Fortaleza, novo xodó dos turistas (e do turismo) franceses!

Primeiro pouso em Fortaleza da Air France/Joon no dia 3 de Maio

A espetacular abertura da linha Paris Fortaleza por duas companhias do grupo Air France mostrou o renovado interesse da França pelo Nordeste brasileiro, tanto como destino para os turistas franceses que como mercado emissor. Os voos para os grandes hubs da região não são porem uma novidade. A própria Air France herdou da Aerospatiale a inauguração de uma rota Natal Rio em Novembro 1927,  depois interligada com Dakar e Paris. Depois da segunda guerra, foi  Recife que foi escolhida para escala na rota Paris Rio, e depois abandonada em 1963 quando chegaram os Boeing 707. Quase escolhida em 1975 para receber o Concorde, Recife teve de novo a preferência em 1982 quando Air France voltou a pousar no Nordeste, mas o voo parou em 1995.

Beleza e autenticidade na praia do Iguape

Na competição entre os grandes hubs do Nordeste, a Air France escolheu essa vez Fortaleza. A rota mais curta para Paris, o dinamismo do Ceará e o apoio da Gol foram três fatores importantes numa briga que o peso das vendas locais não dava para desempatar. Para levar a decisão, a surpresa vem dos profissionais franceses que anunciaram claramente suas preferências pela capital cearense. Seu clima seco garantindo sol o ano inteiro, seu mar quente, suas praias de areia branco e seus passeios de buggy, sua infraestrutura hoteleiro e seus parques aquáticos já tinham seus fãs, especialmente os amadores de kite surf. Estão agora se popularizando, aparecendo nas paginas dos principais jornais e revistas franceses bem como nas prateleiras das agencias de viagem e das operadoras.

Cumbuco, balneario do Saint Tropez des Tropiques e do Vila Galês

Não é a primeira vez que o Ceará tenta atrair os turistas franceses. Já nos anos 70 a empresa hoteleira PLM tentou implantar no Brasil seu primeiro hotel, com a ideia de levar para Fortaleza parte dos enormes fluxos de turistas franceses indo para seus hotéis do Caribe. Nos anos 80 a operadora El Condor, então líder do mercado francês, lançou um charter bimensal para Fortaleza, planejando fazer do balneário do Cumbuco um novo ” Saint Tropez des Tropiques”. Mesmo com muitos poderosos padrinhos dos dois lados do Atlântico, incluindo o prefeito de Saint Tropez e o empresário franco-cearense Paul Mattei, o projeto não vigorou. Contribuiu porem a reforçar os laços com numerosos profissionais franceses do setor, ainda hoje muito presentes em Fortaleza.

Entre Nordeste e Amazônia, o inesperado deserto dos Lençóis Maranhenses

Fortaleza está também seduzindo os turistas franceses pela oportunidades de conexão que o hub da Gol oferece para outras atrações do nordeste e do norte. Mais que os destinos tradicionais, Salvador ou Recife, os novos roteiros estão incluindo Morro Branco, Prainha, Iguape, Cumbuco, Jericoacoara, paraíso dos kite surfistas, o delta do Parnaíba, e os surpreendentes Lençóis Maranhenses cujos lagos e dunas estão fascinando todos os visitantes. Talvez lembrando a historia da cidade fundada pelo francês Daniel de la Touche, os turistas franceses estão chegando em São Luiz, “jóia do Maranhão, herdeira da França equinocial, tombada pela UNESCO em 1997”. E as melhores ofertas de Belém, Alter do Chão ou Manaus, seja cruzeiros fluviais, hotéis de charme ou pousadas de selva, já estão medindo a nova empolgação trazida pelos voos Paris Fortaleza.

Nos Encontros 2018, os profissionais franceses atras do mercado nordestino

Novo xodó dos franceses, Fortaleza vai também surpreender pelo potencial de viajantes que o Nordeste pode gerar para Europa em geral e a França em particular. Até agora quase monopólio da Air Portugal, e com forte liderança de Lisboa, os fluxos de turistas já começaram a se redefinir, incluindo viajantes procurando experiências sofisticadas na cultura, na gastronomia ou no enoturismo. A Atout France, encarregada da promoção do turismo francês, já está acompanhando essa nova tendência, trazendo para Fortaleza o seu evento-mor “Encontros a francesa”. Alem dos encantos da capital e do litoral cearense, os 40 profissionais franceses convidados vão com certeza voltar convencidos que o Nordeste brasileiro vai em pouco anos dobrar seu fluxo de viajantes para França.

Jean-Philippe Pérol

O Teatro José de Alencar em Fortaleza (foto Casablanca turismo)

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercados e Eventos

Cittaslow, 236 cidades onde é bom viver e viajar!

