Temos que parabenizar a TAP pela decisão de abrir no próximo mês de junho uma nova rota entre Manaus, Belém e Lisboa. Muito bem interligada com os Estados Unidos, a Amazônia carece de ligações para Europa enquanto a procura exista. Na Europa a magia da época da borracha, os mitos do Teatro (aonde a Sarah Bernhardt nunca se produziu, mas importa?) ou do Mercado municipal de Manaus, a onda ecológica sobre a floresta amazônica pulmão do mundo, já criaram uma grande procura. Não tem duvida que, com a viagem facilitada e encurtada de cinco ou seis horas, os fluxos de turistas portugueses, franceses, espanhóis ou italianos podem agora dobrar ou até triplicar.
Para os amazonenses e os paraenses, o voo direto (com excelentes conexões) vai abrir novas oportunidades, e as agencias e as operadoras de Manaus ou de Belém já devem saber que o turismo francês està pronto a acompanhar-los na criação de novos produtos. Com viagem mais simples, novos pacotes serão possíveis, mais baratos, mais curtos, mais de ultima hora também…
Com um apoio promocional criativo e intenso das sedes da Air France em Paris e no Rio de Janeiro, com uma equipe local com grande motivação, o voô perdurou até novembro de 84 quando foi vencido pela crise econômica dos anos 80 no Brasil e a guerra civil no Peru. Fechou, mas o pioneirismo ficou.
Jean-Philippe Pérol

