidas um acontecimento, mas que com certeza os viajantes que aceitavam de pagar um tal preço par uma experiência de alguns minutos não representavam mais que uma micro-niche que não ia acrescentar muitas receitas ou muitos empregos ao desenvolvimento sustentável do turismo internacional.

Guerra de egos ou nova era do turismo mundial?

Quase vinte anos e dez clientes depois, o turismo espacial volta a ser noticia, essa vez como competição de ego três bilionários mediatizados, todos com grandes investimentos nos transportes para o espaço: Egon Musk da Tesla- que teria sempre sonhar em abrir a colonização da planeta Mars mas já conseguiu para SpaceX fabuloso contratos com a NASA-, Richard Branson da Virgin – interessado há anos pelas viagens supersônicas e as ascensões em balões através da Virgin Galactic-, e Steff Bezos da Amazon – sonhando desde 2000 com colônias espaciais flutuantes construídas e lançadas pela sua empresa especializada Blue Origin.

A largada do VSS Unity desde seu lançador

Se nenhum dos três poderá alegar ser o primeiro turista espacial ( Dennis Tito no 21 de Abril 2001, e depois dele uns dez milionários pagaram nos últimos vinte anos uns 20 milhões de USD para viajar a bordo de foguetes Soyuz), Richard Branson foi mesmo o primeiro a viajar a bordo do seu proprio navio espacial. No dia 11 de julho, o excêntrico empresário sai na frente com três outros passageiros e dois pilotos no VSS Unity, levado pelo lançador VSS Eve. Depois da largada, subiu até 90 quilômetros de altura -10 quilômetros acima do limite do espaço definido pela Aeronáutica estado-unidense – e foi pousar na base de Spaceport no Novo México onde nada menos que Elon Musk esperava para reservar uma vaga num próximo voo.

No deserto do Texas, o Blue Origin de Steff Bezos

Jeff Bezos saiu nove dias mais tarde, dia 20 de julho, com o seu foguete New Shepard, atingiu 107 quilômetros de altura, e depois de dez minutos voltou abrindo os três paraquedas da capsula para pousar no deserto do Texas. Se não foi na dianteira, Jeff levou vantagem sobre o seu rival. Em primeiro lugar ultrapassou a barreira do espaço, 100 quilômetros de altura segundo as convenções internacionais. Em segundo caprichou no conteúdo emocional, com a presencia a bordo de vários objetos carregados de símbolos fortes: colar da sua mãe, pedaço do avião dos irmãos Wright, medalhão de Montgolfier, e convite a pioneira da aviação americana Wally Funk, hoje com 82 anos.

Olivier Daemen junto com Jeff Bezos, Mark Bezos, e Wally Funk

Jeff Bezos superou também Richard Branson em levar um passageiro pagante – o montante exato, superior a 20 milhões de USD, não foi porem divulgado. O feliz escolhido foi um neerlandês de 20 anos, Oliver Daemen, que foi presenteado pelo pai, dono do hedge fund Somerset Capitol Partners. Oliver tinha chegado em segundo lugar num leilão disputadíssimo de 75 pessoas, mas o vencedor teve que adiar a viagem e seguirá nos outros voos programados, dois em 2021 e vários em 2022. Nessas previsões de turistas espaciais, a Blue Origin tem ambições mais modestas que a Virgin Atlantic que já vendeu mais de 600 passagens de USD 250.000 cada e está programando 400 voos comerciais nos próximos anos.

O impacto do turismo espacial já preocupa os ambientalistas

Mesmo se os três bilionários insistam na dimensão sustentável e social desses projetos, as reações da imprensa bem como das mídias sociais foram pelo menos cautelosas, pouco jornalistas ou influenciadores sendo convencidos que os bilhões gastos nesses voos ajudaram ou ajudarão a encontrar soluções as crises de curto ou longo prazo, e muitos deles achando que essas viagens não se encaixa nas novas tendencias de sustentabilidade e de responsabilidade social. Para os profissionais, mesmo nas hipóteses mais favoráveis de algumas centenas de passageiros nos próximos anos, o turismo espacial,  continua pertencendo ao distante futuro.