Greve in Chianti, primeira Cittaslow da Italia

Começando com o Slow Food, sua alimentação sadia e prazerosa, sua agricultura biológica, seu respeito as tradições culinárias e sua vontade de privilegiar a autenticidade local, o movimento Slow nasceu na Itália em 1989. Foi também na Itália, dez anos depois, que nasceu a ideia das Slow cities. O prefeito de Greve in Chianti, pequena e charmosa cidade da Toscana, conseguiu convencer os seus colegas de Bra, Orvieto e Positano que era o momento de ver considerar o turismo e a vida dos próprios moradores de uma outra forma, passando em ritmo de Slow. Conhecido agora como Cittaslow, esse movimento não parou de crescer e contava, no final de 2017, com 236 cidades em 30 países.

O caracol, símbolo das Slow cidades

Para virar uma Cittaslow, a cidade precisa ter menos de 50.000 habitantes, e ter uma estratégia aprofundada referente ao meio ambiente, tradições locais, desenvolvimento regional, mobilidade urbana, hospitalidade e bem estar tanto dos moradores quanto dos visitantes. Uma carta compromisso deve ser assinada, com 70 critérios selecionados para promover:

  • a valorização do patrimônio histórico
  • a comercialização de produtos regionais e do artesanato local
  • a preservação dos costumes e das tradições
  • a renovação dos prédios e das casas antigas
  • a criação de eventos culturais
  • a ampliação das áreas verdes e das zonas de pedestres, o investimento em ciclovias e em transportes alternativos
  • a redução do consumo de energia
  • o desenvolvimento ao comercio de proximidade
  • o apoio as infraestruturas de acessibilidades para deficientes físicos

O respeito dos compromissos referente a cada critério é controlado cada cinco anos.

Labastide d’Armagnac, uma das sete Cittaslow francesas

Para esses pequenos municípios, participar da rede Cittaslow oferece uma nova estratégia de desenvolvimento e uma visibilidade internacional. Na França, Segonzac conseguiu assim revalorizar o seu território, Saint-Antonin-Noble-Val, revitalizar os comércios do centro então abandonados, e Labastide-d’Armagnac atrair novos moradores. Na Polônia, as 26 Cittaslow estão apostando nas sinergias da rede para impulsionar o turismo, apresentando vários roteiros num único documento. Para todas as Slow cities, o famoso caracol do logotipo é uma das grandes forças da comunicação , seja nos sites web ou seja na sinalização urbana, sendo também utilizado pelos dois tipos de parceiros da associação: os “amigos” (moradores das Cittaslow) ou “torcedores” (cidades de mais de 50.000 habitantes).

Pijao, primeira Cittaslow da América Latina

Mesmo se parece um desafio de tentar combinar os valores das Slow cities com as grandes metrópoles mundiais, varias tentativas foram feitas, inclusive um projeto de Cittaslow Metropole que atraiu até Barcelona, São Francisco, Roma e Milão mas não vingou, os critérios de adesão sendo demais rigorosos para grandes aglomerações urbanas. A Associação Cittaslow achou porém uma forma de colaboração. As cidades de mais de 50.000 habitantes podem aderir como “torcedores” aceitando os princípios éticos do movimento, e devem assim ajudar o movimento “Slow” a seduzir novos seguidores nos cinco continentes.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Chantal Neault  na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat 

Wine Paths trazendo experiências inovadoras para o mundo do enoturismo

 

Frente as Sources de Caudalies, as obras de arte dos vinhedos de Smith Haut Lafitte

Destacada nas pesquisas pelo seu vinho (o vinho francês mais popular no mundo e no Brasil, na frente do Champagne e do Bourgogne), Bordeaux sempre quis ser inovadora e multi cultural quando se tratou de enoturismo. Foi là que nasceu há quase 40 anos International Wine Tours, a primeira operadora especializada, então filial da Wagons lits, que oferecia roteiros em grandes regiões vinícolas dos cinco continentes. Agora na era das novas formas de distribuição e das plataformas receptivas,  esse pioneirismo se confirmou com a criação da Wine Paths, uma rede de profissionais do enoturismo oferecendo experiências personalizadas em 11 países do mundo.

Passeios a cavala nos vinhedos de Diamandes

As inovações da Wine Paths começam pelo cuidado em escolher os vinhedos e as adegas, uma tarefa que contou com a expertise do premiadíssimo enólogo Michel Rolland. Tendo participado a criação de vinhos em mais de 250 vinícolas de 21 países, ele fez questão de colocar seus favoritos na seleção da Wine Paths. Os serviços escolhidos são também marcados pela experiência do fundador da empresa, Stephane Tillement. Com 30 anos no turismo de luxo, dono desde 2002 da Mauriac voyages – uma das mais conceituadas agências de Bordeaux, Stephane criou relações de confiança com exigentes e criativos parceiros dos mundos do turismo, do vinho, dos destilados e da gastronomia.

