As agencias receptivas nas revoluções do trade turistico!

Agencia receptivo da Wagons-lits no Rio em 1935

A primeira agencia da Wagons lits no Brasil, foto de Abril 1936

Iniciada no mundo literário francês do século XIX, a briga dos antigos e dos modernos divide ainda hoje o mundo das profissões do turismo. Enfrentam-se, com garra e argumentos, pro ou contra o comissionamento das passagens, pro ou contra as vendas diretas das operadoras, pro ou contra as agencias on-line,ECTAA-Lufthansa ou, mais recentemente, pro ou contra a decisão do grupo Lufthansa de cobrar as reservas feitas através dos GDS concorrentes. Cada evolução, seja feliz ou dramática, vira uma batalha verbal (e, as vezes, jurídica) entre aqueles que querem aproveitar as mudanças e aqueles que acham possível atrasar ou até bloquear a chegada das novas regras ou das novas tecnologias validadas – ou não- pelo mundo lá fora.

Se no Brasil o trade já passou por mudanças importantes, e recentemente drásticas, muitas ainda estão acontecendo e o debate sobre as comissões (não) pagas pelas companhias aéreas continua agitando operadoras e associados da ABAV.abav Ao nível internacional, uma nova onda de intermediação esta provocando turbulências que poderiam essa vez perturbar as operadoras. Esses novos atores,  aproximando viajantes experientes e agencias receptivas locais, conhecerem nos últimos anos um forte crescimento em torno de três conceitos simples: colocar diretamente em contato os viajantes (ou as agencias emissoras) com receptivos do mundo inteiro, oferecer serviços extremamente personalizados, deixar ao cliente uma liberdade total referente ao transporte aéreo.

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Chamados de “Feiras livres de receptivos”, esses intermediários têm várias maneiras de trabalhar. Os pioneiros, Evaneos ou Le Voyage Autrement , possuem registros de operadoras, porém não faturam o cliente e cobram uma comissão sobre as vendas diretas das agencias receptivas presentes nas suas plataformas. O sucesso do modelo levou grandes operadoras a criar sites especializados . voyageur-du-mondeNa França por exemplo, “TraceDirecte” pertence ao grupo Voyageurs du Monde,  e Visages Découvertes foi fundada pela rede de agencias receptivas  Réceptifs Leaders. Essas empresas escolheram uma forma clássica de remuneração, cobrando entre 5 e 17% de comissão e faturando diretamente o viajante. Com a mesma vontade de valorizar as agencias receptivas, mas sem querer acessar ao cliente final,  Doyourtravel  inventou ainda uma outra proposta, tornando-se uma plataforma com ferramentas sofisticadas para as agencias de viagens poder montar e faturar roteiros atraentes. Nesse modelo tanto as agencias receptivas que as emissoras devem comprar uma assinatura para o sistema ao qual os consumidores não têm acesso.

TraceDirecte

Oferecendo viagens de 10 à 25% mais baratos que nos revendedores tradicionais, esses novos atores do turismo atraem clientes não acostumados a agencias de viagem ou operadoras. São ex-backpackers, hoje casados ou com crianças, que querem programar roteiros diferentes e personalizados, mas com segurança e organização. Clientes difíceis de segurar, eles gostam dos contatos diretos com  os receptivos locais,  não ameaçando as grandes operadoras, mas obrigando os especialistas a reagir com criatividade. Travel Agent Day May 06 2015_0Para as agencias tradicionais, esse novo modelo vai com certeza levar a novas brigas entre os antigos e os modernos. Mas é claro que a relação direta, com mais serviços locais, vai também  trazer mais oportunidades, seja para mostrar competências, agregar valor ou atrair novos clientes. A intermediação das “Feiras livres” ainda está se consolidando, mas em todos os casos as agencias receptivos locais continuarão a ser incontornáveis tanto através das grandes operadoras que via os corajosos inovadores do trade turístico.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Bernard Scheou no Reseau Veille Tourisme da “Chaire de Tourisme Transat ESG UQAM”

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No meio do Atlântico, o turismo nos passos da lenda do Napoleão!

Estátua do Napoleão na Route Napoléon

Perdida a 3000 quilômetros das costas brasileiras, e a 1600 da África, a pequena ilha de Santa-Helena é conforme a sua lenda, um rochedo escuro rodeado de barrancos gigantes que caiam no oceano. Jamestown streetsPara o viajante, que hoje ainda só pode chegar de navio, essa terra vulcânica, isolada na imensidão do Atlântico, guardou as características que ela tinha quando o Napoleão a vi pela primeira vez no dia 15 de outubro 1815. O desembarque não mudou há dois séculos, e os passageiros – chegando da África do Sul no único navio de linha, ou vindo num cruzeiro da MSC– ainda descem frente a  Jamestown, a capital exprimida entre dois barrancos, do lado de uma praia de pedras pretas.
Jamestown

