Quarta cidade do mundo, atrás de Paris, Nova Iorque e Londres pelo número de quartos cadastrados na Airbnb, Rio de Janeiro preocupou o setor hoteleiro brasileiro assinando um espetacular acordo de colaboração com a controvertida empresa de hospedagem colaborativo para o período dos Jogos Olímpicos.
Enquanto os hoteleiros temem a concorrência da Airbnb, uma pesquisa inédita da empresa francesa Coach Omnium, publicada em Abril desse ano, deve interessar os profissionais brasileiros. Realizada na França onde a oferta da Airbnb já representa mais de 200.000 quartos, os resultados da pesquisa, baseada em 1178 entrevistas de viajantes franceses e estrangeiros bem como na análise das estatísticas da hotelaria, parecem mostrar que as clientelas são muito diferentes, e que os temores dos hoteleiros não são justificados.
Segunda a Coach Omnium, somente 21,9% dos clientes dos hotéis também utilizam a Airbnb. São para 85,7% clientes de lazer, sendo 66% reservando um hotel somente uma vez por ano. Eles são jovens (79,5% tem de 18 a 35 anos), e justificam a escolha da Airbnb pelo preço (62,3%) mas também pelo espaço (24,7%), a cozinha (22,8%) ou o atendimento dos proprietários (21,2%).
Mesmo no quadro muito específico das novas capacidades de alojamento turístico do Rio de Janeiro, a pesquisa mostra que os hotéis tradicionais e a Airbnb são produtos adaptados a clientes diferentes viajando em situações e com exigências diferentes, sendo mais complementares que concorrentes. Airbnb atrai novos viajantes que não frequentam – ou muito pouco – os hotéis, mas que são prontos a viajar para aproveitar ofertas . Ela impactaria pouco a atividade hoteleira, mas pesaria no seu futuro, ajudando com o seu novo tipo de relacionamento com os seus clientes, e sua nova forma de hospedagem, ao desenvolvimento do turismo doméstico e internacional.
Esse artigo foi inspirado de um artigo original na revista online Pagtour