Piquenique nos vinhedos da Barossa Valley (Australia)

Combinando desde a sua origem em 2017 os dois “savoir faire” do vinho e do turismo, a Wine Paths oferece experiências nos mais procurados destinos de enoturismo. São 150 vinícolas nas regiões produtoras da Argentina, da Austrália, do Chile, da Califórnia, da Nova Zelândia, da África do Sul, da Itália, do Portugal, da Espanha e da França, escolhidas não somente pelos seus vinhos, mas também pela qualidade dos serviços oferecidos nos arredores pelos parceiros locais. Foram assim selecionados hotéis, restaurantes estrelados, ou adegas capazes de propor emoções ou surpresas, desde um rali nos vinhedos do Franschhoek até uma aula de empanadas na Argentina ou um circuito de mountain bike nas estradas da Alsácia.

O restaurante Conversa em Valbuena, no Ribera del Duero

Com ambição de ser a mais internacional e a mais sofisticada das plataformas de enoturismo, a Wine Paths quer oferecer serviços extremamente personalizados. Cada proposta, seja um voo de balão em Cognac, um passeio a cavalo na Sicília, um itinerário de bicicleta na Rioja, ou um safári aéreo na Austrália, deve se adaptar a cada cliente específico. Essa exigência de qualidade atraiu os 284 parceiros, inclusive alguns que nunca tinham sido presentes numa plataforma de enoturismo, por exemplo os Champagne de Bollinger ou os vinhos do Château Mouton Rothschild. Novos parceiros deveriam ser anunciados esse ano, reforçando as ambições dos fundadores de fazer de Wine Paths um verdadeiro “Guia Michelin” do enoturismo.

Descobrir os vinhedos com luxo e criatividade

Para responder aos pedidos de viajantes procurando as melhores experiências de vinhos, de destilados ou de harmonizações gastronômicas, Wine Paths continua a sua procura de novas  parcerias internacionais. A Escócia -e suas rotas de uísque- é um dos projetos mais adiantados. Com quase um milhão de enoturistas e centenas de vinícolas abertas a visitas, o Brasil deve em breve integrar esses novos rumos, acessando as viagens luxuosas e criativas desenhadas pelos especialistas do grupo, e talvez amanhã colocar suas próprias rotas de vinho a disposição dos enoturistas do mundo inteiro nessa plataforma inovadora.

Jean Philippe Pérol

Na África do Sul, vinhedos pode combinar com aventura

A “Instagramidade”, primeiro critério de escolha de destinos dos Milennials!

Milennial turista frente a Torre Eiffel, quarto atração Instagram 2017

Hospedado há algumas semanas num novo resort do litoral brasileiro, onde nem o celular nem o wi-fi funcionavam, perguntei para o diretor como ele ia enfrentar quando os adolescentes descobrissem que aquela semana de férias não poderia ser compartilhada online com amigos ou colegas. De fato, o turismo dos milennials é agora, não somente ligado a sua expressão nas mídias sociais, mas também dependendo delas até na escolha do destino. Uma recente pesquisa da empresa especializada  Schofields junto a 1000 viajantes britânicos mostrou que 40% dos entrevistados com idade menor a 33 anos colocam a “Instagramidade” como primeiro critério de escolha do seu destino de férias, na frente dos custos no local (24%), do desenvolvimento pessoal (22,6%), da gastronomia (9,4%) e das visitas (9,4%).

A Instagramidade atinge também o turismo de luxo

Phil Schofield, dono da empresa, confessou ter ficado chocado com o resultado, vendo que a escolha de um destino de férias dependia do número de clicks na conta do Instagram. Mas isso só confirmou pesquisas anteriores, mostrando que os milennials tomam cada vez mais decisões baseadas no impacto que elas podem ter nas suas mídias sociais, revelando assim que a vida virtual afeta diretamente a vida real. Lembrando que essas tendências podiam ser observadas além dos milennials, Schofield conclui que, enquanto se fala do marketing digital como primeiro influenciador dos comportamentos dos consumidores do século XXI, esse tipo de resultado ajuda a conscientizar os profissionais (e os viajantes) do mundo novo, onde cada vida pode ser completamente exposta online.

Nova Iorque, primeiro destino Instagram 2017

A Instagramidade atinge também o próprio marketing dos destinos. Muitos likes no Instagram são uma boa indicação de beleza e de atratividade, com muita credibilidade – pelo menos para os milennials. Reforçam a confiança dada a um artigo de uma revista respeitada ou ao post de um fotógrafo famoso, e são considerados mais sinceros que os guias de viagem ou os folhetos fornecidos pela agência de viagem. E quando a central de informação turística do local fala das incríveis belezas da sua região, só levante dúvidas. Centenas de posts e milhares de clicks terão credibilidade somada a uma geração conhecida por confiar mais nos seus pares do que em marcas ou até em “dicas” de personalidades ou de artistas.