As ruas da cidade são mais aconchegantes, com pequenas casas coloridas e jardins exuberantes. Foi numa dessas propriedades, chamada “The Briars” que Napoleão morou nas primeiras semanas do seu exílio. LongwoodObcecados por uma possível fuga, os ingleses o transferiram pouco depois para um conjunto de casas de madeira construídas  num morro de difícil acesso, Longwood House, onde o ex-imperador morou até a sua morte. Da varanda da casa principal, ainda dá para olhar o jardim e os arredores, o mar escondido entre dois rochedos, e o coreto construído pelos operários chineses. A mansão não tinha nem conforto nem privacidade, e os aposentos dos acompanhantes do Napoleão – quatro generais e uma dúzia de servidores- eram pequenos e incómodos. O memorial de Santa HelenaEssa corte era medíocre, fofoqueira e briguenta, reforçando o sofrimento – e o tédio – do cativeiro que o governador inglês, o obtuso, indeciso, e mesquinho Hudson Lowe, tentava organizar da forma mais humilhante e desagradável possível. Foi porem nesse triste ambiente que foi escrito o “Memorial de Saint-Hélène”, as memórias que, depois da sua morte, contribuíram tanto para a extraordinária lenda de Napoleão. Enterrado sem mesmo uma placa -os ingleses não permitiram que escrevesse o seu nome- , ele foi vinte anos mais tarde levado de volta para Paris, e recebido pela maior multidão da historia da França. Tumulo de Napoleão
Considerando o difícil acesso, muitos viajantes continuam parando em Santa Helena para visitar os três monumentos que marcaram o exílio de Napoleão,  hoje pertencendo aos Monumentos Históricos da FraLongwood House em Santa Helenança. Longwood House foi comprada durante o reinado do sobrinho Napoleão III, bem como o vale onde fica o primeiro túmulo. A propriedade do “The Briars” foi doada para França em 1959 pela Senhora Mabel Brookes, tataraneta dos donos que receberem o imperador em 1815. Desde o ano 2000, na previsão do Bicentenário, as autoridades francesas financiaram um programa de reabilitação . Em Longwood foram recuperados todos os moveis e a decoração para reconstituir o ambiente do local exatamente como estava em 1821. Tropas francesas homenageando o tumulo do NapoleãoO jardim foi replantado seguindo as instruções outrora dadas pelo próprio Napoleão. O vale do túmulo foi reabilitado por soldados franceses. E, comido pelos cupins, o “The Briars” está sendo completamente reconstruído, tudo devendo ficar pronto para as festas do Bicentenario .

napoleonicbicentenarylogoComeçando no 15 de Outubro com a reconstituição da chegada do Napoleão , o Bicentenário tem eventos programados até 2021. Arredores do aeroporto de Santa HelenaA chegada dos turistas vai ser favorecida por um dos maiores eventos da historia da ilha, a abertura dum aeroporto (código IATA: HLE), construído num vale perto de Longwood e com o primeiro vôo previsto de 2016.  Acessível de avião, e com uma nova rede de celulares, Santa Helena será assim tirada do seu isolamento. E, desdenhando a memória dos seus carrascos, a lenda do Napoleão, o “prodígio filho da Glória”, continuará a dominar a ilha e a se espalhar pelo mundo.

 

Esse artigo foi traduzido e adaptado dum artigo original de Adrien Jaulmes no diário francês Le Figaro

Fortaleza de Santa Helena

 

VIAJAR? SÓ SE FOR DE BICICLETA!

Chambord

Símbolo do ecoturismo, económica, ecológica, invadindo até a Avenida Paulista, a bicicleta esta virando o xodó de muitos viajantes. Na hora do “Slow movement”, viajar de bicicleta significa escolher seu ritmo, tomar o tempo de aproveitar a paisagem, parar para tomar um banho de rio, visitar uma igreja, passear num vinhedo, conversar com os moradores ouVelib em Paris esperar o por do sol. Procurando uma viagem esportiva, pitoresca e original, o turista pode então viajar com a sua bicicleta, ou simplesmente alugar uma quando chegar ao seu destino, inclusive se esse é uma das grandes metrópoles que já organizou esse modo de transporte para seus próprios habitantes. Assim como o Bike Sampa ou o Bike Rio, exista o City Bike em Nova Iorque, o Bixi em Montreal, o Youbike em Taipei ou, claro, o Velib em Paris.

