Meu dia com a neta de Marlon Brando em Tetiaroa

Brasil à Francesa

“Eu me chamo Tumi, eu sou sua guia naturalista”.

DSCN9308 Tumi, Guia naturalista da Associação Te Mana O Te Moana

A bela e muito simpática Polinésia, que faz parte da associação de proteção Te Mana O Te Moana,  conhece cada pedaço de coral do átol de Tetiaroa e adora mostrar aos visitantes a fauna e a flora desse paraíso familiar. Adquirido logo depois do filme “Os amotinados do Bounty”, pelo famoso Marlon Brando em 1966 para ser seu refúgio pessoal, o átol – lindo de tirar o fôlego – acolheu há menos de um ano um deslumbrante resort de luxo idealizado seguindo o sonho do ator: impacto “carbon zero”, proteção maximum desse frágil meio ambiente e modelo ecológico para as ilhas da Polinésia.

Uma experiência ecológica fora do comum

Começamos a excursão da lagoa explorando um dos 12 motus (ilhotas em polinésio): o motu Reiono, um dos raros motus tendo uma mata primaria…

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O sonho do Marlon Brando, a sustentabilidade reinventando o turismo de luxo

Piscina e acesso a praia dos bungalows

Anunciado no Brasil durante a Travel Week do ano passado, o mais esperado lançamento hoteleiro de 2014, o The Brando, já cumpriu depois de seis meses todas as suas promessas. BUNGALÔ JPPInaugurado dia 1ero de Julho – dia aniversario da morte do Marlon Brando- , esse resort único na Polinésia Francesa abriu respeitando a risco a visão pioneira em inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável do seu inspirador. A menos de 20 minutos de Papeete, o   avião da Air Tetiaroa pousa numa picada na mata de coqueiros e lhe deixa no “motu” Onetahi, ilhota de 78 hectares onde ficam os 35 bungalôs de um, dois ou três quartos, cada um com acesso a praia. Aqui, tudo é feito para o conforto, o bem estar e a privacidade dos hóspedes, com uma perfeição nos mínimos detalhes.APERITIVO É a beleza da arquitetura que mistura tradições polinésias e audácias contemporâneas, o requinte do design interno, a criatividade do “Varua polinesian Spa”, ou a escolha muito esperta dos vinhos da adega do restaurante de gastronomia francesa. Do aperitivo “Dirty Old Bob” ao “Maurice”, hipocampo mascote em vidro de Murano, do nome do restaurante “Les mutinés” aos produtos de beleza da marca Algotherm, cada detalhe contribui a surpreender e agradar o hospede.

O banheiro aberto dos bungalôs

Mas a maior novidade trazida pelo The Brando não de ser um resort de altíssimo luxo. É de ser um projeto completo, pioneiro de tecnologia sustentável e de preservação dos eco-sistemos trazendo beneficios diretos para o turista na qualidade dos serviços e do atendimento.Bicicleta no resort O SWAC, um sistema de ar condicionado utilizando a água do mar chegando a 4 graus das profundezas, ajuda a refrigerar em ótimas condições os quartos e as partes comuns. A agua dessalinizada, e depois remineralizada, é oferecida em garrafas de vidro. Os geradores utilizando o óleo de coco afasta qualquer poluição de diesel. A horta orgânica vai ajudar o chefe a se abastecer em produtos frescas e em ervas ou temperos. Assim que desejado pelo Marlon Brando, os projetos desenvolvidos na “universidade do mar”, estudos sobre os oceanos, proteção dos peixes tropicais ou das tartarugas, são abertos aos hospedes que podem visitar o centro de pesquisas científicas e conversar com os pesquisadores. A preservação do meio ambiente chega a todos os doze “motu” do atol de Tetiaroa, o visitante sendo sempre mais fascinado pelo Motu Reiono , com sua mata primaria e seus caranguejos gigantes, o Motu Rimatu’u e seus milhares de pássaros ou o Motu Horotera e seus banhos de lama.OS ATOLS DE TETIAROA Acompanhando os passeios e explicando o projeto, os guias do resort brilham pela paixão, a competência, a gentileza e a discrição. A qualidade do relacionamento humano, o orgulho e a alegria dos funcionários pela sua participação a esse projeto único, a sua vontade de convencer da sua importância e do seu pioneirismo explicam também o ambiente muito especial criado pelo The Brando.

