Travel.me, a TUI apostando nos conteúdos e nas medias sociais

A TUI, mais de 300 marcas para o líder mundial

A TUI, mais de 300 marcas para o líder mundial

Primeiro grupo mundial de turismo, dono de 300 marcas de viagens conhecidas dos viajantes em mais de 30 países, instalado no Brasil desde o ano passado, a TUI lançou agora uma iniciativa original. Para ajudar os seus clientes a visualizar a diversidade da sua oferta, juntou os conteúdos de 600 contas de mídias sociais -Facebook, Twitter, Instagram e Youtube- bem como alguns conteúdos analógicos numa única plataforma de conteúdos, travel.me .  Se o site exista por enquanto somente em alemão e em inglês,  ele deve ser rapidamente traduzido em outros idiomas já que os diretores da empresa querem assim criar o maior site global de uma única marca de turismo, rico em experiências provenientes dos quatro cantos do mundo da TUI.
O site travel.me

O site travel.me

Essa plataforma faz parte dos esforços da TUI para apresentar sua marca de forma mais global e mais atualizada. Seguindo uma estratégia “One Brand” , outras marcas do grupo estão migrando para o novo site, e uma campanha de promoção vai ser lançada em oito grandes mercados europeus. A agencia Blumberry, responsável do conceito e do desenvolvimento do site, acredita que a nova tecnologia utilizada vai multiplicar os conteúdos vindo não somente das marcas do grupo – seja de aviação, de hotelaria ou de cruzeiros- mas também de editores ou fotógrafos contratados. Com uma navegação fácil e “fun”, os próprios viajantes deverão se apropriar cada vez mais travel.me, especialmente quando será lançada uma opção de feed ao vivo.
Paris no Instagram da TUI Alemanha

Paris no Instagram da TUI Alemanha

Substituindo de vez os velhos catálogos que eram os sonhos dos viajantes e o pesadelo das operadoras, o novo site vai sem dúvidas ser uma revolução na comunicação dos grandes grupos de turismo internacionais que vão poder mostrar de forma agradável e interativa uma extraordinária diversidade de conteúdos e de ofertas. Os ferramentas de escolha devem ainda ser muito melhorados. Procurando um destino na Ásia, um colega chegou no blog da “First Choice” com uma única proposta de restaurante Vegan. Uma pesquisa para o Brasil me levou para uma proposta de ecoturismo na Costa Rica com a operadora inglesa Exodus travels, a mesma operadora que me sugeriu um tour da Europa secreta quando eu tinha pedido sugestões para o Rio de Janeiro….

Bordeaux, um dos top destinos 2017 da TUI Inglaterra

Bordeaux, um dos top destinos 2017 da TUI Inglaterra

Mas a importância do projeto travel.me para TUI, e o seu caracter inovador para o turismo deixam pensar que o site, quando finalizado e traduzido nos grandes idiomas do turismo internacional (incluindo o português), será em breve uma referencia incontornável para os viajantes e um caminho a seguir para as grandes operadoras globais.

 Esse artigo foi inspirado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line Pagtour

As agencias atraindo novas gerações de viajantes, olho no olho mas com ajuda da Internet!

Paris ainda favorito mas agora competindo com novos destinos

Paris ainda favorito mas agora competindo com novos destinos

Preocupados com o futuro da sua profissão, cada vez mais ameaçados pelos novos canais de informação e de vendas, os agentes de viagem vão achar no “Consumer trends survey” da revista americana Travel Weekly algumas razões de comemorar. A proporção de viajantes utilizando os seus serviços nos Estados Unidos teria quase dobrado em três anos, passando de 18% em 2014 a 26% em 2015 e 28% em 2016. Os viajantes seriam também cada vez mais satisfeitos do atendimento das agencias, sendo 66% a ser muito satisfeito ou bastante satisfeito – comparando com somente 49% em 2012. Esse resultado se deve em primeiro lugar aos investimentos do setor em funcionários bem treinados, capaz de passar aos clientes os seus conhecimentos e a sua “expertise”, com sugestões de experiências  personalizadas, tanto na escolha de um hotel  ou de um cruzeiro que na montagem de um pacote de golfe, de mergulho ou de veleiro.