La Loire à velo

Nos quatro cantos da terra, existem agora magníficos roteiros de bicicleta, e a Europa esta investindo num grande projeto EuroVelo que vai abrir até 2020 70.000 km de ciclovias organizadas em torno de 14 “veloroutes”. Castelo de SaumurUma das mais famosa já é sem duvidas a “Loire à velo”. Seguindo o vale do Rio – agora patrimônio da UNESCO – , esse itinerário  representa mais de 800 km de ciclovias de Saint Nazaire e Nantes na Britânia até Nevers na Borgonha. A “Loire a velo” atravessa os grandes vinhedos e os mais famosos castelos do Val de Loire. Beneficiando de um acordo com as companhias ferroviárias, e da colaboração de 460 profissionais – hoteleiros, oficinas mecânicas, locadoras ou monumentos históricos -, recebeu o ano passado mais de 800.000 turistas vindo do mundo inteiro. IMG-20120609-00138Na França, são as regiões vinícolas que mais investiram na organização e nas ofertas de roteiros. Assim em Bordeaux, assim na Borgonha, com sua “Voie des vignes”, que criou um itinerário de 89 km de Dijon a Châlon, a percorrer em dois ou três dias com etapas que não precisam de nenhum comentário: Gevrey Chambertin, Chambolle Musigny, Vosne-Romanée, Savigny les Beaune, Pommard ou Meursault…

Passeios de bicicletas em Bordeaux

Tem também muitas maneiras de viajar de bicicleta. Pode ser sozinho, muito organizado com os hotéis jà reservados em cada etapa, ou com uma barraca para escolher na ultima hora o acampamento mais conveniente. Tandem no por do solPode ser em casal – dividindo alegrias e correndo o risco de algumas pequenas brigas para definir o ritmo certo, a menos de escolher um tandem onde a harmonia é obrigatória. Pode ser em grupos organizados, inclusive de altíssimo padrão como por exemplo os itinerários mágicos da Butterfield and Robinson na Borgonha, na Alsácia, na Provence ou no Val de Loire. Qual que seja a sua escolha, todos esses cicloturistas estarão de acordo com o grande Albert Einstein que gostava de lembrar “a vida é igual a uma bicicleta, tem que ir para frente para não perder o equilíbrio .

Paaseando de bicicleta

Esse artigo foi traduzido e adaptado dum artigo original publicado na revista on-line Pagtour

Cannes, Bordeaux ou o Mont-Blanc, os primeiros destinos bem sucedidos de 2015

 

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As famosas cabanas de pescadores da lagoa de Arcachon

Enquanto Paris está entregue a alguns irredutíveis moradores e a sábios turistas vindo do mundo inteiro, mais especialmente da América do Norte, da China e do Brasil,  a maioria das regiões francesas estão recebendo mais visitantes esse ano. Três delas parecem ser as grandes tendências desse verão. O primeiro lugar da Côte d’Azur se consolidou, e , atrás, dois destinos estão  se destacando: a Aquitânia (Bordeaux, Biarritz e arredores), e os Alpes (mais especificamente o Mont-Blanc).

Cannes

O porto de Cannes

Na Riviera francesa, 78% dos profissionais já estão satisfeitos com a temporada (eram somente 62% o ano passado). David Liénard, prefeito de Cannes e Presidente do Comitê Regional do turismo, confirmou que todas clientelas estão em alta, desde os acampamentos de mochileiros franceses ou holandeses até as caríssimas suítes dos luxuosos hotéis da Croisette. Uma delegação da Arábia saudita, foco de uma grande polêmica depois de ter privatizado uma praia da região, deixou mais de 10 milhões de dólares para a economia local. Enquanto o aeroporto de Nice registrou uma queda de 1% das suas chegadas, os pequenos aeroportos de Cannes ou Saint Tropez estão registrando um forte crescimento do movimento de jatos particulares.

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O Hotel du Palais, o palace de Biarritz

O turismo na Aquitânia permanece há vários anos o sucesso dos vinhos da sua capital , Bordeaux. Segundo os responsáveis do turismo da região, dois terços dos profissionais do turismo já estão satisfeitos, com alguns destaques. A cidade de Pau, capital do BearnO Bearn, perto da fronteira espanhola, aproveitou o “Tour de France”,  famosa corrida ciclista, para mostrar seu vinho branco, o Jurançon, suas montanhas, seu patrimônio histórico ou sua proximidade de Lourdes, para milhares de fãs franceses e europeus. A um passo de Bordeaux, a lagoa de Arcachon, famosa pelas suas ostras e suas badaladíssimas barracas de pescadores tombadas pelo patrimônio nacional, conhece uma das melhores temporadas da sua história. Juntamente com os vilarejos do País Basco e a encantadora Biarritz, Arcachon tem o recorde de 90% de profissionais satisfeitos!

