Otimismo e novidades para casamentos e luas de mel!

Lua de mel na Polinesia francesa

Lua de mel na Polinesia francesa

Para quem está planejando a sua lua de mel, a Franca é sem duvidas um dos destinos mas cobiçado, seja pelo romantismo que ela sempre carregou, seja pela sua multiplicidade de opções, simples ou luxuosas, praias ou montanhas, ambientes urbanos ou lugares isolados, inverno ou verão. Assim, se Paris é uma preferência disparada, Bordeaux e seus vinhedos, o Val de Loire e seus castelos, a Côte d’Azur e seu glamour, ou os Alpes e suas paisagens atraiam também os noivos. No Caribe, a França oferece Saint Martin, Saint Barth ou a Martinica, outros destinos privilegiados para as luas de mel. E, se tiver que recomendar o mais sonhado dos lugares, os agentes de viagem do mundo inteiro escolherão provavelmente Bora Bora, na Polinésia francesa.

Em Firenze, o terceiro congresso dos wedding planners

Em Firenze, o terceiro congresso dos wedding planners

Mesmo se os pedidos evoluíram muito – hoje 22% dos casais querem descobrir destinos diferentes e 13% colocam a cultura em primeiro lugar- , agencias de viagem e profissionais continuam tendo um papel importante na organização das luas de mel. Dados e tendências interessantes foram recentemente mostrados pela empresa especializada QnA internacional durante o terceiro congresso anual dos “Destinations Wedding Planners”. As luas de mel e os casamentos realizados em destinos internacionais representam 27% do total, seja um montante de 80 bilhões de dólares. O primeiro mercado fica na América do Norte, Estados Unidos, México e Canada, com 24 bilhões. Segue a Ásia com 17,6 bilhões e a Europa com 16,0 bilhões. A América do Sul, incluindo o Brasil, surpreendeu com 9,6 bilhões gastos em destinos internacionais.

O Hotel e Spa Terreblanche, escolha da Trip Advisor para lua de mel na França

Terreblanche, a escolha da Trip Advisor para lua de mel na França

Os destinos mais populares variam em função de cada região do mundo. Os europeus escolham a França, a Itália, a Espanha ou a Grécia, os norte americanos Nova Iorque ou o México, os asiáticos a Tailândia, a Índia ou Hong Kong. Na América do Sul, o México, o Brasil, Santo Domingo e Havaí estão liderando as preferências. A pesquisa destacou também um forte crescimento global dos destinos europeus, especialmente França e Itália, bem como a volta ou o surgimento de concorrentes como Peru, Bali, Marrocos, Dubai, África do Sul, Vietnã, Las Vegas, Nova Zelândia ou Taiti. Para os casamentos, a pesquisa mostrou também muitas especificidades regionais nos detalhes, por exemplo no numero de convidados nas festas que pode variar de 400 à 1000 na Ásia ou no Oriente Medio, e somente de 120 à 200 na Europa e na América do Norte.

Paris, capital romântica

Paris, capital romântica

Alem das diferencias, a conclusão da pesquisa é um otimismo geral. Com um crescimento mundial de 10% por ano do numero de luas de mel ou de casamentos em destinos internacionais, os profissionais – agentes de viagem, hoteleiros ou wedding planners – ainda têm um imenso campo pela frente se eles souber aconselhar  para seus clientes o destino adaptado e o evento personalizado procurado nesses  momentos únicos.

Em Saint Martin, o boutique hotel Le Temps des Cerises

Em Saint Martin, o boutique hotel Le Temps des Cerises

Esse artigo foi inspirado de um artigo original de Serge Fabre na revista on-line La Quotidienne

Em Taiti, dançando com as baleias!

Baleia brincando nas águas da ilha de Rurutu

Na Polinésia francesa, de junho a outubro, é tempo de “whale watching”, ou até de “whale swimming”. Observar as baleias Jubarte, ou mergulhar com elas, começa com uma longa espera,  de uma hora ou mais, olhando a superfície do mar para ver o jato d’agua que elas assopram quando chegam para respirar. Baleia jubarte respirando em MooreaSubindo a três metros de altura, essa nuvem característica jà era usada pelos caçadores do século XIX para definir o perímetro onde tinha que esperar a próxima aparição do animal, cada dez a vinte minutos para uma baleia adulta, quatro a cinco para um filhote. Era um momento de risco até a proibição da caça comercial em 1986, quando a população de baleias tinha caída para 20.000 animais. Depois, virou um momento de alegria, especialmente no hemisfério sul onde vivem hoje 37.000 das 66.000 baleias Jubarte, muitas delas no santuário marinho de 4 milhões de quilômetros quadrados definido pelo governo da Polinésia francesa em 2002.

