Saint Martin: depois das primeiras urgências, a certeza de uma reconstrução rápida e sustentável!

 

Saint Martin, a ilha amiga no Caribe francês

De Anguilla a Key West, passando pelas Ilhas Virgens e Cuba, o furacão Irma deixou uma trilha de devastação material e de dramas humanos, arrasando regiões muito queridas no Brasil, tanto pela proximidade geográfica e cultural que pela familiaridade com os seus grandes destinos turísticos. As ilhas francesas de Saint Martin e Saint Barthelemy, visitadas a cada ano por mais de 10.000 brasileiros, foram duramente atingidas. Mas depois do choque, começou uma impressionante operação de ajuda que levou o proprio Presidente da Republica francesa a visitar as duas ilhas para mostrar o seu apoio às populações. Daniel Gibbs, Presidente da Coletividade de Saint-Martin, descreveu  a situação de seu território após a passagem do furacão no último dia 6 de setembro de 2017, anunciando as três etapas da reconstrução que as autoridades já estão liderando.

A primeira fase da organização pós-furacão consistiu em gerenciar  as urgências dos cuidados às pessoas feridas, doentes ou em dificuldades, e na evacuação dos turistas ainda bloqueados nas ilhas – quase todos eles já tendo sido repatriados para seus países de origem. Foi também assegurada a segurança do território através da chegada de importantes reforços do Exército e da polícia militar da França. Essa primeira Fase já está concluída e a segurança do território está sob controle. O Presidente e sua equipe trabalham agora com seus parceiros na segunda fase da organização pós-furacão,  dando priorizando a limpeza dos escombros, dos itens volumosos e dos detritos gerados e transportados pelo furacão, a distribuição de água, comida e de material, assim como a reabilitação das redes de água, saneamento básico e eletricidade.

A terceira fase das ações da coletividade será lançar o mais rapidamente possível a reconstrução do território para a população e as empresas poderem retomar as suas atividades habituais. O encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, na última terça-feira 12 de setembro de 2017 permitiu ao presidente Gibbs expor as necessidades urgentes, bem como as medidas de acompanhamento que devem ser negociadas entre a França e a Coletividade. Nesta fase, ainda em curso, a recuperação do turismo é uma prioridade, e um conjunto de peritos deve avaliar o estado dos hotéis, residências e guest houses para ajudar na reconstrução das infraestruturas turísticas.

O trabalho do Presidente da coletividade de Saint Martin e das suas equipes têm agora dois objetivos maiores: o acompanhamento de todos os momentos dos moradores, com foco  na ajuda aos trabalhadores desempregados e no apoio às empresas, e a reconstrução rápida e durável do território para que Saint-Martin possa retomar sua atividade econômica. O presidente Gibbs e sua equipe farão de tudo que está em seus poderes para que o território retome sua atratividade. Ele agradece calorosamente a todos os parceiros e operadores de turismo que se mobilizaram para Saint-Martin e que acompanham agora os são-martinhenses para que a “Ilha amiga do Caribe francês” volte a ser um dos destinos mais apreciados do Caribe.

Vista aérea de Saint Martin

 

 

Otimismo e novidades para casamentos e luas de mel!

Lua de mel na Polinesia francesa

Lua de mel na Polinesia francesa

Para quem está planejando a sua lua de mel, a Franca é sem duvidas um dos destinos mas cobiçado, seja pelo romantismo que ela sempre carregou, seja pela sua multiplicidade de opções, simples ou luxuosas, praias ou montanhas, ambientes urbanos ou lugares isolados, inverno ou verão. Assim, se Paris é uma preferência disparada, Bordeaux e seus vinhedos, o Val de Loire e seus castelos, a Côte d’Azur e seu glamour, ou os Alpes e suas paisagens atraiam também os noivos. No Caribe, a França oferece Saint Martin, Saint Barth ou a Martinica, outros destinos privilegiados para as luas de mel. E, se tiver que recomendar o mais sonhado dos lugares, os agentes de viagem do mundo inteiro escolherão provavelmente Bora Bora, na Polinésia francesa.

Em Firenze, o terceiro congresso dos wedding planners

Em Firenze, o terceiro congresso dos wedding planners

Mesmo se os pedidos evoluíram muito – hoje 22% dos casais querem descobrir destinos diferentes e 13% colocam a cultura em primeiro lugar- , agencias de viagem e profissionais continuam tendo um papel importante na organização das luas de mel. Dados e tendências interessantes foram recentemente mostrados pela empresa especializada QnA internacional durante o terceiro congresso anual dos “Destinations Wedding Planners”. As luas de mel e os casamentos realizados em destinos internacionais representam 27% do total, seja um montante de 80 bilhões de dólares. O primeiro mercado fica na América do Norte, Estados Unidos, México e Canada, com 24 bilhões. Segue a Ásia com 17,6 bilhões e a Europa com 16,0 bilhões. A América do Sul, incluindo o Brasil, surpreendeu com 9,6 bilhões gastos em destinos internacionais.

