A Córsega, destino destaque da Forbes para 2018!

As torres, testemunhas do passado genovês

Agora destacada pela atualidade politica – os lideres pro-autonomia ganharam as ultimas eleições-, a Córsega está crescendo como destino turístico internacional. Na sua edição do 11 de Fevereiro, o magazine Forbes selecionou a “Ilha da Beleza” como o lugar mais deslumbrante para visitar em 2018. A seleção da conceituada revista, com foco nas paisagens, na cultura e na gastronomia, tinha como outros finalistas a Sicília, o Vale do Douro, a cidade austríaca de Innsbruck e o cantão suíço de Vaud. O destaque dado para Córsega foi talvez aquele “ooh-la-la”de uma geografia exuberante e diversa, com mais de 1500 quilômetros de litoral pitoresco, praias de cartão postal, rios cintilantes, trilhas desafiadoras, florestas exuberantes e montanhas acidentadas.

Em Ajáccio, as Jornadas napoleónicas comemoram o Imperador

Para Forbes, a personalidade peculiar da Córsega tem suas raízes próprias, mas integrou a alegria de viver e o carisma a francesa, bem como a historia e  a cultura italiana, visíveis nas torres ou nas fortalezas genoveses , e nos antigos vilarejos agarrados nos morros. Destino único e cativante, a Ilha surpreende até pela sua bandeira, a cabeça de mouro com uma faixa na testa, símbolo herdado seja da luta contra os mouros invasores seja do domínio dos reis aragoneses. A gloria passada é encontrada também em Ajáccio, cidade natal do Napoleão, que seduz pela sua catedral, sua fortaleza e mais ainda pelos bares espalhados na Praça do Maréchal Foch.

As praias cercam a cidade de Porto Vecchio

Nos pontos altos do patrimônio cultural da Córsega, os jornalistas destacaram Bonifácio e suas falésias brancas, Porto Vecchio e seu colar de praias charmosas, Corte, a capital histórica, e sua fortaleza cercada de imponentes montanhas, Cargese orgulhosa do seu passado grego, e Bastia com a faixada artística da igreja de São João Batista. A atualidade da cultura local impressionou também esses visitantes, seja pelos numerosos eventos organizados pelas prefeituras, ou pela presencia da musica tradicional, cantos polifônicos masculinos que são ouvidos em concertos ou improvisados em festas de família, nas albergues e até nos bares frente as praias.

Patrimônio arquitetural e “maquis” ao longo das trilhas

O parques naturais da ilha foram também lembrados pela Forbes, pelo  deslumbrante Golfo de Porto, inscrito no património mundial pela UNESCO, ou pelas trilhas mágicas onde  os esportistas podem caminhar, andar de bicicleta, olhar os pássaros, ou simplesmente cheirar os perfumes da vegetação característica da região, o “maquis” – um ecosistema as vezes comparado a caatinga nordestina. É nesse mato que se encontram as castanhas portuguesas, que os moradores utilizam para fazer farinha, e os diferentes tipos de mel,  os escuros “miellats du maquis”, ou os perfumados méis de primavera.

Embutidos da Córsega

Ingredientes únicos somente encontrados na ilha, tradições gastronômicas específicas, encontros com as culinárias francesa e italiana, a cozinha da Córsega surpreendeu e agradou os jornalistas da Forbes, com guisado de javali, cordeiro assado, vitela com azeitonas, ou torta de farinha de castanha. Cada prato pode ser harmonizado com um dos vinhos locais, elaborados com uvas originais,  Niellucciu ou Sciaccarellu para os tintos,  Vermentinu para os brancos. Pouco conhecidos, os vinhos corsos são porem interessantes e calorosos, especialmente quando acompanhando os bem temperados embutidos da Corsega – presuntu, copa ou salsichão- , ou os inesquecível brocciu, queijo de leite de ovelha comprado nas feiras livres diretamente dos produtores.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original da Laura Menske na revista Forbes 