Os "milenios" voltando com força nas agencias de viagem

Os “milênios” voltando com força nas agencias de viagem

A boa surpresa para os agentes de viagem é que essa nova tendência vem justamente do comportamento de viajantes mais jovens, os “Geracão Y” , chamados também de “milênios”, a primeira geração que dominou a Internet e poderia ser totalmente alheia as agencias tradicionais. Viciados pelos seus celulares ou seus computadores – mas talvez também desnorteados pela abundância de informações que eles encontram no web-, os “milênios” surpreenderem porque utilizam cada vez mais as agencias de viagem, e mais que outros viajantes mais velhos. Nos últimos 12 meses, 45% deles utilizaram uma agencia (tinham sido  31% no ano anterior), enquanto os  “Geração X” foram somente 28% e os  baby boomers 15% , numa inesperada inversão das expectativas.

Os viajantes cada vez mais satisfeitos com as suas agencias

Essa renovada procura para os agentes de viagem foi mostrada também em maio desse ano numa pesquisa da American Association of Travel Agents. Os resultados confirmam que as compras de viagens através de agencias estão se consolidando em 22% do total, mas que essa proporção subiu a 30% nos consumidores “milênios”. Mais ainda, 45% deles já recomendaram um agente de viagem para um amigo ou um familiar. A motivação principal fica sem duvidas na procura de conselhos e de dicas, já que, segunda a CNN, eles são ainda fieis a destinos tradicionais como Paris ou Roma, mas também interessados em novidades como Taipé, Kuala Lumpur, Cartagena, Havana ou Dubai.

Cartagena, um dos destinos sonhados dos "milenios"

Cartagena, um dos destinos sonhados dos “milenios”

A força da Internet voltou na ultima pergunta da pesquisa da Travel Weekly pedindo  de que forma os consumidores tinham achados a sua agencia de viagem. Anúncios, jornais, revistas ou listas telefônicas foram utilizadas por menos de 10% dos entrevistados. Sempre considerada pelos profissionais como a maneira mais natural, a recomendação de parentes ou amigos ficou em segundo lugar, com 31%. Mas foram surfando no web que 47% dos viajantes acharam a sua agencia, mostrando que, mesmo para os canais de vendas mais tradicionais, os investimentos em conteúdos e imagens de qualidade nos seus sites e nas mídias sociais – Facebook, Instagram ou Twitter- virou uma exigência absoluta para atrair novos clientes. Mesmo para vender olho no olho, o web é um ferramenta indispensável.

Jean-Philippe Pérol

Conselhos e dicas ajudar a desenhar seu roteiro nas Ilhas de Tahiti,

Conselhos e dicas ajudam a desenhar roteiros nas Ilhas de Tahiti,

Wi-Fi a bordo: em 2016, virando rotina?

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São hoje pelo menos sessenta companhias aéreas que oferecem serviços de Wi-Fi a bordo dos seus aviões. A plataforma de viagem routehappy.com acabou de publicar uma interessante pesquisa comparativa das suas ofertas, tanto nos voos de longas que de curtas distancias. O ranking assim estabelecido leva em consideração os equipamentos, a qualidade do serviço, mas também a oferta global de assentos (available seat miles ASM) de cada companhia, critérios que levam a calcular que 36% dos viajantes podem hoje se conectar com a Internet.Delta As três maiores companhias americanas lideram o ranking, a Delta ficando com uma pequena vantagem sobre United e  American. A Southwest é a quinta colocada, bem na frente da Virgin America que tem 100% de seus aviões equipados, mas com uma oferta global de assentos muito menor. A concorrência na América do Norte obrigou as companhias a acelerar seus investimentos em 2015, e seus passageiros tem hoje 76% de chances de ser beneficiado com uma conexão a bordo,  sendo esse numero reduzido a 24% nas companhias de outras regiões do mundo.