Mont-Blanc

O Mont-Blanc, mais alta montanha da França e da Europa

O aquecimento global, e os recordes de calor do verão francês, transformaram o clima fresco das montanhas no melhor argumento promocional para atrair os visitantes na região do Mont-Blanc. “As reservas demoraram, mas já ultrapassaram o nível do ano passado, sendo a meteorologia o primeiro fator favorável”, explicou Michel Giraudy, presidente de France Montagnes, à associação encarregada da promoção da montanha francesa. Courchevel no verão francêsFamosas pelo seu turismo de inverno e suas pistas de esqui, estações como Val d’Isère ou Tignes estão atraindo durante o verão famílias e amadores de atividades esportivas. A grande procura de appart hoteis, de chalés ou de apartamentos – em crescimento de 20% esse ano – virou um atrativo importante das montanhas francesas. Apostando na fama internacional do Mont-Blanc, e contando cada vez mais com eventos esportivos e culturais durante o verão,  Giraudy acha que esse turismo ativo e familiar vai também atrair visitantes internacionais. Já acostumados com Courchevel, Megève, ou Chamonix, apaixonados pelos Club Med de Valmorel ou Val Thorens, os brasileiros estão sendo esperados de braços abertos.

Saint Jean Pied de Port, nos caminhos de Santiago

 

Esse artigo foi traduzido e adaptado dum artigo original do diário francês Le Figaro

Transporte aéreo: o boom das receitas adicionais vai continuar!

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Quem não gostou de pagar 5 reais seu cafezinho na sua ultima viagem com a Gol vai ser decepcionado de saber que a cobrança de serviços anexos pelas companhias aéreas não para de crescer no mundo inteiro. Numa pesquisa feita junta as 63 maiores empresas de transporte aéreo internacional, a IdeaWorksCompany/Car Trawler mostrou que, pelo oitavo ano seguinte, essas receitas, incluindo vendas a bordo e vendas ligadas a programas de milhas, chegaram a 17,49 USD por passageiro, um crescimento de 8,5% em relação a 2013. air-journal_Ryanair-vs-easyJetNo geral, foram 38,1 bilhões de USD e um crescimento de 21% em um ano. “As receitas adicionais são hoje um indicador do sucesso comercial das empresas”, declarou Michael Cunningham, diretor comercial da CarTrawler. ” Elas não são mais uma característica das companhias low-cost porque todas as companhias aproveitam essa renda. A questão não é de saber quem cobra para os serviços, para se esses serviços são de qualidade. Segundo essa pesquisa, a procura de receitas adicionais aumentou ainda mais a concorrência entre as transportadoras tradicionais e as companhias low cost. E a competição criativa colocou essas receitas, bem como a tarificação extra do máximo possível de serviços, no coração da briga pelos lucros.

Top 10 das companhias aéreas: total das receitas anexas

Top 10 das receitas anexas, em valor

Se o top 10 das companhias aéreas com as maiores receitas adicionais é claramente liderado pelas empresas estadounidenses, se deve anotar a boa colocação da Air France que ficou em quarto lugar com 2,046 bilhões de USD. UNITED BAGAGENSOs detalhes dessas receitas não são fornecidos por todas as companhias que participaram da pesquisa. A partir do exemplo da Easy Jet, pode porem fazer uma estimativa: 50% desses valores provenham das bagagens, 20% de comidas e bebidas, 8% de lugares específicos ou de upgrades, 8% de outras compras a bordo e 14% de compras ligadas aos programas de “frequent flyers”.

Top 10 das companhias aéreas: percentagem das receitas anexas

Top 10 das receitas anexas, em percentagem

O top 10 muda porem completamente quando se mede o peso dessas receitas no faturamento global das empresas, as low costs voltando a liderar a lista e a Spirit, famosa pela sua agressividade nas vendas, sempre colocada em primeiro lugar. Mesmo quando voltaram a atacar também os segmentos de viagens de negócios, essas companhias continuam cobrando os seus serviços, as vezes (caso da Ryan Air ou da Easy Jet) cobrando um forfait anual de 200 USD incluindo automaticamente embarque prioritário, lugares específicos e bagagens suplementares. GOL NO ARNovos serviços vão ainda aumentar as ocasiões para o passageiro colocar a mão no bolso. Para as companhias, a mais promissora é o acesso a Internet que já esta sendo oferecido em alguns trechos por companhias como American Airlines, Lufthansa ou Air France, e que deve ser operacional em breve no Brasil. A Gol está com um projeto quase pronto, fruto de parceria com a empresa de conectividade em aeronaves Gogo, com preço  entre 10 e 20 dólares para passageiros esporádicos e entre 3 e 5 dólares para os passageiros mais frequentes. Ai os viajantes vão ter até saudades dos 5 Reais do cafezinho ….

Champagne para todos. So na Air France!

Esse artigo foi traduzido e adaptado dum artigo original do L’Écho touristique

Os vinhedos da Champagne e da Borgonha no Patrimônio mundial da Humanidade!