Wanaka, na Nova Zelândia, um case de sucesso no Instagram

Alguns destinos já estão investindo na Instagramidade, alguns deles extremamente isolados e até então somente capazes de atrair aventureiros procurando o post perfeito. Um dos casos mais famosos se refere a pequena cidade de Lake Wanaka, a 400 quilômetros de Christchurch, na Ilha do Sul da Nova Zelândia. Em 2015 começou a atrair influenciadores utilizando Insta-meets para atrair instagrameiros do mundo inteiro, e sem anúncios pagos afim de mostrar credibilidade e autenticidade. Wanaka conseguiu assim a visita do famoso fotógrafo americano Chris Burkard, com 1.5 milhão de followers, que aceitou se hospedar no programa. Hoje a outrora desconhecida cidade tem quase 400.000 fotos no #tanaka e outros hashtags, e o turismo cresceu esse ano de 14%  com essa única promoção.

Disneyland, atração líder do Instagram 2017

Airbnb  é uma das marcas que melhor trabalhou no Instagram. Começou com lindas fotos de cidades, de praias ou de montanhas, compartilhou fotos e stories dos seus hóspedes, sempre cuidando da transparência e da sinceridade para reforçar as interações com seus clientes. Além dos números de posts ou de clicks no Instagram, sempre se lembrou que os conteúdos atraentes podem chamar a atenção dos milennials, mas que a chave do sucesso é a autenticidade. São consumidores que também olham os produtos e os serviços  com muito cuidado, e só criam relações de confiança quando têm a absoluta certeza da sinceridade da oferta.

Top 10 das cidades mais Instagramizadas em 2017

  1. Nova Iorque, EEUU
  2. Moscou, Russia
  3. Londres, Reino Unido
  4. São Paulo, Brasil
  5. Paris, França
  6. Los Angeles, EEUU
  7. St Petersburg, Russia
  8. Jakarta, Indonesia
  9. Istanbul, Turquia
  10. Barcelona, Espanha

Fonte: Instagram

O Club Med inventando agências em apartamentos butique

Club Med compte déployer une dizaine d’appartements-boutiques en France d’ici 2021 - Appartement boutique des Champs-Elysées - Photo Shérif Scouri Club Med

Apartamento butique do Club Med nos Champs-Elysées

Atender os seus clientes num apartamento butique espaçoso e bem localizado é uma das novas ideias do Club Med para mostrar a consideração que os “gentis organizadores” estão agora dando para seus “gentis membros”.   Com o espírito de inovação que sempre foi a marca registrada desde seu carismático  líder Gilbert Trigano,  o Club quer reinventar não somente as viagens do futuro mas também a relação com os seus clientes, começando pelas suas agencias onde são realizadas 25% das vendas. Depois do sucesso do primeiro apartamento butique nos Champs Elysées, aberto em outubro 2015, foi decidido de ampliar a experiência e de abrir uns dez desses pontos de vendas do futuro até 2021.

No térreo do novo apartamento butique, a Grande Epicerie

Localizado no sofisticado “Seizième” de Paris, em cima da nova sucursal da procuradíssima La Grande Épicerie, o segundo apartamento butique do Club Med foi aberto no último mês de Abril e oferece um espaço de 300 metros quadrados consagrado a criação e a personalização da viagem de amanha. Uma decoração requintada, incluindo até uma obra do famoso escultor César, cria um ambiente de luxo sempre ligado com a historia da marca e dos seus resorts, onde o cliente se sente considerado e pode “viajar antes de começar sua viagem” em cada um dos momentos que ele passa nessa agencia muito pouco convencional.

O novo apartamento butique na Avenida Paul Doumer

Para ajudar os visitantes a criar suas próprias viagens, vários espaços foram agenciados. A sala de estar inspira encontros e descobertas para uns momentos descontraídos com bebidas quentes, refrigerantes e doces a vontade. Na cozinha aberta são oferecidas degustações de produtos dos resorts, por exemplo o azeite  “Opio en Provence” vindo do campos de oliveiras do próprio Club, ou organizadas eventos  gastronômicos ou enológicos. Um sala de reuniões é dedicada a reuniões com parceiros, incluindo conferencias em “petit comité” para apresentar destinos. E para mostrar que o tempo não é contado, uma biblioteca  é também a disposição dos clientes.

Um dos sete pontos de atendimento do apartamento butique

No espaço principal, os especialistas da agencia ajudam os visitantes a personalizar os seus projetos e a reservar suas viagens. Os resorts podem ser visitados em realidade virtual com os capacetes Samsung Gear VR. Se todos os Clubs são acessíveis, a clientela mais sofisticada, que continua procurando um atendimento em agencias, deve privilegiar os “5 Tridents” ou os “Espace 5 Tridents”. O apartamento butique vai também valorizar as próximas inaugurações de resorts que vão responder as mais exigentes expectativas: assim o  Cefalù da Sicília em junho, o Arcs Panorama em dezembro, ou os espaços renovados de La Reserve no Rio das Pedras, de Turks & Caicos no Caribe ou de La Pointe aux Canonniers em Maurício. 