O Hotel e Spa Terreblanche, escolha da Trip Advisor para lua de mel na França

Terreblanche, a escolha da Trip Advisor para lua de mel na França

Os destinos mais populares variam em função de cada região do mundo. Os europeus escolham a França, a Itália, a Espanha ou a Grécia, os norte americanos Nova Iorque ou o México, os asiáticos a Tailândia, a Índia ou Hong Kong. Na América do Sul, o México, o Brasil, Santo Domingo e Havaí estão liderando as preferências. A pesquisa destacou também um forte crescimento global dos destinos europeus, especialmente França e Itália, bem como a volta ou o surgimento de concorrentes como Peru, Bali, Marrocos, Dubai, África do Sul, Vietnã, Las Vegas, Nova Zelândia ou Taiti. Para os casamentos, a pesquisa mostrou também muitas especificidades regionais nos detalhes, por exemplo no numero de convidados nas festas que pode variar de 400 à 1000 na Ásia ou no Oriente Medio, e somente de 120 à 200 na Europa e na América do Norte.

Paris, capital romântica

Paris, capital romântica

Alem das diferencias, a conclusão da pesquisa é um otimismo geral. Com um crescimento mundial de 10% por ano do numero de luas de mel ou de casamentos em destinos internacionais, os profissionais – agentes de viagem, hoteleiros ou wedding planners – ainda têm um imenso campo pela frente se eles souber aconselhar  para seus clientes o destino adaptado e o evento personalizado procurado nesses  momentos únicos.

Em Saint Martin, o boutique hotel Le Temps des Cerises

Em Saint Martin, o boutique hotel Le Temps des Cerises

Esse artigo foi inspirado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line La Quotidienne

Concorde da Air France. Soy loco por ti, America!

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Na chegada do voo inaugural Paris México, traslados de carruagem para Gilbert Pérol e os convidados da Air France

Para os engenheiros da empresa francesa Sud Aviation, os voos supersônicos teriam sido uma historia bem europeia, com a então chamada “Super Caravelle” percorrendo trechos de medio alcance a uma velocidade acima do som. De Gaulle; vamos construir o ConcordeNo dia 29 de Novembro 1962, o casamento com a construtora inglesa BAC levou a decisão que o novo avião tinha que chegar até a América, e os ingleses aceitaram a sugestão do De Gaulle, de mudar o nome para Concorde – com um controvertido “e” no fim para guardar um jeito afrancesado.

CP CONCORDE RIO

Os americanos foram mais difíceis de convencer que os ingleses, e quando chegaram em 1975 os primeiros aviões, tanto da British Airways que o da Air France,  não tinham autorização para pousar em Nova Iorque. E enquanto os ingleses seguiram para o Oriente, de Bahrein a Singapura, a Air France decidiu honrar a sua gloriosa historia latino-americana. concorde ccs 1981Depois de Paris-Dakar-Rio (por pouco um Paris Recife Rio) no dia 21 de Janeiro 1976, foi assim abertas a rotas Paris-Santa Maria-Caracas no dia 9 de Abril do mesmo ano, uma decisão mais política que económica: os estudos de mercado assinalavam que a ocupação não passaria de 36%, uma estimativa que foi (infelizmente) perfeita. Se o voo era muito deficitário e fechou no dia primeiro de Abril de 1982, foi nessa rota que o Concorde quebrou os recordes dos seus voos mais longos. Dois deles (um programado, o outro por acaso) conseguiram fazer a ligação direta, seja  7780 km em 4 horas e 19 minutos, sem parar nos Açores.AF PUBLICIDADE CCSDepois da abertura de Nova Iorque em maio de 1976, a América Latina foi mais uma vez o destino final de uma rota do Concorde, com um voo Paris-Washington-México. Foi inaugurado no dia 20 de Setembro 1978,  amadrinhado pela então primeira dama Dona Carmen Romano de López Portillo. braniff2México ficava a somente 7 horas de Paris em vez de 12 horas e 20 minutos nos voos subsônicos. Em Março de 1981 Washington foi substituído por Nova Iorque, tanto para Dallas que para México, mas a crise económica levou o ano seguinte ao fechamento das duas rotas. 