Jean-Philippe Pérol

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercado e Eventos

Para os agentes de viagem, a retomada é agora

Desde que a atividade turística foi a perto de zero no início da pandemia no Brasil, a pergunta que todo o trade fazia era: quando será a retomada? Questão difícil de responder, muitas vezes especialistas faziam apostas, mas pouco das projeções se concretizou. Agora, porém, com uma parte da população vacinada, os agentes de viagens – principal canal de comercialização de produtos turísticos, estão mais otimistas.

A mais recente edição do TERMÔMETRO DO TURISMO – projeto de pesquisa feito em conjunto pela CAP AMAZON e pelo MERCADO & EVENTOS – mostra que o pessimismo está ficando para trás. A pesquisa consulta exclusivamente agentes de viagens de todo o País e contou com mais de 100 respostas.

Retomada do turismo

Na opinião de 62% dos profissionais, a retomada ocorre agora no segundo semestre de 2021. Mais especificamente, 35% projetam o aquecimento das vendas neste terceiro trimestre e 27% para os últimos três meses do ano. Para uma parte dos agentes – que corresponde a 10% do total – a retomada já aconteceu no primeiro semestre, enquanto 11% acredita que esta página já ficou para trás e apontam que a retomada começou em 2020. Mais cautelosos, 17% esperam uma volta somente em 2022.Nordeste continua líder na preferência dos viajantes

Em relação aos destinos mais procurados, o nacional segue sendo a maior aposta. Dentro do Brasil, o Nordeste está ainda na liderança, com 53%, mas menor do que na edição de março, quando apareceu com 66%. Em seguida o Sudeste está voltando, passando de 14 para 27%. Depois vem o Sul- puxado por Gramado- que passou de 16 para 18%. Centro Oeste e Norte aparecem com somente 1% cada.No internacional, o Caribe é o destino mais produrado

No que diz respeito ao exterior, já é possível perceber o efeito dos destinos que já estão abertos para brasileiros. O Caribe- com México e as quarentenas para os EE UU- é líder com 47%, sendo que na pesquisa anterior, tinha aparecido com 30%. Europa passou de 23 para 20%, com forte domínio do Portugal, a América do Sul de 24 para 7% devido ao fechamento de quase todas as fronteiras, e América do Norte de 13 para 18%, aproveitando o impacto das vacinas.

Para os agentes, o lazer irá liderar a retomada

Os segmentos que mais devem viajar, na opinião dos agentes segue liderado pelo lazer com 47%, seguido de Família e Amigos com 32%. Depois vêm Corporativo (10%, em queda), Cruzeiros (9%, voltando a crescer) e Mice (2%).

27% das agências irão operar no regime de home office definitivamente

O home office vem para ficar

Otimismo aparece também na previsão de faturamento das agências

Otimismo aparece também na previsão de faturamento das agências

Em relação ao faturamento, há também melhores perspectivas. 35% dos agentes espera resultados um pouco acima do mesmo período do ano passado. Outro dado importante é que 32% dos pesquisados já estão operando normalmente, enquanto 61% estão em home office (27% de forma definitiva) e 7% encerraram as atividades, porém, com uma parte da população vacinada, os agentes de viagens – principal canal de comercialização de produtos turísticos, estão mais otimistas.

Além do Covid, um “Brazilian bashing” ?

A variante brasileira do virus preocupa muito cientistas e políticos

O hashtag #VariantBresilien é talvez mais um exemplo da degradação da imagem do Brasil junto as opiniões públicas da América do Norte e da Europa ocidental. Empurrados pelo descontrole da pandemia, fakes ou verdadeiros, os rumores sobre as variantes “sul americanas” são motivos para discriminar brasileiros, bloquear ou suspender voos internacionais , ou simplesmente para  impedir a entrada de viajantes provenientes do Brasil. Em uma reportagem publicada no dia 18 de Abril, a Folha de São Paulo citou casos no Portugal, na Irlanda, na Holanda e na França, e lembrou o risco de xenofobia e de violências como foi o caso nos Estados Unidos com a comunidade chinesa.