Baleia pulando em Raiatea

Baleia pulando em Raiatea

Em Taiti, o “whale watching” pode ser praticado desde a terra firma, na própria ilha de Taiti, da “Pointe des Pêcheurs” e de vários pontos da estrada costeira, em Moorea, ou e em Rurutu onde as águas profundas deixam os animais chegar muito perto do litoral. baleine-et-plongeur-tahitiMas as emoções são muito maiores de barco, quando a baleia é localizada, e que o guia decide da aproximação levando o seu grupo na trajetória do animal, permitindo de quase encostar nele e, se tiver sorte, de participar dos pulos espectaculares dados pela mãe e seu filhote. Esse é o mais brincalhão. Cheio de energia com os 300 litros de leite (com 50% de gordura) que ele mama durante o dia, ele pode pular até três vezes seguidas, abrindo as nadadeiras, saindo na vertical para depois virar no ar, e se divertindo batendo nas ondas antes de mergulhar para se reaproximar da mãe.

Mergulhando com as baleias. Foto de Yann Hubert

Mergulhando com as baleias. Foto de Yann Hubert

Autorizado desde 2002 com normas rigorosas, o “whale swimming” é uma das atividades náuticas que mais cresceu em Taiti. Para os apaixonados, o encontro com as baleias têm que ser mais forte, e mais próximo. Barco de aproximão das baleiasChegando perto do local, o guia vai dar o sinal para entrar na água com máscara, snorkel e pé-de-pato. As vezes,  pode logo nesse instante ser ouvido  o canto da baleia Jubarte macho, um dos mais rico do reino animal, com amplos sons graves e agudos que podem lembrar tanto o rugido de um leão, o grito do Chewbacca de Star wars , ou o canto de uma sereia. Cuidando de não perturbar as baleias, os mergulhadores se emocionam com as subidas rápidas e as brincadeiras do filhote, com a massa imponente e poderosa da mãe que, com uma surpreendente delicadeza, sabe ficar perto de sua cria, colada na sua barriga, desenhando nas águas azuis um balé cheio de graça.

Dancando com os golfinhos, foto de Corinne Bourbeillon

Dançando com os golfinhos, foto de Corinne Bourbeillon

No inicio de novembro, as baleias Jubarte deixam a Polinésia francesa para uma viagem de 6000 quilômetros, a maior migração de todos os mamíferos . Serão  40 dias até as águas da Antártica onde poderão encontrar as duas toneladas de krill que elas precisar comer todo dia, acumulando a gordura necessária para voltar em junho do ano seguinte.DSCN1074 - copie Até chegar essa nova temporada, os viajantes poderão todavia se lembrar que as águas de Taiti, Moorea, Rangiroa ou Bora Bora são também um paraíso para se aproximar dos golfinhos, dos tubarões-baleia, dos cachalotes, das tartarugas, dos tubarões  “ponta negra” ou das raias.

 

Esse artigo foi inspirado e adaptado de um artigo original de Benedicte Menu no jornal francês Le Figaro