As Américas foram sem dúvidas os destinos preferidos dos Concorde da Air France, não somente com um quase monopólio dos voos regulares (seis num total de sete), mas com muitas outras cidades recebendo voos excepcionais, GISCARD NO AEROPORTO DE MANAUStanto charters comerciais que fretados para viagens governamentais. Foi assim que o Concorde pousou em São Paulo (Viracopos) em 1971 numa viagem do então ministro francês da fazenda, Giscard d’Estaing, que voltou em outubro 1979 no Brasil, chegando de novo no supersónico mas voltando de Manaus num voo regular. Em 1975 pousou em Montreal, numa homenagem a inauguração do novo aeroporto de Mirabel. E em 1976 uma viagem presidencial o levou a Pointe-a-Pitre, Saint Martin, Nova Orleans, e Houston. Concorde em Foz de IguaçuVindo para Rio-92, o Presidente da França Mitterrand realizou o maior roteiro feito pelo Concorde nas Américas: Brasília, Rio, São Paulo, Recife, Bogotá e finalmente Cartagena. Os voos fretados abriram também mais de vinte escalas no continente: de Las Vegas a Acapulco ou San Juan,  de Iguaçu a remota Ilha de Páscoa! E se o Concorde da Air France parou de pousar nas Américas em novembro de 2003, a legenda que a Air France escolheu de escrever com ele no Novo Mundo  vai continuar ainda por muito tempo!

Jean-Philippe Pérol

Giscard d'Estaing chegando de Concorde em Viracopos

Giscard d’Estaing chegando de Concorde em Viracopos

Mirabel

Na França, o turismo colaborativo invade o alto luxo!

 

Luxo em Paris

Dar carona num Maserati, co-aluguar um jato particular, trocar lugares em palaces, comprar com amigos reservas de caça ou pesca, fazer compras num brechô, mesmo para quem pode, a moda não é mais aparecer mas dividir, o chique é compartilhar os seus sonhos.Compartindo Jatinho Na França, a chamada “economia colaborativa” está agora chegando ao turismo de luxo. Esse novo trend nasceu de uma verdadeira preocupação econômica,  para gastar menos usando os mesmos bens ou serviços, mas é também fruto de outras tendências, a vontade de não desperdiçar, de não poluir o planeta, ou a procura de convivialidade com negociações diretas de particular a particular. É essa vontade de contatos e de intercâmbios que atraiu os “very rich”, que não estão em falta de dinheiro mas que são tão atraídos quanto os emergentes pela idéia de negócios 2.0 . Para esse público, muitas plataformas, todas proclamando “Mais share, melhor”, se especializaram no “luxo colaborativo”.

Deauville com classe

As vezes apresentada como o AirBnb da alta sociedade, a startup  Le Collectionist  oferece  desde 2013 para seus (muitos) seletos associados casas particulares de altíssimo padrão, as vezes pertencendo a personalidades. verbierPode assim alugar a casa  do Richard Branson em Verbier, mas terá que explicar o motivo. São vetados as festas incontroladas  que podem acabar em « Very Bad Trip », e sempre aprovados os aniversários de casamento. Nesse círculo muito fechado, nada de quartinhos em Miami para surfistas amadores de sanduíches. As ofertas ficam em Deauville ou Saint Tropez, no Caribe em Saint Barth ou Saint Martin. O site oferece também  um serviço de concierge capaz de encontrar um chefe, alugar um helicóptero ou arrumar um iate.Casas em Saint Martin Mais urbano, e menos dispendioso, o site onefinestay.com oferece de viver em Paris feito um parisiense, ou em Londres feito um Londrino. Sendo, claro, um parisiense do Marais ou um Londrino de Covent Garden ! Virou também chiquérrimo de expor umas propriedades nesse site, os descritivos nas telas competido com as paginas dos magazine de decoração.

Iates a compartir

Carros de luxo, jatos particulares ou iates também podem ser encontrados em sites colaborativos. cojetage.com oferece dia 28 de Maio quatro assentos no Cessna Mustang de Genebra para Calví por 600 Euros cada um.ToysClub Com uma assinatura de 7000 a 27 500 euros, o  Toys Club lhe da acesso o ano inteiro aos mais cobiçados carros do mundo. Os sócios – franceses ou estrangeiros- podem assim aproveitar Paris, Cannes ou Megève de Bentley, Ferrari ou Aston Martin, “sem as chateações do proprietário”. No site shareboat.fr  são iates ou veleiros de luxo que são oferecidos a partir de marinas muito seletas como Arcachon, La Baule ou La Rochelle para um pequeno grupo de sócios muito seletos. Seleto, talvez a palavra chave do turismo colaborativo quando se trata de luxo, e as ofertas exageradamente abertas não vão agradar esse público. 

