Em Bordeaux, os ingleses premiam o “Guggenheim do vinho”

La Cité du vin em Bordeaux

“La Cité du Vin” em Bordeaux

Neste inicio de ano, muitos grandes jornais ou magazines de viagens indicam as principais tendências do turismo internacional e os destinos que devem se consolidar ou aparecer como os favoritos dos viajantes em 2016. O inglês “The Guardian” , na sua lista do “Where to go” seleccionou 40 lugares como sendo os novos “trends”. Num ano olímpico não faltou destacar o Rio de Janeiro onde as paisagens naturais devem fazer desse Jogos os mais fotogênicos da historia, com os remadores aproveitando a Lagoa cercada de morros pretos, os ciclistas pedalando nas florestas tropicais e os jogadores de volley batendo bola na praia de Copacabana. Longe do esporte, o novo Museu do Futuro, desenhado pelo Santiago Calatrava, apenas acabou de abrir que já virou um dos ícones da cidade.

Museu do Futuro no Rio de Janeiro

O Museu do Futuro no Rio de Janeiro

As recomendações do The Guardian  incluem a Índia, o Irã, o Yunnan, Sri-Lanka, o norte do Japão, os parques nacionais americanos, a Islândia e o Myanmar. As gastronomias dinamarquesa e peruana são homenageadas bem como os vinhedos do Chianti. EURO 2016 em BordeauxA cultura justificou as escolhas de Stratford na Inglaterra, da Cidade do Cabo na África do Sul ou de Wroclaw na Polônia.
O esporte está presente com  a Franca que vai hospedar o Euro 2016. O jogo de abertura ( França – Romênia) está marcado para o dia 10 junho em Saint Denis, a cidade que divide com Paris, Marselha, Lyon, Lille, Lens, Toulouse, Nice, Saint-Etienne e Bordeaux a organização do evento. E Bordeaux é justamente uma grande premiada dessa classificação, aparecendo em segundo lugar na lista dos destinos imperdíveis de 2016.

Os cais da Garonne em Bordeaux

Os cais da Garonne em Bordeaux

Com suas avenidas largas e seus prédios neoclássicos frente aos cais da Garonne, Bordeaux sempre teve muitas ambições. Capital da região que produz o maior volume de grandes vinhos franceses, a cidade quer agora ser reconhecida como a capital mundial do vinho, um titulo que quer conquistar com a abertura em Junho de um museu ultra moderno, La Cité du Vin, mostrando a evolução do vinho e homenageando todas as uvas do planeta. Cité des Civilisations et du Vin - Bordeaux Já chamado de “Guggenheim do vinho”, o museu se orgulha de uma arquitetura futurista, numa faixada de vidro com linhas curvas lembrando um vinho servido  numa taça, um brinde a uma nova visão mais aberta do turismo enológico.  Os dez níveis do prédio vão oferecer um verdadeiro mergulho no mundo da viticultura, incluindo um “teatro dos especialistas” onde profissionais conhecidos aparecerão como hologramas dando conselhos, ou uns “binóculos” mágicos onde será possível olhar todos os grandes vinhedos do mundo. Sentado no restaurante do último andar, a 55 metros de altura, os visitantes poderão aproveitar de uma vista excepcional sobre toda região. E depois da visita, tendo adquirido um bom conhecimento teórico do vinho, será possível pegar um barco na saída do museu e ir diretamente num dos castelos dos arredores para passar a prática.

O Guggenheim do vinho, um grande destino de viagem para 2016!

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original do The Guardian

Adegas de vinho branco de Smith Haut Laffite

Adegas de vinho branco de Smith Haut Laffite

Feliz Ano Novo, cheio de viagens (para França) e de felicidade!

CARTE DE VOEUXNa virada desse ano 2015 que foi marcado por muitas alegrias mas também por momentos terríveis , o turismo francês quer desejar a todos os seus amigos brasileiros um Feliz Ano Novo. Mesmo sabendo das dificuldades que tanto a França que o Brasil devem enfrentar, pensamos que o turismo vai  contribuir  para que 2016 seja um ano melhor em ambos países.