DSCN1041

Tubarões “ponta negra”em Bora Bora

As ambições de grandeza das companhias de cruzeiros

O MSC Orchestra com cruzeiros saindo de Fort-de-France na Martinica

O MSC Orchestra, iniciando cruzeiros em Fort-de-France na Martinica

Ocean Cay MSC Marine Reserve ainda não passa de uma ilhota deserta das Bahamas a cem milhas de Miami, mas vai virar, daqui a dois anos  um pequeno paraíso artificial,  privativo dos passageiros da MSC. OCEAN CAY MSC TERMINALA ilha oferecerá 38 hectares exclusivos, com seis praias, uma lagoa, vários parques, um pequeno vilarejo “típico”, restaurantes, bares, um pavilhão para casamentos e um teatro de 2000 lugares para shows.  A chegada do cruzeiro inaugural, no navio Seaside construído no estaleiro de Saint-Nazaire,  está marcada para dezembro 2017, com a presencia do primeiro ministro das Bahamas que sonha receber   em Ocean Cay centenas de milhares de turistas por ano. Enquanto MSC prepara a sua ilha, as ambições dos seus concorrentes não param. A Crystal Cruise acabou de lançar nas Seychelles um iate de 32 cabines com um submarino para explorar o fundo do mar. A Royal Caribbean vai inaugurar o Harmony of the Seas, o maior navio do mundo, também construído em Saint-Nazaire, com 5500 passageiros e 2380 tripulantes. E a Costa, do grupo Carnival, acabou de lançar uma volta ao mundo de 108 dias para 2000 clientes, com pacotes iniciando a 13.000 USD e escalas previstas em Marselha, Rio de Janeiro, Ushuaia, Bora-Bora, Sidney, Goa, e Omã…

Pôr do Sol em Bora Bora

Pôr do Sol em Bora Bora

A desaceleração da economia chinesa, as ameaças no crescimento mundial, as crises, e até mesmo o drama do Costa Concordia, nada parece frear o sucesso dos cruzeiros junto aos viajantes. 2015 deve fechar com um crescimento de 7% da industria, a MSC devendo mesmo chegar a 10%. Nas bolsas de valores os americanos Carnival e Royal Caribbean, bem como o norueguês NCL mostram uns lucros em alta e uma rentabilidade de quase 11%. Os bons resultados do mercado chinês – onde o numero de passageiros deveria passar de 1,3 a 3 milhões até 2018 – deixam os investidores otimistas para o futuro.

Os grandes concorrentes do setor estão cada vez mais criativos e os investimentos cada vez mais impressionantes. Assim a MSC, controlada pela família Aponte, está dobrando o tamanho da sua frota, se diversificando alem do Mar Mediterrâneo, e fazendo upgrade dos seus produtos. Destacando a elegância e o refinamento da marca, apoiado numa musica de Ennio Morricone, uma nova campanha de 70 milhões de dólares vai ajudar a reposicionar a marca. Cruzeiro fluvial na AmazôniaEm 2016 serão 27 navios novos para todo o setor, um investimento global de 6,5 milhões de dólares para acomodar 30.000 novos passageiros. É o maior crescimento anual da oferta, já prevendo 29 milhões de cruzeiristas em 2020. Pode parecer otimista – foram 23 milhões em 2015 – mas a industria dos cruzeiros está com razão de sobra para isso. A Europa ainda tem um imenso potencial ( somente 2% das ferias são aproveitadas num navio), a Ásia continua o seu crescimento de dois dígitos, os cruzeiros fluviais estão na moda, a Austrália está progredindo rápido e o Brasil ainda é uma esperança sólida.

O Harmony-of-the-seas em Saint Nazaire

O Harmony-of-the-seas em Saint Nazaire

O maior potencial de crescimento dos cruzeiros pode vir duma mudança do próprio sentido desses cruzeiros. Outrora meio de transporte agradável para uns destinos turísticos que os passageiros estavam descobrindo  a cada escala, o navio vira hoje ele mesmo um destino turístico independentemente do seu roteiro. As escalas poderão aparecer meros opcionais, com menos de 50% dos passageiros descendo, e com gastos no local cada vez mais baixos, porque o próprio navio oferece tudo (ou quase) que um destino pode ter de melhor: bares, restaurantes, piscinas, lojas tax-free, espetáculos inéditos, centros de lazeres…. E o exemplo de Ocean Cay mostra que as  escalas poderão também ser substituídos pelos paraísos artificiais das companhias de cruzeiro. Mesmo?

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Denis Cosnard do jornal Le Monde 

le-monde-de-la-culture-contre-les-bateaux-de-croisiere-a-venise_article_main_large

 

 

Tahiti, pelo menos uma vez na vida!