A suspensão dos voos da Air France foi uma das decisões mais fortes

Na França, as medidas contre os viajantes provenientes da América do Sul foram endurecidas essa semana. Sem poder limitar as chegadas de vários países europeus – Suécia, Polônia ou Hungria- onde a pandemia tem índices muito mais altos que no Brasil ou no Chile, o governo impõe uma quarentena para todos os residentes de 4 países sul americanos, incluindo seus próprios cidadãos. As restrições contra o Brasil estão virando um assunto político, simpatias “latinas” virando suspeitas, viagens para América do Sul sendo julgadas escandalosas, a direita esquecendo a herança do de Gaulle e pedindo mais “firmeza”, a esquerda  confundindo proximidades políticas e relações com estados e povos.

As divergências sobre o futuro da Amazônia alimentam o “Brazilian bashing”

Se a situação sanitária e a preocupação com as variantes brasileiras do vírus são uma realidade, esse “Brazilian bashing” se inscreve infelizmente em uma tendência de vários anos. As mudanças na politica internacional do Brasil, suas evoluções sobre assuntos de sociedades, bem como o novo relacionamento do poder politico com a imprensa não foram sempre bem compreendidos pelas mídias que constroem a opinião mundial. E os crescentes mal-entendidos sobre a Amazônia, cuja realidade é parcialmente ou totalmente desconhecida pelos governos estrangeiros, pesam cada vez mais sobre a imagem do país, afetando a economia, as exportações, os investimentos e o turismo.

A volta dos brasileiros ajudará a imagem a dar a volta por cima

Mesmo com esse quadro negativo, os profissionais do turismo – especialmente aqueles que estão envolvidos nas relações com a França, devem acreditar que essa situação será superada, tendo várias razões para isso.

  • a pandemia é um fator importante da aceleração desse “Brazilian bashing”, mas as campanhas de vacinação bem sucedidas levarão ao final dessa crise, mesmo se pode demorar ainda vários meses.
  • a guerra verbal sobre a Amazônia vai ter que evoluir em uma cooperação respeitosa da soberania brasileira, assegurando os objetivos de luta contra as mudanças climáticas. Longe de ser um bloqueio ao desenvolvimento da região, um novo acordo internacional pode abrir oportunidades – inclusivo no turismo- e  ajudar a mudar a imagem do Brasil.
  • a relação especial entre os dois países tem raizes na história e na cultura, muito mais fortes que divergências pontuais. Auguste Comte e Santos Dumont sempre superaram o Conde d’Eu, o litígio do contestado ou a guerra da lagosta.
  • as mudanças politicas nas perspectivas de 2022, e a troca de ministro das relações exteriores, deveriam afastar a ideia que o Brasil vai aceitar de ser um pária através do mundo.
  • A França sempre foi um dos mais importantes destinos dos turistas brasileiros, e ser brasileiro sempre foi na França um motivo de atendimento especial (Como foi no Brasil  para os turistas franceses). Multiplicando os encontros e as relações pessoais, a retomada do turismo deve ser outro importante fator para acabar com esse triste “Brazilian bashing”.

Jean Philippe Pérol

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercado e Eventos

Agentes de viagens esperam recuperação mais lenta

 

Os agentes de viagens estão se mostrando mais pessimistas

A quinta rodada da pesquisa TERMÔMETRO DO TURISMO, uma parceria entre o MERCADO & EVENTOS e a CAP AMAZON, mostra que há uma incerteza muito grande por parte dos agentes de viagens em relação a recuperação do setor. Entre os respondentes, 32% acreditam que a retomada das viagens ocorrerá apenas no segundo semestre de 2021; 27% apostam no segundo trimestre e 26% acredita que isso ocorrerá apenas em 2022. Para 9% a retomada teve início em 2020 e os outros 6% disseram que a retomada ocorre neste primeiro trimestre. Os dados foram colhidos em fevereiro e os resultados englobam um universo de mais de 300 agências de todo o Brasil. Do total de empresas que responderam, 85% têm menos de dez funcionários; outros 9% têm de dez a 50 e os outros 6% contam com mais de 50 colaboradores. 76% são especializados em lazer, 12% corporativo e 12 em outros nichos específicos.

