Os drones, agora ferramentas de artistas trazendo sonhos de viagens!


TORRE EIFFEL

Enquanto os drones são, há vários anos, sinónimos de guerra ou de mortes, um grupo de fotógrafos e de artistas russos estão mostrando as fantásticas possibilidades que essas máquinas abrem agora para a fotografia e o cinema. Inaugurado em 2006, o site airpano.com se especializou em fotos aéreas de paisagens excepcionais. Começou com imagens panorâmicas tomadas desde aviões,  balões ou helicópteros, e encontrou o sucesso quando publicou a sua primeira mostra dos cem mais lindos lugares do planeta.

IGUAÇU

As cataratas de Iguaçu

A utilização dos drones abriu novos campos para capturar panoramas urbanos em Nova Iorque, Paris e Barcelona,  ou maravilhas naturais como cataratas, desertos ou vulcões.DRONE NO EGITO  As maquinas utilizadas, Hexacopters com seis motores e um controlo remoto, com estruturas reforçadas, ajudaram também a se especializar nas fotos panorâmicas de 360 graus, inclusive com restituições em 3D. Sendo as manobras muitas vezes difíceis – já perderam vários copters por falta de atenção ou negligencia -, há sempre um técnico e um fotografo para fazer o shooting. PARIS PANORAMICOCom esse olhar diferente, os nove fotógrafos da AirPano já conseguiram imagens excepcionais de grandes lugares turísticos, incluindo na França Paris, o Mont Saint Michel ou Cannes, e no Brasil Rio de Janeiro, São Paulo, Iguaçu ou os Lençóis Maranhenses. Mas o acervo continua de crescer, os projetos chegaram agora a duzentos lugares, incluindo Portugal, Indonésia, Japão, Inglaterra, Polo Norte e até Antártica, com mais de dois mil panoramas aéreos. E um projeto conjunto com a Google Earth jà pode ser visto no site. Os artistas da AirPano ainda têm muitos sonhos para oferecer!

CANNES

Cannes

Lencois Maranhenses

Lençóis Maranhenses

 

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Sobre os drones e a AirPano, ver também um artigo do L’Echo Touristique

E-turismo: as agencias on-line numa encruzilhada?

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Na Franca, pela primeira vez desde que nasceu o e-turismo, as vendas das agências de viagens na Internet baixaram esse ano em relação ao ano anterior. A queda começou com -1% no primeiro semestre, mas ficou mais importante a partir de julho e chega agora a -4%, atingindo mais especificamente as agencias on-line tradicionais. Evolution-de-e-tourismeA tendência é preocupante para o turismo porque as vendas globais na internet continuam em alta, com um faturamento de 56,5 bilhões de Euros esse ano, e um forte aumento do numero de sites de vendas, agora mais de 150.000, incluindo muitas start-ups. A morosidade do turismo não atinge os outros setores de e-comercio que estão ainda em forte crescimento: 9% para as vendas de produtos de consumo ao publico, e 8% para as vendas B2B.

DSCN0121Olhando os números proveniente dos Estados Unidos, se vê também que a euforia do turismo on-line està diminuindo. Lá, as agencias on-line estão além disso enfrentando um outro desafio, o crescimento das vendas diretas dos grandes fornecedores – companhias aéreas ou hoteleiras – que já estão abocanhando quase 60% do mercado das vendas de turismo no web.

Claro que as viagens continuam sendo líderes de vendas no web, e claro que se trata da França ou dos Estados Unidos, e não do Brasil. hu_pacote_lisboa_paris_aereo_001_normalAqui as agencias on-line ainda aproveitam crescimento excepcionais, mais de 11% em 2013 e provavelmente ainda 6% esse ano. Mas era 18% em 2012, e a tendência é mesmo de queda. Nesse novo quadro, o modelo econômico das OTA (On line Travel Agency) vai ter que evoluir. O tempo da valorização dos investimentos pela conquista de mais faixas de mercado vai talvez acabar, e os lucros vão assim voltar a ser os primeiros critérios de avaliação dos grandes atores do setor.

A primeira agencia da Wagons lits no Brasil, foto de Abril 1936

A primeira agencia da Wagons lits no Brasil, foto de Abril 1936

Frente a essas encruzilhadas, as agencias on-line jà estão mostrando mais qualidade e criatividade.  Lançam produtos e serviços mais sofisticados, melhoram o contato com o cliente, reforçando o atendimento com chat ou telefone, e as vezes mesmo (re)abrindo lojas …. Com as agencias tradicionais agora consolidando suas posições nos segmentos de lazer com mais valor agregado, a concorrência vai redobrar, e a grande aventura das agencias de viagem que o Thomas Cook começou a escrever em 1842 ainda não acabou….

Jean-Philippe Pérol

Esse artigo foi adaptado dum artigo original do L Echo Touristique

Business Travel: cuidado que o amanhã está chegando!

La cabine du concept Plane d'Airbus.

Enquanto as agencias corporate parecem as vezes, pelo seu tamanho ou pela maior estabilidade do seu negocio, menos ameaçadas pelas revoluções do trade brasileiro, um estudo da Air Plus International vem lembrar que, mesmo nessa aérea, o futuro está chegando. Sintetizando as previsões que influenciarão as viagens de negócios nos próximos cinquenta anos,  esse estudo foi apresentado na revista “L’Echo Touristique” do 19 de Dezembro e listou vinte tendências de maiores importâncias.

Algumas são claramente prospectivas de futurologia a longo prazo, como a volta das viagens supersônicos, o fim das sedes físicas das empresas (e das reuniões internas que virariam somente virtuais), a integração de todos meios de transportes, o fim da confidencialidade dos dados ou a concentração das viagens de negócios em vinte a trinta destinos mundiais (incluindo, claro, Paris e São Paulo…).

Outras tendências já são integradas pelos viajantes e os profissionais. São citadas por exemplo os custos cada vez mais elevados (e consequentemente globalizados e controlados), a preocupação decisiva para todos os parâmetros de segurança,  o crescimento maior das  viagens internacionais em relação ao domestico, ou o interesso renovado pelo trem .

AIR PLUSMas a parte mais interessantes dessa pesquisa se refere a compra e a organização  mesmo das viagens. Quatro  conclusões devem chamar todas a nossa atenção : os programas corporate não existirão mais, novas tecnologias virarão o ponto chave na gestão das viagens, as agencias corporate não cuidarão mais das reservas mas os responsáveis continuarão a precisar de conselhos para gerenciar viagens. Se as previsões da Air Plus, um dos maiores especialistas das viagens profissionais, foram exatas, isso quer dizer que o papel das grandes redes de Business Travel deverá ser completamente repensado, abandonando a funções de negociação, de reserva, ou até de gestão das viagens dos seus clientes para se concentrar no conselho.

Sendo previsões de longo prazo, é claro que devem ser lidas com muitas precauções. Mas devemos também lembrar que algumas dessas ideias já estão no ar e que as evoluções no nosso setor sempre foram muito mais rápidas e profundas do que o esperado. O futuro anunciado para 2060 pode muito bem começar amanha !

Jean-Philippe Pérol

Para o artigo do L’Écho Touristique (em francês) e o a pesquisa (em inglês):

http://www.lechotouristique.com/mediatheque/8/2/0/000031028.pdf