
Volocopter deve experimentar seus taxis voadores durante os JO
Sonhos dos filmes de ficção científica, os táxis voadores nunca estiveram tão perto de virar realidade, pelo menos nos céus de Paris. Poucas semanas antes da abertura dos Jogos Olímpicos e Para-Olímpicos de Paris, no último dia 12 de junho, o Ministério francês dos transportes, autorizou um serviço experimental, e as autoridades aeronáuticas tanto da Europa como dos Estados Unidos anunciaram ter feito mais um passo na certificação dos “Vertical Take Off and Landing” ( VTOL), os aviões elétricos, a decolagem e aterrissagem vertical. Se tudo correr bem, os primeiros táxis voadores deverão então estar a disposição dos visitantes em Paris para a tão esperada cerimônia do dia 26 de Julho.

Mesmo com demonstrações bem sucedidas, os oponentes ainda são numerosos
Porém, se trata somente de uma experiência, e não de comercialização. O Aeroporto de Paris, promotor da operação, teve que superar muitos obstáculos. A Agência Europeia de Segurança Aérea exigiu dos fabricantes normas de seguranças tão rígidas que para a aviação comercial, seja na área técnica que em termos administrativos e até políticos. O Ministério do meio-ambiente achou que não podia autorizar essas aeronaves elétricas que tinham um alto consumo de energia e uma alta poluição sonora. A Prefeita de Paris tentou bloquear o projeto, achando que ele era uma absurdidade tecnológica e uma aberração ecológica. Mesmo assim, o Ministério autorizou a experiencia de taxis voadores, não sendo agora possível a comercialização.

O primeiro vertiporto será instalado frente a Cité du design et de la mode
Logo dada a autorização, o Aeroporto de Paris começou a construção de um “vertiporto” numa balsa ancorada do lado da estação de trem Austerlitz, frente a “Cité du design et de la mode” de Paris. Aqui será instalada a primeira base dos táxis voadores “Volocity” do fabricante alemão Volocopter, aparelhos intermediários entre os drones e os helicópteros. Durante os Jogos, poderão ser experimentados durante voos com duas pessoas, um piloto e um passageiro. Esses VTOL interligarão Austerlitz com os outros quatros “vertiportos” que estão sendo preparados na região de Paris, em Saint-Cyr-l’Ecole, Issy-les-Moulineaux, bem como nos aeroportos de Le Bourget e de Roissy-Charles-de-Gaulle. Por motivo de segurança, os táxis voadores não cruzarão os céus da cidade, mas entrarão em Paris sobrevoando o Rio Sena.

Depois da certification, um traslado a 110 Euros?
O vertiporto deve normalmente ser desmontado (e reciclado) antes do final do ano. et recyclé, selon la promesse du gestionnaire d’aéroports. Até là o Aeroporto de Paris e seus parceiros querem demonstrar o potencial tecnológico e comercial dos táxis voadores. Com a certificação, e a autorização de sobrevoar as áreas urbanas da capital, seriam oferecidos traslados rápidos para os aeroportos a preços muito competitivos (por volta de 110 Euros). E ,aproveitando a localização do vertiporto de Austerlitz perto do hospital de La Pitié Salpetrière , um dos melhores e maiores de Paris, os promotores do projeto também destacam os serviços de ambulâncias que os aviões elétricos VTOL irão oferecer.
A certificação comercial está sendo esperada para outubro, depois dos Jogos, e liberará a possibilidade de iniciar serviços de táxis voadores pagos. As autorizações parecem bem encaminhadas, tanto na Agência Europeia de Segurança Aérea (AESA) que na Agência Federal Americana de Aviação (FAA). A FAA já publicou uma diretiva com algumas características a serem respeitadas, com um máximo de 6 pessoas a bordo e um peso total limitado a 5.670 kilos. A França quer ser pioneira, já que a Califórnia e os Emirados estão com projetos bem adiantados. É porém provável que o Aeroporto de Paris ainda deverá enfrentar a ferrenha oposição dos ecologistas que criticam o suporte ao transporte para privilegiados, com um custo ambiental elevado. Um batalha que eles perderam devido ao entusiasmo da vitrina olímpica, mas que eles devem reiniciar depois dos Jogos.










































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