Gráfico 1

“Na última pesquisa, que foi feita entre novembro e dezembro, o mercado estava começando a esquentar e os agentes já estavam caminhando com clientes voltando a viajar. Desta vez, sentimos que a conjuntura é muito diferente, com esta nova onda da Covid-19 muitos países se fecharam e as restrições são enormes. Agora não é só não poder sair, também não tem muito onde ir. É um pessimismo que vai muito além do Turismo e atinge todos os setores”, destacou Jean-Phillipe Pérol, diretor da Cap Amazon. Para o diretor de Redação do M&E, Anderson Masetto, a situação é parecida com o início da pandemia, quando as principais notícias eram as de fechamento de fronteiras, hotéis e atrativos. “Estamos vendo notícias iguais no início da pandemia. Tudo isso começou com o surgimento das novas variantes, primeiro a do Reino Unido e depois a do Brasil. As fronteiras começara ser fechadas e temos hoje poucos países que aceitam receber pessoas que estiveram no Brasil. O fato é que as pessoas estão cansadas, mas enquanto a situação não estiver minimamente controladas, as viagens estarão cada vez mais restritas, infelizmente. Mas por outro lado, a campanha de vacinação já começou e vemos uma porta de saída”, afirmou.

Gráfico 4

O pessimismo se reflete também na previsão de faturamento. Embora o maior percentual (36%) acredite que será um pouco maior do que no ano passado, é necessário lembrar que a comparação é com 2020, quando as vendas despencaram. Outros 26% vêem um faturamento muito abaixo e 15% um pouco abaixo. Para 14% será igual e 6% um pouco acima. Faturamento menor também leva as agências a buscarem uma redução de custos. Gráfico 5O número de empresas operando em home office aumentou em relação a última pesquisa de 68% para 72%. 25% estão operando normalmente, enquanto 3% estão fechadas. “Mesmo antes da pandemia, esta era uma tendência observada em outros países e que a gente já esperava que fosse acontecer aqui. A pandemia acelerou esta tendência”, ressaltou Masetto. “Também acredito que a crise está acelerando fenômenos que já estavam a caminho. O crescimento dos chamados home agents é um fenômeno importante nos Estados Unidos e aqui é uma adaptação a evolução do mercado, não apenas por conta da pandemia”, complementou Pérol.

Gráfico 3

A pesquisa abordou ainda as tendências. Os agentes foram perguntados para quais destinos acreditam que a recuperação será mais rápida. O campeão, novamente, foi o Nordeste, com 65% das respostas, seguido do Sul com 16%, Sudeste com 14%, Centro Oeste com 3% e Norte com 2%.

Os destinos caribenhos – incluindo o México- seguem líderes das preferências

No caso do internacional, Caribe, incluindo o México, está na frente com 30%. Em seguida vem América do Sul, com 24%; Europa, com 23%; Europa, com 23%; e América do Norte em forte alta com 13%. Os demais destinos somaram 10%. O primeiro segmento a retomar, para as agências pesquisadas são o lazer com 44%, visita a familiares e amigos com 34%, corporativo com 15%, cruzeiros com 4%, e feiras e MICE, com 2%.

Novas tendências vão impactar a retomada

Na opinião das agências consultadas, a retomada é mais uma vez foi recuada, em média, para o segundo semestre deste ano, um pessimismo marcante em relação a pesquisa anterior. Por outro lado, ainda impactada pelo fechamento de fronteiras, a procura de destinos favorece o doméstico. “O pessimismo é também ligado ao fato que as os setores mais “agenciados” (corporativo, cruzeiros e internacional) não estão dando sinais significativos de saída da crise. Além disso, a retomada do doméstico é mais difícil de ser captada pelos agentes”, finalizou Pérol.

Veja aqui a apresentação completa dos resultados:

Democratas ou Republicanos, destinos são também Política?

