Tahiti, pelo menos uma vez na vida!

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Desde 2013 e a Copa das Confederações, quando o seu time fez história no Recife ao marcar o seu primeiro gol oficial fora do seu continente, Tahiti está olhando cada vez mais para o Brasil. Já são quase três mil brasileiros que viajaram para lá esse ano, e as ambições dos taitianos são de dobrar esse numero nos próximos anos. Com uma imagem tão especial, especialmente mas não somente para lua-de-mel, com suas 118 ilhas cercadas de areias brancas ou negras, e suas águas declinando todos os tons de azul, a Polinésia francesa é um destino que já faz sonhar quase todos os viajantes. Difícil talvez é escolher um roteiro, e decidir como chegar lá.

Com uma estadia média de nove ou dez dias, a primeira decisão importante e de escolher as suas ilhas prediletas. Duas já são imprescindíveis. Bora Bora é o clichê que não pode ser perdido. Imortalizada pelos aviadores americanos que tiveram aí uma base militar durante a segunda guerra, ela é o cartão postal da Polinésia. presidential-overwaterNos seus hotéis com quartos de palafitas (O Hilton é espetacular), pode-se mergulhar no lagão, nadar com as arraias ou dar comida para os tubarões. As pequenas ilhotas – mutu- são lugares ideais para um piquenique ou um churrasco de peixes. Alugar um Buggy para uma volta da ilha é uma ocasião de descobrir não somente os antigos centros religiosos hoje abandonados (mesmo se nem sempre bem cuidados), mas também uma multidão de lojas de artesanato. A ilha principal, DSCN1262Tahiti, é muitas vezes esnobada pelos turistas, talvez por ser a capital. Mas é um ponto obrigatório já que todos os voos chegam em Papeete, e merece ser aproveitada em qualquer roteiro. As suas praias de areia negra podem agradar não somente os surfistas e a ilha oferece paisagens surpreendentes, jardins românticos, e os sortudos poderão talvez ver uma ou duas baleias se aproximar do litoral. Na cidade, duas visitas são paradas obrigatórias: visitar uma “bijouterie” para sonhar frente as pérolas negras, e conhecer as “roulottes”, as barraquinhas da Praça Vaiete onde turistas e moradores se encontram no final do dia para tomar um drinque ou ter um jantar descontraído.

A dúvida do viajante vai começar então na escolha da terceira ilha. Huahine é uma excelente opção porque além dos clichês de praia e de mar, de lindas paisagens e de uma vegetação luxuriante, ela tem uma das mais ricas heranças culturais e arqueológicas.DSCN0869 Com a indispensável ajuda de um guia qualificado, o visitante poderá descobrir os marae (antigos altar de sacrifícios humanos) ou as armadilhas de pescaria e suas estranhas anguilhas domesticadas com olhos azuis. Os nativos explicam que esse  clima de segredos e de descobertas,  junto com a forma muito especial da sua montanha principal, deram origem ao nome desse ilha: a ilha mulher.

Para quem está procurando os hotéis de altíssimo padrão, a terceira ilha dum roteiro tahitiano pode ser escolhida entre Tahaa, ilha sagrada dos antigos polinésios onde se esconde um requintado Relais Chateaux Taha’a Resort and Spa, e Tetiaroa , a ilha do Marlon Brado onde foi construído o hotel The Brando, o mais luxuoso resort dos mares do sul, milagre de design, de conforto, de tecnologia e de respeito ao meio ambiente.

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©R&C Le Taha’a Island Resort & Spa

Na espera duma ligação aérea entre São Paulo e Papeete (se fala há anos dum voo direto que continuaria depois até Xangai), a primeira opção de voo para Tahiti é o voo semanal da LAN Chile via Santiago de Chile. Uma viagem de somente 16 horas e que oferece a opção de combinar com a Ilha de Páscoa, mas com uma conexão muito demorada em Santiago e o risco dum único voo. A rota via Los Angeles é um pouco mais demorada, mas tem a vantagem de ter mais de um voo por dia, a Air Tahiti Nui e a Air France tendo conexões com os voos da American Airlines.

Tahiti é sem duvida uma viagem excepcional, romântica e sensual, o destino por excelência duma lua de mel fora do comum ou de comemoração dum grande momento da vida. DSCN1107E se tiver a oportunidade de poder repetir para um segundo roteiro, aproveite as ilhas esquecidas na primeira viagem, não perca Moorea, ou tente viver a experiência diferente das Ilhas Marquezas que tanto fascinaram os artistas Jacques Brel ou Paul Gauguin,

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Jean Sulpice, fenômeno da gastronomia francesa

Refeições a francesa: alem da Unesco, prazer, alegria e convivialidade!

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Relais & Châteaux Auberge des Templiers ©Photo Eric Dudan

Dentre dos novos impulsos que a França quer dar a seu turismo, a gastronomia tem um lugar de destaque, sendo escolhida como a primeira temática valorizada pelo recém criado Conselho nacional da promoção do turismo. A presença no grupo de trabalho de três dos mais respeitados chefes franceses – Alain Ducasse, Guy Savoy e Joel Robuchon – , o envolvimento do ministro das relações exteriores, e a escolha do 19 de Março como dia mundial dos “goûts de France” – Sabores da França- mostraram que o assunto é sério.

É claro que os 610 restaurantes estrelados pelo prestigioso Guia Michelin são um grande atrativo,  e os brasileiros frequentam as mesas dos mais famosos “trois étoiles” como o Relais Bernard Loiseau na Borgonha, a Maison Pic em Rhône-Alpes e a Assiette Champenoise em Reims. 1377098324equipeChefes mais novos, com cozinha alegre e criativa, também se promoverem recentemente no Brasil, o Michael Nizzero da Briqueterie na Champanha, ou o Jean Sulpice de Val Thorens.

Mas a gastronomia na França vai agora muito além do sucesso desses mestres talentosos. Desde o reconhecimento pela Unesco da “refeição gastronômica à moda francesa”em 2010, o foco não é mais uma receita francesa em particular, ou um formalismo extremo restrito a uma elite. tableÉ hora do prazer, ou melhor, dos prazeres da mesa. Comer, na França, é um ritual cultural marcando momentos importantes da vida, mas com uma mistura original de convivialidade e gastronomia, que reúne os franceses ao redor duma mesa bem colocada, para dividir pratos de qualidade acompanhados de um vinho adequado. Uma refeição é antes de tudo um momento de prazer, não um pit-stop numa correria desajeitada.

20122567A força da gastronomia francesa (para 20% dos brasileiros, o primeiro motivo de viagem para França) é que esse prazer e essa alegria podem ser vividos nos 78.000 restaurantes das 26 regiões francesas. Um bom “repas a francesa”, com seu aperitivo, seus pratos a base de produtos locais, seus queijos e sua combinação de vinhos, pode ser encontrado em todas as regiões, e cada francês tem seus favoritos. Toubana-053Pode ser uma “brasserie” em Paris a Closerie des lilas, ou a Coupole tão querida dos brasileiros, ou na Ile de la Cité o tranquilo Restaurant Paul. Em Lille, no surpreendente norte onde a cerveja acompanha o culinário “Chti”, a tradicional Chicorée é uma grande opção. Mas pode ser a Ferme Saint Sebastien em Charroux, na Auvergne, o criativo Côté cour na cidade de Aix en Provence ou o caribenho Toubana na Guadalupe. Pode ser um desses simpáticos e agitados “bouchons” de Lyon, o “Tire-bouchon” ou o “Les Lyonnais”. DSCN0193Ou pode ser também uma “table d`hôtes” de um pequeno vilarejo, por exemplo perto de Auzances, na minha terra, o maravilhoso “Au petit creusois” que tem as vezes cogumelos frescos (“girolles”) e serve um menu completo por menos de 30 euros.

É esse espírito de convivialidade e prazer, enraizado na sua gente e na sua terra, que faz o turista amar a gastronomia francesa. Mas na terra da liberdade, alem desses rituais, pode aproveitar refeições bem simples, por exemplo um prato em volta dum vinho no L’écluse em Paris ou no bar de la Poste em Saint Emilion. DSCN3797 - copieE se não poder parar o tempo necessário, lembre-se que um Jambon Beurre (sanduiche de presunto e manteiga numa “baguette”), com um copo de Saint-Amour no balcão do barzinho da esquina, não é um “repas à la française” mas também representa um excelente momento de prazer e de alegria à francesa.

Jean-Philippe Pérol

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Relais & Châteaux Moulin de l’Abbaye ©Philippe Schaff

 

Ilha de Páscoa, nos confins do mundo uma experiência que mexe com o viajante!

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Desde que foi descoberta em 1722 , essa Ilha perdida, a 3600 km das costas chilenas e a 4000 km de Tahiti, sempre fascinou os seus visitantes.IMG_1625 Se sua gente, sua língua e parte da sua cultura são, sem dúvida, oriundas da Polinésia, a beleza das suas paisagens, o gigantismo imponente e tranquilo dos seus Moai, e a força das suas tradições que vencerem massacres e etnocídios, fazem de “Rapa Nui” um destino único, um lugar “onde sopra o espírito”.

Esperando uma paisagem quase deserta depois do desastre ecológico que marcou o fim da era dos Moai, o viajante fica surpreso com as plantações de eucaliptos, com a onipresença das flores e com o trabalho de preservação das espécies nativas nos três vulcões da  ilha. Surpresa também é a pequena praia, a mesma onde desembarcaram o rei Hotu Matua e os primeiros polinésios. Os seis moai que dominam as dunas estão virando as costas, mas, com areia branca e ondas turquesa, o lugar é o convite ao mergulho para quem não tem medo de água fria. IMG_1808Do alto da cidade sagrada de Orongo, outra vista excepcional espera os visitantes: os ilhotes isolados onde os guerreiros mais valentes iam buscar o primeiro ovo de Manutara para que o vencedor se tornasse o “homem pássaro”, senhor do ano novo.

Os momentos mais fortes para o viajante são os encontros com os Moai. Nos arredores da “fábrica”, eles parecem um exército de gigantes saindo do solo para enfrentar um inimigo vindo do mar. Ainda deitados na pedreira, outros nos deixam imaginar a violência da crise ecológica e humana que varreu esse período da civilização Rapa Nui. IMG_1664Dois outros lugares são, sem dúvida, imperdíveis. Em Tonga Riki fica o mais impressionante dos alinhamentos: quinze moai nesse Ahu reconstruído em 1990 depois de um terrível tsunami. A 15 km da “fábrica”, o sítio de de Ahu Akivi só tem sete moai, mas uma historia ainda mais comovente: eles representam os sete primeiros navegadores que chegaram na Ilha, os únicos gigantes a olhar para o mar. Viram chegar o rei, mas depois as ondas só trouxeram sofrimentos e horrores, os saques dos marinheiros americanos ou alemães, a escravidão dos piratas peruanos e a segregação das companhias inglesas.IMG_1942

Cercado por esse passado de grandezas e de tragédias – em 1900, só tinham sobrevivido 111 ilhenos-,  o visitante fica impressionado pela sobrevivência e a força da cultura Rapa Nui. Reforçados com imigrantes vindos da Polinésia francesa, os pascuanos mantiveram a sua língua, seu artesanato e muitas das suas tradições. Se o sentido dos petroglifos se perdeu, a História tão peculiar da Ilha é um patrimônio que os habitantes dividam com prazer e orgulho.

Com muitas opções de hospedagem – do muito bem pensado Hanga Roa Eco village and Spa, com sua arquitetura inspirada de Orongo e das ocas tradicionais, até um acampamento de barracas-,  a Ilha oferece também uma grande escolha de pequenos bares e restaurantes, incluindo dois franceses, o “Au bout du monde” e a “Taverne du Pêcheur”, todos com uma qualidade surpreendente considerando as dificuldades de abastecimento. IMG_2102Em um destino com uma História e tradições tão ricas , o viajante deverá dar uma atenção muito especial a seu guia. Se cada encontro com o patrimônio da Ilha de Páscoa é um choque de emoções, ele vira mágico quando os comentários ajudam a  conhecer melhor a trajetória desses polinésios que conseguiram, nesses confins do mundo, construir monumentos dignos de virar patrimônio da Humanidade.

Jean-Philippe Pérol

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Les Sources de Caudalie, o charme e a inovação do enoturismo de Alice Tourbier!

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– Alice, você é proprietária do “les Sources de Caudalie”, um hotel de luxo no coração dos vinhedos de Bordeaux, e, mais do que isso, um novo conceito de enoturismo inventado pela sua família. Photo AT Nov 12[1]Desde 1990, seus pais Florence e Daniel Cathiard revolucionaram o tradicional grand cru Smith Haut Lafitte, sua irmã desenvolveu uma nova linha de produtos de beleza baseados no “paradoxo francês” da vinoterapia. E você e seu marido inventaram esse hospedagem luxuoso e aconchegante que combina tão bem com a fascinação e o bem estar do vinho. Você vai participar esse ano pela primeira vez a um grande Salão de turismo no Brasil. Jà está recebendo muitos brasileiros no Les Sources de Caudalie?

– O hotel recebe hoje uma maioria de clientes franceses, mais de 60% . Os brasileiros já estão em torno de 6%.AMIGOS VINHO São clientes que vieram especificamente para descobrir a região de Bordeaux, que são muito entusiastas, e que eu e todos meus funcionários adoramos receber. Eles são “bons vivants”, amadores de produtos e serviços de qualidade, sempre atentos a novidades. E são fãs do conceito de arte de viver no coração dos vinhedos que inventamos no Les Sources de Caudalie. Acho também que eles são muito sensíveis a historia da nossa família, tanto no Chateau Smith Haut Lafitte que no empreendimento hoteleiro.

– Gastronomia, vinhedos, SPA, quais são as opções favoritas dos seus hospedes brasileiros?

Muitos dos brasileiros que recebemos são apaixonados pelos vinhos. Eles têm o calor dos latinos, gostam tanto do tinto com notas defumadas que do branco com notas de especiarias que combinam muito bem com o culinário nacional. São viagens de casais ou de famílias. caro Muitas mulheres já conhecem os cremes e produtos de beleza da Caudalie, e querem aproveitar os tratamentos da Vinotherapie do Spa. Os homens vão atrás dos grandes vinhos de Bordeaux, visitando as adegas e comparando as ultimas safras. Mas o mais comum é de ver os casais escolherem de irem juntos aproveitar as massagens, bem como de irem juntos fazer as degustações ou os passeios  nos vinhedos.

– Quais conselhos ou boas dicas você pode dar para os visitantes brasileiros?

