Qual seria a melhor companhia aérea na classe econômica?

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As grandes companhias aéreas internacionais estão brigando há anos para subir nos pódios das melhores Primeira Classe (o World Airline Awards 2014 foi da Singapore Airlines) ou das melhores Business (o mesmo Awards 2014 foi da Qatar Airways), fazendo das “La Première” um eixo central de comunicação. Lembrando que 90% dos passageiros só usam a classe econômica,  a empresa de marketing  Skift.com publicou um inédito ranking nessa categoria. World Airlines Award 2014Claro que o World Airline Award não esquece de premiar também a melhor Classe econômica (em 2014 Asiana, Garuda e Turkish), mas a inovação da Skift foi de escolher fazê-lo não com votos aleatórios mas com critérios objetivos apoiados na experiência completa do viajante nos voos de longa distância.

A metodologia do Skift Airlines Ratings só leva em consideração as companhias aéreas com um grande números de voos e de destinos, incluindo voos intercontinentais. SKIFT-RATINGS-logoAlgumas companhias domésticas, ou de menor porte, não foram incluídas mesmo oferecendo serviços de qualidade. Onze critérios foram escolhidos, sendo que o primeiro, as facilidades de bagagens, só constam como referência. A pontuação começa com o website que devem ser não somente eficiente, mas fácil e agradável para o passageiro. A American Airlines, a Air France e a Lufthansa se saíram bem nesse critério.

O conforto das poltronas foi analisado com três fatores: o pitch, a distância entre as poltronas, a largura das poltronas, e o próprio conforto. economy_smart_seatEsse critério tendo uma importância chave nos voos de longa distância, ele pesou muito na pontuação. As notas são muito influenciadas pelo numero de cadeiras por fila (8, 9 ou 10), e as companhias que operam com o A380 têm uma indiscutível vantagem. As exigências de custo devem limitar os esforços para melhor o conforto, mas as companhias norte americanas não se saíram bem nesse critério.

O serviço de comidas e bebidas não foi julgado em função da qualidade gastronômica ou enológica dos cardápios, sempre muito discutível, mas da apresentação dos pratos, premiando os mais apetitosos, e da qualidade do serviço das tripulações. Nesse item, se destacaram as companhias do Oriente médio, e surpreendentemente a Qantas. Bandeja da Qatar AirwaysO divertimento a bordo, importante nos voos de longa distancia, deu nota máxima para American, Etihad, Emirates e Qatar Airways, tanto na qualidade dos equipamentos que na variedade dos programas apresentados. O critério “wi-fi” destacou os esforços das companhias tanto pela conectividade a bordo que pelos aplicativos.

O ultimo critério, a qualidade do design interno dos aviões, foi o único a ser muito subjetivo. Foram julgados os últimos lançamentos, e os aviões mas novos, de cada companhia, mesmo quando a frota inteira ainda não beneficiava desses novos padrões. Turkish, South African e Etihad tiraram as melhores notas.

Cabina da classe econômica da S.A.A.

Com esses critérios, o titulo de melhor companhia aérea na classe económica para os voos de longa distancia ficou empatado entre a Etihad and Qatar Airways, com 61 pontos sobre um total possível de 73, somente um ponto na frente de Turkish Airlines, Emirates Airlines, e All Nippon Airways (ANA). A vitória apertada mostrou a importância dos mínimos detalhes para fazer a diferença. Nas grandes regiões geográficas, foram premiadas a American para America do Norte, a Turkish na Europa, a South African na África. Na América Latina a Avianca levou o titulo, 7 pontos na frente da AeroMexico e 13 na frente da LAN/TAM….Saudades….

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Skift achou também necessário premiar a aliança com os melhores resultados regionais. O prêmio mundial da melhor Economy Class foi assim concedido para Star Alliance que teve quatro dos seus membros nos vencedores regionais, sendo curiosamente a United Airlines muito mal colocada em relação a seus parceiros.

