Les Sources de Cheverny: charme, bem estar e sabores na terra dos castelos

O castelo du Breuil foi renovado com total respeito a sua arquitetura

Com uma natureza protegida nas beiras do “último rio selvagem da Europa”, o fascínio dos castelos do renascimento francês, e vinhedos produzido um vinho leve, frutado e alegre, a região francesa do Vale de Loire tinha todos os requisitos para abrigar um novo capítulo da história do grupo hoteleiro Les Sources de Caudalie. Localizado em Cheverny – perto do famoso castelo que inspirou o Moulinsart das aventuras de Tintim, o novo Les Sources de Cheverny vai oferecer as mesmas experiências de bem estar, cultura, gastronomia e enoturismo que fizeram o sucesso do primeiro “Palace” dos vinhedos. Se a crise sanitária atrasou as obras, Alice e Jérôme Tourbier, os donos do grupo, já estão dando os toques finais antes da abertura dia 1ero de Setembro.

Os amplos e serenos quartos do castelo

O prédio principal do hotel é mesmo um autêntico castelo, o Château de Breuil, cuja parte mais antiga é do século XV, mas que foi completamente transformado no século XVIII, com as simetrias, os telhados e as aberturas obedecendo ao classicismo da época. O castelo já funcionava como hotel desde 1985, mas o novo projeto foi muito mais ambicioso. Respeitando a arquitetura e renovando as salas do térreo,  ele integrou a modernização total de todos os quartos, com especial atenção na claridade dos espaços, no tamanho dos banheiros, na harmonização das cores e na personalização dos móveis, alguns sendo pessoalmente escolhidos pela Alice nos antiquários da região.

Em família, com Alice et Jérôme Tourbier, no parque do Les Sources de Cheverny

Seguindo a estrada que caminha dentre dos 45 hectares do parque, o visitante tem a impressão de chegar em uma vila onde tudo é charme, beleza, e tranquilidade. Além do castelo principal, o projeto aproveitou todas as antigas dependências, casas de empregados ou prédios de serviço. Com várias construções novas inspiradas das Les Sources de Caudalie – a recepção, os bangalôs do “Hameau” e a emblemática torre da suite do “Baron perché” -, o conjunto lembra um vilarejo da região. A diversidade das construções e de ambientes vai ajudar, segundo o Jérôme, a responder aos pedidos de clientes diferenciados, com preços escalonados de 180 à 1200 euros por dia, para casais procurando luxo e bem estar, famílias atrás de cultura e tranquilidade ou jovens epicurianos.

Além de dois restaurantes, o pique nique é uma grande experiência gastronômica

Se o vinhedo ainda vai demorar para produzir um vinho à altura das exigências de Alice e Jérôme, o visitante vai encontrar nas novas Les Sources de Cheverny todas as experências de bem estar que fizeram a magia das Les Sources de Caudalie. Desde o Spa Caudalie com o seu tradicional banho no barril de carvalho, os passeios na floresta do parque, e até os dois restaurantes, um dos dois do tipo “Bip gourmant” e o outro gastronômico. O chef Jean Calmet, que passou pelas cozinhas do La Tour d’Argent em Paris, do Lancaster e do La Reserve, já está no local, percorrendo a região para achar os melhores produtos e as receitas combinando com o ambiente peculiar do Vale do Rio Loire e com o arte de viver da “doce França”.

Os quartos sempre personalizados nos móveis e nas cores

A menos de duas horas de Paris, perto dos mais procurados castelos do Vale de Loire (Chambord, Chaumont sur Loire , Blois, Amboise, e até Chenonceau), Les Sources de Cheverny pode ser tanto uma etapa de bem estar, para quem volta de Bordeaux ou da Auvergne para Paris, quanto um verdadeiro destino combinando cultura, arte de bem viver, gastronomia e enoturismo. Para o 1ero de Setembro, devido as restrições de viagens, as reservas chegam principalmente da França, mas Jérôme e Alice fazem questão de ressaltar que as clientelas internacionais, especialmente norte americanas mas também brasileiras, serão chaves para o sucesso desse  novo empreendimento. 

Jean Philippe Pérol

No Val de Loire, 40 castelos para cada um poder escolher o seu!