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Gastrónomos,  bons vivants, enófilos, ou simples amadores de bons vinhos e de festas alegres adoraram de ler ontem que  a UNESCO aprovou a entrada dos vinhedos da Champagne e da Borgonha  na lista do patrimônio mundial da Humanidade. Reunido em Bonn, na Alemanha, o comité do patrimônio  da organização internacional reconheceu que o conjunto dos vinhedos, das adegas, dos prédios históricos e do “savoir-faire” dessas duas regiões representavam paisagens culturais únicos no mundo.  Como cada um dos 1027 sítios já registrados (sendo 19 no Brasil), a Champagne e a Borgonha entraram na lista como uma homenagem a suas especificidades.

A abadia de Hautvillers visto do ceu photo_fenouil

A UNESCO explicou que a escolha da Champagne premiou seus “coteaux, maisons et caves” (sejam, vinhedos, casas de produção e comercialização, e adegas). Foram nesses lugares que foi desenvolvida o método de elaboração dos vinhos espumantes com a segunda fermentação, isso desde a sua invenção no século XVII até sua industrialização no decorrer do século XIX.

O beneditino Pierre Perignon

A inscrição dos Coteaux, Maisons et Caves de Champagne na lista do patrimônio se refira a três sítios cuidadosamente escolhidos no dossiê de candidatura. CIVC-DINER EN TETE A TETE-SIPA PRESS-JP BALTEL Paris-FRANCE, le 07/12/07O primeiro é o morro Saint Nicaise em Reims, com sua abadia de Saint Pierre d’Hautvillers onde o beneditino Pierre Perigon (mais famoso como Dom Perignon) teria inventado as seleções de uvas, a dupla fermentação, a rolha de curtiço e a taça flauta.  Na parte subterrânea do morro ficam as fabulosas adegas de Ruinart, Pommery, Clicquot et Heidsick. O segundo sitio inclui três vinhedos históricos da Champagne, Hautvilliers, Aÿ e Mareuil-sur-Aÿ, incluindo as adegas da Bollinger. Fort Chabrol em EpernayO terceiro é a Avenida da Champagne em Epernay, onde ficam as mais prestigiosas casas de negociantes bem como as seus quilômetros de adegas, seus espaços de vinificação e seus imponentes estoques de milhões de garrafas. O Fort Chabrol, centro de pesquisa enológica  foi também inscrito no projeto que cobre assim todo o processo de produção do Champagne.

O vinhedo de Clos Vougeot

Na Borgonha, a UNESCO homenageou os “Climats“, vinhedos cuidadosamente delimitados nas “Côtes de Nuits” e “Côtes de Beaune“, no Sul da capital, Dijon. A cada uma dessas propriedades – no total são 1247 – corresponde um tipo de solo, uma uva, e o “savoir-faire” dos homens que conseguiram assim dar a cada vinho um sabor único. Vinhedos da Bourgogne Essa nova paisagem cultural (é a categoria atribuída pela UNESCO) foi listada com duas partes diferentes. A primeira cobre todos os vinhedos bem como os centros de vinificação , quarenta vilarejos com nomes mágicos (Aloxe-Corton, Chambolle-Musigny, Gevrey-Chambertin, Pommard, Vosne Romanée …), bem como a cidade de Beaune. A segunda é o centro histórico de Dijon, a cidade onde a UNESCO reconheceu que foram tomadas as decisões políticas que, desde a época da gloria do Ducado de Borgonha, levaram a formação do sistema dos “climats”.

A França pode agora se orgulhar de 41 sitios classificados no Patrimonio cultural da Humanidade, três dos quais – os vinhedos da Champagne e da Borgonha, e a cidade de Saint Emilion- sendo uma homenagem a sua tradição vinícola.

Jean Philippe Pérol

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Turismo cubano: a corrida dos americanos já começou!

Autentica Cuba

Com mais de 3 milhões de turistas e 14% de crescimento em 2014, o embalo do turismo para Cuba se verifica em todos os mercados:  26% na Inglaterra, 25% na França, 22% na Alemanha, 16% na Espanha e no Brasil.TOUR EM CUBA Mas no mercado americano, a  Revolução do turismo Caribenho, anunciada desde o inicio das negociações entre os Estados Unidos e Cuba, está avançando ainda mais rápido que se esperava. Se a reabertura das embaixadas dos dois países ainda não se concretizou, Cuba já está vivendo um espetacular crescimento das entradas de americanos desde as primeiras facilitações de viagens anunciadas pelo Presidente Obama. Obama CubaSegundo as estatísticas da Universidade de Havana, foram 36%  de entradas a mais de Janeiro a Abril comparando com o mesmo período de 2014. Mesmo sem contar os cubanos-americanos, foram assim mas de 50.000 americanos que jà entraram em Cuba esse ano, sendo 80% em vôos diretos e 20% ainda passando por outros países, principalmente México, Bahamas ou Jamaica.

