Clubhouse, a vingança áudio das mídias sociais

 

Fã do Clubhouse, Elon Musk convidou até Putin para uma conversa

É em tempo de crise que aparecem as inovações. Isso parece ser o caso do Clubhouse, uma mídia social 100% áudio que foi lançada em março 2021 e que está explodindo desde o inicio do ano. Aplicativo disponível exclusivamente com convite e acessível somente com iphone, o Clubhouse é uma nova mídia utilizando exclusivamente a voz. Abrindo o aplicativo, o usuário pode “entrar” em “salas” (room) cheias de pessoas conversando ou ouvindo, podendo entrar como público ou levantar a mão para ser autorizado a falar.  É também possível de criar sua própria “sala”, escolhendo o assunto para contar histórias, fazer perguntas, aprender, conversar, encontrar velhos amigos ou fazer novas amizades.

clubhouse_gonzalo

Crescimento dos usuários da Clubhouse

O Clubhouse é mesmo uma loucura. Em menos de um ano já passou de 6 milhões de participantes, 4 milhões dos quais se juntaram no último mês de fevereiro. Valendo “somente” USD 100 milhões em maio de 2020, a empresa está sendo avaliada hoje em mais de um bilhão.  Comparado pelos analistas com o sucesso da Twitter, essa popularidade é muito ligada as experiências incríveis que são oferecidas, momentos “WOW”, conversas enriquecedoras ou intercâmbios intensos.  O Clubhouse  ficou também famoso pelos encontros com executivos ou artistas famosas. Assim Elon Musk, Oprah Winfrey, Ashton Kutcher, Mark Zuckerberg ou Meek Mill já entraram sem avisar em algumas “salas” para conversar com usuários anónimos.

Facebook prepara um áudio chat para competir com o Clubhouse

Alem da exclusividade e da espontaneidade, a plataforma deve também sua atratividade ao áudio. Em tempos de saturações de Zoom, Google Meet, Microsoft Teams, Skype ou Facebook Live, é gostoso de não precisar se mostrar. O audio já estava a todo vapor com a crescente popularidade dos  podcasts, e existem analistas apostando que as mídias sociais audio são o novo Eldorado da economia digital. O Clubhouse tem a vantagem de ser o primeiro ator a atingir um sucesso mundial, mas a concorrência  está chegando. Twitter já lançou uma funcionalidade chamada Spaces. Facebook e Microsoft estão trabalhando para lançar seus proprios aplicativos, ambos aparentemente com o nome Fireside.

Paul Davison, um dos dois fundadores do Clubhouse

Uma outra especificidade do Clubhouse seduz os seus fãs, a ausência de gravações ou de arquivos das discussões na “salas”. Isso libera a palavra, dando para os participantes a esperança de escutar uma confidência ou um anuncio exclusiva sobre os milhares de assuntos dado pelos inúmeros participantes.  Essa liberdade é porem também uma preocupação para os fundadores Paul Davison e Rohan Seth, acusados de não controlar declarações racistas, machistas ou homofóbicas eventuais dos seus usuários. Afirmando os valores da empresa para resolver esses problemas, eles estão trabalhando para uma outra ameaça trazida pelo sucesso: como não perder a dinâmica exclusiva do Clubhouse quando o número de usuários passará de 6 à 50 milhões.

Este artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Frederic Gonzalo de TourismExpress. nrevista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat