Vinhos, turismo e preços, um ranking original da Europa enoturística

Smith Haut-Laffite, uma vinícola de Bordeaux onde enoturismo combina com cultura

Com mais de 15 milhões de reservas de apartamentos por ano em parceria com grandes empresas, – Booking, Interchalet, TUI, Housetrip ou Trip Advisor-, a plataforma Holidu publicou um ranking “cientifico” e popular das regiões europeias de enoturismo. A pesquisa levou em consideração não somente a qualidade e a variedade dos vinhos produzidos, as infraestruturas turísticas e o numero de vinícolas abertas os visitantes, mas também o consumo de vinho per capita, o preço medio das garrafas consumidas no local, assim que o número de entregas de diplomas de sommeliers nos centros locais de capacitação. A lista que foi estabelecida mostrou lógica e surpresas.

A “Cité du Vin”, monumento a Bordeaux cidade mundial do vinho

  • Nova-Aquitânia – França

A lógica levou a Nouvelle Aquitaine para o primeiro lugar. A região de Bordeaux, de Cognac e de Bergerac tem mais de 11.000 vinícolas, muitos dos mais famosos vinhos do mundo, e oferece preços atrativos com seus “vinhos de mesa”. As infraestruturas turísticas são de qualidade, o patrimônio cultural invejável, e a fama da sua gastronomia e das suas paisagens é mais que merecida. A dica da Holidu : Ir até a lagoa de Arcachon e provar as ostras locais com um Pessac Leognan branco (por exemplo um Hauts de Smith) .

Nos arredores do Etna, os vinhos de “lava”

  • Sicília – Itália

A surpresa já apareceu com o segundo lugar da Sicília. Mas, conhecida pela sua longa história, seu rico património e sua cultura peculiar, a ilha se posiciona cada vez mais no enoturismo. Vinhos como o Malvasia, o Novello e o Catarratto Bianco são algumas das maravilhas a ser descobertas . A dica da Holidu : nos arredores  do famoso vulcão  Etna, 18 hectares de vinhedos produzem desde o século XVII um vinho escuro  que pode ser provado depois da visita, acompanhando as “polpette”, as tradicionais bolinhas de carne.

Vinhedos e moinhos em Castilha La Mancha

  • Castilha-La Mancha – Espanha

Primeira região produtora da Espanha, a Castilha La Mancha se destaca pela grande variedade de uvas, Grenache, Syrah, Cabernet Sauvignon, Tempranillo, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Macabeu ou Airén. Na terra dos moinhos, os tintos, rosés ou brancos impressionam pela qualidade e pela excelente relação preço/ qualidade. A dica da Holidu : antes de começar as visitas das adegas, visitar a “cidade encantada” no parque natural da Serranía de Cuenca.

Em Pompei, o vinho tem uma longa história

  • Campania – Itália

Quase chegando no pódio desse ranking, a Campania ainda é pouca conhecida do mundo do vinho, mas tem uma tradição vinícola de 3200 anos, e uma excepcional riqueza turística. Vários dos seus vinhos devem ser degustados, por exemplo o Greco, o Asprinio, o Pallagrello branco, o Fiano, o Falanghina, o Coda di Volpe, o Forastera ou o Biancolella. A dica da Holidu: não esquecer de visitar as ruinas de Pompei, uma experiencia única no mundo ainda enriquecida pelas recentes descobertas arqueológicas.

Entre Lácio e Toscana, a surpreendente Úmbria

  • Úmbria – Itália

Outra surpresa da lista é o quinto lugar da Úmbria, mais conhecida pelas suas riquezas culturais. Entre Roma e Florença, o coração verde da Itália, trabalha varias uvas de qualidade, locais como o Sagrantino, o Sangiovese ou o Colorino, mas também internacionais como o Merlot e o Cabernet Sauvignon. A dica da Holidu : não perder a “Galleria Nazionale dell’Umbria”, localizada no “Palazzo dei Priori”, um dos mais imponentes prédios históricos de Perugia.

O charme irresistível de Chenonceau, o Castelo das 3 Damas

  • Vale do Rio Loire – França

Seguindo o Vale do Rio Loire, 2000 vinícolas se espalham entre a costa do Oceano Atlântico e a Auvergne. Famosa pelos seus vinhos alegres e fáceis de beber, sejam brancos como o Muscadet, o Sancerre ou o Pouilly, sejam tintos como o Saumur Champigny, sejam espumante como. A (merecida) fama dos Castelos do Loire explica também o sucesso do enoturismo da região.  A dica da Holidu: o itinerário tem que ser feito para combinar vinhedos e castelos, sendo que Chambord, Azay le Rideau, Cheverny, e mais ainda Chenonceau, são imperdíveis.

Vinhedos perto de Valencia

  • Valencia – Espanha

Dona de uma oferta turística muito completa, orgulhosa da sua cultura preservada, a região de Valencia colocou mais uma vez a Espanha no Top 10 da Holidu. Alem de uma grande variedade de uvas (Monastrell, Tempranillo, Cabernet Sauvignon e Merlot), o sucesso valenciano deve muito aos preços extremamente competitivo dos seus vinhos – os mais baratos da lista. A dica da Holidu: Visitar a cidade medieval de Bocairente e seus arredores.

Os incomparáveis paisagens da Toscana

  • Toscana – Itália

Pioneira do enoturismo, a Toscana ficou famosa pelo Chianti desde o século XIV, explorando uma grande diversidade de uvas:  Sangiovese, Canaiolo, Cabernet Sauvignon, Merlot, Trebbiano e Malvasia. Com cidades e vilarejos esbanjando história e cultura,  um clima  e uma luz excepcionais, a região oferece uma grande diversidade a todos os públicos.  A dica da Holidu: Aproveitar um passeio de bicicleta para mergulhar na cultura local e marcar atividades  com os moradores.

Os jardins da Quinta da Bacalhôa em Setubal

  • Setúbal – Portugal

Sendo os portugueses os maiores consumidores de vinho per capita da Europa, um ranking europeu de enoturismo devia ter uma região portuguesa, e foi Setúbal que se destacou com seus vinhos originais. Tradicional produtor de prestigiosos, incluindo o famoso Moscatel de Setúbal, a região produz também vinhos tinto exportados no mundo inteiro como o Periquita ou o Bacalhôa. A dica da Holidu: vale a pena seguir as rotas ou trilhas túristicas em volta das quais são organizadas muitas atividades, incluindo para as famílias.

Trufa branca e vinhedos do Piemonte

  • Piemonte – Itália

Uma quinta região italiana fecha o ranking da Holidu: o Piemonte. Famosa pela qualidade (e o preço) dos seus vinhos proveniente de uvas locais  (Nebbiolo, dolcetto, brachetto ou cortese), a região produz os famosos Barolo, Gattinara, Ghemme e Barbaresco, bem como os mundialmente conhecidos Asti Spumante. Em Alba, é certamente um deles que será recomendado para uma harmonização com a famosa trufa branca, A dica da Holidu: aproveitar as numerosas atividades náuticas oferecidas na região, canoa, vela ou  windsurf.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original na revista francesa profissional on-line Mister Travel

No Val de Loire, 40 castelos para cada um poder escolher o seu!

 

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 Se os Reis da França gostavam antes de tudo da doçura do seu clima e da abundância das suas florestas, se foram as suas paisagens culturais que levaram a UNESCO a declarar-lo Patrimônio da Humanidade,  o Val de Loire é antes de tudo a terra dos “Châteaux”. De Sully sur Loire até Angers, mais de 40 castelos, em maioria construídos na Idade Media mas completamente revisitados no Renascimento,  fazem dessa região a “Douce France”, terra do Bem viver a francesa, das arquiteturas majestosas, das belas artes, da gastronomia finas e de vinhos atraentes.

CHAMBORD

Assim que os nove reis da França que aqui moraram e que os números artistas que aqui trabalharam, cada  viajante tem que escolher o seu ou os seus castelos preferidos quando visita a região. Os apaixonados pela arquitetura gostarão de  Chambord, da sua majestade e dos seus telhados ouriçados de 262 chaminés, de Chenonceau e da elegância da sua ponte-galeria, de Amboise e do seu gótico flamejante, de Loches e do seu patrimônio militar, ou de Blois onde sete reis imperaram estilos arquitectorais diferentes.

VILLANDRY

Os parques e jardins vão também ajudar o viajante a diferenciar os castelos, escolhendo seja  os primeiros ensaios de Amboise, o parque “a inglesa” de Azay le Rideau, os dois conjuntos de Chenonceau, o parque de Chaumont sur Loire ou a perfeição de Villandry. E em Chambord, os 5440 hectares da Reserva nacional de Caça e animais selvagens lembram a vida, a riqueza e a beleza das florestas primárias de carvalhos e pinheiros.

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Mas a emoção do visitante vem além de tudo da Historia, das lembranças e da herança cultural, de fatos heróicos, de eventos trágicos ou de anedotas divertidas que cada um desses castelos vai carregando desde o século XVI. closluce_ile_de_la_guerre_credit_chateau_du_clos_luceFoi em Chinon que Joana d’Arc começou sua extraordinária aventura. Chambord foi o sonho italiano e renascentista de François I. Foi em Clos Lucé que viveu – e morreu – o Leonardo da Vinci, um parque museu lembrando hoje as obras do mestre. Em Amboise, a varanda dos enforcados  mostra que foi nesse palácio real que começaram as guerras de religião. MOULINSARTBrissac é orgulhoso de pertencer aos seus duques há vinte gerações, e Cheverny tem como maior atração de ter servido de modelo ao Hergé quando ele inventou de dar o castelo de Moulinsart ao Capitão Haddock, amigo do Tintim!

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Mas são as historias de amor que fazem os mais bonitos e os mais românticos castelos, e assim é Chenonceau, o “Château des trois  Dames”. Diane de Poitiers ClouetCastelo feminino, construído de  1513 à 1521, oferecido pelo Senhor Thomas Bohier a sua esposa Catherine Briçonnet, ele foi depois cedido  para o rei François I. O rei-cavaleiro pouco se interessou pelo castelo, visitando lo somente duas vezes, mas prometendo-lo a uma das suas conquistas, Diane de Poitiers. Morreu antes, mas o filho dele, Henri II, herdando da coroa, de Chenonceau e  da dita favorita, cumpriu em 1547 a promessa do pai.Catherine de Medicis Diane transformou o castelo, recebendo com grandes festas o rei, a rainha e toda corte. Faltava a inauguração da ponte sobre o Rio Cher pelos reais amantes, mas a morte trágica do rei em julho 1559 mudou outra vez o destino do castelo. Diga a lenda que, o rei ainda morrendo, a rainha mandou seus cavaleiros expulsar a favorita que recebeu porém em troca o castelo de Chaumont.

Chenonceau, os jardins

A terceira dama de Chenonceau deu ao castelo seu aspecto atual, criando uns novos jardins, inaugurando as duas galerias sobre a ponte, e realizando umas das mais extraordinárias festas da historia da realeza francesa, onde não faltavam principes, políticos, artistas e ninfetas. Com tantos amores, ciúmes, belezas, heróis e vilões, não é surpreendente que o “Châteaux des trois Dames”, o mais feminino dos castelos, seja, com 850.000 entradas por ano, o mais visitado do Val de Loire.

Jean-Philippe Pérol

SONS E LUZES DO CASTELO DE BLOIS