MULHER DOS PÁSSAROS

Outrora terra sagrada, propriedade exclusiva da família real de Tahiti, Tetiaroa virou com o The Brando não somente um destino único demonstrando a capacidade de excelência e de inovação da Polinésia francesa, mas também um projeto revolucionario transformando a relação entre turismo e sustentabilidade,  agora fator incontornável de qualidade de serviço e de bem estar para o viajante.

Jean-Philippe Pérol

Tartaruga

Tahiti, pelo menos uma vez na vida!

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Desde 2013 e a Copa das Confederações, quando o seu time fez história no Recife ao marcar o seu primeiro gol oficial fora do seu continente, Tahiti está olhando cada vez mais para o Brasil. Já são quase três mil brasileiros que viajaram para lá esse ano, e as ambições dos taitianos são de dobrar esse numero nos próximos anos. Com uma imagem tão especial, especialmente mas não somente para lua-de-mel, com suas 118 ilhas cercadas de areias brancas ou negras, e suas águas declinando todos os tons de azul, a Polinésia francesa é um destino que já faz sonhar quase todos os viajantes. Difícil talvez é escolher um roteiro, e decidir como chegar lá.

Com uma estadia média de nove ou dez dias, a primeira decisão importante e de escolher as suas ilhas prediletas. Duas já são imprescindíveis. Bora Bora é o clichê que não pode ser perdido. Imortalizada pelos aviadores americanos que tiveram aí uma base militar durante a segunda guerra, ela é o cartão postal da Polinésia. presidential-overwaterNos seus hotéis com quartos de palafitas (O Hilton é espetacular), pode-se mergulhar no lagão, nadar com as arraias ou dar comida para os tubarões. As pequenas ilhotas – mutu- são lugares ideais para um piquenique ou um churrasco de peixes. Alugar um Buggy para uma volta da ilha é uma ocasião de descobrir não somente os antigos centros religiosos hoje abandonados (mesmo se nem sempre bem cuidados), mas também uma multidão de lojas de artesanato. A ilha principal, DSCN1262Tahiti, é muitas vezes esnobada pelos turistas, talvez por ser a capital. Mas é um ponto obrigatório já que todos os voos chegam em Papeete, e merece ser aproveitada em qualquer roteiro. As suas praias de areia negra podem agradar não somente os surfistas e a ilha oferece paisagens surpreendentes, jardins românticos, e os sortudos poderão talvez ver uma ou duas baleias se aproximar do litoral. Na cidade, duas visitas são paradas obrigatórias: visitar uma “bijouterie” para sonhar frente as pérolas negras, e conhecer as “roulottes”, as barraquinhas da Praça Vaiete onde turistas e moradores se encontram no final do dia para tomar um drinque ou ter um jantar descontraído.

A dúvida do viajante vai começar então na escolha da terceira ilha. Huahine é uma excelente opção porque além dos clichês de praia e de mar, de lindas paisagens e de uma vegetação luxuriante, ela tem uma das mais ricas heranças culturais e arqueológicas.DSCN0869 Com a indispensável ajuda de um guia qualificado, o visitante poderá descobrir os marae (antigos altar de sacrifícios humanos) ou as armadilhas de pescaria e suas estranhas anguilhas domesticadas com olhos azuis. Os nativos explicam que esse  clima de segredos e de descobertas,  junto com a forma muito especial da sua montanha principal, deram origem ao nome desse ilha: a ilha mulher.

Para quem está procurando os hotéis de altíssimo padrão, a terceira ilha dum roteiro tahitiano pode ser escolhida entre Tahaa, ilha sagrada dos antigos polinésios onde se esconde um requintado Relais Chateaux Taha’a Resort and Spa, e Tetiaroa , a ilha do Marlon Brado onde foi construído o hotel The Brando, o mais luxuoso resort dos mares do sul, milagre de design, de conforto, de tecnologia e de respeito ao meio ambiente.

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©R&C Le Taha’a Island Resort & Spa

Na espera duma ligação aérea entre São Paulo e Papeete (se fala há anos dum voo direto que continuaria depois até Xangai), a primeira opção de voo para Tahiti é o voo semanal da LAN Chile via Santiago de Chile. Uma viagem de somente 16 horas e que oferece a opção de combinar com a Ilha de Páscoa, mas com uma conexão muito demorada em Santiago e o risco dum único voo. A rota via Los Angeles é um pouco mais demorada, mas tem a vantagem de ter mais de um voo por dia, a Air Tahiti Nui e a Air France tendo conexões com os voos da American Airlines.