DSCN0981

Desde 2013 e a Copa das Confederações, quando o seu time fez história no Recife ao marcar o seu primeiro gol oficial fora do seu continente, Tahiti está olhando cada vez mais para o Brasil. Já são quase três mil brasileiros que viajaram para lá esse ano, e as ambições dos taitianos são de dobrar esse numero nos próximos anos. Com uma imagem tão especial, especialmente mas não somente para lua-de-mel, com suas 118 ilhas cercadas de areias brancas ou negras, e suas águas declinando todos os tons de azul, a Polinésia francesa é um destino que já faz sonhar quase todos os viajantes. Difícil talvez é escolher um roteiro, e decidir como chegar lá.

Com uma estadia média de nove ou dez dias, a primeira decisão importante e de escolher as suas ilhas prediletas. Duas já são imprescindíveis. Bora Bora é o clichê que não pode ser perdido. Imortalizada pelos aviadores americanos que tiveram aí uma base militar durante a segunda guerra, ela é o cartão postal da Polinésia. presidential-overwaterNos seus hotéis com quartos de palafitas (O Hilton é espetacular), pode-se mergulhar no lagão, nadar com as arraias ou dar comida para os tubarões. As pequenas ilhotas – mutu- são lugares ideais para um piquenique ou um churrasco de peixes. Alugar um Buggy para uma volta da ilha é uma ocasião de descobrir não somente os antigos centros religiosos hoje abandonados (mesmo se nem sempre bem cuidados), mas também uma multidão de lojas de artesanato. A ilha principal, DSCN1262Tahiti, é muitas vezes esnobada pelos turistas, talvez por ser a capital. Mas é um ponto obrigatório já que todos os voos chegam em Papeete, e merece ser aproveitada em qualquer roteiro. As suas praias de areia negra podem agradar não somente os surfistas e a ilha oferece paisagens surpreendentes, jardins românticos, e os sortudos poderão talvez ver uma ou duas baleias se aproximar do litoral. Na cidade, duas visitas são paradas obrigatórias: visitar uma “bijouterie” para sonhar frente as pérolas negras, e conhecer as “roulottes”, as barraquinhas da Praça Vaiete onde turistas e moradores se encontram no final do dia para tomar um drinque ou ter um jantar descontraído.

A dúvida do viajante vai começar então na escolha da terceira ilha. Huahine é uma excelente opção porque além dos clichês de praia e de mar, de lindas paisagens e de uma vegetação luxuriante, ela tem uma das mais ricas heranças culturais e arqueológicas.DSCN0869 Com a indispensável ajuda de um guia qualificado, o visitante poderá descobrir os marae (antigos altar de sacrifícios humanos) ou as armadilhas de pescaria e suas estranhas anguilhas domesticadas com olhos azuis. Os nativos explicam que esse  clima de segredos e de descobertas,  junto com a forma muito especial da sua montanha principal, deram origem ao nome desse ilha: a ilha mulher.

Para quem está procurando os hotéis de altíssimo padrão, a terceira ilha dum roteiro tahitiano pode ser escolhida entre Tahaa, ilha sagrada dos antigos polinésios onde se esconde um requintado Relais Chateaux Taha’a Resort and Spa, e Tetiaroa , a ilha do Marlon Brado onde foi construído o hotel The Brando, o mais luxuoso resort dos mares do sul, milagre de design, de conforto, de tecnologia e de respeito ao meio ambiente.

letahaa-spa-1-gd

©R&C Le Taha’a Island Resort & Spa

Na espera duma ligação aérea entre São Paulo e Papeete (se fala há anos dum voo direto que continuaria depois até Xangai), a primeira opção de voo para Tahiti é o voo semanal da LAN Chile via Santiago de Chile. Uma viagem de somente 16 horas e que oferece a opção de combinar com a Ilha de Páscoa, mas com uma conexão muito demorada em Santiago e o risco dum único voo. A rota via Los Angeles é um pouco mais demorada, mas tem a vantagem de ter mais de um voo por dia, a Air Tahiti Nui e a Air France tendo conexões com os voos da American Airlines.

Tahiti é sem duvida uma viagem excepcional, romântica e sensual, o destino por excelência duma lua de mel fora do comum ou de comemoração dum grande momento da vida. DSCN1107E se tiver a oportunidade de poder repetir para um segundo roteiro, aproveite as ilhas esquecidas na primeira viagem, não perca Moorea, ou tente viver a experiência diferente das Ilhas Marquezas que tanto fascinaram os artistas Jacques Brel ou Paul Gauguin,

 DSCN1161