Os cantos polifônicos, orgulho da cultura corsa

De Napoleão a Paoli, a Córsega turística juntando seus dois patrimônios históricos

Corte

Corte, capital do efêmero Reinado Corso no século XVIII

Talvez a menos conhecida e a mais secreta das grandes ilhas do Mar Mediterrâneo, a Córsega é a terra natal de um dos maiores personagens da Historia da França – e provavelmente um dos mais famosos na Europa, nas Américas e no mundo. Napoleão Bonaparte é conhecido também no Brasil por ter sido responsável da fuga da corte portuguesa para o Rio de Janeiro e assim, de forma indireta, do inicio do processo histórico que levou a Independência do Brasil. Um general e estadista, imperador dos franceses, que por pouco não se tornou um destaque ainda maior da História do Brasil, caso tivesse sucesso com um plano de fuga de Santa Helena projetada em 1817  pelo seu irmão Joseph, com a cumplicidade de autoridades americanas e dos republicanos  da Revolução Pernambucana.

A estatúa do Napoleão na Praça Foch em Ajaccio

A estátua do Napoleão na Praça Foch em Ajáccio

O viajante atraído pela herança cultural do Napoleão será fascinado pelo patrimônio, pelos eventos, pelos museus ou as exposições referente ao herói. Em Ajáccio, onde ele nasceu, encontrará  a Maison Bonaparte, o Palácio Fesch ou a gruta do Napoleão. Mas a descoberta do legado cultural do mais famoso do corsos pode levar a muitas outras cidades imperdíveis ou lugares de destaque como a cidadela de Calvi por onde passou em 1793, o Museu da Córsega em Corte – capital histórica da Ilha onde ele começou sua carreira política ,  a cidade de Cargese onde a sua mãe Laetizia passava o verão, ou as trilhas do Monte Rotondo onde ela jurou que seu filho seria o vingador da Córsega independente vencida em 1769 pelas tropas reais.

Morosaglia, cidade onde nasceu Pascal Paoli

Morosaglia, cidade onde nasceu Pascal Paoli

Mito global, o Napoleão não é porem a única figura emblemática da Córsega. Frente ao  grande herói corso Pascal Paoli, ele ganha em popularidade (57% contre 43%) mas perde (39% contre 61%) quando se trata da importância de cada um na história da Ilha. Para os nacionalistas corsos, Paoli é o pai da Pátria (Babbu di a Pátria na língua corsa), e  os seus itinerários turísticos não podem perder Morosaglia, onde ele nasceu, Corte, onde estabelece a sua capital, Bastia, onde ele voltou do seu primeiro exílio, ou Ponte Novo, onde ele perdeu sua ultima batalha. É para interligar os acervos dos dois heróis que as autoridades da Ilha lançaram o projeto Paoli – Napoleão, juntando seminários e pesquisa históricas com novas rotas turísticas mostrando a validade do patrimônio corso ligado tanto a Pascal Paoli que a Napoleão Bonaparte.

O antigo porto de Bastia a noite

O antigo porto de Bastia a noite

Reconciliando os dois patrimónios  até hoje antagonistas, a Córsega quer dar um novo impulso a seu turismo cultural. Aproveitando a gloria do jovem Napoleão, futuro jacobino e imperador francês, cuja gloria fascina até hoje no mundo inteiro, os seus dirigentes querem ajudar os viajantes a descobrir o despotismo esclarecido e o Iluminismo então inovador do nacionalista Pascal Paoli. Dando uma nova dimensão ao turismo na Ilha, o melhor conhecimento dos seus dois acervos históricos e culturais será também uma excelente introdução a ricos encontros com numerosos moradores – pastores, criadores de porcos, fabricantes de perfumes, artesãos, pedreiros, historiadores ou músicos – que fazem perdurar a peculiaridade da Córsega, para a alegria dos seus visitantes.