Mesmo discutível e devendo ser aperfeiçoar no futuro, esse ranking da Skift tem o grande mérito de tentar ser objetivo e de focar a importância do serviço oferecido na classe econômicas. COMANDANTE ROLIM No Brasil tem-se que se torcer para ver a volta do serviço excepcional que as companhias internacionais nacionais chegaram a oferecer na grande época da Varig ou, mais recentemente, na auge da TAM e do tapete vermelho do saudoso Comandante Rolim.

O quadro completa da classificação da Skift Airlines Rating:

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Jean-Philippe Pérol

Esse artigo foi inspirado de um artigo original de Serge Fabre no magazine on-line Pagtour.

Top ranking dos websites de viagens: lá vem o futuro, lá vem o Brasil!

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Pelo segundo ano consecutivo, o site Skift Travel IQ publica um ranking mundial dos sites de viagens, pegando todos aqueles que tiveram um número de visitas mensais  superior a 5 milhões. Atualizado cada três meses, esse ranking ficou mais interessante ainda esse ano porque consolidou todas as sub-marcas e todos os sites nacionais das empresas relacionadas.

Indicadores chaves para o futuro, esses resultados já foram analisados pelawmX-400x300x4-4c83ba003837d0d668e63767c0af4426fd0c5ed2a590f empresa especializada (Pagtour, artigo de Serge Fabre) que destacou a liderança da booking.com, a progressão de Tripadvisor, as dificuldades de Orbitz e Travelocity, ou o sucesso do marketing agressivo de Cheapoair.com. Mas anota-se tambem três tendencias que parecem muito importantes do ponto de vista das oportunidades e do futuro do trade brasileiro.

A primeira é que dos 33 sites listados, 19 são americanos, a Grã Bretanha sendo o único pais da Europa a marcar boa presença com 4 sites e a França sendo completamente ausente. Nos BRICS, mais que o bom resultado da Índia (3 colocados: MakeMyTrip, Yatra, e Cleartrip) e a emergência da China (2), o que impressiona é a dinâmica do Brasil que é o único pais fora os EE-UU a ter um representante no Top Ten (Hotel Urbano) . logohotelurbano141013A presencia de Decolar em décimo sétimo lugar (e a provável chegada em breve na lista de outros atores como Viajanet ou Submarino) mostra que o Brasil é mesmo um dos grandes do web turístico.

A segunda observação é a quase total ausência dos grandes atores tradicionais do turismo, tanto operadoras como agências de viagens, sendo a Thomas Cook e a Thompson (ambas inglesas) as únicas exceções. Parece que a dificuldade dos gigantes do setor para se adaptar ao mundo novo não é uma especificidade brasileira, mas não deixa assim mesmo de ser uma espada de Dâmocles pesando sobre esses grupos e já ameaçando os seus resultados.

Destacando atores novos, esse ranking mostra também que o futuro do turismo vai ser feito com produtos e serviços novos. Em termo de hospedagem, é significativo que dois sites de ofertas entre particulares já entraram na lista, Airbnb e o grupo Homeaway. TOUR EIFFELMostra o incrível crescimento da oferta não comercial que foi durante muito tempo esquecido pelo setor, inclusivo pelos destinos. Sabendo por exemplo que um terço dos americanos ou dos brasileiros que viajam para França não ficam em hotéis ou aparthoteis, há um potencial excepcional nessa área para os profissionais, com alguns destinos já bem adiantados (exemplo de Paris). A outra novidades é o crescimento dos sites comparativos, Kayak e agora Skyscanner, que mostram que modelos econômicos não baseados em vendas atraiam cada vez mais o consumidor (é por sinal também o caso da Travelzoo que tem uma honrosa décima sexta posição).

Jean-Philippe Pérol

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Clique aqui para ter o artigo completo do Serge Fabre na Pagtour bem como a lista detalhada dos 33 sites e dos subsites agregados.