Visita 360 do apartamento butique

Se esse segundo apartamento butique confirmar o sucesso do primeiro, o Club Med planeja abrir mais dez nas principais cidades da França até 2021, substituindo ou não as agencias próprias tradicionais. Não tem data marcada para adaptar esse novo conceito de atendimento ao cliente no Brasil. Mas, nesse grupo que sempre foi líder em inovação e pioneirismo, o diretor geral do Club no Brasil, Janyck Daudet, deixou claro que os apartamentos butique, sua extreme atenção a experiência do viajante antes e durante sua decisão de viajar, e seu foco na clientela sofisticada, pode muito em breve substituir ou completar os tradicionais pontos de vendas do grupo.

130 milhões de viagens de chineses em 2017, umas idéias para o Brasil?

Os chineses já representam 30% do turismo da Tailândia

As primeiras estimativas do turismo chinês para 2017 chegam a 130 millions de viajantes, com despesas globais de 285 bilhões de USD, mantendo a China como primeiro mercado mundial. As expectativas são hoje de 200 milhões de turistas chineses para 2020, turistas cobiçados por todos os grandes destinos. Mas a Europa terá talvez que esperar um pouco, a maioria deles escolhendo a Ásia, mais próxima e mais acessível. Assim a metade desses turistas não viajaram alem de Hong Kong (47 milhões), Macau (20 milhões) ou Taiwan, (3 milhões), e no Top 10 dos seus destinos preferidos, todos são asiáticos com exceção dos Estados Unidos e da França. No Top 20, também dominado pelos países vizinhos, só deveriam entrar ainda a Rússia, as Ilhas Maldivas, a Alemanha e a Suíça.

Oito países asiáticos no Top 10 dos viajantes chineses

Mesmo alem da grande China, essas viagens internacionais são concentradas em poucos destinos, cinco deles somando mais de 50% dos viajantes. Tailândia é hoje o destino que recebe mais turistas chineses, mais de 10 milhões. Representando quase um terço dos visitantes, eles empurraram o Reinado no Top 10 do turismo mundial e mais ainda no pódio nos países com as maiores receitas de turismo internacional, passando até a França. No Japão , os 7 milhões de visitantes vindo da China ajudaram o pais a virar em cinco anos um grande destino turístico.  Tradicionalmente muita apreciada pela sua cultura, a Coreia do Sul sofreu das ameaças de guerra com seu vizinho do Norte, e, se atraiu 4,2 milhões de chineses em 2017, deve ser esse ano passada pelo dinamismo do turismo vietnamita que cresceu 48,6%.

Turistas Chineses na Baia de Ha Long (Viet Nam)

Os vizinhos da China estão também tentando seduzir os seus turistas, investindo e antecipando as novas tendências: roteiros personalizados, serviços de melhor qualidade, menos shopping e mais experiências e intercâmbios. A Indonésia quer investir em dez “novas ilhas de Bali”. Os países da ASEAN vão investir mais de USD 100 bilhões para construir em aeroportos, ligações ferroviárias, hotéis e parques temáticos adaptados aos clientes chineses. Nos principais sítios turísticos do Japão, as lojas oferecem mais serviços em chinês, guias de compras em chinês estão sendo distribuídos, e milhares de comerciantes estão aderindo aos sistemas de pagamentos chineses Alipay e Wechat, aplicações multifunções que estão se espalhando em 30 países da região.

VisitBrasil marcando presencia na China

Para o Brasil, esses resultados impressionantes do primeiro parceiro dos BRICS deve levar a duas observações. A primeira é a fraqueza do fluxo de chineses para o Brasil, menos de 60.000. Um número difícil de comparar com os resultados dos países asiáticos ou dos grandes destinos europeus ou norte americanos, mas que fica complicado de entender quando se pensa no milhão de turistas chineses visitando a distante África do Sul. Para atingir a meta do plano Brasil Turismo, 12 milhões de visitantes até 2022, a China será com certeza a chave do sucesso. A segunda observação é o imensa potencial de viagens que os países vizinhos oferecem para um mercado emissor amadurecendo. Enquanto na China e no mundo inteiro 80% das viagens internacionais são concentrados em países limítrofes, no Brasil essa proporção é somente de 50%. Colômbia, Peru, Chile, Argentina ou Uruguai têm talvez ideias a buscar nos vizinhos da China …

Jean-Philippe Pérol

O turismo brasileiro para Colômbia dobrou em 5 anos

 

 

 

 

 

Eleições, tempo de dúvidas e de esperanças

Eleições presidenciais vão tambem impactar os rumos do turismo

Para os profissionais do turismo e para todo o setor, época de voto é sempre um momento difícil, onde se misturam sentimentos de dúvidas e de esperanças. Se este ano as tendências estão mais imprevisíveis que nunca e, sem sair de uma neutralidade absoluta, algumas considerações podem ser feitas sobre o que o turismo brasileiro pode esperar das eleições do próximo mês de outubro.  A primeira é de torcer para a própria campanha não atrapalhar as viagens. Épocas de mudanças politicas são sempre complicadas para os grandes executivos do setor público ou privado, e as viagens de negócios ou de “bleisure”, e até as viagens de luxo, podem se retrair de setembro a dezembro, assim como acontece em todos os países.