A imagem do Presidente impacta a imagem do pais e do destino

As últimas eleições americanas, e a acirrada disputa que acabou com a vitória de Joe Biden, foram seguidas com muita atenção – e as vezes com muita paixão – pelos profissionais do turismo do mundo inteiro. Agentes de viagem ou hoteleiros sabem que as futuros decisões dos responsáveis políticos impactam de forma decisiva as escolhas dos viajantes. Com rumos diferentes dados pelos governos ao crescimento econômico,  aos índices da bolsa, ao valor de câmbio, as infraestruturas, bem como a imagem do país e de seu “comandante-em-chefe”, os fluxos de turistas podem aumentar, diminuir ou simplesmente mudar de destinos.

O dinamismo de Wall Street impacta diretamente as viagens dos americanos

Se olhar por exemplo os fluxos de turistas norte americanos para Europa nos últimos trinta anos, pode observar que dois desses fatores explicam as flutuações do número de viajantes. O valor do câmbio do USD frente as moedas européias e depois para o EUR, combinado com o nível do índice da bolsa de  Nova Iorque, definem assim claramente as evoluções anuais, baixando até menos de 10 milhões quando for desfavoráveis como em 2003 ou 2008, e subindo até um teto de 18 milhões quando a força do USD se junta com o otimismo de Wall Street, o que foi o caso em 2000, 2007 ou 2018.

Obama se empolgou pela promoção do turismo nos EEUU

Além das suas decisões e dos seus sucessos, os dirigentes democratas ou republicanos influenciam as viagens com sua própria imagem. Olhando a dura concorrência da Europa e dos Estados Unidos para o  primeiro lugar dos seus destinos junto aos viajantes brasileiras, é assim interessante de ver como os brasileiros votaram com as suas viagens. Atrás da Europa no início dos anos 90, os Estados Unidos passaram na frente durante a cia do Clinton. A liderança se inverteu na presidência do Bush, até que a chegada do Obama voltou a por os Estados Unidos no primeiro lugar, posição que eles perderam depois da eleição do Trump. Os jogos estão agora abertos para 2021….

As escolhas politicas americanas impactam os destinos europeus

Uma pesquisa realizada alguns anos atrás pela Atout France nos Estados Unidos mostrou que a própria escolha dos destinos depende também dos perfis políticos dos viajantes. 78% dos entrevistados declaravam que suas convicções partidárias influenciavam as suas viagens. Dos quatro grandes destinos europeus dos estadunidenses, a Inglaterra era “vermelha” (preferida por 87% dos republicanos e somente 18% dos democratas) assim como, em menor escala, a Alemanha (24% dos republicanos e 18% dos democratas), enquanto a França e a Itália eram azuis de forma arrasadora (respectivamente 8% republicana e 73% democrata para a primeira, 14% republicana e 57% democrata para a segunda). Será que viagem é mesmo também politica?

Jean-Philippe Pérol

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercado e Eventos

Uma retomada começando pelo turismo domestico, apenas em 2021 e fugindo do overturismo?

 
Pesquisa foi feira em parceria pelo M&E e pela Cap Amazon

Mais uma rodada da pesquisa TERMÔMETRO DO TURISMO, realizada em parceria pelo Mercado & Eventos e pela Cap Amazon, foi divulgada nesta quarta-feira (30). Os resultados mostram que s agentes de viagens estão mais pessimistas em relação a retomada do que nos levantamentos anteriores. Para 45% dos profissionais que responderam o questionário, a volta das viagens e das vendas ocorrerá no primeiro semestre de 2021, 19% apostam no segundo semestre do ano que vem, enquanto outros 19% apontam o mês de dezembro. Foram ouvidos cerca de 300 profissionais de todo o Brasil, com ênfase em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Manaus e Belém. Das agências pesquisadas, 74% são especializadas em lazer, 9% em corporativo e 17% especializada em nichos específicos. A grande maioria (90%) tem menos de dez funcionários, 8% de dez a 50% e 2% mais de 50. As respostas foram colhidas entre os dias 10 a 30 de setembro. “Lá no começo da pandemia, todos achavam que era uma crise forte, mas que iria passar em um tempo menos. Agora, os agentes de viagens estão percebendo que as perspectivas são muito imprevisíveis”, disse Jean Phillipe Pérol, diretor da Cap Amazon. “Os agentes estão bastante pessimistas se compararmos com a primeira pesquisa, realizada em maio”, completou o executivo, lembrando que na época a maioria apontou que a retomada teria início no mês de setembro.

