No início de um Ano Novo de grandes esperanças e de grandes mutações para o Brasil, todos os viajantes e os profissionais têm seus votos para que 2019 seja favorável ao turismo, tanto domestico que internacional. Se muitos desses votos são comum a todos os setores econômicos, as viagens são com certeza uma área mais sensível que tem suas próprias exigências. Alem do crescimento econômico e social ou da desburocratização, a estabilidade do cambio e um otimismo sobre o futuro do pais são fatores decisivos para o desenvolvimento das viagens. Olhando nas dificuldades encontradas em 2018 e nos últimos anos, quatro séries de fatores serão também importantes – sendo então quatro votos- para fazer de 2019 um grande safra do turismo brasileiro e internacional.
O primeiro é que vulcões, tsunami, tempestades, incêndios e terremotos não se repitam com a mesma brutalidade. Consequência ou não de um aquecimento global e das ações humanas, os desastres naturais, que afetaram o leste americano, o Japão, o Portugal, a Austrália, a Indonésia e a Califórnia, tiveram um impacto brutal para as populações e para suas atividades turísticas. Um 2019 vendo a natureza poupar os grandes destinos internacionais e brasileiros seria o primeiro voto para o ano novo.

Os turistas voltaram no Egito em 2018
A violência foi outro inimigo que o turismo encontrou esse ano. Se as guerras recuaram – inclusive no Oriente médio que aproveitou essa melhoria-, conflitos, atentados, greves ou protestos perturbaram os viajantes nos Estados Unidos, na Birmânia, na Catalunha, e mais ainda na França com o demorado conflito dos “coletes amarelos” que vai impactar a liderança do primeiro destino mundial. No México, na América central e infelizmente no Brasil, foram os níveis insuportáveis de delinquência que prejudicaram o turismo. E se um voto tem que ser priorizado para 2019, é a volta da segurança no Rio de Janeiro, no Nordeste e no Norte do Brasil, uma nova realidade que terá então que comunicar em todos os mercados potenciais -talvez tentando repetir o admirável “o único risco é de querer ficar” que nosso brilhantes colegas colombianos inventaram há mais de dez anos.

Com o Fairmont do Rio, Accor entra para valer no turismo de luxo no Brasil
2018 foi marcada no turismo mundial pela aceleração das concentrações e do gigantismo em todos os setores, da hotelaria ao tour-operating, do transporte aéreo regular até as OTA e das agencias de viagens tradicionais até as novas companhias low-cost. O turismo sai do seu conservadorismo fechado para aceitar novos horizontes e novos investidores (muitos, mesmo se não todos, sendo chineses). O nosso voto para esse movimento, irresistível mesmo no Brasil com os investimentos da CVC, da Accor e as expectativas em torno da Azul ou da Norwegian, é que ele se prolonga em 2019 num quadro de concorrência leal, sem destruir empregos, consolidando os direitos do consumidor, e beneficiando tanto os profissionais que os viajantes.
O turismo mundial mostrou também sua resiliência pela progressiva aceitação do setor colaborativo. A globalização da AirBnb e da Uber se consolidou, mostrando sua capacidade de gerar empregos ou rendas para moradores, e tentando resolver, com os grandes municípios, os problemas de coabitação com moradores e de concorrência com outros setores. Devemos esperar para 2019 que as autoridades consigam impor regras justas e iguais que satisfazem tanto os novos atores que os profissionais tradicionais, um equilibro necessário para sair de vez de um corporativismo ilusório para entrar nessa nova economia aonde a satisfação final do consumidor é o primeiro critério de seleção.
Feliz 2019 para todos!
Jean-Philippe Pérol
Esse artigo foi inicialmente publicado no Blog “Points de vue” do autor na revista profissional on line Mercados e Eventos













Resolvem os problemas de vistos – inclusive para os brasileiros-, mas parem na legislação do setor imobiliário ou na insuficiência de capacidade hoteleira. Dentre dos maiores problemas ainda não resolvidos, destaque-se hoje as exigências de vacinas contra a febre amarela bem como as preocupações dos americanos e dos europeus com a zika. A situação é controlado, mas os clientes são muito relutantes para se vacinar, mesmo si as exigências são impostas pela Organização mundial da saúde para todos os países da região . As pesquisas mostram mesmo que 30% deles desistam da viagem, mais ainda quando são famílias com crianças.


s, essa empresa da Carlson, que começou em 1960 comprando o Hotel Radisson de Minneapolis, administra hoje mais de 1400 hotéis no mundo. Mais conhecidas no Brasil por ter herdadas a fabulosa historia da “
Esse palace, onde o escritor francês André Malraux escreveu seu maior livro ” A condição humana”, era parte da cadeia hoteleira da 
Mesmo como toda força da companhia, e o prestigio do seu então Presidente Antoine Veil, já era tarde. Comprando a 




Foi assim que, em trinta anos, oito companhias se sucederam entre os aeroportos de Val-de-Cans e de Rochambeau (hoje Felix Eboué): a Cruzeiro do Sul, a TABA, a VARIG, a Penta, a TAF, a Suriname Airways e a ![_MG_0042[1]](https://i0.wp.com/leblogdoperol.com/wp-content/uploads/2015/05/mg_00421.jpg?resize=440%2C293&ssl=1)
Abrindo o seu primeiro destino na America latina, com dois voos semanais nas segundas e quintas feira num ATR 72 de 70 passageiros, 
