Encerrando a Expo internacional 2014 da Abav, São Paulo mostrou pela terceira vez esse ano o quanto pode receber com sucesso um grande salão de turismo. Com 250 estandes e 3500 expositores, a feira registrou as entradas de mais de 41.000 profissionais, comemorando com recorde os seus 60 anos.
Se a Europa ficou mais discreta, a França fez questão de estar presente com seus parceiros tradicionais – Air France, Accor, Rail Europe – e uma delegação de profissionais num espaço VIP onde eram servidos Champagne e vinhos do Smith Haut Lafitte.
Com um apoio excepcional do ministro Vinicius Lages que transferiu o seu gabinete no recinto do Anhembi, a Abav mostrou a sua força, e a presencia dos grandes lideres do turismo no Brasil foi impressionante. Mas, na concorrência entre os três grandes salões de turismo de São Paulo, os profissionais esperavam que o grande diferencial da Expo internacional fosse o comparecimento maciço dos agentes, a qualidade dos encontros e o apoio do publico durante os dois dias abertos a todos. Nesses três itens, os participantes não foram unânimes, e ficou claro que ainda tem caminho para percorrer. Mesmo com um intensa programa de hosted buyers, os expositores nem sempre tiveram as visitas esperadas, e a interessante iniciativa da Vila do Saber ainda não atendeu as grandes expectativas. Sempre muito difícil a combinar, o atendimento a dois tipos de visitantes muito diferentes – profissional e publico – foi um desafio que muitos expositores não conseguiram vencer, muito estandes ficando vazios no final de semana.
Na hora da Internet e do tempo contado, Expo internacional enfrenta os mesmos problemas que todos os grandes salões internacionais. Os organizadores do IFTM Top Résa de Paris, que encerrou dia 26 de Setembro, ficaram também preocupados pela dificuldade crescente de tirar os agentes de viagens das suas lojas, e pela concorrência de novos canais de comunicação B2B.
Jean-Philippe Pérol

