Somos todos tunisinos!

Sidi Bousaid, Tunisia

Sidi Bou Said

Se as primeiras vítimas do atentado de Túnis foram os 20 turistas estrangeiros e o policial massacrados pelos assassinos, o alvo deles parece ter sido em primeiro lugar o turismo tunisino e seu peso excepcional – 7% do PIB e 400.000 empregos – na economia desse pequeno país. Depois duma queda de 3,2% em 2014, a tendência era de claro crescimento, mas os tiros do Museu do Bardo mataram qualquer perspectiva para voltar aos 7 milhões de turistas recebidos antes da Revolução do jasmim. JORNAL LIBERATIONAs companhias de cruzeiros MSC e Costa cancelaram todas as suas escalas até nova ordem, redesenhando os seus itinerários, e as maiores operadoras da França  já pararam de vender passeios e excursões. A TUI, operadora alemã muito presente na Tunísia, também cancelou as suas excursões, pedindo para os clientes não sair dos seus resorts. Se o jornal Liberation chocou os franceses com um radical “Acabou a Tunísia, acabou o turismo”, e se inúmeros internautas proclamaram “somos todos tunisinos”, a realidade é mesmo que as reservas estão parados ou em forte queda. E segundo o presidente do SNAV, o sindicato das agencias de viagens da Franca, essa tendência vai também atingir os outros países árabes ou muçulmanos.  EU SOU TUNISIANO O mapa dos destinos seguros, que já exclui  a quase totalidade da África e do Oriente médio, bem como boa parte da Ásia, vai ficar ainda menor. ( A notar que o Brasil ficou também nos países de risco significativo – com algumas áreas de alto risco  nas fronteiras paraguaia ou colombiana, sem duvidas uma das razoes pelo qual o seu turismo receptivo fica encalhado no mesmo patamar de seis milhões de turistas que a pequena Tunísia).

MAPA GEOS DAS AREAS DE RISCOS

Mapa Geos das areas de risco

A segurança já é , junto com o preço e a qualidade, um dos três grandes critérios de seleção dos destinos.Café_des_Nattes_in_Sidi_Bou_Said Os viajantes da melhor idade, as famílias, os escolares, as crianças, ninguém aceita mais a falta de segurança dos locais turísticas, a delinquência ou o risco de agressão. Mesmo se uma forte corrente de simpatia abraçou a Tunísia no mundo inteiro, os turistas só voltarão a invadir as praias de Djerba ou de Hammamet, a comprar os artesanatos de Nabeul ou de Sfax, a passear na oásis de Tozeur, a olhar o túmulo de Massinissa em Dugga, ou a tomar um chá com pinhões no tão charmoso Café des nattes de Sidi Bou Said, Sinagoga de Djerbase resultados convincentes são mostrados pelas autoridades em termos de segurança publica. A imensa onda de solidariedade com a Tunísia poderá então se transformar numa nova realidade turística . Queremos todos ser tunisinos.

Jean-Philippe Pérol

Tozeur

Oásis de Tozeur

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