Com menos 3,8% em 2018, o turismo americano mede o impacto Trump.

Para o turismo exportativo, as eleições sempre impactam de forma muito indireta (nos países democráticos), porque as viagens internacionais são ligadas a três fatores que não dependem especificamente do turismo: a taxa de câmbio, o crescimento econômico e a oferta de voos. O atores do setor devem esperar do novo governo medidas certas para que o câmbio fique estável e assegure  o poder aquisitivo dos brasileiros no exterior, ações para que se renove a confiança dos investidores e acelere o crescimento da economia, e para que aumente a renda das classes emergentes, que são a chave do crescimento do mercado. Enfim, é fundamental que a politica de abertura dos céus para novas transportadoras, inclusive low-costs, seja mantida e até ampliada.

A Segurança é a primeira preocupação dos viajantes

É, sem dúvidas, no turismo receptivo que os profissionais podem ter as maiores expectativas. A transversalidade do setor faz com que as medidas mais necessárias dependam de quase todos os setores do governo. Mais ainda que um ministério próprio, a maior esperança deve ser de ter um futuro presidente pronto a definir o turismo como prioridade nacional, favorecendo seu crescimento através da educação, das infraestruturas de transportes, do urbanismo, da política fiscal, dos investimentos ou das relações exteriores. E, antes de tudo, da segurança pública. É uma urgência para o turismo nacional, que precisa de estradas seguras e de destinos sem riscos. É uma urgência para o turismo internacional, assustado pelos recordes de criminalidade atingidos no Rio de Janeiro e nas grandes cidades do Nordeste.

Presencia nas Feiras internacionais é ponto chave para o trade

As eleições poderão talvez ajudar os novos governos a tomar medidas para favorecer o turismo sem corporativismo e com muita criatividade. O esperado ministro do turismo deve, antes de tudo, convencer os responsáveis políticos em todos os níveis, bem como a mídia, as populações dos destinos e as comunidades, sobre a força do turismo como alavanca do bem-estar e do progresso socioeconômico. Os profissionais devem também torcer  para que este novo ministro seja capaz de levantar os recursos necessários  indispensáveis para ninguém precisar escolher entre o apoio aos investimentos, a formação de pessoal e a promoção internacional. Não há dúvidas de que todas as promessas de campanha incluirão todos esses itens e muito mais. A esperança do setor deve ser de que elas sejam cumpridas desta vez.

Jean Philippe Pérol

“El riesgo es querer quedar te”, a famosa e bem sucedida campanha da Colômbia

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercados e Eventos

A Córsega, destino destaque da Forbes para 2018!

As torres, testemunhas do passado genovês

Agora destacada pela atualidade politica – os lideres pro-autonomia ganharam as ultimas eleições-, a Córsega está crescendo como destino turístico internacional. Na sua edição do 11 de Fevereiro, o magazine Forbes selecionou a “Ilha da Beleza” como o lugar mais deslumbrante para visitar em 2018. A seleção da conceituada revista, com foco nas paisagens, na cultura e na gastronomia, tinha como outros finalistas a Sicília, o Vale do Douro, a cidade austríaca de Innsbruck e o cantão suíço de Vaud. O destaque dado para Córsega foi talvez aquele “ooh-la-la”de uma geografia exuberante e diversa, com mais de 1500 quilômetros de litoral pitoresco, praias de cartão postal, rios cintilantes, trilhas desafiadoras, florestas exuberantes e montanhas acidentadas.

Em Ajáccio, as Jornadas napoleónicas comemoram o Imperador

Para Forbes, a personalidade peculiar da Córsega tem suas raízes próprias, mas integrou a alegria de viver e o carisma a francesa, bem como a historia e  a cultura italiana, visíveis nas torres ou nas fortalezas genoveses , e nos antigos vilarejos agarrados nos morros. Destino único e cativante, a Ilha surpreende até pela sua bandeira, a cabeça de mouro com uma faixa na testa, símbolo herdado seja da luta contra os mouros invasores seja do domínio dos reis aragoneses. A gloria passada é encontrada também em Ajáccio, cidade natal do Napoleão, que seduz pela sua catedral, sua fortaleza e mais ainda pelos bares espalhados na Praça do Maréchal Foch.

As praias cercam a cidade de Porto Vecchio

Nos pontos altos do patrimônio cultural da Córsega, os jornalistas destacaram Bonifácio e suas falésias brancas, Porto Vecchio e seu colar de praias charmosas, Corte, a capital histórica, e sua fortaleza cercada de imponentes montanhas, Cargese orgulhosa do seu passado grego, e Bastia com a faixada artística da igreja de São João Batista. A atualidade da cultura local impressionou também esses visitantes, seja pelos numerosos eventos organizados pelas prefeituras, ou pela presencia da musica tradicional, cantos polifônicos masculinos que são ouvidos em concertos ou improvisados em festas de família, nas albergues e até nos bares frente as praias.

