Da sustentabilidade ao “slow travel”, o trem abraçando as novas tendências do turismo!

A primeira viagem de trem organizada pelo Thomas Cook

Desde 1842, quando Thomas Cook inventou o turismo moderno numa Maria Fumaça fretada de Leicester a Loughborough, o trem foi sempre, na Europa, pioneiro nas grandes ou pequenas revoluções do setor. Suas performances ecológicas exemplares, sua rede interligando não somente os grandes centros mas umas 10 mil cidades ou vilarejos nos 38 países europeus, sua autenticidade enraizada nas tradições ferroviárias, e sua flexibilidade o colocam outra vez nas mais recentes tendências seguidas pelos viajantes internacionais. Seja nos TGV ou nas ferrovias regionais, viajar de trem significa sair do centro das cidades, poder relaxar desde o embarque até a chegada, aproveitar a paisagem, entrar em contatos com outros viajantes ou moradores, escolher com facilidade o ritmo das suas experiências.

Dos Alpes da Provence até Nice, o famoso Train des Pignes

Um pesquisa da Virtuoso mostrou que 37% dos consumidores privilegiam as empresas investindo na sustentabilidade, e que os viajantes “eco-conscientes” são quase todos convencidos que o trem é o mais eficiente dos meios de transporte quando se trata de consumo de energia, de gases do efeito estufa ou de sustentabilidade. Nos Estados Unidos, 71% dos compradores de “Eurailpass” declaram que as baixas pegadas carbono foram decisivas na escolha do trem. A geração dos Millenials é a mais comprometida com a ecologia – três vezes mais que a geração X, seguido dos baby boomers e da geração Z-, mas todos  parecem prontos a mudar seus comportamentos afim de reduzir o impacto das suas viagens sobre o meio ambiente.

O overturismo aumentou a urgência de novos destinos

O overturismo foi incluído este ano pela primeira vez na pesquisa anual da MMGY sobre o perfil do viajante estadunidense. Cerca de 60% dos respondentes concordaram com a afirmação que o turismo de massa e a superlotação vão ter uma influencia importante na escolha dos lugares que visitarão nos próximos dez anos. E 73% já tentam evitar destinos superpovoados durante as altas temporadas. Mesmo se o trem oferece aos viajantes a possibilidade de chegar diretamente nos centros das grandes cidades, ele dá também a opção de visitar lugares menos acessíveis, menos conhecidos, mais íntimos, onde é possível mergulhar na cultura local  sem sofrer dos desgastes humanos e financeiros do overturismo,

Os trens suiços dão acessos aos lugares mais escondidos do país

Os destinos menos conhecidos onde o trem pode levar o viajante não são somente ajudam a escapar ao overturismo, mas permitem descobrir pequenas cidades ou vilarejos para experiências autênticas e mais oportunidades de interagir com os habitantes. No relatório Luxe Report 2019, a Virtuoso coloca agora o encontro e a convivência com moradores como uma das cinco maiores motivações de viagem. Os  trens regionais ou “intercity” são ocasiões de descobrir novas paisagens, novas culturas diferentes e novos encontros enriquecedores. Nos pequenos vilarejos, encontra se o tempo para  conversar com os “habitués”de um bistrô, descobrir um prato regional com ingredientes da própria fazenda, ir na feira livre para fazer as compras, visitar uma surpreendente igreja romana cujas chaves são guardadas pela vizinha, ou fazer uma degustação de vinhos com um pequeno produtor.

A Itália logo associou slow travel com trem

O trem combina também com a nova tendência do Slow Travel, a descoberta de destinos a um ritmo bem tranquilo, tomando o tempo necessário para conhecer seus atrativos e sua gente e fazendo da própria viagem (de trem!)  um momento descontraído e relaxante. Pioneira, a Itália fez de 2019 o ano do seu “slow tourism,” focando sua promoção em atrações culturais e turísticas de regiões menos conhecidas do pais. As operadoras e as agências de viagens foram incentivadas a diversificar seus roteiros, multiplicando as paradas em vez de ligar diretamente as grandes cidades italianas. O trem ficou assim uma escolha natural, relaxante, que alegra os clientes menos apressados do “slow travel”, jovens estudantes ou aposentados da melhor idade que querem viajar a seu ritmo, almoçar sem pressa ou parar de repente para aproveitar um pôr do sol.

©SNCF Mediatheque/Alex Profit

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