 

chateau-de-chenonceau,-chateau,-france,-reflexion-155137

 Se os Reis da França gostavam antes de tudo da doçura do seu clima e da abundância das suas florestas, se foram as suas paisagens culturais que levaram a UNESCO a declarar-lo Patrimônio da Humanidade,  o Val de Loire é antes de tudo a terra dos “Châteaux”. De Sully sur Loire até Angers, mais de 40 castelos, em maioria construídos na Idade Media mas completamente revisitados no Renascimento,  fazem dessa região a “Douce France”, terra do Bem viver a francesa, das arquiteturas majestosas, das belas artes, da gastronomia finas e de vinhos atraentes.

CHAMBORD

Assim que os nove reis da França que aqui moraram e que os números artistas que aqui trabalharam, cada  viajante tem que escolher o seu ou os seus castelos preferidos quando visita a região. Os apaixonados pela arquitetura gostarão de  Chambord, da sua majestade e dos seus telhados ouriçados de 262 chaminés, de Chenonceau e da elegância da sua ponte-galeria, de Amboise e do seu gótico flamejante, de Loches e do seu patrimônio militar, ou de Blois onde sete reis imperaram estilos arquitectorais diferentes.

VILLANDRY

Os parques e jardins vão também ajudar o viajante a diferenciar os castelos, escolhendo seja  os primeiros ensaios de Amboise, o parque “a inglesa” de Azay le Rideau, os dois conjuntos de Chenonceau, o parque de Chaumont sur Loire ou a perfeição de Villandry. E em Chambord, os 5440 hectares da Reserva nacional de Caça e animais selvagens lembram a vida, a riqueza e a beleza das florestas primárias de carvalhos e pinheiros.

clos_luce_interieur_3783_c-mouton

Mas a emoção do visitante vem além de tudo da Historia, das lembranças e da herança cultural, de fatos heróicos, de eventos trágicos ou de anedotas divertidas que cada um desses castelos vai carregando desde o século XVI. closluce_ile_de_la_guerre_credit_chateau_du_clos_luceFoi em Chinon que Joana d’Arc começou sua extraordinária aventura. Chambord foi o sonho italiano e renascentista de François I. Foi em Clos Lucé que viveu – e morreu – o Leonardo da Vinci, um parque museu lembrando hoje as obras do mestre. Em Amboise, a varanda dos enforcados  mostra que foi nesse palácio real que começaram as guerras de religião. MOULINSARTBrissac é orgulhoso de pertencer aos seus duques há vinte gerações, e Cheverny tem como maior atração de ter servido de modelo ao Hergé quando ele inventou de dar o castelo de Moulinsart ao Capitão Haddock, amigo do Tintim!

cheverny_6920_jdamase_crtcentrevaldeloire

Mas são as historias de amor que fazem os mais bonitos e os mais românticos castelos, e assim é Chenonceau, o “Château des trois  Dames”. Diane de Poitiers ClouetCastelo feminino, construído de  1513 à 1521, oferecido pelo Senhor Thomas Bohier a sua esposa Catherine Briçonnet, ele foi depois cedido  para o rei François I. O rei-cavaleiro pouco se interessou pelo castelo, visitando lo somente duas vezes, mas prometendo-lo a uma das suas conquistas, Diane de Poitiers. Morreu antes, mas o filho dele, Henri II, herdando da coroa, de Chenonceau e  da dita favorita, cumpriu em 1547 a promessa do pai.Catherine de Medicis Diane transformou o castelo, recebendo com grandes festas o rei, a rainha e toda corte. Faltava a inauguração da ponte sobre o Rio Cher pelos reais amantes, mas a morte trágica do rei em julho 1559 mudou outra vez o destino do castelo. Diga a lenda que, o rei ainda morrendo, a rainha mandou seus cavaleiros expulsar a favorita que recebeu porém em troca o castelo de Chaumont.

Chenonceau, os jardins

A terceira dama de Chenonceau deu ao castelo seu aspecto atual, criando uns novos jardins, inaugurando as duas galerias sobre a ponte, e realizando umas das mais extraordinárias festas da historia da realeza francesa, onde não faltavam principes, políticos, artistas e ninfetas. Com tantos amores, ciúmes, belezas, heróis e vilões, não é surpreendente que o “Châteaux des trois Dames”, o mais feminino dos castelos, seja, com 850.000 entradas por ano, o mais visitado do Val de Loire.

Jean-Philippe Pérol

SONS E LUZES DO CASTELO DE BLOIS