Pegar um carro com motorista e visitar os vinhedos de Bordeaux. Les Sources de Caudalies ficam na encruzilhada dos vinhos ícones que devem ser visitados. Os concierges do hotel poderão organizar um wine tour personalizado, incluindo nos mais famosos castelos. Tem que visitar os vinhedos de Pessac Leognan que ficam bem perto, tem a região de Sauternes com seu famosíssimo Château d’Yquem a menos de 20 minutos. IMG-20120609-00273No oeste, na margem direita da Garonne, ficam  St Emilion e Pomerol, no Norte o Médoc, os três a menos de 40 minutos. Com um motorista, fica tudo mais simples, não precisa ficar preocupado com o bafômetro, e é mais fácil ter certeza de chegar no horário. Isso é muito importante porque as visitas tem hora marcada, geralmente com o próprio dono que estará mais a fim de abrir suas melhores garrafas se não ficar esperando.

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– Quais são as novidades que vai anunciar aos agentes brasileiros durante o Salão?

Acabamos de abrir 12 novas suítes no Les Sources de Caudalies, assim como uma maravilhosa piscina coberta acessível a todos os clientes do hotel. Mas a novidade que os brasileiros vão adorar mesmo é o bar de vinhos ROUGE, espaço de liberdade para todos os “gourmets”. Poderão experimentar ou comprar  as riquezas do terroir do Sudoeste da França, foie gras e tradicionais produtos artesanais, confits e presuntos, com uma ampla seleção de vinhos de Bordeaux na taça a qualquer hora do dia. hotel-chartreuse-thil12Outra noticia em São Paulo vai ser a comercialização da Chartreuse du Château le Thil, um lindo castelo do século XVIII que acabamos de renovar. Os seus 9 quartos e 2 suítes podem ser alugados normalmente mas  podem também ser completamente privatizado para realizar  eventos especiais, casamentos, festas, seminários ou incentivos .

– O seu grupo hoteleiro tem novos projetos na França mas também no exterior. Já pensaram na América Latina e no Brasil?

Hoje estamos trabalhando na França em dois outros projetos. corotUm hotel restaurante spa,  Les étangs de Corot, que abrimos perto de Paris na cidade de  Ville-d’Avray. É um novo « les Sources de Caudalie » que deve abrir na Champagne em 2016. Temos também alguns Spa Caudalie em parceria no exterior. Estou pessoalmente trabalhando com a família Vik no Chile para a abertura dum pequeno Spa. Mas gostaria muito ter um projeto muito mais ambicioso no Brasil!

Alice Tourbier entrevistada por Jean-Philippe Pérol

 

Alice Tourbier-Cathiard é fundadora e proprietária do Les Sources de Caudalie***** e do Les Etangs de Corot****. Ela se criou nos vinhedos do Château Smith Haut Lafitte, um “Grand cru” de Bordeaux que seus pais, Florence e Daniel Cathiard, adquiriram em 1990. Enquanto sua irmã maior desenvolveu a marca de cosméticos cujo produtos são distribuídos em mais de 20 países, incluindo o Brasil, Alice e seu marido Jérôme fundaram o hotel de luxo Les Sources de Caudalie.

F. Vasseur MF CAUDALIE-06094-2[2]Alice e Jérôme Tourbier são ambos diplomados da Bordeaux Business School, e têm uma historia familiar marcada pela hospitalidade. Alice vem de uma família de empreendedores. A sua avó, dona de varias lojas, sempre lhe ensinou que um bom atendimento e um sorriso faziam toda a diferencia. Depois de se formar, Alice passou dois anos nos Estados Unidos trabalhando no setor de vendas dos cosméticos Caudalie . Como cliente, ela aprendeu muito sobre os hotéis e viu o quanto a sua avó estava certa!  

Em 2008, o casal abriu um segundo hotel perto de Versailles, o Les Etangs de Corot. Eles estão agora procurando novos projetos na França e no exterior, sempre com os padrões de bem estar, de generosidade, de autenticidade, de qualidade e de emoções que caracterizam os seus empreendimentos.

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Enoturismo: os profissionais franceses e brasileiros na onda dessa paixão!

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Nas paixões que os franceses querem dividir com os brasileiros, a paixão pelo vinho é com certeza a que mais se destacou nos últimos anos. Nos cardápios e nas mesas dos restaurantes badalados, nas prateleiras ou nos sites dos grandes importadores, ou na oferta de cursos especializados, o vinho francês está na moda. No turismo, os roteiros das operadoras estão incluindo cada vez mais regiões como a Champagne, Bordeaux, o Vale do Loire, a Borgonha ou a Provence.

Para responder a esse novo fluxo, vindo do Brasil mas também da China, dos Estados Unidos e da própria Europa, as vinícolas francesas estão se organizando. LOGO VIGNOBLES ET DECOUVERTESTrata se de dois milhões de turistas estrangeiros, que compram em media 6 garrafas por visitante e pesam até 25% da economia de alguns produtores, especialmente na Provence. 40 destinos já receberam a certificação “Vignobles et découvertes”, dada pelo Conselho superior da Enologia, um órgão encarregado de selecionar os destinos turísticos e vinícolas com uma oferta completa de hospedagem, gastronomia, degustação e visitas a adegas. E, para o viajante internacional, a qualidade e a diversidade dos vinhos, a prática de idiomas estrangeiros, a abertura no mínimo seis dias por semana, e a possibilidade de compras e de despacho de vinhos são alguns dos serviços garantidos.