CUBA

A nova politica da Casa Branca, facilitando as viagens para a ilha não somente dos americanos de origem cubana mas também de doze categorias de viajantes, autorizando os vôos diretos desde o mês de Março, é sem dúvidas responsável desses resultados. BAJA FERRIESEles vão ainda melhorar nos próximos meses com a aprovação na semana passada de serviços de ferries entre a Florida e Cuba. Pela primeira vez nos últimos 50 anos, o governo americano autorizou uma companhia de navigação, a Baja Ferries, a operar  entre Miami e Havana. O vice Presidente da empresa, Joseph Hinson, declarou que os ferries devem levar 10 horas para percorrer as 200 milhas,  saindo de Miami a noite para chegar em Cuba de madrugada. Confirmou que os serviços deveriam começar em setembro ou outubro desse ano, com preços de ida e volta em torno de $250 a $300. Havana FerryA Baja Ferries planejou três a quatro viagens por semana para um total de 2000 a 3000 passageiros. A Havana Ferry Partners de Fort Lauderdale, também anunciou ter conseguido a autorização. O projeto apresentado no seu site seria de utilizar barcos de alta velocidade podendo levar 300 passageiros. Duas outras companhias, United Caribbean Lines Florida of Greater Orlando, e  Airline Brokers Co. of Miami and Fort Lauderdale, também anunciaram ter conseguido a autorização.

CUBA E ESTADOS UNIDOS NUM TAXI DE HAVANA

Com mais de um milhão de lugares por ano, os serviços de ferries vão aproximar mais ainda a Flórida e Havana, reaproximando mais ainda Cuba do seu lugar passado de destino turístico favorito dos americanos. Os preços baixos, bem como a possibilidade de levar muito mais malas, devem ampliar as quantidades de televisões, computadores, pneus, roupas ou remédios que os cubanos americanos levarão para seus familiares. Muito consciente do impacto  do turismo, não somente sobre o desenvolvimento econômico mas também sobre o progresso politico e social, o Presidente Obama deve estar esperando grandes consequências desse estratégia de abertura começando pelas viagens. ARTISTAS CUBANOSPara o turismo cubano, o desafio será não somente de mostrar sua capacidade a receber esse fluxo de milhões de novos turistas, más também de não perder a sua autenticidade …

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Patrick Clarke no Travelpulse do 27 de Maio 2015.

Na França, o turismo colaborativo invade o alto luxo!

 

Luxo em Paris

Dar carona num Maserati, co-aluguar um jato particular, trocar lugares em palaces, comprar com amigos reservas de caça ou pesca, fazer compras num brechô, mesmo para quem pode, a moda não é mais aparecer mas dividir, o chique é compartilhar os seus sonhos.Compartindo Jatinho Na França, a chamada “economia colaborativa” está agora chegando ao turismo de luxo. Esse novo trend nasceu de uma verdadeira preocupação econômica,  para gastar menos usando os mesmos bens ou serviços, mas é também fruto de outras tendências, a vontade de não desperdiçar, de não poluir o planeta, ou a procura de convivialidade com negociações diretas de particular a particular. É essa vontade de contatos e de intercâmbios que atraiu os “very rich”, que não estão em falta de dinheiro mas que são tão atraídos quanto os emergentes pela idéia de negócios 2.0 . Para esse público, muitas plataformas, todas proclamando “Mais share, melhor”, se especializaram no “luxo colaborativo”.

Deauville com classe

As vezes apresentada como o AirBnb da alta sociedade, a startup  Le Collectionist  oferece  desde 2013 para seus (muitos) seletos associados casas particulares de altíssimo padrão, as vezes pertencendo a personalidades. verbierPode assim alugar a casa  do Richard Branson em Verbier, mas terá que explicar o motivo. São vetados as festas incontroladas  que podem acabar em « Very Bad Trip », e sempre aprovados os aniversários de casamento. Nesse círculo muito fechado, nada de quartinhos em Miami para surfistas amadores de sanduíches. As ofertas ficam em Deauville ou Saint Tropez, no Caribe em Saint Barth ou Saint Martin. O site oferece também  um serviço de concierge capaz de encontrar um chefe, alugar um helicóptero ou arrumar um iate.Casas em Saint Martin Mais urbano, e menos dispendioso, o site onefinestay.com oferece de viver em Paris feito um parisiense, ou em Londres feito um Londrino. Sendo, claro, um parisiense do Marais ou um Londrino de Covent Garden ! Virou também chiquérrimo de expor umas propriedades nesse site, os descritivos nas telas competido com as paginas dos magazine de decoração.