No Brasil, os Jogos Olímpicos e a nova realidade do Real devem dar um impulso importante ao turismo interno, tanto dos brasileiros que dos estrangeiros, O Clube France em Londrese parecem que os franceses já estão aproveitando as novas oportunidades aparecendo nas praias do Nordeste, na vida noturna de São Paulo, nos rios da Amazônia ou mais ainda no espírito olímpico da renovada Cidade maravilhosa. Apaixonados pelo Rio de Janeiro há 460 anos, os franceses estão preparando na Hípica da Lagoa um “Clube France” onde turistas e cariocas poderão confraternizar num ambiente de feira francesa.

LES DEUX MAGOTS

O turismo internacional vai continuar a progredir, mesmo com a crise, porque esta agora enraizado nos hábitos de milhões de brasileiros. Assim, para nossos votos de felicidade para 2016, não podemos deixar de desejar muitas viagens. Muitas viagens para França que continua sendo um dos destinos favoritos dos brasileiros. Muitas viagens para Paris que quer, mais do que nunca, dividir sem medo o seu jeito de viver e a sua cultura aberta para o mundo.12363064_10153787402934661_6230239370904524784_o Muitas viagens para Normandia, onde o Mont Saint Michel voltou a ser uma ilha, muitas viagens para Bordeaux onde um museu das civilizações do vinho vai ser um acontecimento mundial. Muitas viagens para as ilhas mágicas do ultra-mar francês, em Taiti, Saint-Martin, na Martinica ou na Guadalupe. Muitas viagens para os vinhedos da Bourgogne, os castelos do Loire ou para essa Champagne onde é produzido a maravilhosa bebida cujas rolhas estouram nessa noite de Reveillon que abra o Ano Novo!

A todos, um maravilhoso Ano 2016, cheio de viagens para Franca e de grandes momentos de felicidade. Bonne Année!

Jean-Philippe Pérol

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A Auvergne (e a Costa Verde) nos “dez mais 2016” da Lonely Planet!

 

O Puy de Dome e o Parque natural dos vulcões da Auvergne

O Puy de Dome e o Parque natural dos vulcões da Auvergne

Para os amantes da França, a publicação pela famosa editora estadounidense Lonely Planet dos dez destinos imperdíveis em 2016 foi uma boa surpresa. Lonely PlanetMesmo se as regiões escolhidas não foram nem um pouco tradicionais, foi sem duvidas uma façanha para Auvergne de ser a única francesa selecionada. Para o best-of 2016 da Lonely Planet, divulgado no dia 29 outubro, essas  “dez mais”  foram as seguintes: 1. Transilvânia, Roménia; 2. Islândia Ocidental; 3. Vale de Viñales, Cuba: 4. Regiões vinícolas de Friuli, Itália; 5. Ilha Waiheke, Nova Zelândia; 6. Auvergne, França; 7. Havaí; 8. Baviera, Alemanha; 9. Costa Verde, Brasil; 10. Santa Helena, territórios britânicos.

Os motivos da escolha da Auvergne pelos especialistas da editora são foram também divulgados. Eles gostaram das paisagens “dramaticamente vulcânicas” e dos espaços livres de turistas. Acharam a gastronomia local a altura da fama dos seus pratos típicos (buchada/tripoux, cozido/potée, purê de batata/alligot ou patê de batata),  mas também surpreendente  pela uma culinária criativo. Queijos da AuvergneUma criatividade que encontraram também na cultura “auvergnate”, já que Auvergne tem se reinventado com uma série de projetos artísticos ambiciosos, e um portfólio maior de aventuras na natureza, isso sem perder, segundo eles, o seu charme rural. Adoraram os vulcões, os queijos (Cantal, Saint Nectaire, Bleu, Fourme d’Ambert, Salers) bem como os parques, os vilarejos e os festivais de Aurillac, Clermont-Ferrand ou Puy-en-Velay. A simpatia e o humor dos “auvergnats” – os moradores da região que são, na França, comparados aos mineiros no Brasil- foram também destacados como grandes atrativos da região.