Jean-Philippe Pérol

As "Journées napoléoniennes" em Ajáccio

As “Journées napoléoniennes” em Ajáccio

Blogueiros e agentes de viagem, aliados ou concurrentes?

A Grand Place de Bruxelas

Bruxelas, sede do Salão dos blogueiros de viagem 2016

Depois de Cannes em 2014 e de Ajáccio em 2015, o Salão dos blogueiros de viagem escolheu Bruxelas para sua terceira edição, juntando 200 blogueiros e 72 destinos na capital da Bélgica para um evento misturando conferencias, encontros de negócios e noite de gala. Co-patrocinadora do evento com a Accor e o turismo belga, a associação francesa dos destinos internacionais de turismo – ADONET – aproveitou  para lançar o primeiro “Clique de Ouro”, premiando o melhor blog de viagem francófono. A vencedora foi Aurélie Amiot com  Madame Oreille , um blog de viagem muito focado em fotografia que virou então na França o símbolo do novo relacionamento que os destinos turísticos querem construir com os blogueiros.

Nomadic Matt, o blog de viagem líder em visitas

Nomadic Matt, o blog de viagem líder em visitas

Seja na França, nos Estados Unidos ou no Brasil, os blogs mostraram nos últimos anos que são um fator chaves nas decisões de 65% dos viajantes, que encontram nessas paginas do web uma criatividade, uma liberdade, e mais ainda a faculdade de interagir com os redatores.  Reconhecidos como influenciadores digitais, os blogueiros de viagem são procurados para parcerias com os destinos, os hotéis ou as companhias aéreas que buscam novos conteúdos e novos canais de comunicação com seus clientes. marcaEssas parcerias ajudam os blogueiros a descobrir o mundo, virar uns “blog- trotters” vivendo e dividindo as suas paixões, porem trazendo pouco faturamento. Cada vez mais numerosos , só nos Estados Unidos quase 60.000, no Brasil mais de 3.000, os blogueiros de viagem são  menos de 5% a viver dessa atividade, e as vezes somente parcialmente.

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Votretourdumonde.com, um dos mais influentes blog de viagem da França

Para profissionalizar as suas atividades e conseguir rentabilizar-las, dinâmicos e criativos blogueiros diversificam os seus serviços. Eles agem não somente como jornalistas – oferecendo conteudos-, mas como mídias – vendendo  espaços publicitários e links patrocinados -, esses últimos sendo a maior fonte de renda dos blogueiros americanos. Alguns oferecem reservas de serviços ou de passagens, virando operadoras de turismo, agencias on-line, ou mesmo agencia de receptivo, e gerando preocupação das agencias tradicionais que denunciam uma nova concorrência que seria, em alguns casos, desleal.

Conexão Paris, o primeiro blog especializado sobre França

Conexão Paris, o primeiro blog especializado sobre França

É importante que as autoridades ficam atentos ao respeito das legislações do setor e a proteção do consumidor. Mas, depois das agencias on-line, dos sites de  vendas diretas e da economia colaborativa, a chegada dos blogueiros de viagem  como atores incontornáveis do trade turístico é hoje uma evolução irreversível que deve ser vista, não como uma ameaça, mas como uma fonte de oportunidades. Para os destinos, os blogs de viagem abrem novas opções, sendo canais privilegiados para comunicar com primeiro-viajantes ou para convencer fãs de atividades especificas. logoPara todos os atores tradicionais, possibilidades de sinergia estão aparecendo, e o sucesso dos blogs de viagem de grandes agentes ou operadores brasileiros, seja da CVC ou da Teresa Perez, mostram que os viajantes estão interessados a ter essas opiniões livres, descontraídas e interativas antes de escolher e de comprar. E qualquer que seja o circuito de compra escolhido – hoje sempre aquele onde o viajante encontra o maior valor agregado para a sua própria viagem-,  os blogueiros serão, para os destinos e todos os atores do setor, grandes aliados para ajudar no dobramento dos turistas mundiais previsto pela Organização Mundial do Turismo nos próximos quinze anos.

