
A Amazônia é o novo foco do turismo internacional de aventura
Focando a Amazônia e o ecoturismo, a nova campanha internacional da Embratur apostou não somente sobre uma região do Brasil que vai atrair em 2025 a atenção do mundo inteiro, mas também numa temática cada ano mais popular. Em pleno crescimento, o turismo de natureza e de aventura conhece porém profundas transformações. Uma pesquisa recente da conceituada “Chaire de tourisme Transat” de Montreal mostra assim que o setor deve se adaptar levando em consideração as exigências dos viajantes, as conexões com outras atividades e as projeções de mudanças climáticas. Cinq principais tendências estão se destacando nos estudos e nas entrevistas da pesquisa publicada no caderno Tendências e perspectivas 2028 .

Foz de Iguaçu, um dos mais sustentáveis destinos do Brasil
O turismo de aventura é por essência ligado a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental. Ele ajuda a espalhar o turismo em todos os territórios, em pequenos grupos compatíveis com a proteção dos ecosistemas e da biodiversidade. Nos próximos anos, com as mudanças climáticas, o setor terá que avaliar, em cada destino turístico, o impacto das mudanças climáticas sobre as infraestruturas, as vias de acesso, e até a perenidade de certos lugares ou pontos de atrações. Os profissionais terão que adaptar seus produtos e serviços, e ao mesmo tempo continuar satisfazendo as expectativas dos seus clientes.

No Kibili House, o bem estar completa a aventura
Para 35 % dos associados da Adventure Travel Trade Association (ATTA), interrogados em janeiro desse ano, o bem estar vai ser um componente cada vez mais importante do turismo de aventura. Se a combinação da natureza com a saúde não é uma ideia nova, os profissionais destacam agora a procura dos viajantes para conteúdos atrativos, transformadores para a saude e o bem estar do corpo e da mente. As experiências devem incluir intercâmbios enriquecedores com os moradores, bem como impactos positivos duradouros para o destino e as comunidades. O ritmo dos itinerários deve incluir bastante tempo livre encontros inesperados ou momentos de bem estar pessoal.

Novas clientelas necessitam atenções especiais
Os benefícios reconhecidos do contato com a natureza sobre a saude e a qualidade de vida vão atrair novas clientelas para o turismo de aventura, independentemente das suas origens, capacidades físicas, idades ou preferências pessoais. Será importante, na medida do possível, facilitar os acessos para crianças, pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, melhorar a inclusão com serviços adaptados, gratuitamente ou a custo baixo. A diversificação dos turistas de aventura se anota também pelo crescimento de grupos pequenos – familiares, amigos ou colegas- que pedem propostas, atividades e experiências personalizadas.

A onda das “coolcations” favorece os destinos escandinavos
Para mais da metade dos profissionais que responderam a pesquisa da Adventure Travel Trade Association, o aquecimento global vai favorecer o turismo fora dos picos da temporada de verão, os viajantes procurando cada vez mais a frescura da primavera ou do outono, e até o frio do inverno, com “coolcations” (cool vacations, ferias no frio). A preocupação com o calor vai ser também abrir oportunidades para descobrir ou redescobrir destinos com clima mas fresco, tanto a nível doméstico que internacional. Os países do Norte da Europa bem como várias companhias de cruzeiros já estão surfando nessa onda que já atinge regiões da França, da Espanha, do Canadá ou dos Estados Unidos, bem como destinos do Brasil.

No Mirante do Gavião, aventura já combina com gastronomia e luxo
Segundo o Ministerio do turismo do Quebec, 80% das atividades características do turismo de aventura estão em forte crescimento, seja o camping, a pescaria, o surfe, a escalada, e, em primeiro lugar, as trilhas e caminhadas. A Adventure Travel Trade Association (ATTA) aponta no mesmo tempo que os turistas combinam cada vez mais essas atividades com cultura, gastronomia e até luxo. As ofertas devem assim incluir a historia e a cultura local, experiências gastronómicas, e conforto das hospedagens e dos transportes, sempre com qualidade e as vezes com luxo.
Este artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Claudine Barry na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat






















