O “best-of 2016” sera, sem duvidas, muito bem recebidos no Brasil já que a Costa Verde, de Guaratiba até Trindade, ficou em nona posição na lista. Pensando nos milhares de turistas esperados para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a editora foi seduzida pela proximidade da metrópole carioca, Laranjeiraso litoral ainda praticamente intocado, os morros cobertos de florestas cor de esmeralda, as numerosas ilhas tranquilas e as praias quase desertas. A Costa Verde, e mais especificamente a Ilha Grande, é destacada como um paraíso do ecoturismo e do turismo de aventura para os amantes da natureza e da adrenalina, com trilhas nos montes cobertos de mata fechada, passeios de caiaque entre fiordes tropicais desertos, ou mergulhos com peixes coloridos.

O Puy en Velay

Muito esperadas desde que foram lançadas há onze anos, as seleções da Lonely Planet misturam critérios ligados a projetos turísticos e a meio ambiente, AUZANCES BRASILcom um foque importante na atualidade (Cuba da abertura, Bavária dos 500 anos da cerveja, Havai dos 75 anos de Pearl Harbour ou Santa Helena do bicentenário do Napoleão)  Vindo depois de varias premiações francesas – quinta mais bela região segundo o canal de televisão M6, segunda mais dinâmica na Facebook e segundo lugar da catedral de Puy-en-Velay como monumento preferido dos franceses-, a menção honrosa dada a Auvergne será um grande incentivo para se preparar a receber mais turistas do mundo inteiro e especialmente do Brasil.

Outono na Auvergne

As cores do outono nas florestas da Auvergne

 

Viagens de negocios com Uber ou AirBnb?

 

airbnbbusiness_01Os 43 vereadores de São Paulo que acataram as exigências da corporação dos taxistas podem ser em breve solicitados de novo para barrar outros avanços da economia colaborativa, essa vez nas viagens corporativos.PROIBIU UBER, PERDEU Com 10% dos seus clientes utilizando as suas ofertas de hospedagem durante as suas viagens de negócios, a AirBnb esta desenvolvendo uma opção de cadastro para as empresas ser assim faturadas diretamente das viagens dos seus funcionários, uma opção que a Uber já estava oferecendo. As duas assinaram também um convênio com a agencia online  de viagens corporativas  Concur (ainda não estabelecida no Brasil), ganhando um acesso a 25.000 contas e 25 milhões de funcionários. Segundo uma pesquisa « Faster, smarter, better? » da Carlson Wagonlit Travel, é clara o crescimento da economia colaborativo nas viagens de negócios, especialmente pela adesão dos administradores de contas. AIRBNB BUSINESS TRAVELEles são 41% a achar esses fornecedores importantes para os transportes terrestres, e 31% para a hospedagem. Numa outra pesquisa da Wagons lits, verifica-se que a força dessa tendência junto aos millenials (jovens nascidos entre 1980 e 2000).  Mais de um terço deles utilizam Uber durante as suas viagens de negócios (15 % para os outros viajantes), e 20 % escolham Airbnb ( 10 % para os outros viajantes). Dados da Certify, uma plataforma de administração de viagens de negócios, confirmam essas tendências: Uber teria a preferência de 55% dos viajantes contra 43% para os taxistas tradicionais, as reservas de AirBnb para viagens de negócios vão mais que dobrar em 2015, e a media das estadias é de 3,8 noites contra 2,1 para a hotelaria.

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As grandes empresas  da industria turística estão trabalhando cada vez mais com esses novos atores. American Express integrou a Uber no seu programa de fidelização.Airbnb 2016 A Uber é também parceira de varias cadeias hoteleiras, incluindo  W  ou  Hyatt. Companhias aéreas como United estão incluindo a AirBnb nas suas aplicações, e a KLM iniciou uma verdadeira parceria com ofertas de hospedagem em todos os seus destinos.  Sempre pioneira, a cidade de  São Francisco imaginou novas parcerias com a Airbnb para integrar na sua oferta turística bairros e comércios periféricos. E São Francisco Travel  oferece AirBnb como opção de hospedagem para os organizadores de seminários ou de congressos, uma solução que a cidade do Rio de Janeiro também escolheu com sucesso para os Jogos Olímpicos de  2016.