Jean-Philippe Pérol

Esse artigo foi publicado originalmente no Blog “Point de vue” da revista profissional Mercados e Eventos

 

 

 

 

 

Outono na Franca: cores e sabores da Corsega!

Outono na Alsacia

Chegando do Brasil onde as matas são sempre verdes, as cores do outono francês dão entre Setembro e Novembro um toque de magia a todas as viagens. Outono na CombrailleSeja na Alsácia, na Auvergne, ou até nas florestas dos arredores de Paris (no Bois de Boulogne ou no Bois de Vincennes), os tons de amarelo, laranja e vermelho deixam as arvores com a aparência de cortinas de chamas ou de corredores de fogo. O outono é também no Sul da Franca a época dos dias ensolarados sem o calor exagerado do verão, com luzes alaranjadas e com cheiros peculiares. E na  Córsega, esse “Ilha de Beleza” recentemente destacada pelo Trip Advisor como uma das “dez mais” da Europa, o outono é o inicio duma nova temporada turística.

Outono na Corsega
A partir de setembro, os famosos castanheiros da “Castagniccia” começam a mudar de cores, e logo em seguido os camponeses iniciam a colheita da famosa castanha que, até o inicio do século XX, era a base da alimentação corsa. chataigneSaborosa e sem gluten, a farinha de castanha é hoje a base de muitos pratos da renovada gastronomia regional, inclusive numa polenta. No sul da Ilha, em Bocognano, « a fiera di a castagna » é a grande feira agroalimentar e artesanal. As tangerinas da CorsegaDo 4 ao 6 de Dezembro, a Castanha vai ser a rainha da festa, mas os outros produtos do outono serão também presentes: figos, tangerinas, cogumelos, mel do mato, brocciu, salsichões, presuntos e “copas”, azeite e os vinhos de uvas nativas: nielluccio, sciaccarello ou barbarossa para os tintos,  vermentino, biancu gentile ou codivarta para os brancos.

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Temperaturas amenas e turistas escassos fazem do outono a melhor temporada de viagem para a Córsega. Com a agua do mar ainda quente, mas com as praias vazias, é possível nadar ou mergulhar com tranquilidade, para aproveitar depois o aperitivo e o jantar num restaurante, como o Casablanca na praia de Arone, considerada a melhor da Ilha. Ajaccio, a catedralÉ também uma ótima época para visitar a capital, Ajaccio. A imperdível casa onde nasceu o Napoleão, o excepcional Museu Fresch cujo acervo foi doado pelo seu tio, e  a Catedral onde ele foi batizado  já com dois anos de idade, podem ser visitadas sem filas. E depois é sempre possível achar uma mesa na badaladíssima terrassa do “Le Lamparo” para tomar um drinque olhando para o mar.     

As matas do GR20

Mas na Córsega o outono é antes de tudo o paraíso das trilhas. São pequenas caminhadas a percorrer nas “Calanche”de Piana ou nas Ilhas Sanguinárias. arbousierMas a mais famosa é a GR20 que atravessa de ponto a ponto a “Ilha da Beleza”, um desafio a enfrentar de Norte ao Sul em 3 a 14 dias, dependendo do nível do visitante. O mais recomendado é de escolher algum trecho em função do tempo disponível, parando os vilarejos e aproveitando para descobrir os sabores e as atividades do outono. Sempre muito bem recebido – e surpreendido pela proximidade da língua corsa com o português- , automnecorseo viajante brasileiro poderá aproveitar de encontros com pequenos produtores de produtos tradicionais – mel , perfumes, queijos …, com criadores dos tradicionais porcos pretos, com pastores de cabras, ou com numerosos artistas e cantores que continuam a animar a cultura dessa Ilha francesa tão peculiar até no seu outono.