Freepstar, o brechó do luxo

Em todo os setores, o compartilhamento, o aluguel, a troca ou a segunda mão de produtos de luxo estão crescendo de forma impressionante. Pedir uma jóia emprestada ou alugar um vestido longo, encontrar uns sapatos  “vintage” ou trocar bolsas de grandes marcas com amigas, são agora atitudes vanguardistas, pensadas, chiques e colaborativas. É porém claro, vendo a multiplicidade das ofertas que aparecem nas telas, que o turismo está essa vez antecipando as tendências dos consumidores.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Valerie de Saint Pierre no Le Figaro do 22 de Maio de 2015

Ferrari para todos

Mais charme e luxo nos hotéis do Caríbe francês

 

Enquanto o Caríbe está agora muito perto de enfrentar profundas mudanças – principalmente, mas não somente, com a volta dos americanos em Cuba -, as ilhas francesas estão cada vez mais se posicionando na hotelaria de luxo ou pelo menos de charme.SERENO ST BARTH A menor delas, Saint Barthelemy, sempre se considerou como um destino exclusivo. Do mesmo tamanho que Fernando de Noronha, Saint Barth é uma parada do jet set international que gosta de se encontrar seja frente aos iates ancoradosLE SELECT no porto de Gustávia, seja no “popular” bar Le Select. A pequena ilha disponha de uma hotelaria excepcional, com sete estabelecimentos cinco estrelas, incluindo dois Relais Châteaux Eden Rock e Toiny, e o tão elegante Le Sereno. Algumas pequenas pousadas e muitas casas exclusivas completam a oferta de hospedagem, todas competindo para mostrar o charme especial dessa lugar cuja historia é dividida entre a França e a Suécia.

LA SAMANNA SAINT MARTIN

A vizinha Saint Martin se diferenciou da sua metade irmã Sint Marteen apostando também no luxo, com o espetacular La Samanna – do mesmo grupo do Copacabana Palace -, e mais ainda no charme de dezenas de pequenos hotéis ou de pousadas aconchegantes. LE PETIT HOTEL EM SAINT MARTIN FRANCÊSO Le Petit Hotel, que ganhou em 2013 o prêmio de excelência da Trip Advisor, fica na praia de Grand Case. Numa casa tradicional que foi completamente renovada em 2012, ele se destacou pelo atendimento personalizado e o charme do design dos seus nove quartos.

Na Martinica, que foi no século XIX a mais sofisticada das ilhas do Caríbe, a hotelaria pegou as mesmas tendências. Além do Relais Chateaux Le Cap Est Lagoon Resort et Spa, e de pequenos hotéis como o Plein Soleil, varias pousadas de charme foram abertas nos últimos anos. HABITATION THIERRY L ILETAs mais procuradas foram instaladas nas antigas “Habitations”. Essas são as tradicionais “casas grandes” das plantações de cana que fizeram a riqueza dos senhores de engenho, sendo o mais famoso o pai da Imperatriz Josefina, primeira e turbulenta esposa do Napoleão. A Habitation Lagrange e a Habitation de l’Ilet Thierry constam hoje como duas das mais charmosas pousadas da Martinica.

Sitting in the sea

Mas é talvez nas ilhas da Guadalupe que a virada para o charme do Caríbe francês é a mais espetacular. FLORES NO JARDIN MALANGAEnquanto muitos dos grandes hotéis de turismo de massa fecharam, começou a pipocar na ilha muitas pousadas oferecendo ambientes mais privativos, serviços personalizados e construções mais integradas as tradições e a historia da ilha. Assim são as deliciosas pequenas pousadas Le Jardin Malanga ou Le Diwali. Assim é o recentemente reformado La Toubana Hotel et Spa. Em cima de um barranco, na frente da praia (e do Club Med) de Sainte Anne, esse pequeno hotel respira um clima diferente, o bom gosto, o charme e a categoria trazidos pelos donos, Patrick e Corinne Vial-Collet. OS LEADERS DO LEADER HOTELMesmo sendo proprietários, com Daniel Arnoux, do maior grupo privado do Caríbe francês, eles estão sempre presentes e deram a La Toubana uma marca bem pessoal, na decoração e no serviço, na espetacular piscina, na adega do restaurante (onde grandes vinhos são vendidos a preço de custo), ou no ambiente atencioso e alegre bem franco-caribenho.

Sempre a procura de novidades, o turista gostando do Caríbe pode achar, nessas novas tendências da hotelaria das ilhas francesas, o tão desejado equilíbrio entre descontração e sofisticação, arte de viver e alegria.

Jean-Philippe Pérol

Sitting in the sea

Travel Week: em São Paulo, o luxo e os sonhos do mundo!

tetiaroaA quarta edição da São Paulo Travel Week não decepcionou os participantes que vieram para oferecer ou descobrir as últimas tendências do turismo de luxo nos cinco continentes. Mesmo antes de ver as maravilhas que cada um dos estandes reservou para os seus clientes, o visitante vive o luxo em cada um dos detalhes desse salão fora dos padrões comuns. fotoAlém da escolha a dedo dos participantes, difícil de dizer se é o charme vem da agua de coco servida nos cantos, do logotipo esbanjando criatividade e bem-estar, das palmeiras espalhadas nos corredores, ou dos bufês dieteticamente corretos, mas a Travel Week (merci Carolina Peres) soube criar um clima de elegância e de profissionalismo do mais alto padrão.

