
Harari avisa que a IA pode ser um erro terminal ou o inicio de uma nova era.
Se a inteligência artificial revoluciona toda a indústria do turismo, projetando ser a primeira ferramenta de 92% dos viajantes e gerar US$ 1,2 bilhão até 2026, já aparecem numerosas perguntas tanto sobre suas oportunidades que sobre suas limitações. Duas pesquisas realizadas no início do ano 2024 e publicadas agora pela “Chaire de tourisme Transat” de Montreal mostraram as tendencias da utilização da IA pelo profissionais. Ficou claro a importância da tecnologia para o setor – 31% das empresas oferecendo acoes concretas-, como seu imenso potencial – 43% não utilizando nenhum dos seus recursos. Para os utilizadores, a IA é citada como ajuda a redação de cartas, mails ou posts (50% das respostas), tradução (34%) e assistencia ao cliente (14%).

A AI já integrou a rotina dos viajantes e dos profissionais do turismo
Os consumidores da América do Norte parecem também ter adotados a IA. Já em 2023, segundo uma outra pesquisa da Oliver Wyman, 54% dos viajantes confiavam nesta tecnologia para escolher ou planificar suas viagens de lazer, 81% estavam prontas a reservar na base dessas recomendações, 84% ficaram satisfeitos das sugestões que foram feitas. E 55% dos viajantes davam preferencias a canais de reservas oferencendo a assistencia de IA, sendo os “frequent flyers” das companhias aéreas, hoteleiras ou de cruzeiros os mais entusiastas. Se esse sucesso deve ainda ter crescido em 2024, alguns poréns já estão sendo levantados referente as distorções levadas nas propostas pelos algoritmos.

As distorções trazidas pela IA preocupam utilizadores e profissionais
Uma tese de master da Universidade de Montreal sobre as consequências da IA na seleção de produtos ou serviços turísticos concluiu que essas distorções podiam existir em todas as etapas do processo de decisão do viajante: pesquisa de informações, avaliação das opções, escolha, e até durante a própria viagem. Foram assim identificadas nove fatores de distorção nestas quatro etapas.
Na avaliação das opções, o viajante vai privilegiar as informações apresentando confirmação das suas crenças ou das suas preferências anteriores. Ele vai ter mais confiança nos destinos conhecidos, já visitados ou já conhecidos.
Na escolha do seu destino, as distorções podem vir da falta de análises das opções apresentadas pela IA, bem como de uma auto-confiança exagerada – especialmente quando se trata de atividades físicas ou esportivas. Mais frequentemente, problemas podem aparecer quando as recomendações da IA ficam sem validações com uma outra fonte, caso de 44% dos usuários.
As sugestões da IA necessitam também uma certa cautela durante a viagem ou frente as experiências que foram sugeridas. O viajante não deve esquecer que a planificação proposta não lhe da nenhum controle sobre as operações que dependem de muitos outros fatores, e que os imprevistos podem atrapalhar as experiências ou gerar custos suplementares.
Essas distorções representam um desafio para o consumidor, e mais ainda para os destinos ainda desconhecidos ou as empresas de pequeno porte. Não disponham de uma notoriedade suficiente e não podem fazer investimentos para aparecer mais nas mídias sociais, e têm assim menos probabilidades de ser destacadas pelos algoritmos da IA que os gigantes do setor. A qualidade das informações e a criatividade das ações de marketing serão ainda mais decisivas. As OTA ( agencias on line) bem como os próprios destinos estão desenvolvendo suas próprias ferramentas, inclusive virtuais travelplanners. Na nova era aberta pela inteligência artificial, os profissionais do turismo ainda têm muitas oportunidades a imaginar para moldar o futuro!
Este artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original de Natacha Bolduc na revista profissional on-line Reseau de veille en tourisme, Chaire de tourisme Transat











