A Torre de Parata e as Ilhas Sanguinárias

Esse artigo foi traduzido e adaptado dum comunicado da Agencia de turismo da Córsega publicado pela revista on-line Pagtour

De Marselha até a Córsega, as raízes gregas da França!

O porto de Cargese

Enquanto a Grécia enfrenta umas das crises mais graves da sua longa historia, é sem dúvidas a hora de se lembrar de todo o extraordinário acervo cultural que esse pais trouxe para o mundo, e mais especialmente para os países latinos, incluindo o Brasil e a França. NAVIO FOCEANONa França, a Grécia, seus deuses, seus heróis e seus filósofos fazem parte da língua, da forma de pensar, e da Historia. O próprio vinho, um dos maiores orgulhos da Franca, teria sido trazido na região de Marselha por comerciantes gregos. E ainda hoje existem várias cidades francesas onde o viajante pode encontrar as marcas dessas ligações entre os dois países. Marselha, Avignon, Agde, Antibes, Aléria ou Nice foram assim fundadas por navegadores vindo de Foceia, cidade grega -hoje Eskifoça, na costa ocidental da Turquia, e Nice se orgulha de seu primeiro nome – Nikaia, em homenagem a Nikê, a deusa da Vitoria.

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 A influencia dessas raízes gregas é mais forte em Marselha, cujos habitantes são ainda chamados de “phocéens”. A mitologia da cidade conta que tudo começou em 600 antes do Cristo, com o casamento de Protis, comandante da frota de Foceia, e da Gyptis, filha do rei gaulês da região que deu para os gregos uma área de cinquenta hectares na baia de Lacydon onde ficou hoje o “Vieux Port”. As ruínas das muralhas da cidade, do reservatório, do cemitério e do porto do período heleno podem ser visitadas no “Jardim dos vestígios”, atrás do Museu de Historia. MUCEM de MarselhaMas é na sua cultura que Marselha mostra a maior influencia da Grécia . Cidade marcada pela sua rebeldia e seu espírito de liberdade, ela é também a mais aberta para o Mar Mediterrâneo,  com o seu impressionante Museu das Culturas Mediterrâneas inaugurado em 2013.

Cargese

Menos conhecida e mais recente, a influencia grega é mais visível ainda na historia da pequena cidade de Cargese, na Córsega. A curiosa presencia de duas igrejas, uma de rito latino e uma de rito ortodoxo, dá ao turista a primeira dica sobre a presencia dos gregos, DSCN0644 - copiepresencia confirmada pelos numerosos sobrenomes característicos do local, todos gregos afrancesados (Stephanopoulos, Capodimachos, Papadakos, Zanetakos ou Xingas virando Stefanopoli, Capodimacci, Papadacci, Zanettacci, ou Exiga). Essas famílias descendem de 730 revoltados das montanhas do Peloponeso, vindo do porto de Vitylo, perto de Esparta, que fugiram da repressão turca em 1673.  Com a ajuda de Génova, que na época dominava a Córsega, conseguiram se estabelecer nessa região. Fundaram uma primeiro colónia em 1676 em Paomia, transferida para a cidade atualLa-chapelle-des-Grecs-a-Ajaccio de Cargese em 1773. Tradições religiosas, ligações com a cidade de Vitylo, e uma grande sensibilidade para as lutas pela liberdade ainda caracterizam os moradores. A 50 quilômetros da capital Ajaccio, onde foi também construída uma igreja grega, Cargese oferece para os visitantes não somente sua historia peculiar mas suas paisagens de barrancos, suas praias de areias brancas e suas águas turquesas que lembram as costas gregas de onde saíram os seus fundadores.

Jean-Philippe Pérol

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O autor desse artigo é bisneto de Charles Exiga, grego de Cargese, oficial do exercito francês que serviu na Argélia e depois na Tunísia.