Entre as empresas presentes, todas selecionadas pelos organizadores em função do luxo oferecido, é também difícil escolher qual destino ou qual hotel representa o sonho de cada um. Pode ser o deslumbrante novo Shangri La de Londres, o glamouroso Cipriani de Veneza, o austero Monasterio de Cuzco, ou o Sofitel Santa Clara de Cartagena. Pode ser no Brasil o Hotel das Cataratas ou o baiano Txai.

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A França mostrou porque ela é o primeiro destino turístico, anunciando as reaberturas do Plazza Athénée ou do Lutetia,  mostrando o charme de Saint Tropez  com o Chateau de la Messardière, ou da Provence com o Oustau de la Baumanière. 1_Megeve main square at night_flickr.pngTinha a França do esqui e do inverno com a charmosa Megève, ou a França do Caríbe com o requinte da Samanna em Saint Martin francês.

É justamente na França dos trópicos que está aparecendo um dos mais esperado lançamento do ano, o The Brando, em Tetiaroa. Nesse pequeno atol despovoado, a 60 kilómetros de Tahiti, que Marlon Brando descobriu depois da filmagem do filme  O grande motim do Bounty , e onde ele viveu até 1990, abrirá em julho desse ano  um resort único na Polinésia Francesa, mundialmente pioneiro em desenvolvimento sustentável .  13-08-TET-TFS-0314Só acessível de avião fretado, o The Brando terá 35 casas, com praias particulares que os hospedes vão dividir somente com tartarugas, arraias gigantes e pássaros exóticos. Em respeito ao local, a cultura polinesiana é sempre presente, seja na arquitetura das casas, no Spa ou no cardápio de um dos dois restaurantes, sendo o segundo de gastronomia francesa.  13-08-TET-1885Mas o The Brando não é somente um resort de altíssimo luxo, ele é um modelo pioneiro de tecnologia sustentável com um sistema de ar condicionado utilizando a água do mar, uma energia em parte solar e em parte proveniente de óleo de coco, e uma horta orgânica. O projeto prevê também a proteção dos peixes tropicais e da fauna marina do atol a partir dum centro de pesquisas científicas construído na ilha e que os hospedes poderão visitar.

Com a Travel Week , o Brasil tem agora uma grande feira de turismo, competindo nos nichos de luxo com as grandes feiras de Cannes ou Las Vegas, e mostrando a força do mercado emissivo brasileiro, hoje um dos dez maiores do mundo. Ainda mais, esse maravilhoso evento da Carolina Peres mostrou a força do Brasil que dá certo. Vamos torcer para que a Reed, agora dona dessa Travel Week, guarde esse padrão de qualidade nos mínimos detalhes, e fica com esse espírito pioneiro – ou devo dizer bandeirante, para poder continuar a oferecer em São Paulo todos os sonhos do mundo.

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Jean-Philippe Pérol

Salões de turismo: o WTM surpreendendo e saindo na frente!

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Se os profissionais achavam que o Brasil sentia falta de um grande salão internacional de turismo a altura do crescimento do setor e dos seus sete milhões de viagens internacionais, o quadro mudou completamente. A chegada  em São Paulo da nossa querida Feira das Américas, o sucesso da requintada Travel Week e o lançamento da WTM com toda força da Reed Exhibition deram aos agentes de viagens, as operadoras, aos fornecedores  e a todos os destinos as opções de encontros e de negócios que eles precisavam.

World Travel Market Latin America 2014 - LogoPrimeiro dos três esse ano,  o WTM impressionou com a organização, a qualidade dos estandes e a globalização dos expositores. Um pessoal atencioso, um registro ágil, uma planta clara (com a Braztoa essa vez estrategicamente localizada e sem a  antiquada serpentina), e uns seminários bem preparados mostraram o profissionalismo da Reed. Os estandes surpreenderam pela qualidade do design e da montagem, seja a Alemanha, a Suíça, Israel, Nova Iorque, a Argentina , Santo Domingo ou Pernambuco.foto[1] A França apostou também pesado nessa segunda edição do WTM Latin America: em uma forte parceria com Accor e Air France, consegue uma visibilidade há muito tempo não alcançada nos seus salões brasileiros, e levou doze participantes franceses. Foram Marselha, Montpellier, Carcassonne, Midi-Pyrénées e dois destinos caribenhos, a Martinica e Saint Martin. A diversidade dos destinos  presentes mostrou que o mercado do Brasil interessa agora os quatro cantos do mundo.  GI_124_7fa19O Canadá vem com toda força. Empurrada pela novela da Globo que ajudou esse grande país turístico a passar os 100.000 turistas brasileiros, a Turquia se destacou, mas também a Rússia, a Jordânia, a Índia, a Coreia, a Grécia, o Marrocos, Dubai ou Abu Dhabi…