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Se as ofertas da economia colaborativa agradem os viajantes de negócios pelo custo, a experiência diferente, a convivialidade e a tecnologia, alguns freios ainda existem. Segunda a mesma pesquisa da Wagons lits, 28% (e 42% dos administradores) estão achando os riscos em termo de segurança (falta de seguros, fraudes, roubos ou outros) maiores que nas ofertas tradicionais. choix_presse_hd-006Os progressos nas legislações locais, as garantias oferecidas, e a procura de transparência nos comentários online ajudarão sem duvidas a tranquilizar os consumidores e as empresas. Claro porem que a economia colaborativa não pode satisfazer todos os viajantes de negócios. Muitos vão continuar a privilegiar os serviços, a estabilidade, a segurança e os programas de fidelização, tanto dos hotéis que dos grandes especialistas de viagens corporativos. Assim como a Accor, a hotelaria já parece pronta para o desafio, mas ambos os setores devem prestar a máxima atenção a essas novas ofertas e preparar alternativas valorizando a força dos seus valores.

Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Claudine Barry  no “Réseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat”.

J.O. no Rio: a França também convida para a festa, preparando 2024!

HIPICA DO RIO DE JANEIRO

 

Se os Jogos Olímpicos vão ser para o Rio de Janeiro uma fantástica vitrina frente aos participantes, aos torcedores e aos milhões de telespectadores, vai ser também para muitos países um grande momento para se promover no Brasil. ASSINATURAPela terceira vez desde os J.O. de Pequim, o Comité olímpico francês vai assim abrir um efêmero “Clube France”, quartel geral do esporte francês, aberto não somente a família olímpica mas também aos torcedores e ao publico brasileiro. O lançamento oficial do projeto foi feito na ultima quarta feira na Sociedade Hípica Brasileira, sob o olhar do Cristo Redentor. A parceria com a seletíssima instituição da Lagoa oferecerá não somente um local de altíssimo padrão, entre a zona sul e a Barra da Tijuca, más também o apoio dos 450 sócios da entidade, muito mobilizados pela colaboração franco-brasileira.

O primeiro objetivo do novo “Clube France” vai ser de ser o ponto de encontro da família olímpica francesa, que seja os 800 membros da delegação, – oficiais, atletas e suas famílias -, ou os torcedores franceses que o Brasil espera receber durante os jogos. Ambiente das noites do Clube FranceMas, assim que já foi experimentado durante os Jogos de Londres, o ambiente, os eventos, os restaurantes e as cerimonias que acontecerão na Hípica azul, branca e vermelha, vão também atrair  muitos brasileiros querendo participar dessa festa. Com o apoio de grandes patrocinadores (A Renaut e a Air France já confirmaram seu apoio), muitas apresentações esportivas e culturais, e a presencia das grandes regiões turísticas francesas querendo mostrar tudo que podem oferecer aos turistas brasileiros, o Clube  pode virar um dos grandes pontos de encontros dos J.O. Rio 2016.

Faixada HIPICA DO RIO

Mas a França vai ter um outro motivo  muito importante para comemorar com seus amigos brasileiros na cidade maravilhosa: a  candidatura de Paris para os jogos de 2024.logo-jeux-olympiques-paris-2024-1 Depois de muitas negociações técnicas, financeiras e políticas com o governo francês, a prefeita Anne Hidalgo, anunciou que Paris era candidata e ia enfrentar Roma, Boston e Hamburgo na escolha do Comité Olímpico Internacional. O “Clube France” e os espaços similares que os Estados Unidos, a Alemanha ou a Itália vão abrir ao publico brasileiro durante os jogos do Rio serão sem dúvidas os primeiros testemunhas dessa briga.jo_paris_organisation

No quadro excepcional da Sociedade Hípica Brasileira, entre a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor, os momentos de festa e de alegria que  o Comité Olímpico Francês vai organizar para os torcedores, franceses ou brasileiros, e para o público carioca, contribuirão assim não somente ao sucesso dos J.O. de 2016 no Rio de Janeiro, mas ainda a preparação dos J.O. de 2024 em Paris.