Iates a compartir

Carros de luxo, jatos particulares ou iates também podem ser encontrados em sites colaborativos. cojetage.com oferece dia 28 de Maio quatro assentos no Cessna Mustang de Genebra para Calví por 600 Euros cada um.ToysClub Com uma assinatura de 7000 a 27 500 euros, o  Toys Club lhe da acesso o ano inteiro aos mais cobiçados carros do mundo. Os sócios – franceses ou estrangeiros- podem assim aproveitar Paris, Cannes ou Megève de Bentley, Ferrari ou Aston Martin, “sem as chateações do proprietário”. No site shareboat.fr  são iates ou veleiros de luxo que são oferecidos a partir de marinas muito seletas como Arcachon, La Baule ou La Rochelle para um pequeno grupo de sócios muito seletos. Seleto, talvez a palavra chave do turismo colaborativo quando se trata de luxo, e as ofertas exageradamente abertas não vão agradar esse público. 

Freepstar, o brechó do luxo

Em todo os setores, o compartilhamento, o aluguel, a troca ou a segunda mão de produtos de luxo estão crescendo de forma impressionante. Pedir uma jóia emprestada ou alugar um vestido longo, encontrar uns sapatos  “vintage” ou trocar bolsas de grandes marcas com amigas, são agora atitudes vanguardistas, pensadas, chiques e colaborativas. É porém claro, vendo a multiplicidade das ofertas que aparecem nas telas, que o turismo está essa vez antecipando as tendências dos consumidores.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Valerie de Saint Pierre no Le Figaro do 22 de Maio de 2015

Ferrari para todos

Festival de Cannes, que seria se o turismo premiasse os melhores do ano?

 

Abertura do Festival 2015

Sob a polêmica presidência dos irmãos Coen, o júri do 68º Festival de Cannes vai mais uma vez premiar com a “Palme d’Or” um dos 19 candidatos selecionados nos mais artísticos dos critérios. Com o impressionante impacto de certos filmes nos últimos anos – so na Franca foram por exemplo o Da Vinci Code ou o Bom Ano -, o Festival poderá talvez um dia premiar os filmes ou os seriados que levaram o maior numero de turistas para os lugares de filmagem.

Se fosse, o favorito para 2015 seria Game of Thrones que está seduzindo os aficionados desde o primeiro capitulo.GAME OF THRONES O mundo de “Winter is coming” é imaginário, mas as imagens foram filmadas em toda Europa, da Irlanda a Malta, da Croácia a Espanha e até Islândia ou Marrocos. O turismo desses cinco países está tirando um impressionante proveito. A Irlanda do Norte realizou uma campanha de promoção muito bem sucedida, apoiada em roteiros mostrando os principais lugares dos cenários. A Croácia teve um aumento de 8 a 16% das reservas de hotéis para Dubrovnic – o Port Real do seriado. E na Ilha de Malta, onde foram filmados vários episódios da primeira estação, as reservas de avião aumentaram 26%.

Dois outros seriados seriam também nominees. 8055574402_0b3e52673f_oNegociado de antemão com os realizadores, a promoção turística do Yorkshire e do West Berkshire foi desde o primeiro episódio integrada a filmagem de Downtown Abbey. Com o apoio duma campanha do turismo britânico, a historia da família Crawley já dobrou o numero de visitantes para Highclere Castle, o castelo do século XVII escolhido como cenário, e foram registrados 105.900 pernoites e 13 milhões de libras de receitas turísticas suplementares na região. Menos famoso, mas muito na moda, o seriado americano Breaking Bad levantou o turismo de Albuquerque (Texas) onde ficam a casa dos White e o restaurante “Los Pollos Hermanos”, com vários itinerários na região publicados em sites como Lonely Planet ou RoadTrippers.

Mesmo menos recentes, duas séries de filmes poderiam também levar a “Palme d’Or” do turismo esse ano. 20 anos depois do primeiro Harry Potter, o fluxo de turistas para os principais lugares das filmagens – a Catedral de Durham na Inglaterra e a região de Glencoe na Escocia – não para.Harry_Potter_Leavesden_entrance Inaugurado em 2012 em Londres, o Warner Bros Studio Tour permanece um sucesso, mostrando o Elfe Dobby ou as vassouras de bruxa de Quidditch. Pelo impacto geral sobre o turismo no país, os filmes da trilogia do Senhor dos Aneís poderiam ser os premiados. Terra do realizador Peter Jackson, a Nova Zelândia teve seus extraordinárias paisagens divulgadas no mundo inteiro pela trilogia cinematográfica adaptada dos livros de Tolkien. Bemvindo em HobbitonNumerosos roteiros são oferecidos no pais inteiro, e na Ilha do Norte, perto de Matamata, a aldeia dos Hobbits virou um parque temático. O sucesso turístico da Nova Zelândia, que recebeu 3 milhões 200 mil visitantes em 2014, quase 70% a mais desde a saída do primeiro filme da série, se deve muito ao Frodo Bolseiro e a seus companheiros.

