
Nova Iorque espera superar em 2024 os 86% de ocupação hoteleira de 2019
Com o impacto acrescido pela força do dólar, os preços dos hotéis em Nova Iorque subiram de 8,5% em 2023 e de 6,4% em 2024, e a diária média já superou a marca dos US$ 300. Essa situação inédita preocupa a prefeitura que espera recuperar este ano os 66 milhões de visitantes do último ano antes da crise. A aparente falta de disponibilidade de hospedagem na cidade é, porém, a consequência de vários fatores. Se alguns deles – a recuperação dos mercados e a inflação dos custos da mão de obra- não são específicos a Nova Iorque, outros são consequências diretas de decisões políticas, seja no atendimento dos imigrantes, ou seja na regulação da AirBnb e na planificação dos investimentos hoteleiros feitas a pedido dos moradores.

O Roosevelt foi o icônico hotel de muitas gerações de viajantes
Devendo respeitar a obrigação legal de fornecer uma cama a qualquer pessoa sem teto, a prefeitura teve que atender a partir de 2022 um fluxo de milhares de imigrantes vindo principalmente do sul do país. Enquanto o turismo não tinha ainda se recuperado da crise, dezenas de estabelecimentos se ofereceram para hospedar esses peculiares viajantes em troca de contratos milionários. Com os fundos do “Sanctuary Hotels Program”, um orçamento de quase um bilhão de US$ por ano foi dividido entre os 135 hotéis que aceitaram alugar a totalidade dos seus quartos por US$ 139 a US$ 185 por dia. Esses hotéis estão espalhados nos 5 distritos da cidade, mas os maiores ficam no coração de Manhattan, seja o Row NYC Hotel in Times Square – o primeiro a entrar no programa com um contrato de US$ 40 milhões-, ou o icônico Roosevelt cujo famoso lobby serve agora de centro de atendimento aos migrantes.

O prefeito Adams procura uma saida política e financeira para crise
Depois de dois anos, os 65.000 imigrantes que a cidade teve a obrigação de hospedar bloqueiam 16.500 quartos (quase 15% dos quartos disponíveis) e preocupa os profissionais na hora da retomada do turismo, frente a novos recordes esperados nos próximos anos. Tomada a pedido de moradores, mas apoiada tanto pelos hoteleiros como pelos sindicatos de empregados do setor, a nova regulação dos aluguéis de curto prazo foi não somente um golpe para AirBnb mas retirou do mercado quase 10% da hospedagem turística da cidade. Dos 23.000 apartamentos que eram oferecidos, 83% só podem agora ser alugados para prazos superiores a 30 dias, sobrando somente 3.700 para os turistas com estadias mais curtas.

Sempre com novidades, Nova Iorque quer guardar a sua liderança no turismo








