Anderson Masetto, editor chefe do Mercado & Eventos, acredita que os resultados atuais apontam mais para uma realidade mais clara do que um aumento do pessimismo. “Em maio, tínhamos o exemplo de países que já tinham saído da crise. Na China, onde tudo começou, por exemplo, ela demorou um tempo menor. Agora, as vendas já estão acontecendo e, por isso, o agente de viagens consegue ter uma perspectiva melhor sobre o que deve acontecer nos próximos meses”, explicou. Outra hipótese levantada por Pérol é o fato da retomada já ter começado e estar sendo encaminhada pelos destinos domésticos, uma vez que – antes da pandemia – muitas destas vendas acabavam não passando pelas mãos dos agentes de viagens. “A diferença de percepção da retomada em maio e agora pode vir deste fato”, disse. A oferta de produtos é outro fator que também pode justificar este pessimismo maior do agente de viagens. Segundo Pérol, os voos, por exemplo estão acontecendo, mas em um volume muito menor do que em 2019.

Nas pesquisas anteriores, os agentes de viagens apontaram as viagens pelo Brasil como o principal carro-chefe da retomada. Por isso, nesta terceira rodada foi incluída uma pergunta sobre quais regiões do País teriam uma volta mais rápida do fluxo de turistas. Como esperado o Nordeste ficou na liderança, com 37%, seguido do Sudeste, com 30%, Sul com 22% e Norte com 8%. O Centro Oeste ficou com 2%. “O doméstico é, de longe, o que está mais adiantado em termos de retomada. Aparentemente, o Nordeste é aquele que está aproveitando isso melhor”, destacou Pérol. “Nenhuma surpresa em ver o Nordeste na frente, mas é importante destacar o Sudeste em segundo lugar com 30%. A região é o maior pólo emissor do País e isso reflete a tendência de viagens a lugares próximos neste início de retomada, como o paulista viajando pelo próprio estado, por exemplo”, complementou Masetto. Para Pérol, existem dois fatores que podem ser explicados neste resultado. O primeiro é a viagem para a visita de familiares e amigos, colocada como uma das primeiras modalidades a retornar. O outro, que é um fenômeno mundial, são as viagens de carro para destinos a até 250 quilômetros de distância. “Isso aumentou muito e substitui, em muitos casos, a viagem de avião. Acredito que há muito mais paulistas que viajam para as praias próximas e interior hoje e o mesmo ocorre em outros estados. As pessoas estão indo conhecer pontos turísticos mais próximos”, contou. “Acredito que esta tendência irá continuar no pós-pandemia”, completou.

No caso das viagens internacionais, Portugal “roubou” a primeira colocação da América do Sul nesta terceira rodada. 21% dos agentes de viagens acredita que este será o destino a se recuperar mais rápido. Os destinos sulamericanos vêm em seguida com 19%, seguidos de América do Norte (18%) e Caribe (18%). 14% escolheram outro destino da Europa e 4% outros. Embora isso seja também reflexo da desaceleração da pandemia na Europa, o editor chefe do M&E acredita que estes resultados têm relação também com a oferta de voos. “Embora o desenrolar da pandemia pese, temos visto que as pessoas tem tido confiança nos protocolos e vão viajar. E, em paralelo a isso, os voos estão voltando, com companhias da Europa voltando a operar no Brasil e muitas que não voltaram ainda, já marcaram data. Portanto, é também uma questão de mobilidade. Antes não era possível chegar porque não tinha voos. Agora os voos estão aumentado gradativamente”, afirmou. Para Pérol outro ponto que contribui é que boa parte dos países da América do Sul permanece com as fronteiras fechadas. “Com a falta de previsão de abrir, a América do Sul caiu muito. Outro fator é que a Europa se tornou mais atraente do que os Estados Unidos por vários motivos, um deles é que a imagem do País caiu muito e a pandemia não está controlada, além do fato das fronteiras estarem fechadas”, explicou. “Outro fator é que há um número muito grande de brasileiros com passaporte europeu. Então, eles podem viajar com mais facilidade na Europa”, adicionou.

