Com 84,7 milhões de entradas de turistas internacionais, a França foi de novo, em 2013, o país mais visitado do mundo, à frente dos Estados Unidos (70 milhões) , da Espanha (61 milhões) e da China (51 milhões). Mesmo esperada, essa notícia, anunciada pelo próprio ministro da economia , mostrou o dinamismo do turismo francês que continua com a preferência dos viajantes do mundo inteiro. Com muitos mercados europeus ainda em recuperação – com um crescimento médio de 1,2% -, esses resultados devem muito ao desempenho da Alemanha (+6,4%) , da América do Norte (+5,8%) e mais ainda da China que cresceu de 23,4%. A Rússia e a Índia participam dessa euforia, o Brasil se consolidando numa nona posição mas sendo o único BRICS a não ter um crescimento de dois dígitos.
Entradas de turistas estrangeiros (em milhões)
O sucesso da França deve muito a Paris, que se consolidou frente a Londres como primeira cidade turística do mundo com 47 milhões de visitantes em relação a sua concorrente inglesa com 35, mas também as regiões de Nice e de Lyon que atraem cada vez mais turistas. O objetivo do ministro Laurent Fabius, 100 milhões de turistas dos quais 1,5 milhões de brasileiros, deveria assim ser atingindo em 2022.
Receitas do turismo internacional (em bilhões de dólares)
Mesmo positivos, esses números foram recebidos com muitas críticas de vários profissionais franceses. A principal é que a forca econômica do turismo deve ser medida pelas receitas e não pelo número de entradas.
Mas a metodologia é a mesma para todos, os passageiros com multi-destinos existem em todos os países, e a França é mesmo o primeiro destino turístico mundial. As críticas não são justificadas, – os números estão certos e não tem nenhum fundamento falar de “marmelada” na publicação dessas estatísticas, porém é importante levá-las em consideração. A satisfação dos resultados não deve esconder o trabalho a fazer para melhorar.
Jean Philippe Pérol