Para atrair esses amantes do vinho, a França investe também  no Salão especializado Destination Vignobles. COUV_DESTINATION_VIGNOBLES_2014No próximo mês de outubro, em Lyon, 148 expositores do mundo do vinho vão tentar convencer uns 150 operadores e agentes de viagens, vindos de 43 países. A força da delegação brasileira, a mais importante com 16 agentes convidados, mostra que o Brasil virou mesmo uma prioridade para os destinos de turismo enológico da França. Sabem que os brasileiros são ainda menos de 10.000 a visitá-los, mas com um potencial de crescimento impressionante, uma media de compras muito superior aos europeus, e grandes exigências de qualidade.

A presença de dois das mais prestigiados atores do enoturismo francês no grande encontro dos profissionais do turismo do Brasil, o Salão da ABAV, é outra mostra da vontade da França de dividir sua paixão do vinho com os brasileiros.LES OISEAUXO famosíssimo grand cru Smith Haut Lafitte, e o requintado Hotel SPA “Les sources de Caudalie” aproveitarão esse encontro para mostrar muitas novidades. No hotel, o terceiro restaurante, o Rouge, bem aconchegante e descontraído, as doze recém inauguradas suítes, e o novo anexo “Le Chateau Le Thil” vão com certeza agradar os viajantes querendo encontrar num mesmo destino o melhor dos vinhos de Bordeaux, o único SPA com produtos extraídos da uva,  e um dos mais premiados hospedagem enraizado nos vinhedos.

Na nova onda do enoturismo, as tradicionais confrarias estão encontrado uma nova vida.IMG-20120609-00465 Hoje são 214, estabelecidas em quase todas as regiões vinícolas, organizando eventos e iniciações. Os novatos do mundo inteiro, e especialmente do Brasil, são sempre muito bem vindos se souber achar o imprescindível padrinho e tomar o compromisso de virar, quando voltar nas terras tupiniquim, um propagandista convicto do “terroir” onde foi acolhido, e um embaixador dessa paixão franco-brasileira.

Jean-Philippe Pérol

Membro de honra da confraria dos “Hospitaliers de Pomerol”

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Os 40 primeiros destinos certificados Vignobles & Découvertes:

Alsácia Coeur d’Alsace
Alsácia Terre & Vins au Pays de Colmar
Beaujolais Le Beaujolais des Pierres Dorées
Bergerac Pays de Bergerac
Borgonha Beaune, de Corton en Montrachet
Borgonha Côte Chalonnaise
Borgonha Dijon Côte de Nuits
Borgonha Le vignoble de Chablis
Borgonha Le vignoble de l’Auxerrois
Borgonha Vignoble du Mâconnais
Champagne Côte des Bar
Champagne Côteaux du Sézannais
Champagne Côteaux Sud d’Epernay et Côte des Blancs
Champagne Massif de Saint Thierry, vallée de l’Ardre
Champagne Montagne de Reims
Champagne Vallée de la Marne
Cognac Vignoble de Cognac
Jura Vignoble du Jura
Languedoc La Narbonnaise en Méditerranée
Languedoc Pays de Thau
Provence Le Pays d’Aix – Sud Lubéron
Provence La Provence Verte
Roussillon Perpignan Méditerranée Rivesaltes
Savoia Coeur de Savoie
Savoia Savoie, Lac du Bourget
Sud-Ouest Pays des Bastides et Vignoble du Gaillac
Sud-Ouest Destination Cahors – Malbec
Vale do Loire Val de Loire, Amboise
Vale do Loire Val de Loire, Chenonceau
Vale do Loire Vallée du Loir
Vale do Loire Chinon, Bourgueil, Azay
Vale do Loire Saumur, Val de Loire
Vale do Loire Angers Loire Valley
Vale do Loire Vallée du Layon
Vale do Loire Muscadet Loire Océan
Vale do Rhône D’Hermitage en Saint-Joseph
Vale do Rhône De Cornas en Saint-Péray
Vale do Rhône Autour des Dentelles de Montmirail
Vale do Rhône Côtes du Rhône Gardoises
Vale do Rhône Condrieu, Côte-Rôtie

Comprar vinhos na França, claro, mas onde ir e como escolher?

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Se tem mil coisas atraentes para comprar na França, os vinhos são com certeza umas das mais interessantes  e das mais vantajosas para os brasileiros. Mas qual vinho escolher, e aonde comprar-lo? Claro que o mais divertido é de se informar e de comprar no próprio vinhedo. DSCN0571 Muitos Châteaux de Bordeaux, a maioria dos produtores da Borgonha, as grandes Maisons da Champagne e muitas pequenas propriedades de todas as regiões vinícolas recebem os clientes para degustações e vendas de vinho. Mesmo se os preços não são  em geral muito interessantes,  é uma escolha gratificante não somente pelas compras, mas também pelo contato com o produtor, as explicações do processo de fabricação específico a cada “terroir” e as visitas das  adegas. Pela beleza do local, a atenção do atendimento e a qualidade dos vinhos, alguns vinhedos oferecem ao visitante uma experiência inesquecível: Smith Haut Lafitte e Lynch Bages em Bordeaux, Chateau La Coste na Provence, Ruinart e Moët et Chandon na Champagne, ou Drouhin Laroze na Borgonha são alguns exemplos desses lugares excepcionais.

