
Os “Big Five”, no século XIX os 5 animais mais perigosos para os caçadores
Referência distante as grandes caçadas do século XIX, vários países africanos colocam os “Big Five” no coração da sua promoção turística e dos seus safaris fotográficos. As grandes reservas do Botswana, do Quênia, da Namibia, da África do Sul, da Tanzania ou do Zimbabwe se orgulham assim de garantir a seus visitantes encontros seguros com os outrora temidos leões, leopardos, rinocerontes, búfalos e elefantes. Mas no dia 3 de Março, dia Mundial da vida selvagem, a Islândia mostrou mais uma vez sua criatividade inventando para esse conceito de “Big Five” uma nova vida perto do Circulo Polar Ártico.

As auroras boreais realcem todas as atividades turísticas do pais
Já famosa pelas suas cachoeiras, suas auroras boreais e seus vulcões, a Islândia abriga também uma biodiversidade exclusiva que ela escolheu agora de valorizar na sua promoção turística. Descartando as especies invasivos – inclusive os seus simpáticos cavalos já vedetes de outras campanhas de comunicação-, Visit Islandia focou essa vez cinco animais, suficientemente raros, mas que podem ser vistos em excursões bem planejadas. Foram assim escolhidos como “Big Five” islandeses a Baleia-jubarte, o Fradinho ou Papagaio-do-mar, o Falcão-gerifalte, a Raposa do ártico e a Rena selvagem.

A baleia jubarte é o mais impressionante dos Big Five da Islândia
A Islândia é de fato considerada como um dos melhores lugares do mundo para observações de baleias. Com águas ricas em krill, a ilha tem varias baias onde podem ser observadas até 24 tipos de mamíferos marinhos como orca, cachalote, rorqual comum, golfim, baleia azul e baleia jubarte. Para esta última, a temporada vai de abril até setembro, com excursões organizadas desde sete portos do litoral norte.

O papagaio do mar, um dos xodós dos ornitólogas do mundo inteiro
Milhares de ornitólogas amadores estão visitando cada ano a Islândia para observar esses coloridos pássaros que fazem seus ninhos de março a agosto em barrancos de varias regiões do pais. Perto da capital, as ilhas Akurey e Lundey, as vezes chamadas de « ilhas dos papagaios do mar », são uma excelente opção, mas a maior colonia fica nas ilhas Vestmann, no sul da ilha, seguindo o famoso roadtrip da Estrada do circulo de ouro. E para quem procura uma experiência mais original, a gruta de Skrúðshellir, na ilha de Skrúður accueille tem uma colonia de 300 000 animais cujos ninhos são alinhados no proprio chão da caverna.

O falcão da Islândia foi numa época uma exclusividade real
Protegidos pelos reis da Dinamarca, destacado no brazão da então colónia islandesa, o falcão -gerifalto merece mesmo ser um dos “Big Five ” do país. É o maior falcão do mundo, a fêmea – maior que o macho- podendo ter até 1,6 metro de envergadura e pesar perto de 2 quilos. Ainda hoje um dos símbolos da Islândia, ele pode ser encontrado na região Nordeste, perto do lago Mývatn, ou nos arredores da Dettifoss, a mais poderosa cachoeira da Europa.

A raposa ártica é branca no inverno e cinza no verão
Único mamífero nativo da Islândia, perfeitamente adaptada as duríssimas condições do inverno boreal, a raposa ártica é um dos animais mais procurados pelos amadores de vida selvagem que visitam o país. Capaz de sobreviver em temperaturas extremas, esse caçador experto é difícil de encontrar. O melhor lugar para a sua observação é a reserva natural de Hornstrandir. Accessível somente de barco, pode ser visitada num passeio de um dia durante o qual será tambem possível de ver baleias, golfinhos, focas e pássaros.

Sem ser exclusivos do país, as renas integram as paisagens do leste
Se podem ser encontradas en quase todos os países nórdicos, as renas são muito embemáticas da Islândia. Elas são encontradas quase exclusivamente no leste, principalmente nos arredores da cidade de Vopnafjörður ou mais no sul, perto da famosa lagoa de Jökulsárlón dentre do parque nacional do Vatnajökull. Quem tiver a sorte de encontrar as renas durante o inverno, correndo em baixo das luzes das auroras boreais, voltará para sua terra com imagens inesquecíveis.
Esse artigo foi traduzido e adaptado de um artigo original da revista francesa profissional on-line Mister Travel

