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O sucesso do WTM só poderá porém ser definitivo se os visitantes forem mais numerosos. Pouco agentes, especialmente no último dia, estandes das operadoras visitados por muitos  fornecedores em vez de compradores, e estandes dos destinos assediados de vendedores de publicidade com crachás de jornalistas mostraram que os agentes de viagem brasileiros ainda não optaram pelo novo salão. A presença ainda discreta (ou mais focada no internacional) dos grandes estados turísticos brasileiros, bem como das grandes operadoras, talvez desanimou aqueles cujas vendas são mais focadas no doméstico… E a impossível localização no quase inacessível Transamerica desanimou muitos potenciais visitantes.

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Para a próxima edição, já confirmada no Expocenter Norte do 22 ao 24 de Abril 2015, a frequentação deverá, sem dúvidas, melhorar muito. Terá talvez que ajudar os expositores inventando uma sinergia com a Travel Week agora pertencendo ao mesmo grupo mas com calendários conflitantes. fotoTerá também que convencer os agentes de viagens de se apropriar e de visitar um salão exclusivamente profissional e cuja dimensão meramente  internacional é mais complementar que concorrente do seu evento de classe, aberto ao público e muito focado no imenso mercado domestico. As oportunidades de crescimento do WTM Latin América são  muito promissoras, e, com mais de 25% dos expositores já de contrato assinado para 2015, ele saiu com certeza na frente para ser o grande salão internacional que o Brasil precisava há mais de dez anos. Parabéns!

Jean-Philippe Pérol

Miami Cruise Shipping: novas tendencias em cruises, e em Miami

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Com mais de 10.000 visitantes, 900 expositores vindo de 127 países, e mais de 2000 delegados – incluindo todos os grandes executivos do setor – na imperdível sessão inaugural “State of the Global Cruise Industry”, a trigésima edição desse sênior evento foi um sucesso tanto para os organizadores que para as cidades de Miami e Miami-Beach.carnival-valor-cruise-ship-passes-miami-beach-free-wallpaper-1600x1200
Dos quatro dias de encontros, conferencias e conversas, dos paineis com os representantes de Carnival Corporation & plc, Royal Caribbean Cruises Ltd, Norwegian Cruise Line ou MSC Cruises, alguns pontos fortes parecem ser as novas tendências da indústria.

1. Os cruzeiros deixaram definitivamente de ser um produto norte americano. 51% dos clientes são oriundos dos Estados Unidos, mas a Europa (inclusive agora a França) continua de crescer e o Brasil virou o sexto mercado mundial com 3,4% do total.

2. Os destinos também estão cada vez mais diversificados, são 400 portos no mundo brigando por navios. fotoA Ásia é agora a primeira prioridade, tanto pelo mercado potencial que pelo atrativo dos numerosos destinos. A América Latina é agora distanciada, uma das razoes, destacada no painel sobre as Américas, sendo a impressionante burocracia e os altíssimos custos operacionais dos portos brasileiros.

3. Os agentes de viagens são mais do que nunca o canal de distribuição preferido das grandes companhias de cruzeiro. Depois de dois anos de problemas e de duvidas elas parecem ser mais convencidas do que nunca que um intermediário qualificado e de confiança é a chave de vendas bem sucedidas. As vendas diretas, via Internet ou não, não parecem mais ser uma prioridade de ninguém.

4. Os destinos ficam cada vez mais preocupados pelo impacto econômico dos cruzeiros. Com menos da metade dos passageiros descendo dos navios, com um nível de gasto por menos inferior a 100 usd, os responsáveis procuram ser mais criativos para ter um ROI justificando os investimentos. fotoNas ideias mais interessantes, nota se o ‘Cruise Day’ criado em Hamburgo para associar a população local e os outros turistas, a diversificações das ofertas de excursões combinando com os perfis dos passageiros, ou o marketing agressivo de Sint Marteen junto aos tripulantes que chegam a comprar mais que os próprios turistas. Esses esforços são chaves para o futuro, a concorrencia maior sendo dos próprios navios que viraram também, com seu conforto, oportunidades e serviços, verdadeiros destinos turísticos competitivos.

5. A França se destacou mais uma vez. foto (3)Único pais do mundo a ter portos nos três oceanos, teve  um espaço organizado pela Atout France onde a Provence , a Côte d’Azur e a Corsica vieram com forte participação. A força do destino vinha também de outras delegações, dos portos de Atlantico (Bordeaux não perdeu um evento nos últimos 30 anos), da Martinica, da Guadalupe, de Tahiti e de Saint Martin.