Tahiti é sem duvida uma viagem excepcional, romântica e sensual, o destino por excelência duma lua de mel fora do comum ou de comemoração dum grande momento da vida. DSCN1107E se tiver a oportunidade de poder repetir para um segundo roteiro, aproveite as ilhas esquecidas na primeira viagem, não perca Moorea, ou tente viver a experiência diferente das Ilhas Marquezas que tanto fascinaram os artistas Jacques Brel ou Paul Gauguin,

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Travel Week: em São Paulo, o luxo e os sonhos do mundo!

tetiaroaA quarta edição da São Paulo Travel Week não decepcionou os participantes que vieram para oferecer ou descobrir as últimas tendências do turismo de luxo nos cinco continentes. Mesmo antes de ver as maravilhas que cada um dos estandes reservou para os seus clientes, o visitante vive o luxo em cada um dos detalhes desse salão fora dos padrões comuns. fotoAlém da escolha a dedo dos participantes, difícil de dizer se é o charme vem da agua de coco servida nos cantos, do logotipo esbanjando criatividade e bem-estar, das palmeiras espalhadas nos corredores, ou dos bufês dieteticamente corretos, mas a Travel Week (merci Carolina Peres) soube criar um clima de elegância e de profissionalismo do mais alto padrão.

Entre as empresas presentes, todas selecionadas pelos organizadores em função do luxo oferecido, é também difícil escolher qual destino ou qual hotel representa o sonho de cada um. Pode ser o deslumbrante novo Shangri La de Londres, o glamouroso Cipriani de Veneza, o austero Monasterio de Cuzco, ou o Sofitel Santa Clara de Cartagena. Pode ser no Brasil o Hotel das Cataratas ou o baiano Txai.

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A França mostrou porque ela é o primeiro destino turístico, anunciando as reaberturas do Plazza Athénée ou do Lutetia,  mostrando o charme de Saint Tropez  com o Chateau de la Messardière, ou da Provence com o Oustau de la Baumanière. 1_Megeve main square at night_flickr.pngTinha a França do esqui e do inverno com a charmosa Megève, ou a França do Caríbe com o requinte da Samanna em Saint Martin francês.

É justamente na França dos trópicos que está aparecendo um dos mais esperado lançamento do ano, o The Brando, em Tetiaroa. Nesse pequeno atol despovoado, a 60 kilómetros de Tahiti, que Marlon Brando descobriu depois da filmagem do filme  O grande motim do Bounty , e onde ele viveu até 1990, abrirá em julho desse ano  um resort único na Polinésia Francesa, mundialmente pioneiro em desenvolvimento sustentável .  13-08-TET-TFS-0314Só acessível de avião fretado, o The Brando terá 35 casas, com praias particulares que os hospedes vão dividir somente com tartarugas, arraias gigantes e pássaros exóticos. Em respeito ao local, a cultura polinesiana é sempre presente, seja na arquitetura das casas, no Spa ou no cardápio de um dos dois restaurantes, sendo o segundo de gastronomia francesa.  13-08-TET-1885Mas o The Brando não é somente um resort de altíssimo luxo, ele é um modelo pioneiro de tecnologia sustentável com um sistema de ar condicionado utilizando a água do mar, uma energia em parte solar e em parte proveniente de óleo de coco, e uma horta orgânica. O projeto prevê também a proteção dos peixes tropicais e da fauna marina do atol a partir dum centro de pesquisas científicas construído na ilha e que os hospedes poderão visitar.

Com a Travel Week , o Brasil tem agora uma grande feira de turismo, competindo nos nichos de luxo com as grandes feiras de Cannes ou Las Vegas, e mostrando a força do mercado emissivo brasileiro, hoje um dos dez maiores do mundo. Ainda mais, esse maravilhoso evento da Carolina Peres mostrou a força do Brasil que dá certo. Vamos torcer para que a Reed, agora dona dessa Travel Week, guarde esse padrão de qualidade nos mínimos detalhes, e fica com esse espírito pioneiro – ou devo dizer bandeirante, para poder continuar a oferecer em São Paulo todos os sonhos do mundo.

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Jean-Philippe Pérol