Patrimônio arquitetural e “maquis” ao longo das trilhas

O parques naturais da ilha foram também lembrados pela Forbes, pelo  deslumbrante Golfo de Porto, inscrito no património mundial pela UNESCO, ou pelas trilhas mágicas onde  os esportistas podem caminhar, andar de bicicleta, olhar os pássaros, ou simplesmente cheirar os perfumes da vegetação característica da região, o “maquis” – um ecosistema as vezes comparado a caatinga nordestina. É nesse mato que se encontram as castanhas portuguesas, que os moradores utilizam para fazer farinha, e os diferentes tipos de mel,  os escuros “miellats du maquis”, ou os perfumados méis de primavera.

Embutidos da Córsega

Ingredientes únicos somente encontrados na ilha, tradições gastronômicas específicas, encontros com as culinárias francesa e italiana, a cozinha da Córsega surpreendeu e agradou os jornalistas da Forbes, com guisado de javali, cordeiro assado, vitela com azeitonas, ou torta de farinha de castanha. Cada prato pode ser harmonizado com um dos vinhos locais, elaborados com uvas originais,  Niellucciu ou Sciaccarellu para os tintos,  Vermentinu para os brancos. Pouco conhecidos, os vinhos corsos são porem interessantes e calorosos, especialmente quando acompanhando os bem temperados embutidos da Corsega – presuntu, copa ou salsichão- , ou os inesquecível brocciu, queijo de leite de ovelha comprado nas feiras livres diretamente dos produtores.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original da Laura Menske na revista Forbes 

Os cantos polifônicos, orgulho da cultura corsa

Parabens para o Turismo do Portugal!

Os cais da Ribeira e a ponte Dom Luis no Porto

Ganhando o título de melhor destino europeu nos World Travel Awards 2017 no último mês de Setembro na Rússia, o Portugal confirmou brilhantemente os seus sucessos dos últimos anos como estrela crescente do turismo europeu. Depois de levar 14 Oscars do turismo em 2015, e 24 em 2016, os profissionais portugueses conseguiram a façanha inédita de levar 37 prêmios, incluindo o melhor terminal de cruzeiros (Lisboa), a melhor ilha turística (Madeira), o melhor destino de praia (Algarve), o melhor orgão oficial de turismo (Turismo de Portugal), bem como varios destaques para a TAP, os hotéis Pestana, Quinta do Lago e Vila Joya. Os World Travel Awards recompensaram assim o Portugal pela sua nova imagem, sua segurança e seus preços competitivos, e o atendimento dado seus 21 milhões de turistas.

A Secretária Ana Godinho recebendo o WTA 2017

Se os World Travel Awards foram um justo reconhecimento dos sucessos do turismo português ao nível internacional, o Brasil é sem dúvidas um dos países onde a progressão foi a mais espetacular, tanto pela mudança radical na imagem que pelos resultados. Quem se lembra do mercado brasileiro dos anos 90 sabem que o Portugal nem aparecia no pódio dos principais destinos europeus. O Portugal só vinha em quinto lugar das preferências dos brasileiros, atrás da França, da Itália, da Espanha e até da Inglaterra. O Brasil era então uma exceção na América Latina como o único pais a não dar uma posição de destaque para sua ex potencia colonizadora, todos os “hermanos” escolhendo a Espanha como primeiro destino.

O Palácio da Pena em Sintra

A imagem do Portugal – então considerado antiquado, atrasado e depreciativo – era a primeira responsável por essa singular colocação, e impactava todos os profissionais lusitanos, as vezes com maiores injustiças. Lembro assim duma pesquisa feita pela Air France nos anos setenta sobre a imagem das companhias aéreas no Brasil. Destacava a força global da Varig e logo depois da Air France, única transportadora estrangeira a se aproximar da saudosa Viação Riograndense, mas classificava também as  empresas por cada fator de julgamento. Assim em termo de segurança, a TAP era considerada a menos seguras da 15 companhias internacionais operando no Brasil, enquanto era a única da lista a nunca ter sofrido um único acidente (a primeira colocada era uma empresa americana que tinha lamentada 5 acidentes naquele ano …).

Roof top bar em Lisboa

Mas hoje o quadro mudou completamente, a imagem do país passou a ser moderna, segura, acolhedora e descontraída. A TAP quase virou uma companhia nacional brasileira, com mais de 70 voos semanais saindo de 10 capitais. Destino na moda para jovens, ativos ou aposentados, o Portugal lidera agora os destinos europeus favoritos dos brasileiros. Desde 2016 passou na frente da França, líder histórico, crescendo de 13,7% mesmo com a crise e chegando então a 625.000 visitantes.  Os números de 2017  deverão mostrar novo recorde histórico e talvez ultrapassar os 700.000 visitantes, consolidando o primeiro lugar nas preferências dos viajantes. A tendência deveria continuar em 2018, os bookings das grandes centrais de reservas internacionais são promissores, e o jornal Estado de São Paulo já definiu no seu suplemento Viagem que o Portugal será o melhor destino de 2018, na frente da Rússia e do Canadá. Parabéns para o Turismo do Portugal!

