Não é por acaso que a Atout France decidiu esse ano fazer o seu seminário Américas em Bogotá. Nos últimos anos, o crescimento econômico constante e a notável melhoria da segurança publica levaram a um forte aumento do mercado turístico colombiano, tanto exportativo (passou de 1,5 a 3,2 milhões de saídas de 2005 a 2013) que receptivo (media de + 10,4% por ano desde 2005). Com esses resultados e perspectivas, a Colômbia entrou no pódio das potencias turísticas da América Latina.
Para todos os profissionais, a Colômbia chamou também muita a atenção por ser um novo ‘case’ de marketing turístico com duas campanhas promocionais elogiadas por todos os marketeiros.
Com o sucesso, precisava então não somente convencer mas também seduzir novas clientelas, de mais poder aquisitivo. Foi assim que surgiu esse ano a segunda campanha. O ‘Realismo Mágico’, emprestado do Garcia Marquez, foi mais uma grande cartada do turismo colombiano. Calorosos, positivos, diferenciados, e muito colombianos, os anúncios convinçam da capacidade da Colômbia de entregar a seus visitantes os sonhos que foram prometidos.
Mesmo para um simples seminário de quatro dias, Bogotá convenceu com três pontos fortes: qualidade do atendimento, animação e riqueza cultural. Tantos nos hotéis (do aconchegante e atencioso Sofitel até a pequena pousada Masaya), nos restaurantes (adorei a Cevicheria), nas ruas da Candelaria ou nos shoppings, o colombiano trata o turista com simpatia, querendo sempre ajudar ou dialogar.
Convencidos pelo pais, voltam também convencidos pelo mercado. Não tem duvidas que o fluxo de viajantes vai continuar crescendo, com oportunidades para os grandes atores on-line ou as operadoras. E se hoje a França recebem somente 65.000 colombianos, o dinamismo da Colômbia nos da a certeza de dobrar esses números antes do final da década. Com um pouco do talento dos nossos colegas da Pro-export, conseguiremos com a condição que os profissionais franceses investem conosco nesse novo emergente, acreditando na realidade magica dos fluxos turísticos entre os dois países.
Jean-Philippe Pérol