As novidades do setor de cruzeiros não foram as únicas que foram percebidas nesse Miami Cruise Shipping. Miami Beach também esta cheia de novidades, seja nos hotéis com varias aberturas ou renovações (adorei o novo James Royal Palm), seja nas lojas cada vez mais bem atualizadas. É também interessante de perceber que a cidade é muito consciente das crescentes exigências culturais dos turistas, e o Perez Art Museum Gallery esta virando uma imperdível opção!

Foto do blog brasilafrancesa.com da Caroline Putnoki

Foto do blog brasilafrancesa.com da Caroline Putnoki

Jean-Philippe Pérol

Cruzeiros no Brasil: a última novidade vem da França, mas as tendencias são mundiais !

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A grande novidade da temporada de cruzeiros 2014 nas costas brasileiras vem da França. Foi de Saint Nazaire, onde foi construído nos antigos Chantiers de l’Atlantique, que zarpou pela primeiro vez o MSC Precioza , para uma viagem inaugural até Marselha. Além de um conforto e de facilidades excepcionais em restaurantes, bares, piscinas ou lojas, o navio  tem  uma área VIP com atividades diferenciadas e um parque aquático único com o Vertigo, um tobogã de 120 m de comprimento. Podendo receber 4360 passageiros, esse resort de luxo flutuante vai com certeza dar mais um impulso para os cruzeiros no Brasil. O setor multiplicou por seis desde o início do século, seduzindo em 2013  762.000 passageiros, e está impactando todo o turismo no Brasil com uma movimentação estimada em 1,4 bilhões de reais.

No mundo inteiro os cruzeiros estão tendo um sucesso impressionante.  Outrora quase exclusiva de aposentados americanos, a clientela se diversificou. imageDos 20 milhões  de ‘cruzeiristas’, hoje 6 milhões são  alemães, ingleses, italianos, e também brasileiros ou franceses. Alguns mercados, em primeiro lugar a China, são muito promissores. Com um  custo benefício muito competitivo, aproveitando o sucesso dos cruzeiros temáticos (familiar, cultura, gastronomia, concertos, solteiros, gays…) , as companhias conseguiram também atrair novos segmentos de clientes.

O impacto junto aos agentes de viagens é também extremamente positivo. Empurrados por intensas campanhas promocionais, os cruzeiros são muito procurados nas agências. As companhias marítimas ainda respeitam muito os intermediários e procuram pouco as vendas diretas, a web não sendo por enquanto uma opção fácil para escolher o seu navio, sua rota e sua cabine.  Muitos agentes se qualificaram nisso, e as vendas dos cruzeiros são por esses motivos responsáveis de mais de um terço das receitas das agências de viagens americanas. A situação mudará  quando as companhias se sentirão bastante forte para  apostar mais na web e nas vendas diretas, mas por enquanto o setor tem nos cruzeiros uma grande oportunidade.

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Tem agora o ponto de vista global dos destinos. Hoje os portos das grandes cidades turísticas investem para atrair os grandes ou pequenos navios. As companhias parecem solicitar das autoridades numerosas vantagens ou ajudas, tanto ao nível fiscal, operacional ou promocional. O retorno vem com os  suprimentos para armar os navios, os pre ou pós tours, e os excursionistas que descem dos navios para aproveitar belezas e lojas do local.  Mas as despesas deles são cada vez menor (97 USD por passageiro, estagnado há 15 anos), e  os passageiros descem cada vez menos (hoje a metade do total, e continua caindo).

Algumas dúvidas começam então a surgir em relação ao ‘retorno sobre os investimentos’. Seriam os cruzeiristas novos clientes ou viajantes desviados de pacotes tradicionais ? Até onde apoiar barcos gigantes  escapando de tributações , com tripulações de 90% estrangeiros, e com passageiros gastando em terra metade dos turistas tradicionais, vai ajudar o crescimento do turismo no Brasil?

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Vai, sim. Vendo o sucesso de destinos como Saint Martin, Alasca, Barcelona ou Marselha , ė claro que  a economia brasileira pode ganhar muito com esses novos navios. Mas  a estratégia  tem que incluir algumas ideias chaves para os cruzeiros poderem contribuir ao sucesso da indústria nacional do turismo:

– os dois pontos mais importantes para atrair novos navios são a ausência de burocracia e a confiança no futuro. As companhias na verdade não querem ser ajudadas, só não querem ser atrapalhadas ou exploradas. Foi lembrado no último ‘Sea Cruise Shipping’ de Miami que a concorrência internacional não permite um ‘custo Brasil’ nesse setor. Os regulamentos têm que ser padronizados, e Santos não pode mais cobrar seis vezes mais que Barcelona, nem os práticos de Belém ou Salvador serem os mais caros do mundo.