Lojas especializadas são uma boa opção pelos preços e a localização. Em Paris pode encontrar grande escolha no Lavinia ou nas lojas da cadeia Nicolas. L1020005Em Bordeaux a Vinothèque e a espetacular  “L’intendant” sempre têm ofertas interessantes e diversificadas. E as ruas de Saint Émilion escondem varias pequenas lojas onde tem vinhos pouco conhecidos e ótimos negócios para fazer.

Na procura ideal entre a possibilidade de provar os vinhos, de encontrar garrafas excepcionais e de conseguir preços em conta, vale a pena experimentar uma pequena loja em Paris chamada “de Vinis Illustribus”. 378052_221262494617124_152480064828701_485232_101858432_nNo coração do Quartier Latin, o enólogo Lionel Michelin começou oferecendo “vinhos de aniversario” , seja vinho de safra correspondente ao ano de nascimento da pessoa presenteada. Continuou ampliando a oferta para vinhos raros, e acabou decidindo de dividir a sua paixão pelo vinho oferecendo degustações (com o sem refeições) para grupos ou individuais. Com um serviço muito personalizado, ele tenta também oferecer para cada cliente uns vinhos combinando com seus gostos, sua carteira, e sua personalidade. DSCN0107Assim, para os brasileiros, que podem importar ate 12 litros de vinho e um valor de 500 USD, ele sugeriu três opções desse montante:  para quem quiser doze garrafas mesmo, para quer prefira mais qualidade com só seis garrafas, e uma opção só para mulher!

A cesta de doze, dentro do orçamento de 500 USD, inclui 2 Château de Ferrand Grand Cru Saint-Emilion 2004, 2 Château La Parde de Haut-Bailly Pessac-Léognan 2009, 2 Fixin « Les Petits Crais » Fournier 2012, 2 Pouilly Fuissé « La Croix » Robert-Denogent 2011, 2 Domaine Saint-Préfert Châteauneuf-du-Pape 2011 et 2 Domaine Tempier 2010.

Para a cesta de primeira linha, o Lionel escolheu 1 Côte Rôtie Merlin 2009, 1 Colombis Châteauneuf-du-Pape 2009, 1 Château Brane-Cantenac 2ème Cru Classé Margaux 2009, 1 Château Destieux Grand Cru Classé Saint-Emilion 2003, 1 Meursault Comtes Lafon 2011, e 1 Nuits-Saint-Georges « Clos de la Maréchale » Mugnier 2009.

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E já que hoje o vinho é também assunto de mulher, pedimos mais uma seleção de doze garrafas, essa vez especificamente feminina. A seleção de de Vinis Illustribus foi então a seguinte: 1 Champagne Mailly Blanc de Noirs, 1 Champagne Lanson « Extra Age » Rosé, 2 Banyuls « Quintessence » Coume del Mas 2011, 2 Meursault « Les Petits Charrons » Millot 2009, 2 Morgon « Côte du Py » Foillard 2011, 2 Château de Ferrand Grand Cru Saint-Emilion 2004, e 2 Folio Coume del Mas 2011.

São muitos lugares para comprar e muitas sugestões par ser ouvidas, mas é bom lembrar que a sua melhor escolha será de comprar os vinhos combinando com seu próprio gosto. Boas compras e “à  votre santé”!

TOSCANA OU PROVENCE?

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Na hora de escolher um destino romântico, acolhedor, rico em heranças culturais e arquiteturais, generoso na mesa e no vinhedo, onde a luz do sol sempre alegrou os artistas, o viajante coloca em primeiro lugar a Toscana e a Provence. E quando tiver que escolher uma dessas duas regiões irmãs ou rivais, é muito difícil encontrar alguém capaz de dar um conselho imparcial. É impossível escolher entre as paisagens, as colinas toscanas com seus pinheiros e seus ciprestes, e a imponente beleza da Montagne Sainte Victoire. DSCN0246 2Ambos oferecem as cores lilás dos campos de alfazema e o amarelo  dos girassóis. Os alinhamentos de vinhedos anunciam tanto o Chianti como o Côtes de Provence, tintos, brancos ou rosés cheios de sol, vinhos com duas longas historias e que foram muito melhorados nos últimos anos.  Nas cidades, Florença, Siena ou Pisa, Marselha, Avignon ou Aix-en- Provence, encontram se acervos culturais excepcionais que misturam nas duas regiões época romana, idade media, renascimento e tempos modernos, tanto pelos monumentos que pelos artistas.DSCN0267 Os “bem viver” toscano e provençal explicam que ambas desenvolverem uma gastronomia alegre, simples e aproveitando a riqueza dos produtos mediterrâneos – azeite, azeitonas, tomate, berinjelas, queijos de cabra ou de ovelha, massas, peixes, cordeiro, presuntos ou salsichão…..