O primeiro segmento a viajar, para os agentes que participaram da pesquisa, é o lazer, com 41%, seguido da visita a família e amigos, com 35% e do corporativo com 16%. Os cruzeiros são apontados por 5%, feiras e MICE por 2% e 1% outros. O destaque é a queda do corporativo que registrou 30% em maio, 23% em julho e agora caiu ainda mais. “No início da crise os especialistas já diziam isso, mas na nossa pesquisa os agentes de viagens se mostraram mais otimistas. Agora, sentimos uma preocupação muito grande, porque pode ser um fenômeno que vai durar, uma vez que muitas empresas perceberam que podem substituir parte das viagens por reuniões virtuais”, reiterou Pérol. “Este foi o segmento mais atingido e deve passar por algumas mudanças mesmo no pós-pandemia”, completou.

Em relação a motivação e os temas das viagens, não há uma mudança significativa em relação as pesquisas anteriores. Entre as temáticas mais procuradas, os agentes de viagens apontam o Bem Estar (27%) como o preferido. Em seguida vem o Ecoturismo empatado com Negócios, ambos com 13%. Depois Cultura com 12% e Gastronomia com 9% são os mais citados. “O bem estar veio para ficar. Será uma condição básica para qualquer viagem. Esta é uma tendência muito forte que envolve spas e tudo que é ligado a saúde”, destacou Pérol.

Entre as novas tendências, 35% dos agentes de viagens acreditam que os destinos menos procurados terão a preferência no período pós-covid. Ao mesmo tempo, 34% cita a preocupação com a saúde e 20% a segurança. “Há uma evolução em relação ao overturismo. Isso já era tendência, mas hoje se tornou essencial. Acredito que esta é uma grande oportunidade para receptivos, pois isso vai aumentar o interesse para cidades menores e menos frequentados”, ressaltou Pérol.

O noticiário mostra o início de uma segunda onda da pandemia em diversos países da Europa. Os responsáveis pela pesquisa foram, então, questionados se isso pode se refletir nesta retomada e nos resultados do próximo TERMÔMETRO DO TURISMO. Para Masetto, a resposta é não. Para ele, há uma confiança muito grande nos protocolos e estão voltando às atividades que faziam antes, inclusive viajar. “Já foi muito noticiado o quanto é seguro estar dentro de um avião e também sobre a capacidade de proteção das máscaras. A não ser que as fronteiras sejam fechadas, as pessoas não irão mais adiar os seus planos”, ressalta. Pérol também é enfático. Para ele, “a retomada é irreversível”. Para ele, é claro que as pessoas irão escolher os destinos em função da situação sanitária dos países. “Estamos vendo na Europa que há uma resistência muito grande em fechar restaurantes e comércio para enfrentar esta segunda onda”, lembrou.

Veja como foi a apresentação dos resultados:

 

 

O otimismo adiado dos agentes de viagens

pesquisa

O otimismo diminui em relação aos meses de abril e maio. No entanto, as perspectivas de futuro mostram-se mais robustas. Esta é uma das conclusões da segunda edição da pesquisa realizada pela Cap Amazon e M&E com agentes de viagens do Brasil inteiro sobre a retomada do setor no pós-pandemia. Responderam as questões cerca de 400 profissionais, sendo que 84% são de agências com menos de dez funcionários, 10% de dez a 50 e os outros 6% com mais de 50 colaboradores. A mostra também revela que 77% trabalham com lazer e 13% corporativo. Os estados com mais respondentes foram São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

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Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 27 de abril e 11 de maio mostrava que a maioria dos agentes de viagens apostava em uma retomada das viagens no mês de setembro. Desta vez, no entanto, o cenário mudou um pouco. O levantamento aconteceu entre os dias 1 e 13 de julho e apontou que 35% dos profissionais esperam a volta das viagens apenas em janeiro de 2021. Em segundo lugar veio o mês de setembro, apontado por 33% dos agentes, seguido de dezembro, com 22%. E 43% ja projetam a retomada em 2021.