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Depois de Emirates, empatada com Etihad em sexto lugar, a Lufthansa oferece o Wi-Fi em 100% dos seus voos de longa distancia. Ela é uma das poucas companhias europeias  bem colocada, na frente de Aeroflot, Norwegian, Iberia, Aer Lingus ou Turkish. A pesquisa mostra também que duas das maiores companhias europeias e mundiais, a Air France e a British, mesmo dando prioridade para a clientela corporativa, ainda têm muita cautela quando se trata de Wi-Fi a bordo. Wi-Fi na Air FranceEm parceria com a telefônica francesa Orange, a Air France está testando a bordo de vários Airbus A320 um Wi-Fi de alta velocidade onde será até possível de assistir a televisão, uma tecnologia também testada pelos Trens de Grande Velocidade da SNCF. Com muita pressão dos passageiros – especialmente os Frequent flyers – , esse serviço está funcionando na Virgin America e vai começar em breve na Jet Blue. A Delta, a Aeromexico, a Virgin Atlantic e a Lufthansa estão também se preparando e vão obrigar as grandes concorrentes a encontrar em 2016 as soluções técnicas necessárias.

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A pesquisa de routehappy.com mostrou também que a concorrência em algumas rotas obriga as companhias a acelerar a oferta de Wi-Fi. É o caso de Nova Iorque a Dubai, de Los Angeles a Tóquio ou de Londres a Singapura que constam os maiores números de voos conectados, enquanto é difícil navegar na Internet de Londres para Hong Kong, ou nas principais conexões saindo de Paris. Wi-Fi-en-volA concorrência vai também provavelmente acelerar a gratuidade do serviço, hoje exclusiva dos passageiros da Primeira e da Executiva, mas que será com certeza ampliada em breve para todos os viajantes. No Brasil, a GOL saiu na frente, prometendo instalar o Wi-Fi até o final do primeiro semestre de 2016 em toda a sua frota, em parceria com a Gogo, que irá oferecer a tecnologia necessária e a transmissão de dados via satélite quando no ar. Se o Wi-Fi ainda não é rotina nos céus brasileiros, vai com certeza vira-lo em breve.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Serge Fabre na revista de turismo on-line La Quotidienne

Air France WiFi

A Accor se firmando no luxo com os míticos Hotéis Raffles

Royal Monceau Rafes em Paris

Royal Monceau Raffles em Paris

Anunciando a compra da Fairmont Raffles Hotels International, Stéphane Bazin, CEO da Accor, confirmou não somente uma aquisição estimada em 2,9 bilhões de dólares, a maior da sua história, mas a entrada do grupo francês no seleto clube dos 5 grandes da hotelaria de luxo. Sebastien Bazin anunciando a compra da FairmontMesmo ficando longe do líder do setor, o Americano Marriott-Starwood, que junta 800.000 quartos, Accor pode contar agora com 100.000 apartamentos divididos em mais de 500 hotéis de luxo. Com três novas marcas, o grupo adquiriu também vários estabelecimentos de prestigio, como o “Palace” Royal Monceau em Paris, o Savoy em Londres ou o Raffles em Singapora, esse mítico estabelecimento aberto em 1887, orgulho do Império britânico, cujos hospedes refinados e fleumáticos chegaram em 1942 a exigir dos  soldados japoneses que invadiram o hotel  de deixar-los acabar o baile antes de ser presos.

O mítico Raffles Hotel de Singapura

O mítico Raffles Hotel de Singapura

Essa operação foi financiada em parte com uma entrada no capital do Qatar (Qatar Investment Authority) e da Arábia Saudita (Kingdom Holding Compagny) que virarão, se as autoridades anti-trust autorizaram, os dois maiores acionistas da Accor. O grupo vai assim reforçar sua posição no setor da hotelaria de luxo, aumentando seus lucros e permitindo uma projeção de 650 hotéis até 2020. O Bar do RafflesA compra da Fairmont vai ajudar a Accor a reequilibrar geograficamente suas atividades, hoje concentrada a 65% na Europa, para a América do Norte e a Ásia onde a Raffles, a Fairmont et a Swissôtel são mais presentes. Segundo o próprio Bazin, essa estratégia focada no luxo é também uma resposta ao crescimento da AirBnb que preocupa todas as grandes empresas hoteleiras, obrigando as marcas mais econômicas a se reposicionar,  mas ainda poupando os segmentos de prestigio menos sensíveis as guerras de tarifas ou aos charmes da Internet.

