Se para os brasileiros Paris é a capital mundial da cultura – são depois dos americanos os mais numerosos a visitar o Louvre – , eles não escolhem Paris como capital do shopping, pensando muitas vezes que as compras em Paris se restringem a perfumes ou roupas de grandes costureiros. Para quem conhece a capital francesa, as oportunidades de compras são porém ilimitadas, tendo inclusive varia boas razões para dar a França uma séria vantagem na competição com os Estados Unidos para satisfazer as exigências e os desejos dos mais impulsivos e exigentes compradores.
Começando com as famosas liquidações semestrais, que vão justamente começar em Paris dia 25 de junho e durar até 29 de julho. Elas foram mesmo inventadas na França, pelo empresário Simon Mannoury, fundador em 1830 da loja parisiense
Para compras de turistas: 100 na etiqueta=107 nos EE-UU=87 na França
Os preços, ou mais especificamente as taxas, dão também uma vantagem a França na briga para ser o paraíso das compras dos brasileiros. Olhando duas etiquetas do mesmo valor, o comprador deve saber que isso esconde uma diferencia de 12 a 27% a favor da loja francesa. Isso porque as taxas (em média 7%) são cobradas nos Estados Unidos por cima do preço mencionado, enquanto na França não somente estão inclusas (de 5,5 a 20%), mas são reembolsadas para estrangeiros na saída do Europa (respeitando algumas condições). Em média uma diferença de 20% a favor da França!
Paris, e muitas grandes cidades francesas como Bordeaux, Marselha, Lyon, Nice, Cannes ou Estrasburgo, oferecem também uma diversidade de compras excepcional. São ruas e até bairros repletos de pequenas lojas (para mim a rua de Rennes em Paris ou a rua Sainte Catherine em Bordeaux) , bem como as tão famosas grandes lojas de departamentos (o meu favorito o Bon Marché, ou as Galeries Lafayette em Paris mais 17 cidades). São também shopping centers (o Quatre Vents em La Defense) e mais recentemente outlets (experimente o La Vallée perto da Disney) .
Jean-Philippe Pérol
Parte desse editorial foi escrito aproveitando um artigo da Silva Helena de Cerqueira. que teve a gentileza de autorizar essa colaboração.