Jean-Philippe Pérol

LES MASCOTTES CÉLÉBRANT LE SUCCÈS DE RIO

Da Copa para os Jogos, lucros e lições para o turismo brasileiro !

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Segundo o jornal l’Equipe, a Copa 2014 mereceu o título de Copa mais bonita da história, homenagem merecida de uma mídia que chegou a ser muito negativa mas soube reconhecer o sucesso do Brasil. Mag_1_20140712_1669_Page001No embalo do indiscutível impacto positivo sobre a economia das grandes cidades sede, os responsáveis do turismo chegam a anunciar números impressionantes para economia do setor para qual o evento teria gerado um milhão de turistas internacionais ou três bilhões de dólares de receitas . Talvez ainda seja cedo para tirar todas as conclusões sobre o impacto global da Copa, mas algumas tendências e lições confiáveis  podem ser tiradas dos primeiros resultados, para o turismo internacional tanto receptivo que  exportativo.

 Um milhão de turistas internacionais chegaram no Brasil em junho e julho, seja 35% a mais que o ano passado. Mas a Copa só durou um mês, com 530.000 chegadas, das quais  70% eram ligadas ao evento. Um total de 360.000 turistas “Copa” confirmados pelos 840.000 ingressos  colocados a disposição pela FIFA  numa média de 2,4 jogos por torcedor. fotoPode parecer decepcionante para alguns, mas a experiência das Copas e dos Jogos anteriores, assim que o forte impacto negativo sobre os turistas afugentados pelos grandes eventos, seus preços e suas multidões (uma queda estimada em mais de 30%), mostram que os números são satisfatórios. Serão mais satisfatórios ainda a médio prazo pelos investimentos em infraestruturas e pela extraordinária visibilidade positiva que o Brasil ganhou com o sucesso da organização ” encantadora” e “maravilhosa” do segundo maior evento do Planeta. Se os crescimentos observados em outros mercados se verificaram, pode-se esperar, assim que anunciou a Embratur, passar dos 10 milhões de visitantes antes do fim da década. Os números da Copa mostraram também que os países vizinhos, não somente Argentina mas também Chile, Colômbia, Peru e México, que representaram mas de 50% dos clientes “Copa”, ainda tem um potencial excepcional, especialmente se a oferta de produtos se diversificar melhor tanto no segmento de luxo que nos segmentos populares.

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O bom desempenho do turismo receptivo, e os 500 milhões de novas receitas internacionais  anunciadas, não se encontraram infelizmente no turismo emissivo. O fortíssimo impacto da Copa sobre as viagens dos brasileiros não foi com certeza bastante antecipada. Nem no turismo doméstico que só ficou estável, as viagens de torcedores e os preços tardiamente reajustados afugentando os turistas tradicionais, com queda de 20 à 40% das vendas das operadoras. Nem no turismo internacional no qual as altas de preços das passagens, a prioridade dada pelas companhias aéreas a visitantes estrangeiros, a vontade de viver a Copa com amigos e familiares, levaram a uma queda de mais de 10%  das viagens. téléchargementEssa decepção, prolongada nos meses de julho e agosto, se deve também a retração da economia brasileira e as incertezas eleitorais. Mas ficou claro que produtos e promoções diferenciadas deverão ser imaginadas para que os próximos grandes eventos sejam no futuro um sucesso para todos os atores do turismo no Brasil, pela satisfação de todos os viajantes, brasileiros ou estrangeiros, turistas ou torcedores.

Jean-Philippe Pérol