Sem chances para esse ano, a França poderá talvez concorrer para a “Palme d’Or” do Festival virtual de 2016 com a novela Babilônia. As lindas imagens da Gloria Pires na Ponte Alexandre III ou o romântico jantar no badaladíssimo restaurante La Tour D’Argent jà estão sem duvidas impactando o turismo brasileiro para Paris.

Jean-Philippe Pérol

A Ponte Alexandre III na novela Babilonia

Reconstruir monumentos históricos: realizar sonhos para levantar o turismo

A nova biblioteca de Alexandria

A nova biblioteca de Alexandria

Depois da ressurreição em 2002 da biblioteca de Alexandria, o Egito vai agora lançar a reconstrução da sétima maravilha do Mundo Antigo : o farol da ilha de Pharos. PhareAlexandrieConstruído no ano 280 antes do Cristo, alto de 137 metros, ele caiu em 1303 depois de dezessete séculos de funcionamento, quando sua fogueira era visível há 50 quilômetros por causa do jogo dos seus espelhos. Era na época o monumento mais alto jamais construído. As ruínas das suas três partes – a base quadrada, a parte mediana octogonal e a parte de cima redonda – foram utilizada na construção da fortaleza de Qaitbay. Outros vestígios, especialmente estátuas gigantes e pedras esculpidas, foram encontradas no mar em 1994 pelo arqueólogo francês Jean-Yves Lempereur. Se a data de inicio e o prazo de entrega das obras não foram definidos, o Conselho supremo das Antiguidades Egípcias avaliou o projeto que será construído na própria ilha de Pharos, a poucos metros do seu marco histórico, e a poucos quilômetros da biblioteca.  DSCN2461Esse anuncio parece fazer parte da nova estratégia do primeiro ministro, Ibrahim Mahlab, que quer reverter a queda do turismo no seu pais, com as chegadas passando de 15 à 10 milhões  desde a revolução de 2011.  O objetivo agora é de chegar a 20 milhões em 2020 com umas receitas passando os 26 bilhões de dólares. Para o Egito, uma segunda maravilha do mundo antigo (a outra é a Pirâmide de Cheops) seria sem duvidas mais um grande trunfo para seu turismo.

Uma outra maravilha do mundo antigo poderia também ressuscitar. O governador de Rodes, na Grécia, anuncio no ultimo mês de dezembro um estudo para a construção duma copia do famoso Colosso.o Colosso de Rodes O projeto parece porem complicado, lamenta a arqueóloga Maria Michalaki-Kollia, especialista dessa estátua. A Grécia está em crise e as autoridades não teria como achar os 100 milhoes de dólares necessários para reerguer o Colosso de 32 metros de altura. Mas para especialista, a razão é outra. Ninguém sabe onde ficava exatamente a estátua gigante de Helios, o deus do sol, construída em  292 antes do Cristo e destruída durante um terremoto sessenta e seis anos depois. Mesmo se ela inspirou a estátua da Liberdade, sua posição exata, – na entrada de um dos dois portos, ou na cidadela-,  bem como sua forma – de braço erguido ou não, de pernas abertas ou não-, não são comprovadas. E não sobraram também nenhum vestígio já que o comerciante de Homs levou em 673 as vinte de toneladas de ferro e bronze que ainda existiam. Mas as dificuldades não parece desanimar o governador de Rodes que estava levando o projeto para frente, uma estratégia de marketing que já impactou o turismo da ilha.

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Os grandes sonhos de reconstrução de monumentos históricos tão míticos são difícil de realizar. Na Franca, reerguer a abadia-catedral de Cluny, até o século XVI a maior do Ocidente mas destruída na Revolução, foi um desejo de muitos romeiros. Mas muito bem renovados nas comemorações dos 1100 anos da abadia, os vestígios existantes foram muito bem restaurados, e uma excepcional reconstituição virtual encanta os visitantes. O turismo pode também beneficiar de projetos mais modeA capela do castelostos mas com conteúdos autênticos e apoiados por comunidades locais. Assim também na Borgonha, em Guedelon, um grupo de apaixonados lançou em 1997 a construção de um castelo do século XIII, usando as técnicas e os materiais da época. Com pedra, terra, madeira, areia e argila da região, com pedreiros, carpinteiros, carreteiros, cordeiros e lenhadores profissionais,O castelo de Guedelon com dezenas de voluntários trabalhando no canteiro, com pesquisadores assessorando os engenheiros, o castelo esta se erguendo no ritmo da Idade Media, sendo a inauguração prevista para 2023. Mas o sucesso turístico do empreendimento, e seu impacto na economia da região,  já é impressionante: cada ano, mais de 300.000 pessoas estão visitando Guedelon, atraídos pela Historia levada com autenticidade e sinceridade. Tanto nos pequenos como nos grandes projetos.

Jean-Philippe Pérol

O castelo de Guedelon