Jean-Philippe Pérol

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercados e Eventos

Muitas tendencias para o ano novo, e o robô com destaque do turismo em 2018?

A Islandia, um dos destinos de frio destaques de 2018

Com o ano novo, os viajantes procuram inspirações e ideias para definir quais são as tendências que guiarão nos próximos meses as suas escolhas de destinos, de temáticas ou de tipo de hospedagem. American Express, Booking, Virtuoso, Voyageurs du Monde, USA today, USTOA, Pinterest ou le Journal de Montréal, são muitos jornais, mídias, agencias de viagens, operadoras ou associações profissionais  divulgam listas prospectivas. As escolhas são as vezes esperadas, as vezes surpreendentes, devido não somente aos mercados onde são feitas, mas também as metodologias utilizadas: reservas já realizadas, pesquisas de opinião junto a turistas potenciais, mesas redondas de técnicos ou de profissionais, ou simplesmente  opinião pessoal dos editores ou dos promotores. Mas mesmo com bases nem sempre científicas, essas listas deixam aparecer tendências fortes que impactaraõ o turismo em 2018.

Malta, destino exclusivo e capital europeia da cultura em 2018

As primeiras tendências são os grandes destinos que vão se consolidar, voltar ou aparecer esse ano.  O Portugal, a Itália, a França, os EE UU, o Reino Unido e o Japão ficam assim na liderança, mas outsiders muito dinâmicos estão crescendo. É o caso dos destinos de clima frio, com um destaque para Islândia, mas também da Noruega, da Alaska, do Groenlândia, da Rússia, das Ilhas Feroé ou da Patagônia. Capital Europeia da cultura, Malta deve consolidar sua posição de destino sofisticado no Mediterrâneo, mas a Eslovénia e  o Montenegro, a Tunísia e Chipre se juntaram aos lugares do momento. Na Ásia outro evento – os Jogos de inverno- deve favorecer a Coreia do Sul, e nas Américas a onda do enoturismo explica o sucesso do Chile e da Napa Valley. 2018 deve consolidar vários destinos exóticos, do Omã ao Irã, do Vietnã a Bali, da Polinésia francesa até a Nova Zelândia e a Ilha Mauritius.

O enoturismo, uma temática destacada nas tendências 2018

Os mesmos analistas se arriscaram também a adivinhar as temáticas que vão atrair os viajantes. A cultura e a historia continuam a ser as maiores motivações, seguidas do culinário, e dos grandes eventos culturais ou esportivos. Ricos em experiências, o enoturismo, o ecoturismo, o turismo de bem-estar, o turismo religioso e os cruzeiros vão continuar em forte crescimento. Dando conteúdos emocionais as viagens, estão aparecendo e/ou reaparecendo o turismo genealógico – nos passos dos seus ancestrais-, o turismo “vintage” – nos passos da sua própria infância- , ou o turismo de “pop cultura” – nos passos dos seus personagens de filmes, de série ou de telenovelas. Para viver essas experiências, os viajantes vão cada vez mais privilegiar pequenos grupos de familiares, misturando até três gerações, ou grupos de amigos, esses incluindo as crescentes ” viagens de amigas”. 

O Glamping juntando glamour e camping, aqui na Australia

Se os profissionais do turismo deverão sem dificuldades se adaptar a esses  pedidos dos viajantes, duas novas tendências destacadas para 2018 vão exigir mais evoluções dos agentes e dos hoteleiros. Para esses, e mesmo com a grande criatividade que tiveram nos seus produtos, a diversificação da hospedagem segue crescendo. Mesmo com regras fiscais e operacionais cada vez mais rígidas, os alugueis de apartamentos e casas – AirBnb ou outros- está atraindo agora 33% dos viajantes, e novas ofertas – o glamping por exemplo- estão surpreendendo.

Robôs agora invadindo a industria do turismo

Mas o grande assunto para 2018 será talvez o Robô. Alguns analistas anunciam que eles vão tomar conta da industria do turismo. Os “bots” oferecem até serviços de concierge personalizados. Buscando informações na nossa intimidade no web, eles vão agora ir bem além das tradicionais reservas. Novos aplicativos como Google Trips são capazes de propor destinos, alojamentos, restaurantes ou atividades correspondendo ao perfil de cada viajante, e de planificar a viagem escolhida, oferecendo ainda apoio, dicas e serviços durante a viagem. Claro que essas novas tecnologias poderão tambem ajudar o proprio agente a melhorar os serviços dado a seus clientes. Mas a criatividade, a capacitação, e o domínio desses novos ferramentas  serão chaves para evitar que um Robô ganha o prêmio de agente de viagem 2018.

Jean-Philippe Pérol

Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercados e Eventos