A Toscana leva sem duvidas a força da sua capital, Florença, com sua imperdível Galeria e com as lojas do Ponte Vecchio, bem como a beleza da cidade rival de Pisa com sua torre agora completamente restaurada. Os centros históricos de Siena, Pienza e San Gimignano, também constam como patrimônios mundiais da humanidade. Mesmo invadidos de mochileiros e repletos de camelôs, são paradas obrigatórias para todos aqueles que dividam essa herança cultural. IMG_1171A Toscana surpreende também pelo seu vinho. Há cinquenta anos, o Chianti era um simpático vinho de ferias com uma folclórica garrafa numa embalagem de palha. Hoje, com a mesma base de uva Sangiovese,  a região produz vários grandes vinhos, por exemplo os produtos da San Felice agrícola, com uma qualidade reconhecida. Nessa mesmo vinícola, encontre se um dos melhores hotéis da Toscana, o Borgo San Felice, um deslumbrante Relais Chateaux construído num vilarejo abandonado, em cima duma colina. Respeitando a pedra, a terra-cota, a madeira, os carvalhos e os pinheiros, a pouca distancia de Siena, ele é o perfeito ponto de partida para descobrir a região.

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Nessa amigável competição, a Provence se orgulha também de vantagens que explicam o sucesso que leva junta aos turistas brasileiros. IMG_1094A primeira é uma grande facilidade de acesso, seja pelo TGV para Avignon, Aix en Provence ou Marselha, seja pelas autopistas indo para Paris, Italia, ou Espanha. Pequenas estradas secundarias muito bem sinalizadas pode lhe levar até esses pequenos vilarejos que são um dos maiores atrativos da Provence. E nesses lugares que se pode tomar um “pastis” no barzinho da praça, ver os jogadores de bocha, visitar as lojas dos pequeno artesãos, escutar esse patuá provençal tão parecido com o português, andar pelas feiras livres sem se sentir um turista esperado ou experimentar uma gastronomia local porem diversificada… IMG_1069Centenas desses vilarejos tem um Logis de France (pequenos hotéis de 2 ou 3 estrelas), 22 tem a chance de ter um Relais Chateaux, e tem também muitas novidades como o surpreendente 4 estrelas Les lodges de Sainte Victoire, perto de Aix en Provence….Os vinhedos também estão se renovando. Assim o Chateau La Coste que não somente realçou a qualidade dos seus brancos, rosés e tintos, mas espalhou nos seus vinhedos umas obras de arte criadas por artistas do mundo inteiro, incluindo três portais do brasileiro Tunga .

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Se as principais cidades, começando por Marselha e Aix en Provence, têm um grande acervo arquitetural, elas brilham hoje pela vida cultural e a animação. Museu Granet em Aix en Provence ou MUCEM em Marselha, festivais de musica ou de teatro. E nos pequenos vilarejos,  na sombra da Montagne Sainte Victoire ou dos Baux de Provence, novos espetáculos e novas atrações oferecem para os habitantes e os visitantes uma cultura que vive.

Toscana ou Provence? Sem duvidas as duas quando puder, mas se tiver que escolher, e se a autenticidade for um critério maior, a segunda tem talvez a vantagem de deixar o viajante não se sentir um turista, mas um visitante …

Jean-Philippe Pérol

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Nao bastava a Saint Valentin, agora a França festeja também o dia dos Namorados

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O saudoso João Doria, o empresário baiano que popularizou no Brasil o dia dos Namorados e escolheu a data do 12 de Junho para comemorar, vai ficar orgulhoso. A França também vai entrar nessa alegria. Claro que a grande data para os namorados vai continuar lá a ser a Saint Valentin, dia 14 de Fevereiro. A tradição é muito antiga, fala se do século III e de um padre chamado Valentino que tinha ficado revoltado com a decisão do imperador Valério de acabar com o casamento dos militares. Ficou preso, condenado a morte, mas se apaixonou pela filha do guarda com a qual trocava bilhetes de amor … A partir da idade media, essa tradição se juntou com uma velha festa pagã que marcava o 14 de Fevereiro como o inicio dos amores dos pássaros. Começava a historia da Saint Valentin na França, com suas trocas de mensagens de amores românticos.

RELAIS BERNARD LOISEAU (chambre)

Sem mexer com essa tradição tão popular, alguns profissionais franceses apaixonados pelo Brasil estão também adotando agora o dia 12 de Junho para festejar o dia dos namorados à brasileira. Entre muitas ofertas de lojas, de hotéis ou de restaurantes, destacou-se uma proposta de estadia romântica no coração da Borgonha, no meio do caminho entre Paris e Lyon, no Relais Bernard LoiseauRBL_dessert© Philippe_Schaff (13)Mesa mítica da gastronomia francesa, esse restaurante 3 estrelas Michelin desde 1991, é também um Relais Châteaux instalado numa mansão típica da Borgonha, com decoração de madeira e de pedra da região e dispondo de um belo jardim inglês, tudo para criar um ambiente romântico.