O Sofitel Copacabana

O Sofitel Copacabana

A aquisição das três marcas e dos 115 hoteis da Fairmont Raffles Hotels International deve então ser um sucesso decisivo na longa caminhada da Accor para se firmar no lucrativo segmento do luxo – com suas diárias acima de 500 dolares e suas margens de rentabilidade superiores a 5%. O grupo superou o fracasso de 1994, quando o então Presidente da Air France se recusou a vender a seus compatriotas os 60 hoteis da sua filial Le Meridien (Incluindo na época o Meridien Copacabana e o Meridien Salvador).Folheto do Le Meridien Copacabana A virada  começou em 2007, quando Accor firmou a escolha de uma cadeia de luxo excluindo 80 dos então 120 Sofitel. A nova estratégia apostou em hotéis definidos pela arte de viver a francesa, seu design, sua gastronomia e sua cultura, mas aproveitando também todas as características das suas localizações. E se na América Latina, o grupo jà conseguiu se posicionar com  hoteis prestigiosos em Cartagena, Buenos Aires, Montevideu, Rio ou Guarujà, a chegada da Raffles abrirá talvez novas perspectivas em São Paulo.

Jean-Philippe Pérol

O SPA "My blend" da Clarins no Royal Monceau

O SPA “My blend” da Clarins no Royal Monceau

Um bilhão de sites, três bilhões de internautos, e um ranking mundial com surpresas para vir

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O site especializado internetlivestats anunciou que a Internet ultrapassou o primeiro bilhão de sites on-line competindo junto aos três bilhões de internautos (pessoas se conectando no web pelo menos uma vez por mês). Esses números não pararam de crescer – assim fizeram também os números de emails mandados cada dia.. Segundo a a eMarketer, o numero de utilizadores da Internet no mondo vai  ter em 2015 um crescimento de 6,2%, passando os três bilhões para chegar ao final do ano a 42,4% da população do planeta. Segundo as projeções feita pela empresa, esses números devem representar em 2018  3,6 bilhões de usuários e 50% da humanidade.

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Mas esse crescimento vai vir junto com profundas mudanças no mapa e na importância dos mercados. Enquanto os países mais desenvolvidos já estão saturados e têm taxa de crescimento muito baixas, os BRICS vão liderar a expansão do numero de usuários. Com suas novas classes medias tendo cada vez mais smart fones e aproveitando novas redes de banda larga, os cinco grandes emergentes vão representar quase 400 milhões de novos consumidores na Internet.

A China já é o primeiro mercado mundial na Internet, com mais de 620 milhões de internautas em 2013, ela já deixou muito para trás os Estados Unidos que nem chegavam a 250 milhões. Alibaba_Corp._Taiwan_Grand_OpeningAs grandes agencias on line chineses como Ctrip ou Elong já estão chamando atenção dos maiores atores do turismo da Europa ou da América do Norte. E não demorará muito para ver os gigantes do web chineses – Alibaba, Tencent e Baidu – chegar nos principais mercados do turismo mundial.

Nos quatro próximos anos o crescimento dos países emergentes vai ser espetacular e atingir não somente os BRICS mas também novos gigantes.linkedin-indonesia-300x251 A índia, o México e a Indonésia vão ter os seus números de internautas crescer de dois dígitos por ano -, e cada ano será marcado por avanços desses novos mercados. Logo esse ano o Brasil vai passar o Japão como quarta mercado; em 2015 o México passará em oitavo lugar, passando a Alemanha; em 2016 a índia tomará o segundo lugar dos Estados Unidos e em 2017 a indonésia tirará o Japão do top cinco.

Pessimistas na França e nos grandes mercados desenvolvidos, os grandes atores do eTurismo têm motivos para esperar progressos espetaculares. O Brasil, com seus 346 milhões de internautas em 2018, fará com certeza parte desse novo mapa da mina.

Jean Philippe Pérol

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Esse artigo foi adaptado dum artigo original de Serge Fabre publicado no site da Pagtour