– para melhorar as receitas, tem que facilitar os desembarques, e aproximar ao máximo os navios dos locais de visitas e de compras de cada destino. As excursões organizadas pelos profissionais locais são chaves não somente para incentivar a descer e descobrir as riquezas das escalas mas também para integrar cruzeiros e indústria do turismo. Enfim os investimentos para atrair cruzeiristas internacionais não devem ser imediatistas. Claro que gastam menos que os outros turistas (no Brasil 600 usd contra 1200), mas o importante é que 40% deles voltam nas escalas visitadas.

– se o Precioza e os outros 10 gigantes previstos para 2014 são os pesos pesados da indústria dos cruzeiros, muitos imagebarcos menores, muitas vezes de luxo (foi a escolha bem sucedida de Cannes ou Saint Tropez) oferecem outras oportunidades tanto de operações como de marketing. Mais personalizados, mais ágeis, mais sofisticadas para os clientes, eles podem ser mais adaptados aos novos nichos de mercado, assegurando mais valor agregado e mais retorno para os destinos. Os cruzeiros fluviais, cada vez mais populares,  são também um nicho promissor.

Com menos navios, e uma previsão de somente 650.000 passageiros, 2014 será um ano mais complicado, e a Abremar tem razão de avisar que a assombrosa burocracia é um obstáculo maior. Mas devemos acreditar que será removido e que, integrados ao trade brasileiro, completando a estratégia do setor e atraindo novos turistas, os cruzeiros  têm, para as companhias marítimas e para todo o turismo no Brasil, um campo imenso pela frente.

Jean-Philippe Pérol

Saint Martin, lado francês. O charme da diferença.

Pinel ©Laurent Benoit (copy)Do requinte do hotel Samanna até o agito do bar de praia ” Los Calmos”, Saint Martin surpreende o viajante brasileiro, que tendo em mente as imagens de Sínt Marteen, a irmã holandesa, espera uma ilha de hotéis americanizados, paraíso dos sacoleiros, e a parada muito bem organizada de quase todos os grandes navios de cruzeiros.

Os turistas que escolhem o lado francês vão viver uma experiência completamente diferente, com três pontos chaves que justificam minha preferência.

DSCN6373O primeiro é uma grande proteção ambiental que se percebe logo que se atravessa a invisível fronteira. A paisagem é logo liberada, com menos prédios, praias mais protegidas, florestas bem  preservadas. Uma reserva natural cobre uma boa parte da ilha, os morros, os mangues, incluindo as águas territoriais e as várias ilhotas (inclusive a famosa Ilet Pinel e sua praia bem organizada). Na floresta, a cabeceira do único rio da ilha é também aproveitada com bom gosto pelos donos do local, uma antiga fazenda que o primeiro dono ganhou em um sorteio, daí o nome de Lottery Farm, com seus bares e jogos aquáticos.

DSCN6010A hospedagem também surpreende. Talvez estimulada pela proximidade de Saint Barth, a ilha francesa vizinha, Saint Martin oferece várias opções de altíssimo padrão: a Samanna, que a Orient Express transformou num verdadeiro palácio, combinando um design elegantíssimo, um serviço atencioso, num local de beleza e de tranquilidade. A sofisticação se encontra também nas numerosas casas para alugar nos arredores do hotel. O Radisson, em seu estilo Louisiane, é também uma excelente opção de quatro estrelas muito merecidas. Mais em conta ainda, há o simpático Mercure, perto de Marigot, com quartos amplos e oferecendo sua praia na Lagoa, e o Petit Hotel no charmoso vilarejo de Grand Case.

DSCN6344Sendo francesa, Saint Martin não podia não brilhar pela gastronomia. A surpresa vem da criatividade e do profissionalismo dos chefes do Pressoir, da Cigale e do Sental . Mas vem também dos numerosos pequenos bares e restaurantes. O Calmos, em Grand Case, para beber e escutar música com os pés na areia. O restaurante do Coco em Marigot, para comer um peixe grelhado depois das compras ou antes do Ferry para Anguilla . E se quiser mesmo dançar nas mesas, o bom é ir ao Waikiki Beach na praia do Oriente .

DSCN6189Claro que um viajante brasileiro vai querer também encontrar nesse pedaço de França um pouco de cultura. Em Marigot, na avenida do General de Gaulle, ele vai encontrar isso, e muito mais. Numa linda casa de 1840, ele vai encontrar cores, paixão, história e, claro, os quadros do pintor-mór de Saint Martin, Richard Richardson. Se tiver sorte, é possível encontra-lo, no seu ateliê ou no seu exuberante jardim junto às antigas casas de pedra do século 18.

Saint Martin, o lado francês, diferente e charmoso.

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Jean-Philippe Pérol