©Yvon_Meyer_table-oiseauFã do Brasil, Dominique Loiseau decidiu comemorar o dia dos namorados com uma proposta de estadia especial de duas noites, incluindo junior-suítes, com vista para o jardim para tomar o café da manhã numa sacada privativa, dois jantares no restaurante onde os namorados poderão visitar as cozinhas para encontrar o chefe, e um acesso livre ao Spa de charme, com piscina externa aquecida.

Mas para comemorar com emoção e romantismo o dia dos namorados, o melhor da Borgonha será talvez os passeios que ela pode oferecer, da abadia de Fontenay ou do morro de Vezelay – patrimonios da Unesco, aos vinhedos do ‘Clos Vougeot’, de ‘Drouin la Rose’ ou da ‘Romanée Conti’, ou aos imperdíveis ‘Hospices de Beaune‘.DSCN0142 É possível organizar um vôo de balão, descobrir o parque regional do Morvan, ou andar de bicicleta ao longo do canal da Borgonha … Um programa cheio de emoções e de romantismo numa região que quer agora oferecer aos brasileiros duas datas para comemorar o Amor.

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Jean-Philippe Pérol

Travel Week: em São Paulo, o luxo e os sonhos do mundo!

tetiaroaA quarta edição da São Paulo Travel Week não decepcionou os participantes que vieram para oferecer ou descobrir as últimas tendências do turismo de luxo nos cinco continentes. Mesmo antes de ver as maravilhas que cada um dos estandes reservou para os seus clientes, o visitante vive o luxo em cada um dos detalhes desse salão fora dos padrões comuns. fotoAlém da escolha a dedo dos participantes, difícil de dizer se é o charme vem da agua de coco servida nos cantos, do logotipo esbanjando criatividade e bem-estar, das palmeiras espalhadas nos corredores, ou dos bufês dieteticamente corretos, mas a Travel Week (merci Carolina Peres) soube criar um clima de elegância e de profissionalismo do mais alto padrão.

Entre as empresas presentes, todas selecionadas pelos organizadores em função do luxo oferecido, é também difícil escolher qual destino ou qual hotel representa o sonho de cada um. Pode ser o deslumbrante novo Shangri La de Londres, o glamouroso Cipriani de Veneza, o austero Monasterio de Cuzco, ou o Sofitel Santa Clara de Cartagena. Pode ser no Brasil o Hotel das Cataratas ou o baiano Txai.

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A França mostrou porque ela é o primeiro destino turístico, anunciando as reaberturas do Plazza Athénée ou do Lutetia,  mostrando o charme de Saint Tropez  com o Chateau de la Messardière, ou da Provence com o Oustau de la Baumanière. 1_Megeve main square at night_flickr.pngTinha a França do esqui e do inverno com a charmosa Megève, ou a França do Caríbe com o requinte da Samanna em Saint Martin francês.

É justamente na França dos trópicos que está aparecendo um dos mais esperado lançamento do ano, o The Brando, em Tetiaroa. Nesse pequeno atol despovoado, a 60 kilómetros de Tahiti, que Marlon Brando descobriu depois da filmagem do filme  O grande motim do Bounty , e onde ele viveu até 1990, abrirá em julho desse ano  um resort único na Polinésia Francesa, mundialmente pioneiro em desenvolvimento sustentável .  13-08-TET-TFS-0314Só acessível de avião fretado, o The Brando terá 35 casas, com praias particulares que os hospedes vão dividir somente com tartarugas, arraias gigantes e pássaros exóticos. Em respeito ao local, a cultura polinesiana é sempre presente, seja na arquitetura das casas, no Spa ou no cardápio de um dos dois restaurantes, sendo o segundo de gastronomia francesa.  13-08-TET-1885Mas o The Brando não é somente um resort de altíssimo luxo, ele é um modelo pioneiro de tecnologia sustentável com um sistema de ar condicionado utilizando a água do mar, uma energia em parte solar e em parte proveniente de óleo de coco, e uma horta orgânica. O projeto prevê também a proteção dos peixes tropicais e da fauna marina do atol a partir dum centro de pesquisas científicas construído na ilha e que os hospedes poderão visitar.

Com a Travel Week , o Brasil tem agora uma grande feira de turismo, competindo nos nichos de luxo com as grandes feiras de Cannes ou Las Vegas, e mostrando a força do mercado emissivo brasileiro, hoje um dos dez maiores do mundo. Ainda mais, esse maravilhoso evento da Carolina Peres mostrou a força do Brasil que dá certo. Vamos torcer para que a Reed, agora dona dessa Travel Week, guarde esse padrão de qualidade nos mínimos detalhes, e fica com esse espírito pioneiro – ou devo dizer bandeirante, para poder continuar a oferecer em São Paulo todos os sonhos do mundo.

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Jean-Philippe Pérol