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Em relação aos seus negócios nos próximos três meses, os agentes de viagens acreditam em uma queda acentuada em relação a 2019. Entre os pesquisados, 79% afirma que a queda o faturamento será muito abaixo em relação ao ano passado. Outros 18% preveem um resultado um pouco abaixo e, por fim, 2% espera que seja igual, enquanto apenas 1% projeta crescimento.

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DOMÉSTICO E LAZER PRIMEIRO

O número de agentes que aposta em destinos internacionais, especialmente na América Latina aumentou. No entanto, a maioria das respostas segue colocando o doméstico como o primeiro destino da retomada. No total, 62% das respostas coloca que o nacional terá uma recuperação mais rápida. Em seguida veio a América Latina e o Caribe, com 21%. depois a Europa com 8% e América do Norte ainda distante – talvez pelo impacto das noticias da pandemia-  com 6% .

4Ao mesmo tempo viagens de lazer e visitas a amigos e parentes serão as principais motivações de viagens, cada uma delas com 35%. O corporativo vem agora em terceiro com somente 22%. Feiras e Mice com 4% e cruzeiros com 2% fecham a lista. “A retomada é vista como mais lenta, agora de setembro até março, e as viagens de negócios parecem ter mais dificuldades a se recuperar que o lazer, umas dificuldades que podem perdurar no longo prazo com o aumento das reuniões virtuais”, afirma Jean Philippe Pérol, diretor da Cap Amazon.

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NOVO CONSUMIDOR

O consumidor será diferente, mas as mudanças serão, em grande parte, prorrogações de tendências já existentes como bem estar, segurança, sustentabilidade e fuga do overturismo. Entre as temáticas mais procuradas, os agentes de viagens apontam o Bem Estar (25%) como o preferido. Em seguida vem o Ecoturismo empatado com Negócios, ambos com 14%. Depois Cultura com 13% e Gastronomia com 8% são os mais citados.

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Novas tendências devem aparecer. A principal delas, citada por 28% dos pesquisados é a preocupação com a saúde. A procura por destinos nacionais é uma tendência colocada por 24%, seguida da segurança, respondida por 19%. A fuga de aglomerações e de destinos com o chamado overturism será uma tendência também na opinião de 17% dos agentes. “As preocupações com saúde e segurança estão impactando as escolhas de destinos, favorecendo o domestico, a America Latina e a Europa, enquanto parece frear a procura de America do Norte e de destinos exóticos, alem dos cruzeiros”, conclui Pérol.

Veja abaixo a apresentação completa e os comentários sobre os resultados:

 

Começando a retomada, qual visão dos profissionais do turismo?

Os profissionais divergem sobre a retomada das viagens dos brasileiros. Qual é sua visão?

A primeira pesquisa de Mercado & Eventos e da Cap Amazon  sobre a sua visão do mercado brasileiro pós pandemia teve uma grande repercussão tanto na imprensa, nas mídias sociais e no próprio trade. De fato, os resultados mostraram a pertinência da visão de quem está na primeira linha da promoção e da venda das viagens, com informações importantes tanto sobre o novo calendário da retomada como sobre o impacto da crise e as novas tendências a curto e longo prazo.

Três meses depois, muita coisa já mudou e toda indústria de viagens está confrontado a esta nova realidade. Julgamos, então, importantíssimo ter outra vez a opinião dos profissionais da “linha de frente” sobre os novos comportamento dos viajantes e as perspectivas do próprio agente de viagens.

Desde já agradecemos a sua colaboração para este projeto com o preenchimento dessa pesquisa cujos resultados estabelecerão um verdadeiro termômetro do mercado brasileiro do ponto de vista dos próprios agentes.

Obrigado, e um grande abraço virtual a todos

Mercado & Eventos e Cap Amazon

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